sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Embrapa Café lança publicação sobre manejo integrado de pragas e doenças dos cafés conilon e robusta

 


Circular Técnica destaca as principais pragas e doenças que afetam o Coffee canephora no Brasil e apresenta as respectivas diretrizes de monitoramento e manejo

Nova publicação da série Embrapa, Circular Técnica nº9 – “Manejo integrado de pragas e doenças dos café conilon e robusta”, lançada pela Embrapa Café, coordenadora do Consórcio Pesquisa Café, tem como objetivo apresentar de forma detalhada as principais pragas e doenças que afetam a produção de Coffee canephora no território nacional, e ainda trazer informações sobre a biologia e as recomendações necessárias para a adoção do manejo integrado dos problemas fitossanitários que afetam a cultura desse tipo de café.

Em geral, as pragas e as doenças do cafeeiro representam fatores limitantes para a produção e a produtividade da cultura, tanto para os pequenos agricultores de base familiar, como para os grandes produtores em escala empresarial, e, assim, podem causar grandes perdas aos produtores quando não manejadas com base nas recomendações técnicas. Com esse propósito, esta Circular apresenta as principais diretrizes de monitoramento e de manejo que visam mitigar e minimizar os efeitos deletérios de tais problemas em relação à espécie de C. canephora.

O Brasil é também historicamente um grande produtor e exportador da espécie de C. canephora, sendo os estados do Espírito Santo e de Rondônia que lideram a produção dessa espécie. Em geral, dependendo das peculiaridades específicas de cada safra brasileira, a cada ano, a espécie de Coffea arabica representa em torno de 70% da produção total e a da espécie de C. canephora 30%. Diante de tais performances, constata-se que a produção dos cafés robusta e conilon historicamente possui grande importância econômica e social para o nosso país.

Contudo, as pragas e doenças do cafeeiro de C. canefora, que são objeto desta Circular Técnica, conforme já foi mencionado, representam fatores limitantes para a produção e produtividade da cultura. Assim, para assegurar a sustentabilidade dos sistemas produtivos, as estratégias de manejo e controle de pragas e doenças devem ser priorizadas e aplicadas em escala temporal e espacial. Essa estratégia se baseia em um conjunto de ações que promovem menos impacto ao meio ambiente e à saúde do trabalhador. Para tanto, conforme as recomendações técnicas da Circular, exige o envolvimento multidisciplinar de diferentes áreas do conhecimento em toda a cadeia produtiva, para que haja garantia da produtividade, qualidade, lucratividade e desenvolvimento rural.

A publicação Circular Técnica nº9 – “Manejo integrado de pragas e doenças dos café conilon e robusta”, lançada pela Embrapa Café, visa disponibilizar informações atualizadas das principais pragas e doenças e de medidas para a adoção do manejo integrado na cultura dos cafés conilon e robusta. Para o controle químico, foi consultado o Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o qual reúne informações de defensivos agrícolas registrados para as culturas.

Ao final da publicação foi incluída uma síntese de diretrizes de monitoramento e manejo para o controle das pragas e doenças dos cafés conilon e robusta, a fim de facilitar o acesso à informação no campo. Espera-se que o conjunto de informações apresentadas agregue conhecimentos e facilite a tomada de decisão dos produtores. 

Leia esta ANÁLISE/DIVULGAÇÃO na íntegra na página da EMBRAPA CAFÉ e do Observatório do Café e do Consórcio Pesquisa Café

Conheça o acervo de publicações da Embrapa Café e baixe os arquivos pelo link https://www.embrapa.br/cafe/publicacoes. Acesse também todas ANÁLISES e notícias da cafeicultura no Observatório do Café.

Jovens do agronegócio do Rio Grande do Sul se preparam rumo ao Canadá

 Através do programa Young Farmers, 18 jovens brasileiros vivenciarão experiencia no agronegócio graças a uma parceria entre Paulo Herrmann e EMATER RS

 

São Paulo, 9 de janeiro de 2025 – Os desafios já começaram para um grupo de jovens ligados ao agronegócio no Rio Grande do Sul. Dezoito alunos embarcarão para Vancouver, em março, para vivenciar experiencias inéditas no agronegócio canadense.  Tudo começou com um sonho de um filho de agricultores de uma pequena cidade do Rio Grande do Sul chamado Paulo Herrmann. Seu objetivo é transformar o futuro de jovens agricultores e pequenas comunidades no estado. Em uma iniciativa inédita, Herrmann, em parceria com a EMATER RS, lançou o programa Young Farmers, um projeto que abre portas para jovens com perfil de liderança e espírito empreendedor, proporcionando uma experiência internacional transformadora no Canadá. Com o apoio essencial da EMATER RS e de patrocinadores, além do suporte do Consulado Canadense, através do Trade Commissione, Paulo Orlandi, o programa foi viabilizado pela Canada Intercambio, uma empresa canadense que reuniu todas as partes essenciais e coordenou a logística para tornar a iniciativa uma realidade.


Cronograma do programa:  No dia 9 de dezembro de 2024, os alunos iniciaram um curso de inglês online ministrado pela SELC Languages School, de Vancouver. Essa etapa será concluída no dia 18 de janeiro de 2025.

A partir de 27 de janeiro, os participantes continuarão os estudos no Brasil, dedicando-se, durante oito semanas, a temas essenciais como comunicação nos negócios internacionais, sustentabilidade, inovação tecnológica e os desafios do setor agrícola. Essa etapa será conduzida pela SELC College.

No dia 29 de março, o grupo embarcará para Vancouver, no Canadá. Durante cinco semanas no país, os alunos se aprofundarão em tópicos avançados relacionados à agricultura familiar canadense e a técnicas sustentáveis.

Entre os dias 1º e 5 de maio, os participantes serão alocados em propriedades rurais na província de British Columbia. Lá, terão a oportunidade de vivenciar na prática temas como agropecuária, plantações sustentáveis, criação de animais, entre outros. O objetivo é que as experiências adquiridas no Canadá sejam adaptadas e aplicadas no contexto brasileiro.

O programa contará com alunos de diversas cidades do Rio Grande do Sul, incluindo São Francisco de Paula, Caseiros, Barão, Pelotas, Rio Grande, Ibirubá, Novo Machado, Santo Augusto, Cacique Doble, Saldanha Marinho, Carazinho, Cruz Alta, Cândido Godói, São Paulo das Missões, Sede Nova, Cuiabá e Estrada Velha.

Organização do programa - A criação do projeto demandou meses de planejamento e organização. “A EMATER RS foi fundamental para a concretização deste projeto, assim como nossos patrocinadores, que acreditaram em nossa proposta”, comenta Herrmann. O principal objetivo do programa Young Farmers é conectar os jovens ao cenário global, apresentando novas tecnologias, práticas sustentáveis e métodos avançados de agricultura. “Não é apenas sobre aprender algo novo, mas sobre abrir a mente para uma visão global. Precisamos de líderes que falem inglês, que estejam conectados com o mundo e que enxerguem oportunidades”, ressalta o executivo.


Cada jovem selecionado para o Young Farmers recebeu investimento de R$ 80 mil, cobrindo despesas de viagem, hospedagem, alimentação, capacitação e todas as atividades no Canadá. Até o momento, 20 jovens foram inscritos. Herrmann, até então, ao lado da presidente da EMATER RS, Mara Saalfeld, acompanhou de perto cada etapa do projeto, desde a concepção, incluindo uma visita ao Canadá para conhecer a instituição acadêmica parceira e diversas propriedades agrícolas na província de British Columbia, onde os estudantes terão imersão prática.


Durante sua visita, Herrmann fez uma apresentação com dados para uma audiência estratégica, incluindo CEOs das Vancouver e Surrey Board of Trade, o BC Council for International Education, representantes do Farmers of BC Community, Departamento de Comércio Exterior, Consulado-Geral do Brasil, além do Ministério do Trabalho e do Ministro da Educação da Colúmbia Britânica.


 

 

Estrutura do Programa e Transformação de Vidas - Young Farmers oferece uma formação sólida de oito meses, que combina aprendizado no Brasil e no Canadá, com o objetivo de capacitar jovens agricultores para aplicar práticas inovadoras em suas comunidades de origem. Inicialmente, no Brasil, os participantes passam por quatro semanas de inglês especializado no agronegócio, seguidas por oito semanas de formação acadêmica, abordando temas essenciais como comunicação nos negócios internacionais, sustentabilidade, inovação tecnológica e os desafios econômicos do setor agrícola. Em seguida, embarcam para o Canadá, onde continuarão com a formação acadêmica por cinco semanas, aprofundando-se em tópicos avançados sobre agricultura familiar canadense e técnicas sustentáveis.


Posteriormente, os estudantes participam de uma imersão prática de quatro meses, acolhidos por agricultores locais, engajados no projeto, onde poderão aplicar o conhecimento em operações reais e trocar experiências. Esses jovens brasileiros, que já possuem experiência no setor agro, contribuem com suas perspectivas enquanto aprendem sobre as melhores práticas canadenses. O objetivo é fomentar uma colaboração bilateral, criando laços de confiança e interesses compartilhados, fortalecendo as propriedades agrícolas tanto no Brasil quanto no Canadá, em uma parceria que valoriza o crescimento mútuo e o compartilhamento de conhecimentos.


O programa foi criado a partir de uma aspiração pessoal de Herrmann, que o acompanha de perto do início ao fim, sem nenhum interesse financeiro. “É importante ser altruísta e deixar um legado. Tive uma carreira executiva bem-sucedida e agora quero retribuir, investindo nos jovens. Estou convencido de que este programa será transformador e, no futuro, quero levar mais jovens para viver essa experiência”, diz Herrmann, ressaltando que o propósito é incentivar os jovens a encontrarem um propósito genuíno em suas vidas.

Ao final do programa, cada estudante recebe um certificado emitido pelo Ministério da Educação do Canadá, validando sua formação internacional e abrindo novas perspectivas para a aplicação de suas habilidades no Brasil.

 

 


Por que o Canadá? O Canadá foi escolhido por sua abertura a novas culturas e por compartilhar com o Brasil características como vasta extensão territorial e diversidade cultural. Segundo dados recentes da Statistics Canada, o país ultrapassou a marca de 40 milhões de habitantes em 2023. “O Canadá oferece um ambiente favorável para quem busca expandir horizontes e adquirir novos conhecimentos”, comenta Herrmann. Além disso, o agronegócio canadense é um setor robusto, empregando 2,3 milhões de pessoas e gerando 143,8 bilhões de dólares canadenses, representando cerca de 7% do PIB nacional. “Esse setor essencial para a economia canadense busca continuamente trocar experiências e inovações com outros países, e o Young Farmers promove exatamente esse tipo de colaboração e desenvolvimento mútuo”, complementa Rosa Maria Troes, CEO da Canada Intercambio.



Impacto para Empresas e Desenvolvimento do Setor - O programa conta com apoio de empresas e cooperativas de diferentes áreas – incluindo tecnologia agrícola, irrigação e o setor financeiro – todas comprometidas com o desenvolvimento de uma nova geração de líderes para o agronegócio brasileiro. Além do apoio financeiro, alguns dos patrocinadores esperam que esses jovens, ao retornarem, realizem estágios em suas empresas e, eventualmente, ocupem posições estratégicas, trazendo a visão global e o conhecimento prático adquiridos no exterior.

“Neste programa, tivemos duas abordagens: a maioria dos estudantes foi selecionada pela EMATER, enquanto alguns patrocinadores indicaram candidatos específicos, todos passando pelo mesmo critério rigoroso de avaliação”, explica Herrmann. Ele cita exemplos como o de uma cooperativa que indicou jovens para desenvolver o cooperativismo e uma empresa de biodiesel de Passo Fundo que aposta nesses futuros líderes para sua continuidade.

 

Retorno ao Brasil e Projetos de Implementação - Após 4,5 meses de experiência prática em propriedades no Canadá, os jovens serão recebidos pela EMATER e pelos patrocinadores no Brasil, que acompanharão a implementação dos projetos desenvolvidos durante o intercâmbio. “Queremos que os participantes apliquem os conhecimentos adquiridos, seja em suas propriedades familiares ou nas empresas patrocinadoras, promovendo um impacto direto em suas comunidades”, ressalta Rosa Maria. Dessa forma, o Young Farmers visa não apenas capacitar esses jovens, mas também fortalecer o futuro do agronegócio brasileiro, com uma geração preparada para enfrentar os desafios globais da produção de alimentos.

 

Inscrições Abertas e Expansão do Projeto - Estão abertas as inscrições para a segunda edição do programa Young Farmers! Jovens de 19 a 26 anos interessados em participar, assim como empresas que desejam patrocinar essa iniciativa, podem garantir sua vaga.

https://www.canadaintercambio.com/idiomas-e-carreira/carreira-e-negocios/programa-young-farmers-jovens-no-agronegocio/


Brincar para aprender: como as férias podem ser aliadas no desenvolvimento infantil

 


Especialista em educação destaca como as brincadeiras contribuem para o aprendizado e dá dicas de como os pais podem incentivar o desenvolvimento durante o recesso escolar

As férias escolares são um momento muito aguardado pelas crianças. É o período em que elas têm a oportunidade de relaxar, brincar e aproveitar o tempo livre. Mas o que muitos pais talvez não saibam é que a brincadeira vai além da diversão: ela é essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças. Segundo Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, brincar é uma forma poderosa de aprendizado.

 

"Por meio das brincadeiras, as crianças desenvolvem habilidades fundamentais, como a criatividade, a resolução de problemas, a colaboração e até mesmo conceitos básicos de matemática e linguagem. O brincar permite que elas aprendam de forma natural e significativa, conectando experiências do dia a dia com novos conhecimentos", explica Mariana.

 

Durante as férias, os pais e familiares podem aproveitar para estimular o desenvolvimento das crianças por meio de brincadeiras que incentivem a imaginação e o aprendizado. Mariana ressalta que esse período é uma oportunidade para fortalecer os vínculos familiares enquanto as crianças adquirem habilidades importantes para a vida.

 

Cinco maneiras de usar a brincadeira para estimular o aprendizado:

 

  1. Jogos de tabuleiro e cartas: além de proporcionar momentos de diversão em família, esses jogos ajudam a desenvolver o raciocínio lógico, o pensamento estratégico e a paciência. Jogos com números, como dominó ou baralho, também reforçam conceitos matemáticos de forma lúdica.

 

  1. Brincadeiras ao ar livre: atividades como esconde-esconde, pega-pega ou até jardinagem estimulam a coordenação motora, a interação social e a criatividade. Além disso, estar em contato com a natureza é fundamental para o bem-estar emocional das crianças.

 

  1. Leitura compartilhada: ler histórias juntos é uma maneira prazerosa de estimular a imaginação e ampliar o vocabulário. "A leitura é uma brincadeira que transporta a criança para diferentes mundos e, ao mesmo tempo, promove um aprendizado profundo e significativo", destaca Mariana.

 

  1. Artes e manualidades: pintar, desenhar ou criar esculturas com materiais recicláveis desenvolvem habilidades motoras finas e incentivam a expressão artística. Esses momentos também promovem a concentração e o foco, fundamentais para o aprendizado.

 

  1. Brincadeiras que envolvem desafios: montar quebra-cabeças, criar enigmas ou construir objetos com blocos de montar estimula o pensamento crítico. "Quando a criança supera desafios em uma brincadeira, ela aprende a lidar com erros e a buscar soluções, o que é uma habilidade essencial para o futuro", ressalta a especialista.

 

Ao incluir essas atividades no dia a dia das férias, os pais não apenas ajudam as crianças a se divertirem, mas também a aprenderem e se desenvolverem de forma completa. "Brincar é a linguagem da infância, e é por meio dela que as crianças se conectam com o mundo e constroem o conhecimento. Aproveitar as férias para brincar em família é um investimento no aprendizado e no vínculo emocional", conclui Mariana.

Prontos pro Mundo: Primeiro grupo de estudantes da rede pública de SP desembarca em Londres

 


Alunos partiram na quinta-feira (9) para o intercâmbio com duração de três meses no Reino Unido; ação é inédita no estado e beneficiará 1.000 estudantes por ano


Os primeiros 38 estudantes do programa Prontos pro Mundo que embarcaram na quinta-feira (9) para o primeiro intercâmbio do Governo do Estado já estão em solo inglês. O avião partiu de Guarulhos pouco depois das 15h de quinta-feira e, após uma escala em Madri, os adolescentes de 15 e 16 anos de idade chegaram a Londres, capital da Inglaterra, na manhã desta sexta-feira (10). 


Todos os alunos estão sendo acompanhados pela equipe da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e da empresa responsável pelo intercâmbio e agora partem para a casa das famílias que o receberão durante a estadia no Reino Unido. Eles ficarão hospedados em 15 cidades diferentes, como Oxford e Worcester, por exemplo.


Os 38 estudantes integram o primeiro grupo com destino a países de língua inglesa. Eles vêm de 32 cidades do interior do estado.


Na próxima segunda-feira (13), mais 58 estudantes de todo o estado embarcam com o mesmo destino, o Reino Unido. Até o mês de abril, um total de 500 estudantes terão embarcado para o Reino Unido, Nova Zelândia, Canadá e Austrália.


Durante o intercâmbio, com duração de três meses, os alunos ficarão hospedados em casas de família, com objetivo de vivenciar e ampliar conhecimentos sobre a cultura local.


O secretário da Educação, Renato Feder, acompanhou o embarque dos estudantes na quinta-feira e destacou a abrangência do programa. “Um benefício importantíssimo do Prontos pro Mundo foi o fato de termos concentrado a seleção de estudantes em todo o estado. Nós tivemos mais de 400 cidades com alunos aptos a essa primeira seleção de 500 estudantes.


Alunos que fizeram o Saresp e cumpriram todas as regras do intercâmbio. Isso é muito importante, porque teremos alunos de cidades médias, cidades muito pequenas, que têm 2.000 habitantes, e cidades vulneráveis do estado”, disse.


Em breve, a Educação divulgará a lista dos 500 selecionados para o intercâmbio do segundo semestre. A política pública, anunciada pelo Governo do Estado em 2023, pretende levar anualmente 1.000 estudantes para o intercâmbio. 


Os alunos embarcam enquanto estudantes da 2ª série do Ensino Médio, mas a seleção começa com as provas do Saresp do 9º ano do Ensino Fundamental. Um exemplo: os estudantes que, em 2024, estavam no 9º ano, já fizeram a primeira etapa de seleção em novembro do ano passado, com o objetivo de estarem entre os viajantes de 2026.

Pesquisa de clima pode ser uma aliada estratégica para moldar e fortalecer a cultura organizacional

 


Com este intuito, precisa ter objetivos claros e questionário conciso, ser bem comunicada e garantir o anonimato e a confidencialidade para que seus resultados sejam assertivos para nortear a estratégia para o capital humano da companhia

Como um instrumento estratégico por muitas empresas, a pesquisa de clima permite medir a aderência dos profissionais à cultura organizacional, trazendo inúmeras oportunidades de ações que promovem um melhor alinhamento com os valores da empresa. É uma ferramenta estratégica que possibilita as empresas conhecerem melhor seus integrantes, fortalece o fit cultural, identifica áreas de conflito e traz reflexões sobre melhorias, contribuindo para o alcance dos melhores resultados.

“Estudos comprovam que empresas que buscam indicadores por meio da prática da pesquisa se conectam melhor com seus integrantes, influenciam no comprometimento, fazendo com que se sintam parte significativa da mudança”, afirma Neide Leite Galante, Head de Recursos Humanos, Gestão e Desenvolvimento de Pessoas no ButtiniMoraes.

Segundo a executiva do ButtiniMoraes, o sucesso de uma pesquisa de clima organizacional está diretamente ligado ao seu planejamento. “Uma pesquisa bem estruturada é fundamental para que as empresas obtenham insights precisos e implementem ações de melhorias eficazes”, explica Neide.

Para se obter sucesso nos resultados deste tipo de pesquisa é preciso seguir o seguinte passo a passo:

·       Definir os objetivos - a pesquisa deve contribuir para os objetivos estratégicos da companhia, ter conexão com a cultura, propósitos (visão, missão e valores). É de suma importância que a empresa seja clara e específica sobre o que deseja alcançar.

·       Criar um questionário conciso e relevante - as perguntas não podem ser ambíguas ou muito longas, devem buscar informações objetivas como, por exemplo, estrutura, carreira, desenvolvimento, reconhecimento, comunicação, gestão, liderança, fluxos, procedimentos, dinâmica de trabalho entre áreas e equipes.

·       Comunicar a pesquisa - explique a importância, deixando claro o porquê de a pesquisa estar sendo realizada e como os resultados serão utilizados, demonstrando aos integrantes que suas opiniões são muito valiosas. Além disso, antes de compartilhar o questionário, recomenda-se realizar um teste com um grupo piloto para identificar eventuais problemas.

·       Garantir o anonimato e a confidencialidade - crie um ambiente seguro, incentivando a participação por intermédio de uma comunicação honesta e transparente. Ao encaminhar as perguntas reforce que as respostas são anônimas e que os resultados serão usados apenas para fins de melhoria.

·       Analisar os resultados de forma completa - procure por padrões para obter resultados mais objetivos, que tragam em seus indicadores as principais áreas de melhorias. Com esta finalidade, utilize ferramentas para auxiliar a análise dos indicadores, há softwares específicos da área de RH podem auxiliar na análise dos dados. Procure também realizar a pesquisa pelo menos uma vez por ano, pois isso possibilitará a comparação dos resultados com anos anteriores e identificar mudanças ao longo do tempo.

  • Comunicar os resultados e implementar ações - seja transparente e divulgue os resultados de forma clara e objetiva para todos os membros da empresa. Em seguida, crie um plano de ação com definições concretas para abordar os pontos identificados na pesquisa, sempre envolvendo e incentivando a participação dos integrantes na implementação das ações.

·       Acompanhar os resultados - avalie o impacto das ações, mensurando o que está sendo implementado e se está gerando os resultados esperados. A pesquisa de clima deve ser realizada de forma regular para acompanhar as mudanças na cultura organizacional.

Por fim, é fundamental esclarecer que a pesquisa de clima organizacional faz parte de um ciclo: “diagnosticar”, “agir”, “acompanhar” e “reavaliar”. Não se trata de uma solução única, é um processo contínuo que visa a melhoria constante do ambiente de trabalho. “Essa prática, quando implementada de forma eficaz, contribui para o fortalecimento da cultura organizacional, aumentando o sentimento de pertencimento e estimulando do engajamento dos profissionais”, conclui Neide.

Pesquisa de clima pode ser uma aliada estratégica para moldar e fortalecer a cultura organizacional

 


Com este intuito, precisa ter objetivos claros e questionário conciso, ser bem comunicada e garantir o anonimato e a confidencialidade para que seus resultados sejam assertivos para nortear a estratégia para o capital humano da companhia

Como um instrumento estratégico por muitas empresas, a pesquisa de clima permite medir a aderência dos profissionais à cultura organizacional, trazendo inúmeras oportunidades de ações que promovem um melhor alinhamento com os valores da empresa. É uma ferramenta estratégica que possibilita as empresas conhecerem melhor seus integrantes, fortalece o fit cultural, identifica áreas de conflito e traz reflexões sobre melhorias, contribuindo para o alcance dos melhores resultados.

“Estudos comprovam que empresas que buscam indicadores por meio da prática da pesquisa se conectam melhor com seus integrantes, influenciam no comprometimento, fazendo com que se sintam parte significativa da mudança”, afirma Neide Leite Galante, Head de Recursos Humanos, Gestão e Desenvolvimento de Pessoas no ButtiniMoraes.

Segundo a executiva do ButtiniMoraes, o sucesso de uma pesquisa de clima organizacional está diretamente ligado ao seu planejamento. “Uma pesquisa bem estruturada é fundamental para que as empresas obtenham insights precisos e implementem ações de melhorias eficazes”, explica Neide.

Para se obter sucesso nos resultados deste tipo de pesquisa é preciso seguir o seguinte passo a passo:

·       Definir os objetivos - a pesquisa deve contribuir para os objetivos estratégicos da companhia, ter conexão com a cultura, propósitos (visão, missão e valores). É de suma importância que a empresa seja clara e específica sobre o que deseja alcançar.

·       Criar um questionário conciso e relevante - as perguntas não podem ser ambíguas ou muito longas, devem buscar informações objetivas como, por exemplo, estrutura, carreira, desenvolvimento, reconhecimento, comunicação, gestão, liderança, fluxos, procedimentos, dinâmica de trabalho entre áreas e equipes.

·       Comunicar a pesquisa - explique a importância, deixando claro o porquê de a pesquisa estar sendo realizada e como os resultados serão utilizados, demonstrando aos integrantes que suas opiniões são muito valiosas. Além disso, antes de compartilhar o questionário, recomenda-se realizar um teste com um grupo piloto para identificar eventuais problemas.

·       Garantir o anonimato e a confidencialidade - crie um ambiente seguro, incentivando a participação por intermédio de uma comunicação honesta e transparente. Ao encaminhar as perguntas reforce que as respostas são anônimas e que os resultados serão usados apenas para fins de melhoria.

·       Analisar os resultados de forma completa - procure por padrões para obter resultados mais objetivos, que tragam em seus indicadores as principais áreas de melhorias. Com esta finalidade, utilize ferramentas para auxiliar a análise dos indicadores, há softwares específicos da área de RH podem auxiliar na análise dos dados. Procure também realizar a pesquisa pelo menos uma vez por ano, pois isso possibilitará a comparação dos resultados com anos anteriores e identificar mudanças ao longo do tempo.

  • Comunicar os resultados e implementar ações - seja transparente e divulgue os resultados de forma clara e objetiva para todos os membros da empresa. Em seguida, crie um plano de ação com definições concretas para abordar os pontos identificados na pesquisa, sempre envolvendo e incentivando a participação dos integrantes na implementação das ações.

·       Acompanhar os resultados - avalie o impacto das ações, mensurando o que está sendo implementado e se está gerando os resultados esperados. A pesquisa de clima deve ser realizada de forma regular para acompanhar as mudanças na cultura organizacional.

Por fim, é fundamental esclarecer que a pesquisa de clima organizacional faz parte de um ciclo: “diagnosticar”, “agir”, “acompanhar” e “reavaliar”. Não se trata de uma solução única, é um processo contínuo que visa a melhoria constante do ambiente de trabalho. “Essa prática, quando implementada de forma eficaz, contribui para o fortalecimento da cultura organizacional, aumentando o sentimento de pertencimento e estimulando do engajamento dos profissionais”, conclui Neide.

Recordes históricos de exportações acendem sinal de alerta para fiscalização agropecuária

 


Anffa Sindical aponta que demanda crescente por produção brasileira reforça necessidade de recomposição da carreira

 

O Brasil fechou 2024 com recordes históricos em exportações, reafirmando a relevância do país como um dos principais fornecedores globais de alimentos. Produtos como açúcar, café, algodão, carnes, celulose e suco de laranja impulsionaram a balança comercial, enquanto itens como limões, chocolate e gengibre, ampliaram a diversificação da pauta exportadora. Apesar do otimismo para 2025, com a projeção de uma safra promissora e a abertura de novos mercados, um grave entrave ameaça o crescimento sustentável do setor: a falta de investimentos na carreira de auditores fiscais federais agropecuários.

 

De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o agronegócio correspondeu a 49% das exportações totais do país. Apenas com relação à carne bovina, que é inspecionada pelos auditores fiscais federais agropecuários durante toda a cadeia produtiva, antes mesmo do abate até os embarques nos navios, foram quase 2,8 milhões de toneladas enviadas para 157 países, incluindo os da União Europeia, China, Estados Unidos, México e Emirados Árabes.

 

Para 2025, o cenário é ainda mais promissor, já que estão previstas novas aberturas de mercados, além dos 300 abertos nos último dois anos. Japão, Vietnã, Coreia do Sul e Turquia estão na lista de tratativas para o recebimento do produto brasileiro. Assim, a demanda dos auditores fiscais federais agropecuários deve crescer ainda mais. Tudo isso em um cenário de déficit alarmante.

 

De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), estima-se que 1.200 profissionais estejam prestes a se aposentar por idade ou tempo de serviço e podem deixar a função a qualquer momento. Entretanto, o concurso público realizado no ano passado deve repor apenas 200 vagas – um número insuficiente frente à crescente demanda por produtos brasileiros.

 

As ações de inspeção e fiscalização realizadas pela carreira são essenciais para garantir que os alimentos exportados atendam aos rigorosos padrões internacionais, viabilizando o desenvolvimento do setor e assegurando que pragas não coloquem em risco a produção nacional. Além disso, há todo um protocolo que garante a segurança dos alimentos consumidos no Brasil e em seus parceiros comerciais.

 

De acordo com o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, enquanto o Governo celebra os avanços nas exportações e na promoção comercial, a demanda dos auditores fiscais federais agropecuários se agrava. Além da carência de pessoal, há deficiências em sistemas, faltam recursos para infraestrutura, segurança e modernização das operações de fiscalização, comprometendo a competitividade e a credibilidade do Brasil no mercado internacional.

 

“O fortalecimento do agronegócio não pode prescindir de investimentos adequados em fiscalização e controle de qualidade. Sem isso, o Brasil corre o risco de comprometer seu papel estratégico no abastecimento global, justamente no momento em que desponta como líder no fornecimento de alimentos e insumos para o mundo. O Anffa Sindical reforça a necessidade urgente de políticas públicas que priorizem o fortalecimento da carreira dos auditores fiscais federais agropecuários e o aumento do efetivo, garantindo assim que os recordes conquistados pelo agronegócio sejam sustentáveis e duradouros”, destacou Macedo.

Propaganda eleitoral: cartilha mostra o que pode e o que não pode na campanha 2026

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