domingo, 28 de outubro de 2012

Pedro Coimbra: A loura que me persegue

Pedro Coimbra: A loura que me persegue:   Pedro Coimbra ppadua@navinet.com.br               Neste mundão de Deus, segundo afirma meu amigo Bernardo, todos nós te...

A loura que me persegue

 

Pedro Coimbra


 

           

Neste mundão de Deus, segundo afirma meu amigo Bernardo, todos nós temos os nossos perseguidores.

            A mulher de branco é um deles. Aparece a qualquer hora na sua frente, de preferência no banheiro da sua escola, com as narinas tampadas por chumaços de algodão. Só assusta e não fazia mal a ninguém.

         Mas, cada um de nós cumpre seu destino.

         O meu é todas as vezes que tenho que participar de eleições me encontrar com uma loura linda na ante sala da minha seção.

         É muito bonita, elegante e sensual no seu vestido drapeado.

         Todas às vezes me fala em francês, em Liberté, Egalité e Fraternité.

         Quem descobriu quem era foi Bernardo. Chama-se Marianne e representa a República Francesa.

            Ela quer que tenhamos ideais democráticos no meio de tanta confusão ideológica.

            Ideológica, não. Uma verdadeira “república de bananas” em que cada um defende seus interesses pessoais.

            Toas às vezes eu acabo ouvindo seus conselhos e sempre me dou mal.

            Mas, Marianne é uma graça de mulher, um verdadeiro anjo ao meu lado!

            - Acredite que um dia tudo vai mudar e o povo vai saber o porquê de tomar determinadas atitudes – ela diz.

            Sempre digo para ela que temos um sistema informatizado que nem mesmo o USA tem. Mas, nossos representantes são um desastre, bastando verificar o que gastamos para eleger um prefeito do interior.

            - A eleição no Brasil deveria voltar a época da República Velha, com as listas dos coronéis – digo em voz alta.

            É engraçado que o Golpe de 64 não tenha conseguido acabar com as eleições.

            - A continuar do jeito que vai, nós mesmo vamos conseguir acabar com elas – penso em voz alta.

Prefiro Marianne ao curupira que é um ser fantástico, que segundo a crença popular, habita em florestas. É descrito como um menino, cabelos cor de fogo e pés com calcanhares para frente que confundem os caçadores. Gosta de sentar nas sombras das mangueiras e se deliciar com os frutos.

Nosso grande problema é que não temos mais florestas e nem mangueiras.

Chego bem próximo de Marianne até que ela desaparece no entardecer e fico com minhas dúvidas...

 

sábado, 27 de outubro de 2012

MAIS UMA VEZ... PROJETO DE LEITURA!

                                                
 MOMENTO COM A ESCRITORA

  CLAUDIA REGINA, a escritora Nina, agradece todo o incentivo para continuar com o PROJETO DE LEITURA, agora denominado: "MAIS UMA VEZ...". Segundo a Autora, o CRIANÇA FELIZ  permanecerá muito vivo em lembranças. Das atividades nas escolas e instituições, também a fantasia de palhacinha já sente saudade! É muito difícil falar sobre esta fase em minha vida sem que eu consiga conter a emoção (diz a autora). Aos 43 anos de idade, sabe que não há como desgostar de escrever para crianças e sente imensa satisfação de ver seus textos caminhando em atividades pedagógicas e principalmente fica feliz pela citação do seu PROJETO DE LITERATURA EM TELAS, em diversos trabalhos, artigos e novos projetos de leitura. Neste ciclo, vale recordar que em 2004, começaram as atividades mais intensas com a comunidade escolar, feiras e palestras. Após a publicação do infantil de literatura poética: "O MUNDO DE NINA", vieram novas realizações como: "NO RITMO DE PAZ E AMOR", "GIM", "BAILARINA TATUADA", "HAJI E A ROSA", "LILI E O POTINHO DE AÇÚCAR", "O REI SAPÃO SAPOLÃO E SEU CORAÇÃO", "QUIM KARATÊ", "A NUVENZINHA SAPECA", "VERSO PARA A MAMÃE", "MEMÓRIAS DE UM URSO", "TIGER, A TARTARUGUINHA DE ESTIMAÇÃO" e "MEU TRENZINHO". Na ocasião dos lançamentos, cada obra serviu para a divulgação do trabalho literário, mas também, parte delas, foi disponibilizada ao público em geral. No ano de 2011 realizou as últimas apresentações utilizando a fantasia de palhacinha em prol de um Projeto de Leitura que chamava de Criança Feliz. A determinação de abandonar o nome do Projeto, nasceu de dissabores, entre os quais: o plágio. Pelo mesmo motivo, também ficou evidenciado certo desconforto quanto a utilização do pseudônimo, e mesmo que precavidamente registrado nos direitos autorais, "a vontade e o interesse de continuar... indubitavelmente diminuíram" (diz a autora). Contudo, foi ainda numa despedida gradativa, fechando links, desfazendo-se de compromissos, que apareceu a oportunidade de reavivar a atividade da palestra com os livros para as crianças. A fase é de transição, mas sabe-se muitíssimo bem quão importante foi o início de todo o trabalho com a literatura exatamente aos moldes de como nasceu!



         

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pedro Coimbra: Biografias não-autorizadas

Pedro Coimbra: Biografias não-autorizadas:     Pedro Coimbra ppadua@navinet.com.br              Terminando a primeira parte do meu romance "Meus amores, Mariana e Br...

Maria Aparecida Francisquini: E vivemos assim... ou não???

Maria Aparecida Francisquini: E vivemos assim... ou não???:   Interessante, como que habitualmente, muitos de nós, optamos em conduzir nossa vida agindo e interagindo de formas contrárias ao nos...

E vivemos assim... ou não???

  Interessante, como que habitualmente, muitos de nós, optamos em conduzir nossa vida agindo e interagindo de formas contrárias ao nosso real desejo. Inúmeras vezes traçamos os nossos caminhos para chegarmos a lugares opostos ao que realmente desejamos ocupar.

  Temos optado em viver, nos esquecendo de que o eco é um fenômeno da natureza, e de que fazemos parte dela, ou seja, a todo o momento, existe a possibilidade de retorno para as nossas atitudes.

  Estamos nos posicionando na vida, de uma maneira tão indiferente, quando na verdade temos tanta necessidade de sermos notados!

  Todos nós desejamos muito sermos respeitados, mas cada vez nos desrespeitamos mais.

  Precisamos tanto de verdades, mas estamos nos habituando a viver mentindo.         Ansiamos tanto por paz e declaramos tantas guerras!

  Sonhamos tanto com o amor e a harmonia, mas vivemos constantemente brigando, demonstrando raiva!

   Internamente, percebe-se uma alarmante diminuição da autoestima, ocasionada pela alta competitividade imposta pela mídia e que facilmente assimilamos e introjetamos, justamente devido à enorme carência que predomina.

  Externamente, somos a todo momento aterrorizados por notícias e imagens que chegam até nós e nos amedrontam diante da constatação da nossa fragilidade.

  Corremos na vida procurando excessivamente uma segurança material e quase sempre o que conseguimos alcançar, é uma dolorosa insegurança pessoal (tanto interna quanto externa), um sentimento imenso de vazio, de ausência, de falta. Devido a isso, é comum nos sentirmos fragilizados, carentes e perdidos, o que nos torna vulneráveis e propícios a seguirmos de maneira submissa qualquer possibilidade de solução que nos for apresentada de forma consistente. Como consequência, somos facilmente atingidos pelas cobranças que nos são impostas para correspondermos às expectativas que acabamos por acreditar serem importantes e imprescindíveis para sermos aceitos e encontrarmos a felicidade. Estas cobranças são feitas de uma maneira tão convincente, que na maioria das vezes, passamos realmente a acreditar que correspondê-las é extremamente necessário e fundamental para que sejamos amados e aceitos.

  E o resultado, é que muitas vezes nos perdemos de nós mesmos e conseguimos na verdade, carregar um sentimento de vazio, uma profunda insatisfação e uma dolorosa solidão, pois passamos a ser surdos e cegos aos nossos reais anseios de uma maneira tão profunda que nos tornamos muitas vezes, uma pessoa desconhecida, um estranho para nós. Sofremos com uma doída sensação de abandono, de solidão. E com a pior solidão que existe: a de nós mesmos!

E vivemos assim... ou não???

  Interessante, como que habitualmente, muitos de nós, optamos em conduzir nossa vida agindo e interagindo de formas contrárias ao nosso real desejo. Inúmeras vezes traçamos os nossos caminhos para chegarmos a lugares opostos ao que realmente desejamos ocupar.

  Temos optado em viver, nos esquecendo de que o eco é um fenômeno da natureza, e de que fazemos parte dela, ou seja, a todo o momento, existe a possibilidade de retorno para as nossas atitudes.

  Estamos nos posicionando na vida, de uma maneira tão indiferente, quando na verdade temos tanta necessidade de sermos notados!

  Todos nós desejamos muito sermos respeitados, mas cada vez nos desrespeitamos mais.

  Precisamos tanto de verdades, mas estamos nos habituando a viver mentindo.         Ansiamos tanto por paz e declaramos tantas guerras!

  Sonhamos tanto com o amor e a harmonia, mas vivemos constantemente brigando, demonstrando raiva!

   Internamente, percebe-se uma alarmante diminuição da autoestima, ocasionada pela alta competitividade imposta pela mídia e que facilmente assimilamos e introjetamos, justamente devido à enorme carência que predomina.

  Externamente, somos a todo momento aterrorizados por notícias e imagens que chegam até nós e nos amedrontam diante da constatação da nossa fragilidade.

  Corremos na vida procurando excessivamente uma segurança material e quase sempre o que conseguimos alcançar, é uma dolorosa insegurança pessoal (tanto interna quanto externa), um sentimento imenso de vazio, de ausência, de falta. Devido a isso, é comum nos sentirmos fragilizados, carentes e perdidos, o que nos torna vulneráveis e propícios a seguirmos de maneira submissa qualquer possibilidade de solução que nos for apresentada de forma consistente. Como consequência, somos facilmente atingidos pelas cobranças que nos são impostas para correspondermos às expectativas que acabamos por acreditar serem importantes e imprescindíveis para sermos aceitos e encontrarmos a felicidade. Estas cobranças são feitas de uma maneira tão convincente, que na maioria das vezes, passamos realmente a acreditar que correspondê-las é extremamente necessário e fundamental para que sejamos amados e aceitos.

  E o resultado, é que muitas vezes nos perdemos de nós mesmos e conseguimos na verdade, carregar um sentimento de vazio, uma profunda insatisfação e uma dolorosa solidão, pois passamos a ser surdos e cegos aos nossos reais anseios de uma maneira tão profunda que nos tornamos muitas vezes, uma pessoa desconhecida, um estranho para nós. Sofremos com uma doída sensação de abandono, de solidão. E com a pior solidão que existe: a de nós mesmos!

Propaganda eleitoral: cartilha mostra o que pode e o que não pode na campanha 2026

  Guia do TRE-SP sobre permissões e proibições da publicidade pode ser consultado pela internet   A campanha eleitoral, período em que candi...