quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PNE em risco: A educação brasileira não pode esperar!












Posicionamento Público

PNE em risco: A educação brasileira não pode esperar!


Os adiamentos constantes na leitura do relatório substitutivo ao PL 8035/2010 desrespeitam a participação da sociedade civil e inviabilizam a construção dos planos de educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios




Brasil, 24 de novembro de 2011.


A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede composta por mais de 200 organizações distribuídas por todo o país, lamenta mais um adiamento na leitura do relatório substitutivo do Deputado Angelo Vanhoni (PT/PR) ao Projeto de Lei 8035/2010, que trata do segundo Plano Nacional de Educação pós-redemocratização do Brasil.


Desde o início de novembro, ontem (23/11) foi a quarta vez seguida em que foi protelada a apresentação do texto. O Plano Nacional de Educação é um instrumento determinado pelo Art. 214 da Carta Magna. Após a Emenda à Constituição 59/2009, a missão do PNE passou a ser "articular o Sistema Nacional de Educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e o desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a:


I - erradicação do analfabetismo;
II - universalização do atendimento escolar;
III - melhoria da qualidade do ensino;
IV - formação para o trabalho;
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País.
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto." (Art. 214, Constituição Federal de 1998)


A envergadura da missão constitucional do PNE torna inadmissível que a tramitação do projeto se encontre praticamente paralisada ou distante do debate público.


O trabalho das organizações, redes e movimentos educacionais resultou na apresentação recorde de 2915 emendas ao tímido projeto de PNE elaborado pelo Executivo Federal. Apenas as 101 sugestões originais apresentadas e defendidas pela rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação resultaram em mais de 31% de todas as emendas apresentadas ao PL 8035/2010. Todo o esforço de incidência política da sociedade civil na elaboração do PNE – que se desdobrou em centenas de audiências públicas, seminários e congressos que ocorreram em todos os cantos do país – está sendo ignorado e desrespeitado com os constantes atrasos na leitura do relatório. 


Do mesmo modo que a mobilização social é desconsiderada, Estados e Municípios anseiam pela aprovação do PNE no Congresso Nacional para construírem seus respectivos planos municipais e estaduais. Ou seja, além de um problema de respeito ao princípio constitucional da participação democrática, o congelamento da tramitação do Plano Nacional de Educação tem obstruído gravemente o planejamento dos rumos educacionais dos outros entes federados.


A justificativa para a demora na apresentação do substitutivo ao PL 8035/2010, produzido pelo relator Angelo Vanhoni (PT-PR), é a pressão exercida pela área econômica do Governo Federal, que é contrária a qualquer centavo de investimento acima de 7% do PIB em educação. Ao invés de compreender o PNE como um plano de Estado, amparado por uma demanda constitucional, o Governo Dilma prefere entendê-lo como uma ação de governo. Divulgada em agosto de 2011, uma Nota Técnica da Campanha Nacional pelo Direito à Educação mostra que com 7% do PIB de investimento em educação, o Brasil não conseguirá oferecer educação de qualidade aos seus cidadãos e cidadãs. Ou seja, o país permanecerá apenas ampliando o acesso à educação, sem considerar todos os aspectos envolvidos na consagração plena desse direito, o que resultará em agravamento das desigualdades socioeconômicas e civis historicamente verificadas no Brasil.


Desse modo, não basta ser divulgado o relatório. É preciso que ele seja apresentado com a definição de que em 10 anos o Estado brasileiro chegará a um nível de investimento em educação equivalente a 10% do PIB, sendo 7% um patamar inaceitável após tanto debate público. Também é preciso que o relatório do PNE corresponda às demandas da sociedade civil e reveja os mecanismos de avaliação da educação básica, determine meios para uma efetiva valorização dos profissionais da educação e, principalmente, garanta a implementação imediata do CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial), em um percurso que culmine na efetivação do CAQ (Custo Aluno-Qualidade) em seis anos.


Portanto, tão urgente quanto a apresentação do relatório no plenário da Comissão Especial do PNE – que para ter sua aprovação ainda nesse ano na Câmara dos Deputados precisa ocorrer, já sob risco, até 29 de novembro de 2011 –, é preciso que o texto reflita um PNE pra Valer!


Diante da necessidade de apresentação do relatório substitutivo ao PL 8035/2010, a partir de hoje a Campanha Nacional pelo Direito à Educação empreenderá diversas ações de pressão para garantir a leitura do texto, no máximo, até o dia 30 de novembro de 2011. Nesse momento, é preciso que o Poder Legislativo tenha ousadia para aprovar um PNE pra Valer, um PNE que o Brasil quer e precisa.


Campanha Nacional pelo Direito à Educação


Comitê Diretivo Nacional 
Ação Educativa 
ActionAid Brasil
CCLF (Centro de Cultura Luiz Freire)
Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará)
CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação)
Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente
Mieib (Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil)
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
Uncme (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação)
Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação)

TRÊS PILARES DE SUCESSO NAS VENDAS NATALINAS


TRÊS PILARES DE SUCESSO NAS VENDAS NATALINAS

Recentemente um empresário relatou: "Dalmir, fiz um investimento significativo na fachada da minha loja. Agora vou arrasar nas vendas natalinas". Pensei nessa afirmação e fiz inúmeras reflexões sobre esse fato. Será que somente decoração natalina é suficiente para aumentar as vendas? Acredito que é preciso aproveitar o clima de natal para estimular os negócios, entretanto é relevante considerar também, o grau de satisfação da equipe de trabalho. Com a aplicabilidade dos três pilares abaixo, coloque mais energia positiva no atendimento e conquiste excelentes resultados nas vendas natalinas.

Primeiro pilar – A rotatividade de funcionários no período natalino, em inúmeras situações, pode estar relacionada com a ausência de benefícios oferecidos e por longas jornadas diárias de afazeres. Nesse sentido, o primeiro pilar destaca a coerência dos benefícios oferecidos pela empresa, com as necessidades dos funcionários. Disponibilizar uma área de lazer infantil, com uma monitora profissional, passa ser uma enorme diferença para mães e pais que precisam trabalhar além do expediente normal e, não têm com quem deixar o filho. Você pensou na tranquilidade e comodidade que sua empresa pode oferecer, disponibilizando esse benefício?

Segundo pilar – Crie programas de incentivo para estimular a autoestima da sua equipe no período natalino. Como especialista em gestão de pessoas, asseguro que, os tempos em que as vantagens de uma organização estavam resumidas a um único plano de saúde, ficaram para trás. Seja mais flexível com sua equipe, ouvindo as necessidades de seus funcionários. Um exemplo verídico é a de um empresário lojista que conheço que estará disponibilizando, sem custos, transporte para levar os funcionários que trabalham até mais tarde em suas residências. Pode parecer simples, mas será uma enorme comodidade de tempo e segurança para sua equipe. O que você está fazendo para ouvir as necessidades dos seus funcionários?

Terceiro pilar – De nada adianta investir em uma vitrine, colocar uma imensa árvore natalina, se o atendimento oferecido ao cliente é ineficaz. Considere em suas ações comerciais, o desgaste físico e os aspectos emocionais gerados por longas jornadas de trabalho. Que tal estruturar uma sala com música ambiente e “pufes” confortáveis para repouso? Pode ser um pequeno período de descanso após o almoço, jantar ou lanche, mas terá um alcance surpreendente nos resultados. Não permita que sua equipe demonstre uma aparência de esgotamento físico ao atender seus clientes. Você não imagina um Papai Noel reclamando, desmotivado e bocejando, certo?

É preciso encontrar disposição e entusiasmo para atuar com um maior grau de atenção aos clientes, bem como fortalecer a capacidade de gostar de lidar com pessoas. Sou favorável a uma excelente decoração natalina, desde que, ocorra uma coerente interação com seus clientes, como também a valorização da equipe interna de trabalho. Coloque em prática o exercício de oferecer o que há de melhor com simpatia e cordialidade explorando ao máximo os três pilares acima. Agora responda: Como está o nível de satisfação de sua equipe de trabalho comparada com a decoração natalina?



Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, autor dos livros "Oportunidades"; "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação". Visite o site: www.dalmir.com.br

TRÊS PILARES DE SUCESSO NAS VENDAS NATALINAS


TRÊS PILARES DE SUCESSO NAS VENDAS NATALINAS

Recentemente um empresário relatou: "Dalmir, fiz um investimento significativo na fachada da minha loja. Agora vou arrasar nas vendas natalinas". Pensei nessa afirmação e fiz inúmeras reflexões sobre esse fato. Será que somente decoração natalina é suficiente para aumentar as vendas? Acredito que é preciso aproveitar o clima de natal para estimular os negócios, entretanto é relevante considerar também, o grau de satisfação da equipe de trabalho. Com a aplicabilidade dos três pilares abaixo, coloque mais energia positiva no atendimento e conquiste excelentes resultados nas vendas natalinas.

Primeiro pilar – A rotatividade de funcionários no período natalino, em inúmeras situações, pode estar relacionada com a ausência de benefícios oferecidos e por longas jornadas diárias de afazeres. Nesse sentido, o primeiro pilar destaca a coerência dos benefícios oferecidos pela empresa, com as necessidades dos funcionários. Disponibilizar uma área de lazer infantil, com uma monitora profissional, passa ser uma enorme diferença para mães e pais que precisam trabalhar além do expediente normal e, não têm com quem deixar o filho. Você pensou na tranquilidade e comodidade que sua empresa pode oferecer, disponibilizando esse benefício?

Segundo pilar – Crie programas de incentivo para estimular a autoestima da sua equipe no período natalino. Como especialista em gestão de pessoas, asseguro que, os tempos em que as vantagens de uma organização estavam resumidas a um único plano de saúde, ficaram para trás. Seja mais flexível com sua equipe, ouvindo as necessidades de seus funcionários. Um exemplo verídico é a de um empresário lojista que conheço que estará disponibilizando, sem custos, transporte para levar os funcionários que trabalham até mais tarde em suas residências. Pode parecer simples, mas será uma enorme comodidade de tempo e segurança para sua equipe. O que você está fazendo para ouvir as necessidades dos seus funcionários?

Terceiro pilar – De nada adianta investir em uma vitrine, colocar uma imensa árvore natalina, se o atendimento oferecido ao cliente é ineficaz. Considere em suas ações comerciais, o desgaste físico e os aspectos emocionais gerados por longas jornadas de trabalho. Que tal estruturar uma sala com música ambiente e “pufes” confortáveis para repouso? Pode ser um pequeno período de descanso após o almoço, jantar ou lanche, mas terá um alcance surpreendente nos resultados. Não permita que sua equipe demonstre uma aparência de esgotamento físico ao atender seus clientes. Você não imagina um Papai Noel reclamando, desmotivado e bocejando, certo?

É preciso encontrar disposição e entusiasmo para atuar com um maior grau de atenção aos clientes, bem como fortalecer a capacidade de gostar de lidar com pessoas. Sou favorável a uma excelente decoração natalina, desde que, ocorra uma coerente interação com seus clientes, como também a valorização da equipe interna de trabalho. Coloque em prática o exercício de oferecer o que há de melhor com simpatia e cordialidade explorando ao máximo os três pilares acima. Agora responda: Como está o nível de satisfação de sua equipe de trabalho comparada com a decoração natalina?



Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, autor dos livros "Oportunidades"; "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação". Visite o site: www.dalmir.com.br

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Carreira nos dias de hoje


análise
Carreira nos dias de hoje
*Juliana Quintino de Oliveira
 
O antigo modelo de organização era a grande firma hierárquica, e o modelo da nova competição é o modelo em redes, em que a tecnologia da informação e da comunicação tornou possível uma maior capacidade de inter-relações de empresas dispersas.
Hoje, a carreira dos indivíduos desenvolve-se em espiral, ou seja, mudanças constantes, possibilidades de realizar atividades novas e diferentes, associadas ao modelo tradicional. Os executivos não seguem mais apenas uma carreira, mas sim duas, três, ou até quatro diferentes durante sua vida e, às vezes, até de maneira simultânea. Assim, a trajetória da carreira em redes está muito mais alinhada e em sintonia com as necessidades do nosso tempo, pois possibilita o desenvolvimento de pessoas que têm profundidade e amplitude de habilidades. Esses profissionais apresentam tanto a visão deespecialistas, quanto de generalistas.
O desenvolvimento de carreira no contexto atual, com um formato não linear, passa pela aquisição, evolução e melhoria contínua na utilização de competências e habilidades essenciais ao profissional contemporâneo. Para tal, o indivíduo deve ter foco e objetivos bem definidos, exigindo autoconhecimento. Treinamentos e educação contínua passam a ser fundamental.
 
Juliana é Gestora da Trevisan Editora, mestre em Administração pela PUC, com apresentação da tese "Percepções da educação continuada no formato de MBA pelo executivo em sua carreira".

Carreira nos dias de hoje


análise
Carreira nos dias de hoje
*Juliana Quintino de Oliveira
 
O antigo modelo de organização era a grande firma hierárquica, e o modelo da nova competição é o modelo em redes, em que a tecnologia da informação e da comunicação tornou possível uma maior capacidade de inter-relações de empresas dispersas.
Hoje, a carreira dos indivíduos desenvolve-se em espiral, ou seja, mudanças constantes, possibilidades de realizar atividades novas e diferentes, associadas ao modelo tradicional. Os executivos não seguem mais apenas uma carreira, mas sim duas, três, ou até quatro diferentes durante sua vida e, às vezes, até de maneira simultânea. Assim, a trajetória da carreira em redes está muito mais alinhada e em sintonia com as necessidades do nosso tempo, pois possibilita o desenvolvimento de pessoas que têm profundidade e amplitude de habilidades. Esses profissionais apresentam tanto a visão deespecialistas, quanto de generalistas.
O desenvolvimento de carreira no contexto atual, com um formato não linear, passa pela aquisição, evolução e melhoria contínua na utilização de competências e habilidades essenciais ao profissional contemporâneo. Para tal, o indivíduo deve ter foco e objetivos bem definidos, exigindo autoconhecimento. Treinamentos e educação contínua passam a ser fundamental.
 
Juliana é Gestora da Trevisan Editora, mestre em Administração pela PUC, com apresentação da tese "Percepções da educação continuada no formato de MBA pelo executivo em sua carreira".

PRÉ-Conceito!


Por Adm. Marizete Furbino


“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. (Albert Einstein)


Podemos chamar de “pré-conceito”, um conceito pré-concebido de algo, conceito este advindo somente de uma idéia gerada do desconhecido e que, na maioria das vezes, leva à injustiça, à marginalização, à discriminação, podendo causar outros danos, uma vez que o mesmo é baseado principalmente na aparência e na falta de empatia.

Fazer uso de um conceito prévio na maioria das vezes é extremamente perigoso, uma vez que pode-se provocar danos muitas vezes irreparáveis. Devido a um conceito antecipado de alguém, a empresa pode deixar de admitir um profissional que seria uma potência no que tange à sua profissão, podendo então perder um profissional que poderia ser um grande colaborador, devido a um mal-entendido. Até mesmo pode deixar de fechar um ótimo contrato por não perceber e valorizar tal profissional como deveria. Enfim, quando se faz um pré-conceito ou um pré-julgamento a empresa só tem a perder.

Com efeito, a prévia conceituação do profissional, sem conhecer o seu caráter, o seu conhecimento, a sua experiência em relação ao cargo que deveria ocupar, baseando-se somente na estrutura física do mesmo ou nas atitudes presentes em determinadas situações, é prática arriscada. Caso a empresa eventualmente admita ou faça tal prática, pode comprometer todo um trabalho, caso isso venha à tona, com inevitáveis arranhões em sua imagem que a duras penas foi construída ao longo de anos.

De qualquer maneira, apesar de negarem o preconceito, muitas empresas “pecam” quando do momento da contratação, fazendo talvez até de forma inconsciente a discriminação, se esmerando em demasia nas características físicas e não no talento, no conhecimento e nas habilidades, menosprezando grandes profissionais; por conseguinte, constatamos que esses estereótipos acabam por limitar o potencial da empresa justamente por esse descrédito. A empresa, por sua vez, sai perdendo em meio a um mercado altamente exigente e que não permite falhas e/ou perdas.

Neste raciocínio, é importante perceber que mesmo em um mercado altamente exigente, preconceitos latentes e ocultos poderão existir; assim, ser meticuloso é preciso. Nesse sentido, torna-se de grande valia uma monitorização contínua e que evitaria transtornos e danos futuros causados pelos conceitos antecipados.

Neste aspecto o preconceito na empresa lembra a imagem de um “trator”, que por onde passa causa uma “varredura” geral. Desta forma, vai “demolindo” o profissional, pois, além de gerar a discriminação entre os componentes, acarreta danos drásticos como depressão, revolta, repúdio, indignação, baixa auto-estima, desvios comportamentais, dentre outros. Como conseqüência a empresa terá baixa produtividade, uma vez que o profissional perde o entusiasmo, perde a alegria de trabalhar e de viver, perdendo também o prazer e o gosto pelo trabalho, deixando muito a desejar no que tange ao desempenho de sua função, alcançando deste modo, resultados muito aquém do esperado.

Se observado com atenção, o preconceito faz com que a empresa tenha uma visão “tosca”, “obscura” e equivocada do profissional, tornando-a desta maneira, intolerante, imprecisa e radical em sua tomada de decisão. Tais posturas podem colocar a empresa em uma situação frágil e vulnerável no mercado.

Neste raciocínio, partindo da idéia de que a empresa é resultado das ações do maior bem patrimonial que nela existe, ou seja, das pessoas, é de suma importância que ela, a empresa, se preocupe não somente com a saúde física, mas também com a saúde mental de seus colaboradores. Deve de forma constante patrulhar eventuais ocorrências de preconceitos, cuidando sempre de bani-los, jamais deixando que tal prática prolifere na empresa.

Diante do exposto, implementar projetos que corroborem com a inclusão, integração e união de todos os colaboradores da empresa é mais do que preciso – é necessário. A partir dessa estratégia os colaboradores se sentirão sensibilizados a se integrarem e a somarem, exercendo de fato o seu papel de “vitrine” da empresa na qual estão inseridos, dispostos a contribuírem para que haja mudança e melhoria de fato, se entregando ao exercício de sua função sem quaisquer preconceitos, zelando pela solidez da empresa. No entanto, há uma única exceção aceitável no momento da contratação de RH. Pessoas que destoam da maioria em sua aparência, tais como usuários de piercings grotescos na face e tatuagens e implantes estranhos em locais visíveis do corpo, eventualmente podem ser rejeitadas para determinadas funções, sobretudo naquelas que estão em contato com público e clientela. Mesmo assim, se o candidato tem talento, poderá ser alocado em um setor onde possa produzir bem, mas sem “chocar” a clientela. Naturalmente, se ele tem bom caráter e entrosa bem com as pessoas, com o tempo será naturalmente aceito pelos demais funcionários.

Posto isto, conclui-se que para exterminar o preconceito na empresa é preciso que haja mudança de percepção, de comportamento e de atitude diante das pessoas e fatos. Isto dependerá e muito do interesse da empresa no que tange à implantação e implementação de projetos para sensibilizarem os profissionais quanto ao tema em questão; entretanto, o sucesso desses dependerá de todos os profissionais que compõem a empresa.

É cediço que ambos, empresa e colaboradores deverão perceber vantagens em todo o processo e manifestarem suas vontades em querer de fato mudar; somente assim este mal poderá ser extinto.

Quem tem medo da mamografia?


Dra. Maira Caleffi
Diariamente, me perguntam: por que tantas mulheres nunca fizeram a mamografia, mesmo tendo a indicação para o exame? Bem, são vários fatores, incluindo barreiras psicológicas. Um deles, e que muito aflige as mulheres, independente da faixa etária, é o medo. A mulher tem medo de fazer o exame e encontrar um nódulo, e isso pode significar descobrir a doença, lidar com o medo de perder o cabelo, a mama, a vaidade, a feminilidade... E as casadas temem até perder o marido, pois acham que vão ficar feias e acabar sozinhas. Fora isso, tem a preocupação com a morte. Como ficarão seus filhos e parentes caso isso ocorra?
Aliás, uma pesquisa encomendada pela FEMAMA para o Instituto Datafolha comprova isso. Entre as razões para não realizar a mamografia estava a falta de indicação do médico, o fato de assumir um descuido com a própria saúde e a dificuldade em marcar consultas. Mas entre o rol de pretextos estava também a falta de tempo ou de sintomas. E, claro, o medo de descobrir a doença ou de fazer o exame.





Medo esse que faz com que a mulher adie ou até "esqueça" de si mesma. Afinal, sabemos que 45,3% dos casos de câncer de mama são descobertos quando a doença já está muito avançada. A notícia que o câncer de mama tem até 95% de cura se descoberto cedo parece não ser ouvida. Por isso a mamografia é tão importante por mostrar lesões em fase inicial, medindo milímetros. O exame das mamas com o médico e por imagem deve ser realizado – sem medo e anualmente – por mulheres acima dos 40 anos de idade ou segundo recomendação médica, de acordo com o risco da paciente. Isso é tão importante que está assegurado em lei desde 2009 (Lei Federal 11.664). Então, não perca tempo. Procure seu médico e tire suas dúvidas. Tenha coragem de fazer os seus exames de rotina, por você.

* Presidente da FEMAMA - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama e do IMAMA - Instituto da Mama do RS

União lança Desenrola MEI Pequeno Valor e outros 7 editais para renegociação de dívidas tributárias e não-tributárias

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