segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Ministra Ana lamenta falecimento de Léo do Peixe
Ministério da Cultura
Ministra Ana lamenta falecimento de Léo do Peixe
Parte Léo do Peixe, mas deixa conosco a sensibilidade do pescador e feirante que iniciou sua dedicação levando livros para distrair os filhos na sua barraca em Pirapora/MG, enquanto trabalhava; com isso, atraiu as primeiras rodas de leitura; estas rodas ganharam um tal volume que terminaram virando pontos de leitura, do programa do Ministério da Cultura. Esse seu legado de amor aos livros nas barrancas do São Francisco, materializado em milhares de obras e outro tanto de cadastrados, que giram centenas de obras por semana, ja não cabe mais só na crônica do Velho Chico: é uma história que honra o Brasil. Por isso, me solidarizo neste momento, num misto de homenagem e sentimento de perda, com os familiares, amigos e tantos admiradores deste exemplo de cidadão.
Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura
domingo, 5 de fevereiro de 2012
A voz do Brasil
Pedro Coimbra
Acompanhava meu amigo Eduardo Lacerda numa quinta-feira, 23
de agosto de 1968, na minha única visita a Ouro Preto, para a fundação de um cineclube. Estávamos
sentados em um barzinho com um pessoal da Universidade bebendo cerveja e cuba
livre. Quando de um alto falante distante começou a sair a voz de Vicente
Celestino, cantando o “O ébrio” e depois “Coração materno”. Morrera aos 73 anos o tenor que cantava: “
Disse o campônio a sua amada/Minha
idolatrada diga o que queres?/Por ti vou matar, vou roubar/Embora tristezas me
causes mulher/Provar quero eu que te quero”. Na minha casa este disco tocara na
vitrola da minha mãe até gastar. E menino ainda eu assistira o filme o “O
Ébrio” dirigido por sua esposa Gilda de Abreu e estrelado por ele.
Sofia, uma das moças
sentada ao meu lado, passava suas longas pernas nas minhas, me bolinando. Ela
era filha de alemães, seu pai era pintor e muito conhecido na cidade. Parecia
ter somente dois assuntos na sua linda cabecinha: sexo e relembrar das cenas de
cenas de "Hiroshima mon amour" e "L'année dernière
à Marienbad", de Alain Resnais que assistira em Belo Horizonte, na Imprensa Oficial. Lembro-me
que ela tinha cabelos muito negros, compridos, um rosto lindo e quando dizia
“mon amour”, fazia uma boca sensual.
O
projeto de reativar ou fundar cineclubes nas cidades do interior foi uma das
melhores ações do movimento do cinema novo mineiro. Mas tinha uma logística
complicada. O filme, sempre em 16mm, era alugado e tinha que ser enviado para
as cidades. No começo deu tudo certo. Até o dia que não me foi possível enviar
as latas pelo ônibus para minha cidade natal. Os dirigentes locais se desesperaram
e acabaram por exibir um filme do Tarzan e da Jane, o que assustou minha tia
Milita, adepta dos filmes de arte.
Sempre
tive um relacionamento estranho com a cidade de Ouro Preto: paixão e
distanciamento. Acabei indo lá poucas vezes, mas mesmo assim, Maurício Andrés Ribeiro
e eu, fizemos um belo cartaz, baseado em uma foto em alto contraste, que foi
premiado. Por sinal, nunca vi a peça depois de finalizado.
Em
1968, enquanto procurávamos difundir a sétima arte o mundo já estava de cabeça
baixo. Principalmente no exterior, marcado pela rebeldia dos estudantes na Europa,
potencializado em maio de 1968, o que influenciou a juventude brasileira.. O
golpe de 1964, ao contrário do que se pensava endurecia cada vez mais. O
autoritarismo cresceu e se firmou no dia 13 de dezembro de 1968, com a
decretação do AI-5, lido na voz grave do locutor Alberto Curi, a Voz do Brasil,
irmão do narrador esportivo Jorge Curi e do cantor Ivon Curi, nascidos em
Caxambu. As perseguições advindas desta ação da direita inviabilizaria todas as
ações populares e estudantis no país.
Mas,
naquele dia em Ouro Preto, nem a morte de Vicente Celestino, que nos emocionou
a todos, foi capaz de nos entristecer. Minha grande preocupação era as pernas
de Sofia roçando nas minhas, seus seios empinados e sua boquinha articulando
“mon amour”. Afinal de contas começávamos um tempo de liberdade total, do amor
livre, da liberação das drogas e do
surgimento do amor livre.
Acabei
a noite com uma moreninha de Ubá, estudante de Geologia, que me arrastou para
sua república.
A
visão de Sofia, a gringuinha saliente, desapareceu na madrugada escura da
memória, como também todos os absurdos gerados pelo Golpe de 1964...
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O Museu de Arte Contemporânea (MAC) achou um espaço à altura
Marcos Hiller *
O Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-SP) finalmente reabriu suas portas. Instalado (escondido?) dentro da Cidade Universitária, na Universidade de São Paulo (USP), a partir dessa semana começa a reescrever sua história no antigo prédio do Detran-SP, nas imediações do Parque do Ibirapuera.
Essa mudança deve ser entendida de uma forma muito mais ampla e simbólica do queparece, pois o novo endereço é uma obra altamente moderna no contexto arquitetônico da cidade e tem Oscar Niemeyer como idealizador. Vale destacar que este prédio foi criado em 1954, justamente na fase mais brilhante do arquiteto carioca, entre a construção do complexo da Pampulha, em Belo Horizonte (1943), e Brasília (1957).
Esse novo projeto do MAC reúne os principais alicerces que são fundamentais para um projeto bem-sucedido de museu: um prédio com arquitetura emblemática, um acervo contundente e uma marca forte. É relevante propor ainda que outros museus da cidade de São Paulo e do Brasil passem a enxergar o MAC como um benchmark nesse segmento em termos de atratividade de visitantes e, obrigatoriamente,passe a fazer parte do roteiro turístico da cidade.
O próprio MAC de Niterói, inaugurado em 1996 e idealizado pelo mesmo Oscar Niemeyer, é visto também como um exemplo clássico de arquitetura moderna, cheio de curvas, espelhos d’água, uma rampa de entrada nada convencional e um formato do prédio em espiral que desafia curadores de arte e artistas na montagem de exposições.
Infelizmente, o segmento de marketing de museus ainda é conduzido de forma muito amadora no Brasil, e o novo MAC de São Paulo tem agora uma chance especial de aproveitar esse processo. O MAC não deve apenar brigar pela audiência de outros visitantes de museus, mas também pelos frequentadores dos shoppings, cinemas, teatros, bares e restaurantes. Acredita-se que arquitetos, curadores de exposições e profissionais de arte possuem conhecimentos de marketing relativamente incipientes. Aqui vale desdobrar outro questionamento: essa incumbência pertence a esses profissionais? Eu acho que, além de suas atribuições tradicionais, conhecimento de marketing é fundamental nessa área.
O design sofisticado da arquitetura dos prédios busca um impacto visual, mas a formacomo é feita a divulgação de exposições, o treinamento de funcionários e a preocupação de zelar pela marca do museu deixa uma lacuna nesse campo e, consequentemente, representa um desafio para pesquisadores e profissionais se debruçarem nesse mote.
Então,muito mais importante que abrir o museu em um prédio de Niemeyer, um estiloso café no último andar (com umavista de tirar o fôlego para o Parque do Ibirapuera) e uma lojinha da qual dá vontade de levar tudo, espera-se que o MAC crie nos seus visitantes um momento único de consumo cultural por um processo de encantamento exclusivo, sofisticado e que vise diferenciações máximas. Afinal, esse é uma das grandes missões de um museu, especialmente num país como o Brasil, tão carente de cultura!
* Marcos Hiller é coordenador do MBA Gestão de Marcas (Branding) da Trevisan Escola de Negócios (@marcoshiller).
A Árvore da Vida
Não me lembro dos primeiros filmes de Terrence Malick, nem soube de seu sumiço temporário, errático, das telonas.
Só vi seu retorno a
elas: “Além da Linha Vermelha” (The Thin
Red Line, EUA, 1998) em 2011 e, confesso, fiquei meio confuso com a
proposta desse filósofo formado com louvor em Harvard; quase doutor, em Oxford;
e que lecionou no MIT.
Porque esse sujeito
resolveu fazer cinema?
As imagens desse
filme de guerra são intensas, mas há alguns exageros - como as falas de Nick
Nolte - e situações sem sentido. Mas, a guerra não é assim?
Ao fim desse
primeiro contato com a obra deste cineasta, ao menos duas percepções emergiram:
Malick parece ser pessoa boa índole e com absolutamente nenhuma preocupação em
fazer cinema “comercial”. Ele quer fazer refletir, dialogar!
Isso, no entanto, nunca
impediu estrelas de “mergulharem” em seus roteiros e aceitarem seus convites.
Mesmo assim, fiquei
com “um pé atrás” quando anunciaram: “A Árvore da Vida” (The Tree of Life, EUA, 2011).
O título era
poderoso, assim como a sinopse e o elenco: Brad Pitt, Sean Penn...
Então, mais crítico
do que apreciador de Malick, por ainda não tê-lo decifrado, fui vê-lo, com meu
filho.
Antes da projeção,
ouvi pessoas cheias de expectativa, mencionando a “Palma de Ouro” recebida pelo
filme. Cético, aguardei que as imagens me convencessem de algo.
Quando o filme começou, aos poucos fui enfeitiçado pelas imagens e personagens, principalmente pelo Jack mais novo, interpretado por Hunter McCracken, extremamente natural e convincente, apesar da pouca idade.
Passei o filme todo
com um nó na garganta, indo e vindo no tempo da narrativa, vinculando mensagens
de uma sinceridade tão eloquente que transpunha a tela, como se o filme fora
uma espécie de 3D espiritual, a ser visto com as lentes da alma, questionando:
“Quando foi que perdemos a graça da vida?”.
Exagero meu?
Talvez... Filme autoral é assim: afeta as pessoas de diferentes formas, tanto
que, durante a projeção, era possível ouvir manifestações do tipo: “Quando o
filme vai começar?” ou “Palma de Ouro não quer dizer nada!”. Havia pessoas
indignadas, pedindo o dinheiro de volta!
Eu e meu filho, no
entanto, permanecíamos absortos.
Eu já estava
“rendido” ao enredo, mas, quando o filme terminou e ele perguntou minha
opinião, o pouco que havia sobrado do “terremoto” definitivamente “desabou”!
Levei alguns
minutos para me reconstruir, sob o olhar preocupado dele, que não entendia
muito bem o que estava acontecendo. De certa forma, nem eu...
Mais tarde, quando
consegui raciocinar sobre a obra, tive certeza de que, de fato, Terrence Malick
é instigante, dialético, ousado e visceralmente comprometido, quadro a quadro,
com suas crenças. Nada é à toa em seus filmes!
Como defini-lo,
então?
Conversando com meu
filho sobre isso, me veio à mente uma tola síntese: Malick é um filósofo da
imagem!
“A Árvore da Vida” levará
um Oscar?
Pouco importa. Vale
mesmo as “raízes” que ele deixou em cada um que o viu.
Espaço Cultural Citi recebe mostra "A Aparência e os Vestígios do Enigma", de Taisa Nasser, a partir de 13 de fevereiro
TELAS EXPOSTAS EM NOVA YORK , PARIS E BERLIM
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O Muro 13/08/1961 - 9/11/1989
Prêmio Toile d'Or 2011 - Salon des Indépendants - Grand Palais - Paris
|
A PARTIR DE 13 DE FEVEREIRO NO ESPAÇO CULTURAL CITI
Depois de expor em Paris, Berlim e Nova York, a artista plástica e arquiteta paulistana Taisa Nasser apresenta a mostra A Aparência e os Vestígios do Enigma no Espaço Cultural Citi, a partir de 13 de fevereiro. São 20 telas abstratas com dimensões variadas, em que a artista utiliza diversas técnicas e texturas, tendo como traço marcante os contrastes cromáticos. Com curadoria do crítico de arte Jacob Klintowitz , a exposição poderá ser vista até o dia 13 de abril.
O curador ressalta que esse trabalho propõe "um acentuado vir a ser, uma discussão sobre caminhos, uma proposta de novo entendimento da arte, a expressão como mensagem psíquica, a forma como desejo de transcendência".
O Espaço Cultural Citi é a galeria pública visitada mensalmente por cerca de 50 mil pessoas que trafegam pela Avenida Paulista e região. O espaço mantém desde 2005 a sua vocação de mostrar obras de arte no centro vital de São Paulo. Passaram por ali as obras de nomes consagrados, como Marcello Grassmann, Rubens Gerchman, Luiz Paulo Baravelli , Gregório Gruber , Romero Britto, Newton Mesquita, Odetto Guersoni, Ivald Granato, Takashi Fukushima, Caciporé Torres, Sérgio Lucena, Antonio Peticov, Maurício de Sousa, Claudio Tozzi , Marcello Nitsche, Odilla Mestriner, Aldemir Martins e Shoko Suzuki, além de jovens que se firmam como Luciana Maas, Maurício Parra, Carola Trimano e Manu Maltez.
O Espaço Cultural Citi (Av. Paulista, 1111, térreo, fone 11.4009.3000) fica aberto para visitação de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas. Acesso a pessoas com necessidades especiais pela Alameda Santos, 1146. A entrada é gratuita.
Mais informações sobre o CitiBrasil em www.citi.com.br / flickr.com/CitiBrasil / facebook.com/CitiBrasil
Enigma – Os contrastes cromáticos e a força espiritual são traços marcantes nas obras expostas. Jacob Klintowitz considera que esse trabalho de Taisa Nasser coloca em pauta uma discussão "sobre caminhos, uma proposta de novo entendimento da arte, a expressão como mensagem psíquica, a forma como desejo de transcendência".
Para o curador, a pintura da artista tem origem no movimento abstrato informal e expressionista. "No Brasil, este movimento teve uma forte conotação filosófica e, em boa parte, esteve próximo da meditação e da investigação de estados sutis da mente". Klintowitz acrescenta que "a artista com o seu trabalho não só parte desta tradição, como acrescenta a ela um vivência estética fundada no contato direto com o Self e em harmonia com estados de elevação espiritual. É este dado explícito espiritual que a artista acrescenta à tradição".
Europa e EUA – Apesar de viver no Brasil, Taisa Nasser recebeu convites para expor sua fase atual de trabalho na Europa e nos Estados Unidos. Em Paris, uma de suas telas recebeu o prêmio Toile d'Or de l'an 2011, na exposição do Salon Des Indépendants - Grand Palais, Paris, concedido pela Federation Nationale de la Culture Française.
Na visão do curador, esse percurso por três dos mais importantes pólos culturais urbanos do mundo, com boa receptividade, demonstra que o "seu vigor expressionista foi entendido como uma contribuição de vitalidade, um seguimento natural da tradição expressionista brasileira. Agora, em 2012, pela primeira vez, este trabalho é mostrado no Brasil, como um encerramento deste itinerário e uma proposta de diálogo com o público e a arte brasileira."
A aparência e os vestígios do enigma, por Jacob Klintowitz
Esta é uma pintura feita de matéria. É a primeira e verdadeira personagem da pintura e é o que constitui o seu universo de sugestões tácteis e visuais. E a matéria é também o seu conceito essencial: uma arte saturada de realidade.
Impregnada de pigmento e textura, esta pintura nos faz perguntar, a cada momento, qual o seu significado, o que está aquém e além destas cores, que ocupam inteiramente o horizonte e a nossa percepção. O pigmento saiu do plano para a tridimensionalidade e a textura é uma condensação corpuscular, erupção de um universo subjacente que adquiriu independência e se tornou protagonista na nova dimensão.
A ação vertiginosa da artista Taisa Nasser, a rapidez e a certeza de execução, a coerência formal do seu trabalho, impuseram a sua pintura à consideração do circuito artístico.
Há uma constante na pintura de Taisa Nasser que ajuda a explicar o interesse que a sua obra desperta. Tanto na fase anterior, lírica, sensível e de harmonias cromáticas, quanto na atual, fortemente matérica e de contrastes cromáticos, há um acentuado vir a ser, a expressão se coloca como mensagem psíquica e a forma como desejo de transcendência.
Certamente esta arte que acredita e confia em seu próprio ser tem um forte atrativo num mundo marcado pela massificação da informação e a ênfase no medo. De muitas maneiras, uma expressão tão franca como a pintura de Taisa Nasser, afirmativa e propositiva, e que simplesmente se coloca como uma alternativa de diálogo, é estimulante. O seu caráter espiritual é compatível com uma tendência mundial que procura o significado profundo da existência em oposição à crença na gratuidade da vida.
A pintura de Taisa Nasser tem origem no movimento abstrato informal e expressionista. No Brasil, este movimento teve uma forte conotação filosófica e anímica e, em boa parte, esteve imbricado na meditação e na investigação de estados sutis da mente. A artista, com o seu atual trabalho, não só parte desta tradição, como acrescenta a ela uma vivência estética fundada no contato direto com o Self e na harmonia com estados de elevação espiritual.
Para mais informações, visite www.citigroup.com ou www.citibank.com.br / Twitter – @CitiBrasil / Blog – CitiBrasil.wordpress.com / YouTube – youtube.com/CitiBrasil
Assessoria de Imprensa do Espaço Cultural Citi
Kassab envia à Câmara Projeto de Lei que concede área para o Instituto Lula na Nova Luz
Proposta é
justificada pela importância histórica e cultural da entidade,
que
contribuirá para
o processo de revitalização da região da Luz;
em
contrapartida,
memorial terá de garantir acesso à população
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Nota de pesar
Nota de pesar pelo falecimento do cineasta Linduarte Noronha
Lamento profundamente a morte de Linduarte Noronha. Cineasta à frente do seu tempo, além de jornalista e crítico, seu curta "Aruanda" lançou as bases do Cinema Novo e preparou o caminho para a geração de Glauber Rocha ganhar o mundo. Pernambucano, foi na Paraíba que ele desenvolveu tudo o que observou nos amigos Humberto Mauro e Alberto Cavalcanti. Neste momento doloroso, deixo minha homenagem e meu abraço solidário aos seus familiares, amigos e admiradores.
Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura
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