sexta-feira, 1 de abril de 2011

A volta do ganso



Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar...
O Santos FC não só contraria essa “regra”, como também é o time com maior incidência de raios da história!
É assim desde os tempos de Araken e Feitiço, e sempre, no mínimo, em duplas: Pelé e Coutinho, Pita e Juary, “Chulapa” e Paulo Isidoro, para citar apenas alguns exemplos de maior voltagem.
E esses “raios”, além de assustarem os visitantes de Vila Belmiro, também provocaram estragos nos campos adversários que, como o “Dick Vigarista”, a cada lance genial e gol deviam esbravejar: “Raios! Raios duplos!! Raios triplos!!!”
Era futebol-arte com objetividade!
Só que essa mesma arte luminosa e cheia de energia, que já havia dado três Copas do Mundo e os dois primeiros títulos mundiais interclubes ao Brasil, de repente deixou de agradar à Seleção Brasileira. Alguns de seus “técnicos” chegaram a dizer que o jogador bom, aqui, só o seria, para eles, se jogasse fora do Brasil...
Mesmo assim, Giovanni, Pita e Diego não tiveram o espaço que mereciam na Seleção Brasileira, pois seus dirigentes desprezavam a inteligência, que abre espaços e enxerga onde ninguém mais vê, em nome da covardia tática, previsível, e passes laterais, que dependiam de craques fora-de-série, como Romário, em 1994, para sair da mediocridade.
Foi quando, em 2002, o Santos FC revelou uma nova safra de “raios”, com nova dupla: Diego e Robinho, que deu um choque energético no futebol brasileiro e recolocou o alvinegro santista no “Olimpo”, para onde já devia ter retornado em 1995.
Em 2010, Neymar e Ganso, assumiram a função de soltar raios, relâmpagos e trovões, fazendo tremer as defesas adversárias: um com a irreverência, outro com incomensuráveis: inteligência e técnica, dignas de Ailton Lira e Pita, somados.
Só que, para infelicidade do futebol, Paulo Henrique contundiu-se com gravidade. Ficou quase sete meses afastado dos gramados, com o Santos “gramando”, depois de um primeiro semestre fulgurante, com tantos raios partindo as redes dos adversários, que o grande Thor deve ter ficado envergonhado.
Aí vieram discussões sobre valorização, expectativas sobre como ele voltaria, especulações envolvendo empresários, times do exterior e arquirrivais. Mesmo afastado, Ganso era notícia e todos sentiam sua falta nos estádios! Mas, era preciso cuidado com a recuperação do corpo, já que a mente, precocemente madura e brilhante, era garantia da volta de sua magia, soltando faíscas.
Mas, será que é possível armazenar a energia dos raios?
Bastaram poucos minutos, no jogo contra o Botafogo, para provar que, no caso de Ganso, sim!
Um passe fulminante, um gol e nova energia ao time, mostrando que, parafraseando a música de Djavan: Ganso “é como um raio, galopando em desafio: abre fendas (espaços para lançamentos e toques por entre as pernas), cobre vales (passes por cobertura), revolta as águas dos rios”.
E revoltou, mesmo! Pois os marcadores o perseguiram, mas, sem notar que Paulo Henrique, mudando da mitologia nórdica para a grega, parecia Zeus, lançando raios a granel e mostrando que: “Quem tentar seguir seus passos, se perderá no caminho”, do Djavan para o “déjà vu”.
Caro Paulo Henrique:
Sei que o mundo te espera e vai ser difícil te segurar por aqui, ao menos por muito tempo. Mas fica mais um pouco, cara, para que o futebol-arte volte a iluminar o alvinegro praiano e a Seleção Brasileira, ofuscando nossos adversários!
Ganso “is back”, embora no ataque! (essa foi de doer...)
Seja bem-vindo, Ganso! O Santos e futebol brasileiro merecem e agradecem!

Sombras do passado na minha memória



Pedro Coimbra


Todas as vezes que ligo meu computador uma figura pouco definida se forma como plano de fundo da área de trabalho. Cabelos partidos ao meio, um vetusto bigode e um pequeno defeito no olho esquerdo, suponho. Um homem com uma idade indefinida, próximo dos quarenta anos. É meu avô materno, o alfaiate Pedro Coimbra.
Encontrei a imagem na árvore genealógica familiar que minha prima Rejane, filha do meu tio e padrinho João Coimbra, resolveu elaborar e outro primo, o Dario, me encaminhou. Neste rascunho estão outras fotos de minha mãe Maria, que os familiares apelidaram de Bilia, das tias Teda e Marli.
De tudo isso tomei conhecimento rapidamente, pois não tive tempo de verificar as ferramentas do site. Quero fazê-lo logo já que essas informações muitas vezes desaparecem como aconteceu com a dos meus ancestrais paternos.
Conheci muito pouco meus avôs, pois na minha infância morávamos em Governador Valadares, bem longe de Lavras.
De qualquer forma a custo das histórias familiares contadas sabia que “seu” Pedro Coimbra viera da pequena Tiradentes, aprender o ofício de alfaiate, onde acabou por progredir e se tornar proprietário de um grande estabelecimento.
Segundo as lendas familiares, convivendo ali com a nata da política lavrense, dividida entre “rolinhas” e “gaviões”, acabou avalizando um fazendeiro que não honrou suas dívidas. Acresce-se a isso a mudança do corte dos ternos e uma doença que começou precocemente a atingir sua memória. O profissional dono de uma chácara no centro da cidade, com um carro dirigido pelo Nôre, motorista, acabou para a vida real...
Com dificuldades alguns filhos foram formando e nunca mais ele tocou numa tesoura para exercer sua profissão.
Tive contato com ele no final de sua vida, fumando um cachimbo, trabalhando uma hortinha e todas as noites colando os ouvidos num rádio colocado em uma cantoneira, ouvindo a “Voz do Brasil” e o “Repórter Esso”. Nestes instantes Dario, Celeste e eu tínhamos que parar a nossa bagunça barulhenta pela casa.
Tudo o que sei sobre meu xará é muita pouco para traçar mesmo uma pequena biografia, pois não tenho nenhuma notícia de sua família. Minha mãe dizia que na entrada de Tiradentes havia um casarão com um dístico “ABC”, que vinha ser as iniciais de Antonio Batista Coimbra, meu bisavô. Até alguns anos atrás quando lá estive por lá o casarão e as letras de alvenaria ainda existiam. Conheci um mecânico que fazia parte da família. Em Araxá minha mãe dizia que moravam parentes. Não me lembro deles.
Por que Pedro Coimbra saiu de Tiradentes e veio parar em Lavras, e depois se casou com Dona Nair, filha do “seu” João Barbosa, conceituado boticário de Nepomuceno, não sei. O nome correto de seus pais e irmãos também desconheço. Veio a procura de novas oportunidades? Ou foi a desilusão de um grande amor?
Espero que um dia possamos saber mais de sua vida para entendermos um pouco mais da nossa.
Até lá tenho que percorrer as ladeiras e igrejas de Tiradentes para materializar estas sombras do passado na minha memória...

segunda-feira, 28 de março de 2011

sábado, 26 de março de 2011

Nota de pesar da ministra Ana de Hollanda

Nota de pesar da ministra Ana de Hollanda

Sinto profundamente a partida de Thomas Farkas. É uma perda imensa para nós: por toda sua contribuição à cultura brasileira, sua paixão à fotografia em todas as suas facetas, do exercício com as lentes, como um dos pioneiros da nossa fotografia contemporânea, ao fotojornalismo e ao ensino na USP, sem esquecer ainda outras frentes, como a de produtor de documentários.

Aos familiares, amigos e a todos a quem ele inspirou, os meus sentimentos.


Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Econotas: Oração pela sustentabilidade

Econotas: Oração pela sustentabilidade: "Senhor,Fazei de mim, não apenas um eco-chato, mas dê-me a força para fazer algo de bom para o planeta. Que o equilíbrio medeie nossas açõ..."

Propaganda eleitoral: cartilha mostra o que pode e o que não pode na campanha 2026

  Guia do TRE-SP sobre permissões e proibições da publicidade pode ser consultado pela internet   A campanha eleitoral, período em que candi...