sexta-feira, 4 de março de 2011

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: O Brasil das urgências

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: O Brasil das urgências: "Em termos de gestão, há um jargão que afirma: “Quando tudo é urgente, nada é urgente!”.Mas o que é uma situação de urgência? Geralmente ..."

Sua última chance


Pedro Coimbra


Lidinho, um presepeiro de marca maior e grande frasista era quem melhor definia o Distrito de Pau de Ferro, “um lugar maravilhoso, localizado no final da linha do trem, sempre coberto por uma nuvem de um pó vermelho que gruda nas coisas e na gente e não sai nunca mais”.
Ninguém sabia explicar por que os libaneses que vieram para trabalhar nas lavouras de café começaram a mascatear, ganharam dinheiro e construíram pequenos sobrados na rua principal do lugarejo, sendo chamados de forma geral como turcos.
“O Líbano tem uma arquitetura linda e aqui eles construíram estes caixotinhos”, dizia Lidinho enquanto saboreava uma cerveja.
Pau de Ferro tinha coisas e pessoas bem estranhas, todos nós concordávamos. Um deles era Cori, com sua barba espessa, tronco avantajado e sempre uma enxada nos ombros. “Parece um troglodita”, afirmava Lidinho e aproveitava a deixa para explicar para a turminha o que isso significava. Ele morava num sobradinho abandonado no Alto da Quaresmeira e num local em que todos se conheciam ninguém podia dizer qual era sua família.
“Cori sempre viveu jogado no mundo e nem mesmo sabe onde nasceu e como veio parar aqui”, dizia Lidinho.
Falava muito pouco, quase nada, mas era reconhecido como homem trabalhador. Grande capinador de hortas, excelente para limpar uma caixa de gordura e todos esses serviços que a maior parte das pessoas não aceitavam fazer.
Final do dia marchava para a Serra do Capote onde cuidava com todo o capricho de uma grande plantação de arnica, consumida em toda a região, como um grande e santo remédio para todos os males.
Sua rotina só era quebrada no Domingo de Carnaval quando cobria o rosto com uma pesada maquiagem e colocava um vestido de chita, onde sobressaiam grandes peitões. Era o dia dos homens da cidade se travestirem e sair pelas ruas cantando no “Bloco das Domésticas do Prazer”. “Esta mulher/ Há muito tempo me provoca/ Dá nela! Dá nela!/É perigosa/Fala mais que pata choca/Dá nela! Dá nela! “
Na Quarta-Feira de Cinzas, Cori, era o primeiro a puxar a fila diante do Padre. “Era homem mesmo. Tinha um montão de filhos na região”, assegurava Lidinho. E a vida voltava ao normal naquele final de mundo…
Mas, no Carnaval de 54 um fato escabroso abalou toda a população. Lucinha, uma garota loura de 13 anos apareceu morta e violentada justo na cultura de arnica da Serra do Capote. A notícia chegou célere até a capital graças ao radiotelegrafista Dario.
A Secretaria de Segurança Pública enviou o Delegado Romão e dois investigadores, cada um com seu interesse particular, bem diferente do elucidamento  do crime.
“Em pouco tempo descobriram que os suspeitos eram filhos de ricos fazendeiros da região, o que era uma verdade incômoda”, contava Lidinho.
Delegado Romão mandou prender o suspeito ideal, Cori, e pessoalmente resolveu interrogá-lo com muita pancadaria.
“Mas o homem não confessava o crime. Foi quando Delegado Romão colocou um trezoitão na boca de Cori e lhe disse que era sua última chance”, dramatizava Lidinho.
Se todos nós temos nossa hora aquela não era a de Cori, pois no instante que o gatilho ia ser puxado, o Delegado Romão caiu morto, vitimado por um fulminante ataque de coração.
“Cori saiu da cela sozinho, o corpo do Delegado Romão foi transportado para a Capital num vagão especial, os filhos dos fazendeiros nunca mais foram vistos nas redondezas  e o crime perdeu-se na memória dos habitantes”, diz Lidinho.
Cori voltou ao seu cotidiano e continuou desfilando no “Bloco das Domésticas do Prazer” até que com o tempo a brincadeira de momo acabou no Distrito de Pau de Ferro, como em muitos outros lugares…

Excelência em Gestão!


“Se você ainda quer que as coisas permaneçam como estão, já está na hora de você mudar de opinião!”
. (Giuseppe di Lampedusa)


A empresa que se preocupa com a excelência em sua gestão “não dorme com os olhos dos outros”, pois possui uma visão que norteia e direciona todo o processo organizacional, que é a visão de futuro. Assim, além de pensar e um repensar de toda a gestão, enxerga oportunidades, são pró-ativas, se antevendo aos fatos, traçando estratégias, se envolvendo e comprometendo com a gestão de forma a vislumbrar e a atuar em prol de um futuro melhor, garantindo desta forma não somente sua perpetuação, mas sua solidez no mercado.

Conceber a empresa com uma visão sistêmica, de forma a implementar parceria, cooperação e colaboração junto ao ambiente interno e externo, contribui bastante para que a empresa alcance a excelência e faça seu diferencial no mercado; assim, torna-se imprescindível enxergar a empresa como um ser humano, que além de viva e atuante, funcione de forma integrada, interagida e interligada, de modo que todos os envolvidos realizem de fato parcerias, cooperação e colaboração. É através de um verdadeiro trabalho em equipe e da soma, que existirá maior interação, cooperação, colaboração, e como resultado do trabalho coletivo, a excelência será naturalmente alcançada.

Neste sentido, conceber a idéia de que as pessoas são os pilares ou esteios que sustentam uma organização é de suma importância quando se fala em excelência em gestão. Assim, enxergar o colaborador como o maior patrimônio da empresa é fator sine qua non para alcançar a excelência na gestão; assim, a gestão deverá se basear em compartilhamento de poder, confiança, negociação, reciprocidade, compromisso e envolvimento. É preciso que a empresa “aposte todas as fichas” em seus colaboradores, reconhecendo-os como sendo um patrimônio intangível valioso, e que somente através da participação efetiva dos mesmos é que conseguirá alcançar a tão almejada excelência.

Preocupar-se em fazer um investimento pesado nos Recursos Humanos, capacitando-os constantemente e investindo na tecnologia da informação, se tornou o grande aliado da empresa que deseja alcançar a excelência em sua gestão, pois o conhecimento e a informação passam a ter uma nova conotação, passando a constituir os pilares da empresa.
Neste mercado, inovação é uma palavra de conotação muito forte, e esta aparece atrelada ao conhecimento e à informação que, juntas, são capazes de gerar vantagem competitiva.
Por sua vez, quando se pensa em excelência na gestão, o gestor deverá adotar sempre o comportamento ético, posto que este, além de lhe render bons resultados, agrega valor à imagem da empresa, contribuindo para que a mesma faça seu diferencial no mercado. Todo bom gestor deve fazer da ética um compromisso a ser assumido para com a sua empresa, pois enxergar a relevância da ética dentro de qualquer gestão, é fator primordial que conduz a excelência.
Entretanto, um grande gestor, além de se preocupar com o desenvolvimento dos valores, missão e visão da empresa, não esquece o foco jamais, pois sabe que se perder o foco haverá dispersão, e como conseqüência haverá perda de tempo, e tempo, em se tratando de mercado, é dinheiro. Seu trabalho é centrado em cima do que se quer alcançar.

Importante salientar que a empresa que busca e zela pela excelência em sua gestão sabe dar a devida importância à sua imagem. Além de atuar em prol do reconhecimento de sua identidade, bem como da imagem corporativa, a empresa de destaque sabe cuidar das relações existentes entre os clientes internos e externos. Esta mesma empresa entende que o poder de uma imagem bem construída advém de um trabalho sério, com respaldo técnico e consistente, principalmente no que se refere às ações, qualidade e resultados, agregando de fato valor ao produto e/ou serviço, procurando fazer uma combinação perfeita, correspondendo às reais expectativas e anseios do consumidor.

É de se notar, entretanto, que para enfrentar os concorrentes, as pequenas e médias empresas, como medida preventiva para evitarem sua própria degola, além de valorizar seus recursos humanos, elas devem investir cada vez mais nos mesmos, para que estes possam atuar com muita criatividade e inovação, trabalhando em prol da melhoria contínua. Com esta estratégia, há amplas chances que a empresa não só melhore cada vez mais produtos/serviços, mas, aumente sua produtividade, obtenha maior lucratividade e faça o diferencial no mercado, mantendo-se competitivas, garantindo assim, sua sobrevivência de forma sustentável.

No processo em prol da excelência na gestão é importante que o gestor perceba e saiba que conhecimento, inovação e criatividade, formam um tripé imprescindível para o desenvolvimento e crescimento de qualquer empresa. Esses três atributos trazem consigo maior produtividade, eficiência e eficácia nas ações. O gerente empreendedor investe nisso cada vez mais, e assim consegue conquistar o sucesso e não só sobreviver, mas permanecer neste mercado globalizado, onde a competitividade é demasiadamente acirrada.

Ademais, a empresa que deseja avançar no mercado, deve se ater a um gerenciamento baseado em processos e orientado para a busca de resultados. Esse simples fato se torna imprescindível quando se deseja obter a excelência na gestão; assim, ter vontade, se envolver e se comprometer com o que se faz e querer melhorar continuamente, é preciso e necessário. Igualmente, preocupar-se com a melhoria contínua significa preocupar-se com a sobrevivência da empresa. Preocupar-se em fazer melhor todos os dias agregando sempre valor ao produto e/ou serviço que se faz tornou-se extremamente necessário e imprescindível em prol da solidez da empresa no mercado.

Outro ponto de extrema importância é manter o foco no cliente e reconhecer que o maior poder se concentra nas mãos dos clientes, pois, além da necessidade de conhecer seus anseios, necessidades e desejos, torna-se de forma urgente e emergente a implementação da excelência no que tange ao atendimento. É decisivo que o empreendedor consiga enxergar que, para sobreviver e se solidificar no mercado, além de satisfazer o cliente, deverá fazer um diferencial, e o atendimento realizado com qualidade e excelência é o instrumento adequado para o alcance do sucesso.

Importante destacar que ter de fato o compromisso com a responsabilidade social e ambiental, preocupando-se não apenas com o lucro, mas preocupando-se também com a qualidade de vida, tendo como mira o desenvolvimento sustentável, se tornou de fundamental importância quando se deseja e se preza pela excelência na gestão.

E por fim, para obter a excelência na gestão, é decisivo ter um administrador que seja um agente hábil e que descortine a realidade. Seja ele ainda um agente de mudança e de transformação, pois o administrador, através de seus conhecimentos e de sua visão, realiza análise da organização e do mercado, verificando as oportunidades, ameaças, as fraquezas e fortalezas. Essas estratégias fazem com que a organização à qual está sob sua direção, faça um diferencial no mercado, transformando fraquezas em fortalezas e ameaças em oportunidades, o que contribui para que a empresa não apenas sobreviva, mas permaneça sólida no mercado por pelo menos mais tempo.

Diante de tais considerações, é de suma importância que o empreendedor perceba e reconheça a importância da figura do administrador dentro da empresa, para que se almeje como meta a ser obstinadamente perseguida, a excelência na gestão, com todas as considerações e implicações descritas linhas acima. Assim, perceber que este profissional foi preparado para ocupar o seu lugar no mercado e que o contratando a empresa só tende a ganhar, este então, sim, será o “segredo” capaz de alavancar qualquer empresa em meio a este mercado marcado por incertezas.

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.
Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br

O Brasil das urgências


Em termos de gestão, há um jargão que afirma: “Quando tudo é urgente, nada é urgente!”.
Mas o que é uma situação de urgência? Geralmente é aquilo que não foi priorizado no tempo devido, por falta de planejamento ou desconhecimento técnico, aí incluídos: assessoramento inadequado ou decisões “políticas”, tomadas por critérios nem sempre racionais. Também pode ser simples decorrência da falta de dinheiro. O caso do Brasil é um pouco de tudo isso.
Mas, o que normalmente fazemos quando falta dinheiro? Teoricamente, elegemos prioridades em áreas que, uma vez solucionadas, favorecerão a solução de outras, não menos importantes, mas não tão dramáticas.
A Coréia do Sul, nos anos de 1970, partindo dessa lógica, adotou medidas econômicas e na área de educação que a transformaram num “tigre asiático”.
Sabem em quem eles se basearam para adotar tais procedimentos? No Brasil de então!
E nós, os “pais da matéria”? Bem, não dá para comparar a Coréia do Sul com o Brasil, nem territorial, nem politicamente. Nossas dificuldades são significativamente maiores e até a falta de tensões externas, indutoras de competitividade, favoreciam certa lentidão na tomada de iniciativas e inércia perante os fatos.
Foi assim que perdemos duas décadas com planos econômicos tão emergenciais quanto inconsequentes; reservas de mercado que levaram à obsolescência e perda de competitividade da indústria nacional e a ampliação de problemas sociais. Isso até que Collor resolveu liberar as importações e o Plano Real injetou adrenalina, aplicou desfibrilador e ressuscitou a economia brasileira.
Mas, o que dizer dos apagões energéticos? Da deterioração e deficiências dos meios de transporte? Do caos nos aeroportos e nos acessos aos portos? Da falta de profissionais especializados, em qualidade e quantidade, em várias áreas vitais para o desenvolvimento científico e tecnológico nacional?
O Brasil passou bem - e com méritos – pela recente crise econômica mundial. Atraiu investidores internacionais e alcançou taxas de crescimento do PIB interessantes. Há menos pobres no Brasil e o SUS, com todos os problemas que um sistema desse porte tende a apresentar, até que funciona razoavelmente bem, em parte porque a classe média o desafoga, buscando assistência médica particular.
Mas as urgências continuam a existir, e não são poucas. Para resolvê-las, a cobrança que se faz dos governos, desde sempre, é aplicar bem os recursos públicos. Esse foco é nas despesas!
E quanto à receita?
Vai muito bem, obrigado! Com sucessivos recordes de arrecadação e fiscalização rigorosa contra a sonegação, além de medidas que pretendem incrementar a economia formal.
A receita aumenta e, como diz um ditado: “Dinheiro chama dinheiro!”. Mas, como isso funciona ou, melhor, deveria funcionar?
Bem, qualquer empresa que queira crescer precisa investir basicamente em duas coisas: qualificação profissional e infraestrutura. Para isso, ela deve estabelecer não apenas horizontes de crescimento, mas focos mais precisos, urgências que, uma vez equacionadas, garantam condições para outros saltos de qualidade.
Quais seriam, então, as urgências principais, virtuais emergências, do Brasil?
As mesmas: qualificação profissional (e humana) e infraestrutura! E não há a menor dúvida de que por meio delas nosso país conseguirá superar todas as suas demais demandas e necessidades, urgentes ou não.
Para tanto, é preciso investir fortemente na educação básica e continuada, melhorando os meios de ensino e valorizando a formação e prática docente. Também é preciso intensificar investimentos em geração e distribuição de energia; ampliação, diversificação e racionalização dos meios de transporte, incluindo portos e aeroportos. E isso não apenas em função da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.
O Brasil tem imenso potencial de desenvolvimento em todas as áreas, mas precisa urgentemente solucionar gargalos logísticos, que prejudicam o crescimento e o escoamento da produção agropecuária e industrial.
Isso é uma questão de Estado! E por assim ser, exige a superação de interesses e vaidades políticas, em nome não apenas de um bem maior: o Brasil, mas da conclusão pragmática de que a solução desses problemas implicará em crescimento econômico, com incremento da arrecadação de tributos e da qualidade de vida, sem descuidar dos aspectos ambientais.
Educação e infraestrutura: essas são as prioridades, as urgências de curto prazo do Brasil! O que não implica descuidar de outras, não menos importantes. É preciso ter em mente, no entanto, que priorizar investimentos internos e externos nessas duas áreas garantirá condições ideais para o aprimoramento e desenvolvimento sistêmicos.
Repito: é uma questão de Estado! E nunca é demais lembrar que o Estado somos todos nós.

quarta-feira, 2 de março de 2011

SIM! "LIVRO E DANÇA" !!!!! "BLOCO DOS MELHORES LIVROS DE LITERATURA INFANTIL"


A nossa postagem é em homenagem aos livros de literatura infantil
que tiveram destaque para as escolas, professoras, alunos e familiares, após o trabalho de divulgação com o PROJETO DE LEITURA CRIANÇA FELIZ!
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Cada um dos volumes é rico na elaboração psicopedagogicamente desenvolvida
para despertar a aprendizagem, teatrinhos, dinâmicas diversas em sala de aula, além de ser um presente bem especial quando se trata de literatura para a criança!
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Econotas: Enchentes e pequenas ações

Econotas: Enchentes e pequenas ações: "ReciclagemExiste uma estreita relação entre pobreza e degradação ambiental, e a sociedade precisa desenvolver estratégias e programas que ..."

Propaganda eleitoral: cartilha mostra o que pode e o que não pode na campanha 2026

  Guia do TRE-SP sobre permissões e proibições da publicidade pode ser consultado pela internet   A campanha eleitoral, período em que candi...