sexta-feira, 13 de abril de 2012
APM TEOTÔNIO: É POR NOSSA CAUSA!: O constante descaso com nossa escola!
APM TEOTÔNIO: É POR NOSSA CAUSA!: O constante descaso com nossa escola!: Um exemplo deste descaso são as obras que devem ser feitas em carater de urgência, mas caminham aos trancos e barrancos. Logo no início das ...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Movimento dos sem-teto protesta contra gastos do estádio de Brasília e governo local diz como paga a obra
Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O protesto nacional contra a Copa do Mundo de 2014, organizado pelo Frente Nacional de Movimentos Populares Resistência Urbana, também se fez presente na capital do país. A manifestação ocorreu no Estádio Nacional Mané Garrincha, no centro de Brasília, e teve como principal alvo a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). Segundo os manifestantes, a estatal do governo do Distrito Federal (GDF) está investindo no estádio dinheiro que deveria ser aplicado na construção de casas populares.
Os manifestantes chegaram a bloquear o portão de acesso ao canteiro de obras, mas recuaram após negociação com policiais militares. Entre os manifestantes havia muitas crianças em idade escolar e até bebês no colo dos pais.
Em Brasília, o protesto foi organizado pelos movimentos dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e Sem Teto (MTST). Um dos líderes da manifestação, Vitor Guimarães, disse que cerca de 70 famílias sem terra estão acampadas em Planaltina (DF), cidade a cerca de 40 quilômetros do centro da capital. Os acampados querem lotes da Terracap e reclamam que, em vez da moradia, a estatal está gastando R$ 1 bilhão na construção do novo estádio.
Guimarães também reclamou das condições de trabalho dos operários na obra do Estádio Nacional, alegando que eles são maltratados e mal-alimentados pelo consórcio construtor.
Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa do Governo do Distrito Federal (GDF) informou que o Estádio Nacional de Brasília deverá custar R$ 800 milhões, e não R$ 1 bilhão conforme alegaram os líderes do protesto. Informou também que a Terracap, proprietária do estádio, não está desviando dinheiro de nenhum programa do governo para custear a obra, mas utilizando recursos da venda de terrenos que tem em Brasília.
Já as denúncias de maus tratos aos operários foram rechaçadas pelo governo local. Segundo a assessoria do GDF, a obra está certificada com o selo de qualidade Social AccountAbility 8.000, que atesta a aplicação de boas práticas sociais em relação aos empregos. O selo foi criado com base nas normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Declaração Universal dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas.
A manifestação em Brasília fez parte da Campanha Nacional contra os Crimes da Copa. Em mais nove cidades -sede foram promovidos atos semelhantes: São Paulo, Manaus, Belo Horizonte, Cuiabá, Natal, Fortaleza, Rio de Janeiro e Curitiba. O objetivo da campanha é denunciar os impactos sociais das obras da Copa, como despejos e remoções, especulação imobiliária e gastos excessivos de recursos públicos.
Edição: Vinicius Doria
Cachaça será reconhecida por Obama como produto tipicamente brasileiro
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – As relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos vão parar muitas vezes na Organização Mundial do Comércio (OMC) por divergências na imposição de barreiras tributárias e elevados impostos. Mas, na reunião hoje (9) entre os presidentes Dilma Rousseff e o norte-americano Barack Obama as tensões ficarão de lado devido ao reconhecimento da cachaça como produto tipicamente brasileiro, facilitando sua exportação para os Estados Unidos.
Obtida pela destilação do caldo de cana-de-açúcar fermentado, a cachaça é tradicionalmente usada na elaboração da caipirinha, que virou marca do Brasil no exterior. No país, são produzidos por ano cerca de 1,5 bilhão de litros de cachaça – a maioria em destilarias e uma parte de fabricação artesanal, em pequenos alambiques. São mais de 30 mil produtores e 5 mil marcas.
Paralelamente, Obama e Dilma negociarão acordos sobre aviação e comunicações. Também foi solucionada a pendência sobre o suco de laranja, pois os norte-americanos vetaram a entrada do produto brasileiro no país. No entanto, após a interferência da OMC, os Estados Unidos aceitaram rever suas leis.
Estarão ainda em discussão acordos sobre a carne suína e a lei agrícola. O mercado dos Estados Unidos se abriu para a carne suína de Santa Catarina, e os negociadores tentam ampliar a parceria para que a certificação beneficie outras áreas. As discussões sobre a nova lei agrícola norte-americana são acompanhadas pelos negociadores brasileiros, pois isso pode causar impacto nas exportações nacionais.
No ano passado, os Estados Unidos foram o segundo principal parceiro comercial brasileiro, depois da China. De 2007 a 2011, o intercâmbio comercial brasileiro com o país cresceu 37%, passando de US$ 44 bilhões para US$ 60 bilhões.
De janeiro a fevereiro de 2012, o intercâmbio comercial dos Estados Unidos com o Brasil aumentou em 20% em relação ao mesmo período de 2011, passando de US$ 7,9 bilhões para US$ 9,5 bilhões. As exportações brasileiras cresceram em 38% e as importações, 6% no mesmo período.
Edição: Graça Adjuto
Congresso Marista de Educação – Edição Internacional
Foi
lançado no último dia 03, em São Paulo, o 4º Congresso Marista de
Educação – Edição Internacional, que acontece entre os dias 17 e 20 de
julho, no Anhembi Parque Centro de Convenções, na capital paulista. Com o tema
“ESPAÇOTEMPOS E HORIZONTES NA EDUCAÇÃO DE INFÂNCIAS E JUVENTUDES”, o evento
promovido pela União Marista do Brasil (UMBRASIL), é voltado a educadores,
gestores de educação, estudantes universitários, entidades representativas e
parceiros de outros sistemas e redes de ensino públicas e particulares. Dentre
os principais nomes que participam do congresso, estão: Ana Maria Machado,
Ariano Suassuna, Cipriano Luckesi, Edgar Morin, Elizabeth Serra, Elvira Lima,
Francisca Pini, Francisco
Soares, Frei Betto, Ir. Afonso Tadeu Murad, Jaqueline Moll,
Jose Manuel Moran, Julio Groppa Aquino, Marisa Lajolo, Miguel Arroyo, Miguel
Nicolelis, Patrícia Quaresma, Sandra
Garcia, Vera Melis e Vital Didonet, do Brasil; Bernardo Toro,
da Colômbia; Marcelo Geiser, dos Estados Unidos; Norberto Liwski, da Argentina
e Rafael Yus, da Espanha.
Alfabetização: a pedra angular da educação
| Alfabetização: a pedra angular da educação, artigo de Mozart Neves Ramos | |
| Mozart
Neves Ramos é professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e
membro do Conselho de Governança do Todos Pela Educação e do Conselho
Nacional de Educação. Artigo publicado no Correio Braziliense de hoje
(5). O Brasil tem ainda hoje, de acordo com o Censo Demográfico 2010, 9,7% (14,1 milhões) de analfabetos com 15 anos de idade ou mais, que vivem principalmente nas regiões mais pobres do País. No Nordeste, por exemplo, esse percentual é de 18,7%! O analfabetismo perpetua a desigualdade: as chances de pais com nível superior terem filhos analfabetos é de 0,2%, enquanto que a chance de um filho de pai analfabeto também ser analfabeto é de 32%. O quadro contrasta com um país que forma 12 mil doutores por ano e que se encontra na 13ª posição do ranking da produção científica mundial - ocupando posição de liderança na América Latina. Esse contraste é ainda maior quando se observa a riqueza total produzida pelo País retratada pelo Produto Interno Bruto (PIB), que o coloca na 6ª posição mundial. Fechar a torneira do analfabetismo, ou seja, promover condições para que todas as crianças brasileiras estejam plenamente alfabetizadas, pelo menos até os oito anos de idade, não é apenas uma peça estratégica para o desenvolvimento sustentável do País, mas também um importante passo na promoção da cidadania plena para todos os brasileiros. Os dados de aprendizagem do movimento Todos Pela Educação revelam que, de cada 100 crianças que completam as séries iniciais do ensino fundamental, 65 não aprenderam o conteúdo esperado em língua portuguesa. Isso naturalmente é o reflexo da qualidade da alfabetização oferecida às nossas crianças. O mais grave é que o País até aqui não desenvolveu um indicador para medir a taxa de crianças alfabetizadas até os oito anos de idade. Há de se louvar, por seu lado, a iniciativa da Provinha Brasil, do Ministério da Educação (MEC), com o intuito de auxiliar os alfabetizadores a detectar possíveis problemas no processo de alfabetização. É importante, mas absolutamente insuficiente para o Brasil que precisamos. Em 2011, diante desse cenário, o Todos Pela Educação, em parceria com a Fundação Cesgranrio, o Instituto Paulo Montenegro e o próprio Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), realizou a Prova ABC para aferir a situação da alfabetização das nossas crianças. Foi um primeiro teste, em caráter nacional, que envolveu as capitais brasileiras. E os resultados foram preocupantes: apenas metade dos alunos apresentou o desempenho esperado em leitura e escrita. A Prova ABC também revelou que as diferenças de oportunidades em relação ao direito à educação já se manifestam nas primeiras séries do ensino fundamental para uma criança que nasce, por exemplo, no Sul do Brasil e outra no Norte - essas últimas já nas primeiras séries encontram-se num patamar de aprendizagem bem inferior àquelas do Sul. Por essa razão, é extremamente acertada e decisiva a prioridade anunciada pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para a questão da alfabetização até os oito anos, a partir do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic). Porém, para que esse programa dê certo, é necessário priorizar a formação dos professores alfabetizadores, que precisam de capacitação e estímulo, inclusive financeiro. Nesse contexto, como ocorre na pesquisa brasileira, poderia ser criada uma bolsa-auxílio à formação e aperfeiçoamento para os alfabetizadores. Outro ponto importante é trazer novos insumos ao processo, livros, materiais pedagógicos e recursos tecnológicos. É também imprescindível monitorar os resultados, para saber se, de fato, a revolução (a boa revolução!) na alfabetização de nossas crianças está acontecendo. É preciso, portanto, avaliar, considerando todos os cuidados que se deve ter para essa fase do desenvolvimento da criança. Vale aqui salientar que iniciativas nessa direção já estão acontecendo em nosso País, em estados como Ceará e Minas Gerais. Para sair do papel, esse programa demanda não apenas novos recursos, mas também coragem política para colocá-lo em marcha. E ele tem que sair do papel, pois a alfabetização é a pedra angular da educação. | |
Biblioteca Nacional instala pontos de leitura em quilombos e terreiros
POLÍTICA CULTURAL
Com
apoio da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério
da Cultura, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
(SEPPIR) e Fundação Palmares, a Fundação Biblioteca Nacional anuncia,
esta semana, a instalação de 10 Pontos de Leitura em comunidades
quilombolas e terreiros nas cinco regiões do País. A ação, coordenada
pelo Sistema Nacional de Bibliotecas, faz parte do projeto "Pontos de
Cultura: Ancestralidade Africana no Brasil", que será lançado na
quinta-feira, dia 12/4, na Biblioteca Nacional. Estão previstas ações
como a publicação de obras de autores negros, maior divulgação da obra
de escritores afrodescendentes e o lançamento de editais para estudos
ligados ao tema. A FBN preparou, com o apoio do Instituto Pró-Livro e a
Fundação SM, um estudo sobre a leitura entre a população
afrodescendente.
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