domingo, 2 de março de 2025

Conheça os 12 cursos on-line gratuitos ofertados pela Embrapa Cerrados no e-Campo

 

Foto: ReproduçãoReprodução -

Os interessados em temas da fruticultura tropical, na produção integrada e boas práticas agrícolas, na recuperação e renovação de pastagens degradadas e na produção integrada de borracha natural têm à disposição 12 cursos on-line totalmente gratuitos e disponíveis no e-Campo, a plataforma de capacitações on-line da Embrapa. 

Os cursos são autoinstrucionais (permitem o aprendizado autônomo) e assíncronos, ou seja, o participante pode acessar os conteúdos a qualquer momento. 

Saiba quais são os cursos desenvolvidos pela Unidade atualmente disponíveis e com inscrições abertas:

 

Recuperação e Renovação de Pastagens Degradadas no Cerrado

Lançamento: 2024

Destinado a produtores rurais, técnicos extensionistas, consultores, professores, gestores públicos, estudantes e pessoas interessadas no tema, o curso tem carga horária de 50 horas. O objetivo é promover um espaço de aprendizagem sobre a identificação e estratégias, visando auxiliar técnicos e produtores rurais na escolha de soluções sustentáveis e adequadas para diferentes níveis de degradação do solo. 

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/enrol/index.php?id=513


Produção Integrada: Introdução à Produção Integrada (Módulo I)

Lançamento: 2024

Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Viçosa e destinado a produtores rurais, técnicos agrícolas e demais interessados com formação profissional de nível superior, o curso possui carga horária de 20 horas e traz informações gerais sobre a filosofia e procedimentos para a adoção da Produção Integrada (P.I.) como alternativa economicamente rentável e ambientalmente equilibrada, que permite ofertar ao consumidor um produto diferenciado, seguro para o consumo, com origem conhecida e produzido em conformidade com as Boas Práticas Agrícolas. Além da disponibilidade de alimentos mais saudáveis, a adoção desse sistema contribui para o desenvolvimento sustentável na produção de alimentos, com redução dos custos de produção e, consequentemente, maior rentabilidade para os produtores rurais.

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/course/view.php?id=524


Produção Integrada: Gestão e Planejamento da Empresa Rural (Módulo II)

Lançamento: 2024

Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Viçosa e destinado a produtores rurais, técnicos agrícolas e demais interessados com formação profissional de nível superior, o curso possui carga horária de 60 horas e traz informações gerais sobre aspectos específicos da Produção Integrada, como segurança do alimento, rastreabilidade do processo produtivo, assistência técnica e organização de produtores, segurança, saúde e bem-estar do trabalhador rural.

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/course/view.php?id=525


Produção Integrada: Práticas Culturais do Maracujá (Módulo III)

Lançamento: 2024

Este curso também foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Viçosa na temática da Produção Integrada. Para realizá-lo, o participante precisa ter concluído os cursos “Produção Integrada: Introdução à Produção Integrada” (Módulo I) e “Produção Integrada: Gestão e Planejamento da Empresa Rural” (Módulo II). Com carga horária de 40 horas, o Módulo III aprofunda os conhecimentos nas Práticas Culturais da Produção Integrada do Maracujá com base nas Boas Práticas Agrícolas e nas Normas Específicas para a obtenção da Certificação da Produção Integrada de Maracujá.

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/course/view.php?id=526


Minicurso Fruticultura Tropical: Avanços na propagação dos maracujás

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Lançamento: 2024

Destinado a produtores rurais, extensionistas, professores, gestores públicos e estudantes, o curso tem carga horária de 7 horas. O objetivo é oferecer informações básicas e os avanços das pesquisas sobre os tipos de propagação e sua importância para o uso diversificado dos maracujás azedos, doces, silvestres e ornamentais.

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/enrol/index.php?id=519


Minicurso Fruticultura Tropical – Abacate: Instruções técnicas para cultivo comercial

Lançamento: 2023

Destinado a produtores rurais, extensionistas, professores, gestores públicos e estudantes, o curso tem carga horária de 8 horas. O objetivo é fornecer informações gerais sobre o cultivo comercial de abacate, desde a implantação do pomar até a comercialização do fruto.

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/enrol/index.php?id=434

 

Minicurso Fruticultura Tropical – Goiaba: Instruções técnicas para cultivo comercial

Lançamento: 2023

Destinado a produtores rurais, extensionistas, professores, gestores públicos e estudantes, o curso tem carga horária de 8 horas. O objetivo é oferecer informações gerais sobre o cultivo comercial de goiaba, desde a implantação do pomar até a comercialização do fruto.

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/enrol/index.php?id=435


Minicurso Fruticultura Tropical – Manga: instruções técnicas para cultivo comercial

Lançamento: 2023

Destinado a produtores rurais, extensionistas, professores, gestores públicos e estudantes, o curso tem carga horária de 8 horas. O objetivo é oferecer informações gerais sobre o cultivo de manga, desde a implantação do pomar até a comercialização do fruto.

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/enrol/index.php?id=395


Minicurso Fruticultura Tropical – Mercado e comercialização de frutas frescas e processadas

Lançamento: 2023

Destinado a produtores rurais, extensionistas, professores, gestores públicos e estudantes, o curso tem carga horária de 6 horas. O objetivo é oferecer informações gerais para elaboração de um plano de negócios para acesso aos mercados de frutas frescas e processadas.

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/enrol/index.php?id=433


Minicurso Fruticultura Tropical – Maracujás: cultivares, sistemas de produção e mercado

Lançamento: 2022

Destinado a produtores rurais, extensionistas, professores, gestores públicos e estudantes, o curso tem carga horária de 4 horas. O objetivo é oferecer informações técnicas básicas e sistematizadas sobre o cultivo de maracujás.

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/course/view.php?id=322

 

Minicurso Fruticultura Tropical – Pitayas: melhoramento genético e sistemas de produção

Lançamento: 2022

Destinado a produtores rurais, extensionistas, professores, gestores públicos e estudantes, o curso tem carga horária de 8 horas. O objetivo é oferecer informações gerais sobre o cultivo comercial de pitaya, desde a implantação do pomar até a comercialização do fruto.

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/enrol/index.php?id=325


Produção Integrada de Borracha Natural (Seringueira – Fase Fazenda)

Lançamento: 2022

Destinado a profissionais de nível superior da área agropecuária, devidamente registrados em seus conselhos de classe profissional, o curso tem carga horária de 60 horas. O objetivo é que o participante entenda o contexto do programa de certificação da produção integrada de borracha natural (Seringueira - Fase Fazenda), instituído pela instrução normativa número 6 de 26/04/2021 (MAPA, 2021).

Mais detalhes aqui.

Faça o curso acessando https://ava.sede.embrapa.br/enrol/index.php?id=290

 

Estatísticas

A Embrapa Cerrados começou a desenvolver e ofertar cursos na plataforma em 2021. Desde então, foram recebidas 17.458 inscrições de todos os estados do Brasil e de outros 20 países, com 5.635 conclusões (32,3%), de acordo com as estatísticas do e-Campo até janeiro deste ano.


Número de inscritos por curso até 2024. Os cursos “Excelência e qualidade em bioanálise do solo” e “Diagnóstico comportamental da atividade produtiva” são oferecidos a públicos específicos.

 

Distribuição geográfica dos participantes dos cursos oferecidos pela Embrapa Cerrados no Brasil e no mundo até 2024.

O público participante dos cursos da Embrapa Cerrados é predominantemente de estudantes (63,42%), mas também há produtores (11,23%), técnicos de assistência técnica e extensão rural (7,04%), professores (3,54%), entre outros. O nível de escolaridade vai do ensino fundamental (1,62%) até o pós-doutorado (0,99%), sendo o maior contingente de alunos com curso superior incompleto (30,63%). 

A principal área de formação é a Agronomia (38,21%), mas há alunos com outras formações distintas: Ciências Agrárias (5,14%), Administração (4,01%), Biológicas (3,19%), Direito (2,02%) e Engenharias (1,56%). Os homens (60,57%) são maioria. Apenas 30,56% dos participantes têm vínculo empregatício e 24,51% se declaram agentes multiplicadores.

Fábio Faleiro, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, aponta que os cursos oferecidos pela Unidade na plataforma e-Campo apresentam dezenas de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e parceiros e são importantes ferramentas de capacitação e de transferência de tecnologia. 

“Por meio dessa importante plataforma digital de capacitação, as informações são difundidas para todas as unidades federativas do Brasil, o que possibilita o aumento da adoção das tecnologias e, em consequência, o aumento dos seus impactos econômicos, sociais e ambientais”, afirma, acrescentando que os cursos contam não apenas com a participação das equipes de pesquisa e desenvolvimento, como também das equipes de transferência de tecnologia que atuam na produção pedagógica, técnica e audiovisual, o que tem possibilitado a oferta de cursos muito bem avaliados pelos participantes.

sábado, 1 de março de 2025

Começa o plantio do trigo safrinha no Brasil Central: produtor deve estar atento às recomendações da pesquisa

 Foto: Breno Lobato

Breno Lobato - Trigo safrinha no Distrito Federal

Trigo safrinha no Distrito Federal

O início de março marca a abertura do período indicado para o plantio do trigo de segunda safra (safrinha) ou de sequeiro no Cerrado do Brasil Central. O trigo safrinha é cultivado após a colheita da soja e sem irrigação, aproveitando o final da estação chuvosa. A cultura tem chamado a atenção dos produtores, seja pelos benefícios conferidos ao sistema de produção, seja pela rentabilidade que ela pode proporcionar, conforme as cotações do mercado. Estima-se que na atual safra devam ser semeados cerca de 200 a 250 mil ha do cereal na região, com crescimento de 5% a 10% na área plantada em relação à safra anterior. Em Goiás, a estimativa é de que o aumento seja ainda maior, podendo chegar a 15%. 

Segundo pesquisadores da Embrapa, o cultivo do trigo safrinha tem avançado principalmente entre produtores que desejam diversificar culturas, mitigar problemas e diminuir riscos ou, ainda, para aproveitar áreas que ficariam em pousio ou seriam cultivadas com plantas de cobertura. 

Com o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas à região, como a BRS 404, da Embrapa, o trigo tem sido adotado no sistema de cultivo em plantio direto, principalmente em sucessão à soja e em rotação com o milho e o sorgo, promovendo a diversificação do sistema de produção e diminuindo riscos. O uso do cereal em rotação de culturas tem proporcionado inúmeros benefícios agronômicos ao sistema, como a quebra do ciclo de pragas e doenças, sobretudo fungos de solo, plantas daninhas e nematoides. 

Outro benefício é a possibilidade de rotacionar princípios ativos de defensivos agrícolas, como herbicidas que podem agir no controle de plantas daninhas resistentes ao glifosato usado nas lavouras de soja RR, assim como no controle de plantas dessa cultura germinadas após a colheita, contribuindo tanto com o vazio sanitário como para eliminar plantas tigueras de cultivos de milho na área. “Além de proporcionar o controle de plantas daninhas, o cultivo do trigo fornece uma excelente palhada, favorecendo o plantio direto nas áreas”, aponta o pesquisador Jorge Chagas, da Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS).

A adoção do trigo após a soja permite que o produtor utilize cultivares de soja com ciclos mais tardios e com tetos produtivos superiores aos de variedades precoces e superprecoces, mais voltadas ao cultivo do milho safrinha. Outro ponto positivo é que o trigo produzido na região do Cerrado é o primeiro a ser colhido na safra brasileira, podendo ser comercializado a preços mais atrativos.

“A colheita do trigo safrinha é realizada no período seco, entre os meses de junho e julho, o que tem garantido um produto de excelente qualidade de grãos e livre das micotoxinas que costumam afetar lavouras do Sul do País em anos de muita chuva na colheita, como a giberela”, observa Júlio Albrecht, pesquisador da Embrapa Cerrados (DF). Os rendimentos das lavouras têm variado de 35 a 65 sc/ha em anos de precipitação normal, e as receitas com as vendas têm estimulado os produtores a ampliarem a área cultivada na região.


Pesquisadores apontam recomendações de manejo

 

Os pesquisadores ressaltam que o trigo de sequeiro é indicado para cultivo em regiões de altitude igual ou acima de 800 metros. O produtor deve verificar se o trigo safrinha é indicado para a sua região e utilizar cultivares adequadas. As portarias com as informações sobre o zoneamento agrícola de risco climático para o trigo estão disponíveis na página do Ministério da Agricultura e Pecuária e no aplicativo Zarc Plantio Certo, da Embrapa, disponível para Android e iOS.

Segundo Albrecht e Chagas, é fundamental que o produtor faça a análise do solo, que deve ser corrigido quanto à acidez com o uso de calcário, enquanto o alumínio em profundidade deve ser neutralizado com o uso de gesso agrícola. O solo também deve estar livre de camadas compactadas, o que permite o aprofundamento das raízes das plantas e o melhor aproveitamento de água e nutrientes – isso minimiza os efeitos dos períodos secos, como os veranicos.

Outra recomendação para amenizar os problemas com a falta de chuvas é o plantio direto, com a semeadura direta na palhada da cultura de verão. A palhada protege o solo das altas temperaturas, amenizando a perda de água por evapotranspiração, além de permitir maior infiltração da água das chuvas, entre outros benefícios.

Para obter ganhos de produtividade, a semeadura deve ser realizada do início de março até o final do mês, de acordo com as precipitações na região: onde as chuvas param mais cedo, o trigo safrinha deve ser plantado no começo do mês. O escalonamento da semeadura, ou seja, a semeadura das áreas em diferentes momentos dentro do período recomendado, ou a semeadura de cultivares de ciclos diferentes podem ser estratégias interessantes, dizem os pesquisadores.

“Assim, a lavoura terá talhões com plantas em diferentes estádios de desenvolvimento. Isso reduz o risco de a falta de chuva afetar todo o plantio num único momento crítico, como a floração das plantas”, diz Jorge Chagas, lembrando que é fundamental seguir as recomendações de manejo de cada cultivar para a região, como a densidade ideal de semeadura.

O pesquisador acrescenta que, no início da janela de plantio, é importante o uso de cultivares mais tolerantes a doenças, principalmente as manchas foliares e a brusone, doença fúngica que pode causar prejuízos em anos com excesso de chuvas nos meses de abril e maio na região do Cerrado do Brasil Central. Já para semeaduras mais tardias, realizadas após o dia 15 de março, o produtor deve utilizar cultivares mais tolerantes à seca. A baixa precipitação e as temperaturas acima do normal também podem causar prejuízos, principalmente pela ocorrência de veranicos comuns nesse período.

 

Embrapa desenvolveu cultivar adaptada à região

 

A cultivar de trigo BRS 404 foi desenvolvida para condições de baixa precipitação, aproveitando a umidade do solo e o restante das chuvas dos meses de março, abril e maio no Brasil Central. A cultivar tem como principais características maior tolerância ao déficit hídrico, ao calor e ao alumínio no solo, além de elevada produção de matéria seca (palhada) e excelente qualidade tecnológica de grãos. Tem ciclo precoce, variando de 105 a 118 dias, sendo que o período entre a semeadura e o espigamento é de 57 a 67 dias, dependendo do local e da altitude do cultivo. É moderadamente suscetível à brusone e à mancha amarela.

“Em algumas regiões com maior volume de chuvas, como o Sul de Minas Gerais, os produtores têm alcançado produtividades de até 80 sc/ha com a cultivar BRS 404. Aqui no Planalto Central, a produtividade pode chegar a 60 sc/ha, desde que as chuvas tenham uma boa distribuição no período de safrinha”, diz Júlio Albrecht.

Classificada pela indústria como trigo pão, a cultivar, mesmo em anos de menos chuvas, tem entregado pesos hectolítricos (PH) de grãos acima de 80 kg/hl, sendo muito bem aceita pelos moinhos da região. A força de glúten (W), medida que representa o trabalho (energia) de deformação da massa e indica a força de panificação da farinha, varia de 250 a 400 x 10-4 J, sendo bem superior à exigência mínima dos moinhos (220 x 10-4 J). Além disso, a elevada estabilidade (tempo de batimento da massa acima de 15 minutos) favorece a panificação.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Brasil tem potencial para se destacar na produção de lítio no contexto global

  O país tem a quinta maior reserva mundial de lítio, com investimentos que podem chegar, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, a R$ 15 bilhões até 2030

Olítio representa uma oportunidade única para a economia latino-americana, especialmente para o Brasil e o chamado Triângulo do Lítio, que reúne Argentina, Bolívia e Chile, de acordo com o “Guia Latam de Lítio”, produzido pela EY. Esses três países detêm metade da reserva global de lítio, que tem sido cada vez mais demandado pelas empresas para produção de baterias, cujo papel é central para o sucesso da transição energética dos combustíveis fósseis para as fontes renováveis. O crescimento da exploração do lítio aumentou significativamente a identificação dessas reservas, que equivalem a aproximadamente 103 milhões de toneladas métricas.

Conhecido como o "metal do futuro", o lítio é imprescindível para a revolução da energia limpa por ser insumo essencial para as baterias dos carros elétricos e para o armazenamento de energia renovável. Sua abundância geológica, combinada com propriedades únicas, posiciona o mineral no coração da transição para um mundo mais conectado e renovável. À medida que economias e indústrias vão se descarbonizando, o lítio se torna cada vez mais estratégico para a próxima onda de inovação e competitividade em setores-chave como automotivo, eletrônicos, energia e tecnologia. Nesse contexto, ainda segundo o estudo da EY, compreender o atual e futuro cenários do mercado de lítio, assim como suas implicações, é crítico para decisões estratégicas.

O lítio brasileiro está concentrado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, que responde hoje por 85% das reservas identificadas. O Ministério de Minas e Energia tem trabalhado em projetos que possam aproveitar todo o potencial do lítio, destacando novas áreas de extração, cujos investimentos podem chegar a R$ 15 bilhões até 2030. 

Em 2022, o mercado de lítio no Brasil, que já conta com mais de 200 empresas envolvidas nesse segmento, cresceu 436% em comparação com 2021. Em 2023, o mineral saiu do 11º lugar para o terceiro em termos de receita para Minas Gerais, o principal estado produtor. Esse crescimento colocou o Brasil como um dos grandes players do mercado global.

Triângulo do Lítio

O lítio é o mais leve de todos os metais, reagindo vigorosamente com a água e apresentando baixo ponto de fusão. É usado em baterias recarregáveis para eletrônicos e carros elétricos e na produção de vidro, além de ser transformado em ligas com alumínio e magnésio para fazer parte da produção de aeronaves e bicicletas.

O Chile está no topo dos produtores de lítio, e essa atividade contribui bastante para sua economia. As reservas de lítio no Salar do Atacama têm captado investimentos substanciais de multinacionais. Já a Argentina tem observado uma onda de investimento estrangeiro no seu setor de lítio, com o desenvolvimento da produção na região de Puna, nas províncias de Salta, Jujuy e Catamarca. Já a Bolívia detém a maior reserva de lítio do mundo no Salar de Uyuni, mas sofre para oferecer infraestrutura e expertise técnica necessárias para a produção em larga escala.

Preocupação com a bateria

Ainda que o lítio seja cada vez mais buscado pela indústria de veículos elétricos, o desempenho da sua produção nos próximos anos depende da resolução pelas montadoras de algumas questões técnicas e de logística referentes à bateria.

Isso porque a bateria está entre os principais receios dos consumidores na hora de optar por um carro elétrico, de acordo com a nova edição do estudo Mobility Consumer Index (MCI), produzido pela EY. A falta de estações suficientes de carregamento foi apontada como o principal entrave para a compra de um carro elétrico, com 27% das respostas. Na sequência, com 26%, a preocupação com o preço elevado para substituir a bateria. Foram entrevistados 19 mil consumidores de 28 países.

Há um desdobramento do segundo entrave apontado, que é o receio de não conseguir revender o carro elétrico, deixando o consumidor preso a uma bateria que chegou ao fim da sua vida útil. Ainda segundo o levantamento, os consumidores desejam cada vez mais uma experiência de reabastecimento como a dos motores de combustão para seus veículos elétricos – a qualquer hora, em qualquer lugar e concluída em poucos minutos.

Agência EY

Na safrinha, é hora de proteger o solo: estratégia essencial para a produtividade

 


Com a colheita da soja concluída, o momento é propício para planejar a cobertura do solo, uma prática essencial para garantir a sustentabilidade do sistema produtivo. Segundo Gessí Ceccon, analista e engenheiro agrônomo da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), a cobertura do solo não apenas protege contra a erosão, mas também melhora as condições físicas do solo, favorecendo a produtividade futura. “A soja no verão tem um alto valor econômico, e por isso é a cultura predominante. No entanto, após sua colheita, precisamos focar em melhorar as condições do solo”, explica Ceccon.

O milho desponta como a principal espécie para sustentar o sistema de plantio direto, pois possui um sistema radicular agressivo que auxilia na descompactação do solo. “O milho, apesar do foco na produtividade de grãos, tem um papel fundamental na melhoria estrutural do solo. Suas raízes crescem profundamente, aproveitando a umidade residual e criando poros para infiltração da água”, destaca o engenheiro.

Outro ponto essencial é a consorciação do milho com a braquiária, estratégia que a Embrapa vem pesquisando há 20 anos. As raízes de milho produzem poros maiores e as raízes de braquiária poros menores, ambos importantes para a infiltração e armazenamento de água no solo. Apesar de algumas dificuldades técnicas no manejo da população de plantas e no uso de herbicidas no consórcio, a técnica tem se mostrado eficaz. “A braquiária começa a se destacar quando o milho atinge a fase de maturidade, proporcionando uma cobertura uniforme e protegendo o solo contra a erosão e a perda de umidade”, pontua Ceccon.

A cobertura do solo com a braquiária também auxilia na fixação da palha, evitando que ventos fortes a desloquem, mantendo assim a proteção da superfície do solo. Após o período adequado para o plantio do milho, entra em cena a cobertura com plantas como a braquiária consorciada com leguminosas, sendo a mais indicada a crotalária ochroleuca. “A crotalária, diferente do milho e da braquiária, tem raiz pivotante que cresce profundamente, contribuindo para um perfil de solo mais estruturado”, explica Ceccon.

O manejo adequado também passa pelo momento correto de intervenção. Segundo Ceccon, um manejo na braquiária em junho é essencial para reiniciar a produção de massa e garantir qualidade na cobertura do solo. “Plantar braquiária solteira é coisa do passado. Sempre que possível, devemos associá-la a uma leguminosa para melhorar a qualidade da cobertura”, enfatiza. A adoção dessas estratégias permite que a soja seja semeada mais próxima da dessecação, garantindo melhor condição física do solo e maior eficiência produtiva da soja. “Cada detalhe faz diferença na produtividade e na sustentabilidade do sistema produtivo”, conclui Ceccon.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Decreto presidencial regulamenta restrição de uso de celular por estudantes nas escolas

 



EDUCAÇÃO


Decreto presidencial regulamenta restrição de uso de celular por estudantes nas escolas
Medida tem como objetivo preservar a saúde mental, física e psíquica das crianças e dos adolescentes

 

 

Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 19 de fevereiro, o Decreto nº 12.385/2025, que regulamenta a Lei nº 15.100/2025 e trata da restrição do uso, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante a aula, o recreio ou o intervalo entre as aulas, para todas as etapas da educação básica. O objetivo é preservar a saúde mental, física e psíquica das crianças e dos adolescentes. A medida leva a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania) e do ministro Camilo Santana (Educação).


Com o decreto, fica estabelecido aos sistemas de ensino e aos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica implementar as disposições da Lei nº 15.100 e as normas complementares estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação sobre o tema, com a garantia da adequação ao contexto local e da participação da comunidade escolar, observado o princípio da gestão democrática do ensino público.


Há, ainda, a previsão de que os estabelecimentos de ensino, em seus regimentos internos e propostas pedagógicas, indiquem estratégias de orientação aos estudantes e às famílias e de formação às professoras e aos professores, além de critérios para orientar o uso pedagógico dos aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, consideradas as características de cada etapa e de cada modalidade de ensino atendida.


Também fica prevista a forma de guarda dos aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, para evitar que os estudantes os utilizem durante a aula, o recreio ou os intervalos entre as aulas, estabelecendo consequências do descumprimento do disposto na legislação.


Ainda, os estabelecimentos de ensino deverão promover ações de conscientização sobre os riscos de uso excessivo de celulares e outros eletrônicos portáteis pessoais, oferecer formação para os profissionais da educação, e proporcionar espaços de escuta e acolhimento.


PERMISSÃO — Será permitido o uso de aparelhos eletrônicos pessoais por estudantes com deficiência, mediante atestado, laudo ou outro documento assinado por profissional de saúde com a indicação do uso desses dispositivos como instrumento de tecnologia assistiva no processo de ensino e aprendizagem, de socialização ou de comunicação.
 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Embrapa Pesca e Aquicultura inicia pesquisa de seleção genética do tambaqui

 

19/02/25   Melhoramento genético

Embrapa Pesca e Aquicultura inicia pesquisa de seleção genética do tambaqui

Foto: Luciana Shiotzuki

Luciana Shiotzuki - Na reprodução induzida, os ovos são extraídos da fêmea do tambaqui para serem misturados ao esperma do macho

Na reprodução induzida, os ovos são extraídos da fêmea do tambaqui para serem misturados ao esperma do macho

Projeto visa identificar exemplares de maior crescimento, mais resistentes ao frio e a doenças 

Teve início, na Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), um projeto de pesquisa que visa fornecer subsídios para futuros programas de melhoramento genético no centro de pesquisas. O “Inovação genômica na aquicultura: estratégias de seleção para potencializar a produção sustentável do tambaqui (Colossoma macropomum)” pretende, no prazo de dois anos, avaliar o desempenho da espécie para selecionar os melhores exemplares nos aspectos de crescimento, resistência a frio e resistência à flavobactéria.

Os dados do projeto também irão municiar futuros estudos para melhor aproveitamento da carcaça do tambaqui; identificar quais as linhagens com melhor desempenho em viveiros escavados e tanques-rede, entre outras possibilidades de pesquisa. “Além disso, esses animais serão direcionados futuramente para outras estratégias de melhoramento genético de precisão que a Unidade vem desenvolvendo”, acrescenta Licia Lundstedt, chefe de P&D da Embrapa Pesca e Aquicultura. 

Segundo Luciana Shiotsuki, pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura e líder do projeto, o objetivo é gerar um avanço significativo para estudos de melhoramento em peixes nativos. “Pretendemos identificar os tambaquis de melhor desempenho produtivo e compreender as regiões genômicas associadas a tais características”, explica ela. “O potencial impacto deste estudo é viabilizar um pacote tecnológico para impulsionar a cadeia produtiva do tambaqui na indústria da aquicultura, com segurança alimentar, alta qualidade genética e valor agregado”, complementa. 

O projeto é um dos Eixos Temáticos do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Biodiversidade e Uso Sustentável de Peixes Neotropicais (INCT-Peixes). O instituto congrega uma rede de universidades, empresas, institutos de pesquisa e outras entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais que unem esforços na ampliação do conhecimento da biodiversidade dos peixes Neotropicais e sua sustentabilidade. A rede é coordenada pela  Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a  Universidade Estadual Paulista (Unesp) é principal parceira desse Eixo Temático do projeto. 

 Milhares de peixes serão analisados 

A população-base que será estudada é composta por 35 famílias (formadas por um pai e uma mãe diferentes) , onde cada família vai gerar de três a quatro mil peixes. Parte da produção será enviada para a Unesp de Jabuticabal, onde serão selecionados os animais mais resistentes à flavobactéria, e outra parte será encaminhada para a Unesp, em Registro, onde os tambaquis serão testados para a resistência ao frio. 

Luciana Shiotsuki destaca a importância da análise à resistência à  flavobactéria. “As enfermidades bacterianas podem causar elevadas taxas de mortalidade de peixes e, quando não ocasionam mortalidade, provocam lesões que inviabilizam sua comercialização, causando grandes prejuízos econômicos à piscicultura”, explica. “Dentre as bactérias que podem causar impacto muito negativo à piscicultura mundial está a Flavobacterium columnare, responsável pela enfermidade conhecida como columnariose, que acomete todas as espécies de peixes de água doce, principalmente na fase de alevinos”.  

Por meio do projeto, o grupo de pesquisa da Unesp realizará a caracterização de genótipos resistentes a doenças de tambaqui utilizando as famílias formadas na Embrapa, contribuindo com a identificação de famílias mais resistentes a essa doença, possibilitando a formação de progênies (pais) com peixes mais sustentáveis e seguros, em função da redução da utilização de antibióticos. 

“Serão selecionados os melhores indivíduos da população para serem pais da próxima geração. Assim, separamos os peixes que tiveram melhor desempenho em crescimento, frio ou resistência à doença para serem os reprodutores da próxima geração e descarto os demais. Daí desse grupo dos melhores reprodutores é formada a próxima geração com seus descendentes, os quais são avaliados em um novo desafio. Tudo isso utilizando ferramentas de melhoramento clássico, com ganhos acumulativos a cada geração”, conclui Luciana Shiotsuki. 

Novo Curso de Pós-graduação em Gestão Municipal do Turismo da Universidade de Brasília promove o desenvolvimento sustentável dos destinos brasileiros

 


Especialização à distância será ofertada pelo Centro de Excelência em Turismo da UnB e tem parceria com Anseditur, Fornatur, CNM, Embratur e Ministério do Turismo

Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Anseditur – Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes Municipais de Turismo, o Fornatur – Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo, a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Embratur e o Ministério do Turismo, acaba de lançar o Curso de Especialização em Gestão Municipal do Turismo, uma iniciativa inovadora para capacitar gestores públicos de turismo na jornada por destinos mais competitivos e pelo desenvolvimento sustentável do setor.

 

Com 100 vagas disponíveis, o curso tem duração de até 14 meses e será oferecido na modalidade à distância, garantindo maior acessibilidade a profissionais de todas as regiões do país. O programa de 360 horas tem como objetivo promover a qualificação de gestores municipais, ampliando seu conhecimento teórico e prático em áreas como planejamento territorial, políticas públicas, inovação, sustentabilidade, economia do turismo e governança participativa. O curso aborda também desafios contemporâneos, como mudanças climáticas, inclusão social e inovação tecnológica.

 

“O turismo é um importante motor do desenvolvimento local e uma gestão eficiente é essencial para maximizar seus benefícios. Este curso foi estruturado para oferecer ferramentas concretas aos gestores, que auxiliem na formulação e execução de políticas públicas sustentáveis, promovendo impacto positivo nos territórios turísticos brasileiros”, destaca o professor João Tasso, coordenador do curso.

 

Para Italo Mendes, presidente da Anseditur, o momento não poderia ser mais oportuno. “Cerca de 2.500 novos gestores assumiram recentemente os órgãos municipais de turismo. Pensamos este curso para apoiar estes profissionais tecnicamente, para que tenham oportunidades de implementar políticas públicas exitosas em seus municípios e assim contribuir para o desenvolvimento sustentável do país”.


"O gestor tem uma oportunidade única de ampliar o conhecimento teórico e prático em áreas como planejamento territorial, políticas públicas, inovação, sustentabilidade, economia do turismo e governança. Conteúdos indispensáveis para avançarmos no fortalecimento das políticas públicas nos nossos destinos", ressaltou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

 

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, lembra que a qualificação dos gestores públicos é fundamental para transformar em realidade o potencial que tantos municípios têm para o turismo. “Este curso, fruto de uma parceria entre instituições comprometidas com o futuro do setor, representa um passo importante para fortalecer a governança e a sustentabilidade dos destinos turísticos brasileiros. Na Embratur, acreditamos que o turismo só se desenvolve de forma plena quando há planejamento e inovação. Por isso, apoiamos iniciativas como esta, que capacitam os gestores municipais a implementar políticas públicas alinhadas às melhores práticas globais, garantindo que o Brasil se consolide como um destino turístico competitivo e responsável. Este é um investimento não apenas no presente, mas no futuro do turismo brasileiro, que tem o poder de transformar vidas e comunidades em todo o país."

 

Além de conteúdos teóricos e palestras inspiradoras com especialistas convidados, o curso propõe atividades práticas e visitas técnicas ao Ministério do Turismo, Embratur e outros órgãos do setor, promovendo a troca de experiências entre os participantes e possibilitando a implementação de projetos de intervenção nos municípios. O corpo docente é formado por especialistas renomados no setor, com ampla experiência acadêmica e prática na gestão do turismo.

 

Inscrições e mais informações:

As inscrições para o processo seletivo já estão abertas e serão feitas com base em análise da carta de intenção dos candidatos, que deverão descrever sua trajetória acadêmica e profissional e as motivações para a participação no programa. As aulas começam no mês de maio de 2025.


Confira todas as informações e o edital no link:

https://cet.unb.br/2025/02/10/curso-de-especializacao-em-gestao-municipal-do-turismo/


Interessados podem obter mais informações pelo e-mail: gestaomunicipalturismounb@gmail.com.

 

Destaques do curso:

  • Modalidade: Ensino à distância (EAD)
  • Duração: até 14 meses
  • Carga horária: 360 horas
  • Módulos: 07 módulos temáticos cobrindo governança, desenvolvimento sustentável, planejamento territorial, inovação e mais.
  • Seleção: análise de Carta de Intenção
  • Certificação: Especialização em Gestão Municipal do Turismo, reconhecida pela Universidade de Brasília (UnB)

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