segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Johnny Notariano - EM QUESTÃO


NATAL
ANO NOVO E PERDÃO
Johnny Notariano
USP - 2010
                                                                                                                                                                           
 
 

Mês de dezembro. A atmosfera do Natal envolve todas as pessoas de uma maneira fácil de notar pela expressão no rosto.   A alegria estampada; presentes; desejos a se realizar. Momentos mágicos de confraternização. Luzes coloridas e músicas alusivas completam a dinâmica do mês de dezembro.
 
Nem tudo é alegria, no fundo se percebe em muitos, a solidão; a tristeza camuflada e o desalento que assimila grandes mágoas. Para alguns a esperança, a certeza, para outros, a dúvida e a incerteza. É mesmo assim, ninguém é feliz completamente, sempre falta alguma coisa. Ricos não faltam bens; dinheiro; o pobre de acostumado que está com privações, nem reclama a falta que faz o dinheiro. É muito difícil a comparação porque se sabe que o dinheiro é conforto e não felicidade.
 
Será que o religioso independente da posição social ou financeira contempla também incertezas e desamor ao praticar a fé? Acredito que sim, hoje nesse mundo de crueldade, egoísmo e ganância o homem tem que acreditar em um poder supremo que oferece luz e esperança ao procurar respostas para o sofrimento.
 
Em um desses dias natalinos ao deixar o expediente na Universidade me deparei com um coral que executava uma canção \First of May\ seguida de outra \We Wish You a Merry Cristmas\. Parei, ouvi a melodia que me tocou o coração. A meu lado um professor amigo reparou que algumas lágrimas escorriam por meu rosto e comentou – Sua emotividade está a mil! – Eu comentei a mesma coisa ao ver que os olhos dele também marejavam de lágrimas.
 
É a realidade do mês de Natal, ninguém sabe o que acontece com o outro, apenas percebemos alguma coisa diferente e sem afirmar nada, sentimos mais, o individualismo que paira no ar emanado de pessoas que parecem insensíveis.
 
Mistura-se a alegria do Natal e a chegada do novo ano que se aproxima com euforia. Sonhos e mudanças para melhor; renovação e trabalho é o que pedem. Lá bem no fundo, um sentimento de perda pelo ano que se foi e apesar dos contratempos tem um espaço na alma para saudades do Ano Velho.
        
         Vai passando e passando e passando, o tempo não para; como o vento que arrasta as folhas secas e caídas não volta no mesmo lugar, água que segue sem parar. Conhecemos pessoas que juntas caminham na mesma direção, mas com ideais diferentes. Sem que se perceba, pessoas que roubam um pouco de cada um de nós para si. Como a uma triagem ou filtro, as coisas boas são imitadas e as ruins descartadas, daí a importância dos bons exemplos e bons costumes. Muito dessas pessoas ficam em nós. Sofrem ; se alegram; sofrem decepções; lágrimas; amam; culpam-se e no final das contas, falta alguma coisa. O mais importante, o perdão, mas de uma maneira diferente, real; direta; sincera e honesta.
 
Engana-se quem acredita que devemos perdoar quem nos magoou. Reflitam. Alguém nos prejudicou no trabalho; na vida; no lar ou em qualquer outra situação. Então essa mágoa se transformou em ódio; desejo de vingança e o constrangimento que nos assola nos acompanha em todos os momentos. Faz-nos sofrer e leva grande parte de nossa vida embora. A pessoa que nos prejudicou de qualquer maneira; muitas vezes não se lembra mais, volta a se relacionar conosco como se não tivesse acontecido nada. Recebe-nos até como amigos, mas nós não a perdoamos. Sofremos. Essa pessoa que nos magoou é vista até com hipocrisia, pois voltou a nos considerar, gesto digno e humano; bonito, louvável, com características religiosas. Mas nós guardamos ressentimentos e com isso, sofremos. O que estaria faltando? O perdão, mas o perdão vindo de nós para nós mesmo. Nós precisamos nos perdoar por odiar as pessoas; por guardar ressentimentos; por julgar muitas vezes erroneamente o outro. Só assim a parte da vida que nos foi tirada com esses sentimentos, nos será devolvida e teremos novamente tempo para vivê-la. Voltaremos a ter paz no coração; saúde; felicidade e capacidade novamente de fazer o outro feliz.
 
O verdadeiro perdão é ver no adversário ou rival um amigo. Se nos dispomos a gerenciar nossas mágoas e a vida dos que nos magoam, nós não teremos tempo para gerenciar nossa vida e conseqüentemente não seremos felizes.
        
         Esse novo ano que se aproxima, é apenas o final de uma jornada com uma pequena pausa para reflexão e começarmos outra; tudo na vida tem um novo começo para novas descobertas e valemo-nos do passado para nos servir da experiência e lembrar tudo com alegria e até saudades, sentimento nobre de quem é feliz. Deparamo-nos com questionamentos do tipo, - Há! Se eu tivesse perdoado antes, esse novo começo já teria acontecido há muito tempo. O que importa? O que é o tempo, se não aquilo que sentimos e vivemos no "Hic et nunc". Voltar para que? Bem melhor continuar assim e tentar a felicidade. Ela está em muitas coisas que consideramos banais; nas rotinas triviais; nas coisas pequenas; nos detalhes descartados. Como diz a canção, \Não dá mais para voltar, o Barco está em alto mar\.
 
A felicidade não está nos carros importados; no doutorado conquistado; no dinheiro farto; viagens; bens materiais, essas coisas são frutos do nosso esforço; nosso trabalho e nossa sorte; são realizações técnicas e pessoais; são tributos que nos fornece condições para realizarmos muitos dos nossos desejos, mas jamais nos fornece condições para comprar a paz; harmonia e felicidade.
 
Quantas pessoas esperançosas; mas transbordantes de mágoas, amarguradas; sentimento inferior, que no mais íntimo corre atrás da serenidade do refrigério e da paz.  Há sempre um novo começo. Chorar um amor que se foi; ilusões que não temos mais; lamentar amizades desfeitas; desejo não realizado, não se deve deixar se abater por sentimentos pequenos demais.
 
Quantos desejam ser uma pessoa influente; carismática com dons diversos e muito conhecimento, mas não encontra tempo para procurar dentro de si algum dom oculto a espera de ser explorado.  
 
Deve-se descartar a frustração desmotivada e não se esquecer que todo ideal que nos acompanhou um dia será o ideal de alguém e o amor que vivemos ou deixamos de viver, renascerá em outros corações para a continuidade da vida.
 
         Ano novo, sempre um novo começo. Sem uma bússola o caminho torna-se íngreme, difícil com grande possibilidade de se perder e não se chegar ao destino. Essa bússola é o perdão que damos a nós mesmos. Para os que crêem essa bússola também é DEUS, que nos guia e orienta em nossa jornada, sem O qual, tudo se torna muito difícil. Nos momentos de tribulação, coloque alguns acordes musicais na vida, experimente ouvi-los, a música só faz bem a alma, devolve-nos a esperança; desperta nossos afetos; alegria; lembra-nos de sorrir e de viver outra vez. Experimente colocar música na sua vida.
        
         Quantos momentos jogados fora, quantas ofensas por pequenas coisas; quanta humilhação vinda de grandes tolos; quantos erros justificados por outros erros; quanta solidão em grupos de amigos; quanta tristeza por não ser lembrado; quanta vergonha por ter errado; quanto orgulho valorizado; quanta vida desperdiçada; quanta inércia quando precisamos ser dinâmicos; quanta decepção ao acreditar em mentiras.  Perder não é ser derrotado, faz parte do jogo, ao reconhecer o vencedor nos tornamos campeões.
        
         Parece uma bobagem, mas digna de ser lembrado. Certa vez um escritor e cientista famoso Alemão, foi entrevistado em um café na França. O escritor posicionado na mesa com um grande livro de consultas aberto respondia a entrevista. O jornalista não se conteve e perguntou sobre o livro aberto na mesa. Então o escritor respondeu. – É a Bíblia! O jornalista espantado falou, - Como pode ser a Bíblia, o senhor é uma personalidade reconhecida mundialmente como detentor de prêmios literários; PhD e já na idade do verdadeiro e reconhecido saber, lendo a Bíblia?! Respondeu então o cientista. - Realmente estou com quase sessenta anos de idade; consegui conquistar e realizar tudo que sonhei, mas depois do cinqüenta anos, o homem se torna decadente (no bom sentido), não interessa mais nenhum conhecimento e descobri uma resposta que nunca encontrei em lugar algum. – Descobri a Bíblia em tempo e percebi que se trata do Livro mais completo de todas as bibliotecas. – A Bíblia tem todas as matérias que estudei na Universidade. – Economia; matemática; medicina; saúde; artes; e música entre outras. - Pena que as pessoas quando descobrem é muito tarde, eu descobri em tempo. A Bíblia tem todas as respostas para todas as minhas perguntas, incluo o perdão, segredo para uma vida melhor. - Não precisa ser religioso para ler e saber que a Bíblia tem tudo o quanto uma pessoa precisa para viver melhor.
        
         O que temos a fazer é nos despojar da roupa velha carregada de orgulho e trocar por outra nova em humildade; acreditar que nosso inimigo somos nós mesmos; que por direito todos somos iguais em dignidade; que há espaço digno para todos; que a vida é muito curta para nos tornarmos velhos rancorosos antes da hora; que o perdão existe como a um apelo para a reconciliação; amizade; solidariedade e amor.
        
            O Natal está aí, o ano velho por terminar, vencemos o ano que passou, venceremos 2011.
         Feliz Natal e Fé no Ano Novo,
         Abraços Fraternos,
         Johnny Notariano
            notarian@usp.br 

Viva WikiLeaks! Sicko não foi proibido em Cuba


Michael Moore

OpenMike, 18 de dezembro de 2010, 4:47 AM

 

WikiLeaks ontem fez uma coisa incrível: lançou um telegrama sigiloso do Departamento de Estado que trata, em parte, de mim e do meu filme Sicko.

 

É espantoso olhar a natureza orwelliana dos burocratas do Estado, que torcem mentiras e tentam recriar a realidade (presumo que para agradar a seus chefes e dizer-lhes o que eles querem ouvir).

 

A data é 31 de janeiro de 2008. Poucos dias depois de Sicko ser indicado ao Oscar de Melhor Documentário. Isso deve ter deixado alguém quicando no Departamento de Estado de Bush (seu Departamento do Tesouro já tinha me notificado de que investigava as leis que porventura quebrei ao levar três socorristas do 11/09 a Cuba para receberem os cuidados de saúde que lhes foram negados nos Estados Unidos).

 

Wendell Potter, ex-executivo de seguradora de saúde, revelou recentemente que essa indústria – a qual decidiu gastar milhões para me perseguir e, se necessário, "jogar Michael Moore de um penhasco" – trabalhou com anticastristas cubanos em Miami para difamar meu filme.

 

Assim, em 31 de janeiro de 2008 um funcionário do Departamento de Estado em Havana inventou uma história e enviou-a à sede em Washington. Veja o que eles inventaram:

 

(...) afirmou que as autoridades cubanas proibiram o documentário de Michael Moore, Sicko, por ser subversivo. Embora a intenção do filme seja desacreditar o sistema de saúde dos EUA, destacando a excelência do sistema cubano, disse que o regime sabe que o filme é um mito e não quer arriscar uma reação popular, mostrando aos cubanos facilidades que claramente não estão disponíveis para a grande maioria deles.

 

Soa convincente, hein? Há apenas um problema: Sicko tinha acabado de passar em cinemas cubanos. E a nação inteira de Cuba viu o filme na televisão nacional em 25 de abril de 2008! Os cubanos abraçaram tanto o filme que se tornou uma das raras fitas americanas distribuídas nos cinemas de Cuba. Eu, pessoalmente, garanto que uma cópia de 35 mm ficou com o Instituto de Cinema de Havana. Houve sessões de Sicko em cidades de todo o país.

 

Mas o telegrama secreto disse que os cubanos foram proibidos de ver o meu filme. Hmmm.

 

Sabemos também de outro documento secreto dos EUA dizendo que "o desencanto das massas [em Cuba] se espalhou por todas as províncias", e que "toda a província de Oriente está fervendo de ódio" pelo regime de Castro. Há uma rebelião subterrânea enorme, e "trabalhadores dão todo o apoio que podem", todos envolvidos na "sabotagem sutil" contra o governo. O moral é horrível em todos os ramos das forças armadas e, em caso de guerra, o exército "não vai lutar". Uau! Este telegrama é quente!

 

Naturalmente, este cabo secreto dos EUA é de 31 de março de 1961, três semanas antes de Cuba chutar nosso traseiro na Baía dos Porcos.

 

O governo dos EUA tem passado estes documentos "secretos" a si mesmo nos últimos 50 anos, explicando nos mínimos detalhes como as coisas estão horríveis em Cuba e como os cubanos estão discretamente ansiosos pela nossa volta para assumir o controle. Não sei por que escrevemos estes telegramas, imagino que apenas nos façam sentir melhores. (Qualquer curioso pode encontrar um museu inteiro de desejos esperançosos dos EUA no site do National Security Archive).

 

Então o que fazer com um telegrama "secreto" falso, especialmente um que envolva você e seu filme? Bem, você espera que um jornal competente investigue a mensagem e grite sua descoberta do alto do telhado.

 

Mas WikiLeaks ontem enviou o telegrama sobre o caso Sicko em Cuba à mídia – e o que ela fez com ele? Divulgou como se fosse verdadeiro! Eis a manchete no Guardian:

 

WikiLeaks: Cuba proibiu Sicko por mostrar sistema de saúde "místico"

 

Autoridades temeram que o lindo hospital mostrado no filme de Michael Moore, indicado ao Oscar, provocasse revolta popular.

 

E nem uma centelha de investigação para ver se Cuba tinha realmente proibido o filme! De fato, exatamente o oposto. A imprensa de direita passou o dia informando uma mentira (Andy Levy, da Fox – duas vezes –, Reason MagazineSpectator e Hot Air, mais uma série de blogs). Infelizmente, mesmo BoingBoing e meus amigos da Nationescreveram a respeito sem ceticismo. Então você tem WikiLeaks, que se expôs para encontrar e divulgar esses telegramas à imprensa – e os jornalistas tradicionais mais uma vez têm preguiça de levantar um dedo e clicar no mouse para entrar no Nexis ou pesquisar no Google e ver se realmente Cuba "proibiu o filme". Se ao menos UM repórter o fizesse teria encontrado:

 

16 junho de 2007 sábado 01:41 GMT [sete meses antes do telegrama falso]

 

TÍTULO: Ministro da Saúde cubano diz que Sicko, de Moore, mostra "valores humanos" do regime comunista

 

BYLINE: Por ANDREA RODRIGUEZ, da Associated Press

 

Dateline: HAVANA

 

O ministro da Saúde de Cuba, José Ramón Balaguer, afirmou hoje queSicko, do documentarista americano Michael Moore, destaca os valores humanos do governo comunista da ilha (...) "Não pode haver nenhuma dúvida, este documentário de uma personalidade como o senhor Michael Moore ajuda a promover os princípios profundamente humanos da sociedade cubana."

 

Ou que tal esta pequena notícia de 25 de abril de 2008 do site CubaSi.Cu(tradução do Google):

 

Sicko estreia in Cuba

 

25/4/2008

 

The documentary Sicko, the U.S. filmmaker Michael Moore, which deals about the deplorable state of American health care system will be released today at 5:50 pm, for the space Cubavision Roundtable and the Education Channel. (O documentário Sicko, do cineasta Michael Moore, que trata do deplorável estado do sistema de saúde americano, será apresentado hoje às 17h30 na Mesa Redonda de Cubavisión e no Canal Educativo.

 

E tem este, da Juventudrebelde.cu (tradução do Google). Ou estaanálise cubana (tradução do Google). Há até mesmo um longo fragmento de Sicko (o trecho sobre Cuba) na homepage do site Mesa-Redonda em CubaSi.cu website!

 

OK, então sabemos que a mídia é preguiçosa e falha a maior parte do tempo. Mas o maior problema aqui é que nosso governo parecia ser conivente com a indústria de seguros de saúde para destruir um filme que poderia ter ajudado a trazer o que os cubanos já têm em seu país pobre de terceiro mundo: saúde pública universal e gratuita. Porque eles têm e nós não, Cuba apresenta taxa de mortalidade infantil menor do que a nossa, sua expectativa de vida é apenas sete meses mais curta do que a nossa e, de acordo com a OMS, está apenas dois lugares atrás do país mais rico do planeta no ranking da qualidade dos serviços de saúde.

 

Essa é a matéria, grande mídia e direitistas do ódio.

 

Agora que você já foi apresentado aos fatos, o que você vai fazer sobre isso? Vai me atacar por ter exibido meu filme na televisão estatal cubana? Ou vai me atacar por não ter exibido meu filme na televisão estatal cubana?

 

Você tem que escolher um, não pode ser ambos.

 

E como os fatos mostram que o filme foi exibido na TV estatal e nos cinemas, acho que o melhor é vocês me atacarem porque meu filme passou em Cuba.

 

Viva WikiLeaks!

 

***

 

Michael Moore não menciona no texto, mas a CBS também divulgou a notícia sem apurar:

 

Katie Couric (CBSNews): Reportamos ontem [17/12] que Cuba proibiu Sicko, de Michael Moore, porque o documentário mostraria um sistema de saúde tão bom que faria o povo cubano rir ou ficar zangado – era o que dizia telegrama do Depto. de Estado liberado por Wikileaks e publicado pelo Guardian. Agora [18/12], Moore (um dos maiores financiadores deAssange) divulgou longo desmentido (http://bit.ly/gusZxA). Ele afirma que "toda a nação cubana viu o filme na TV nacional em 25 de abril de 2008!Os cubanos abraçaram o filme de tal modo que se tornou uma das raras fitas americanas exibidas nos cinemas do país". Ele conclui: "Acho melhor vocês me atacarem pelo fato de que meus filmes passam em Cuba!Viva WikiLeaks!" (via The Nation http://bit.ly/gusZxA) (N.T.)


 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CINE ARTE POSTO 4 - DE 17 A 23 DE DEZEMBRO - DOIS IRMÃOS

Encaminhado por
Nair Lúcia de Britto




De 17 a 23 de Dezembro
"Dois Irmãos"
(Dos Hermanos)
Argentina / 2010/ 105 minutos / cor /  35mm
Gênero - Comédia Dramática
Direção – Danie Burman
Elenco - Antonio Gasalla , Graciela Borges , Rita Cortese , Elena Lucena , Omar Núñez
Inadequado para menores de 12 anos

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Susana (Graciela Borges) é egocêntrica e valoriza o próprio sucesso acima de tudo. Por esse motivo, deixou exclusivamente a cargo do irmão Marcos (Antonio Gasalla) a tarefa de cuidar da mãe. Quando esta morre, Marcos se vê solteiro aos 64 anos e sem grandes realizações profissionais. Ao ser expulso por Susana do apartamento onde sempre morou com a mãe e obrigado a sair de Buenos Aires, vai buscar asilo em um resort no Uruguai. Lá, ingressa em um grupo de teatro, desenvolve amizades e recupera a vontade de viver. Mas as notícias de seu progresso desagradam a irmã.

Sessões 16:00 - 18:30 e 21:00 horas

dia 19 (domingo) em decorrência do concerto da OSESP realizaremos somente a sessão das 16 horas

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Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: NEVOU NA MINHA CIDADE!

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: NEVOU NA MINHA CIDADE!: "Não estou falando de cidades do Sul do Brasil, onde os flocos de gelo eventualmente dão o ar de sua graça. Falo da “caliente” Santos, que..."

Econotas: Enchentes e pequenas ações

Econotas: Enchentes e pequenas ações: "ReciclagemExiste uma estreita relação entre pobreza e degradação ambiental, e a sociedade precisa desenvolver estratégias e programas que ..."

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

NEVOU NA MINHA CIDADE!


Não estou falando de cidades do Sul do Brasil, onde os flocos de gelo eventualmente dão o ar de sua graça. Falo da “caliente” Santos, que continua linda e agora próspera, com: projetos de expansão portuária, exploração do pré-sal e melhoria da infraestrutura empresarial e turística, de lazer e cultura, a exemplo do que também acontece em toda Baixada Santista, Costa da Mata Atlântica, sem descuidar do meio ambiente.
Nevar em Santos?
Bem, é verdade que este ano tem sido bem mais ameno que os anteriores, com temperaturas e dias bastante agradáveis. De gelo, por aqui, só raríssimas chuvas de granizo.
Será que isso é efeito das alterações climáticas? Pode ser, mas daí a nevar por aqui ainda levaria um tempo razoável, que a gente prefere continuar vendo só em filmes de ficção científica.
Mas neve faz parte do imaginário dos povos tropicais, ainda mais em tempos natalinos. A gente pode adorar praia, mas sonha em, ao menos uma vez na vida tocar esses flocos mágicos, fazer um boneco de neve ou uma guerrinha de bolas. Confesso que, a primeira vez que vi uma nevada pareci um menino diante de um brinquedo novo, bonito e inesperado, embora soubesse que ela estaria lá, nos Alpes de um distante janeiro. Mesmo assim, quando minha mulher anunciou que um “shopping” da cidade “faria nevar” no sábado, e que não perderia isso por nada, apaixonada pelo Natal, meu lado cético, cartesiano, de engenheiro logo conclui, pragmaticamente, que a tal “neve” seria um jato d’água com detergente biodegradável, politicamente correto, e que haveria alguns riscos envolvidos, como: escorregadelas, ardor nos olhos e prejuízos irreparáveis aos penteados volumosos, a custa de litros de laquê, de algumas senhorinhas.
No horário quase preciso, lá estávamos nós, mulher filho e eu, diante do “shopping”, com todo aparato preparado: isolamento viário; policiamento, para evitar ação de “amigos do alheio”; Papai Noel; aparelhagem de som, entoando músicas de Natal, etc.
Olhei para a fachada do imponente edifício e, para minha satisfação científica, constatei vários dispositivos que, ratificando minha previsão, estavam lá, prontos para produzir suas micro-bolhas de sabão. Nada de surpreendente, a não ser o rosto iluminado de minha mulher - que sempre se renova – e brilho adolescente de meu filho, que nunca deixará de ser um menino aos meus olhos.
Quando o espetáculo mais do que anunciado começou, no entanto, o ceticismo científico abriu alas e caminho para o lado pueril, poético:
O céu estava limpo e não havia vento significativo, pelo quê a “neve” caía com um leve bailado. As pessoas aplaudiam, exclamavam, tiravam fotos. As crianças corriam para apanhar os “flocos” no ar. Pessoas se abraçam. Desconhecidos se falavam como não fosse assim. Os carros reduziam velocidade, os vidros eram abertos, todos com largos e surpresos sorrisos.
De repente, calçada, rua e cabelos estavam cobertos de neve. As senhorinhas dos volumosos penteados estavam lá, mas pouco se importaram com o “estrago” e ainda aproveitaram para ensaiar coreografias.
Até eu, em meio aqueles minutos de magia, tomei minha musa nos braços e dancei ao som de antigas canções.
Inegavelmente, foi uma ótima iniciativa de “marketing” do “shopping”! Mas, prefiro ser um pouco mais romântico e acreditar que é preciso sempre fugir da rotina, por mais previsível que for o evento, para nunca esquecermos que a vida é muito mais do que trabalho, regras, obrigações e compromissos.
Nevou em minha cidade, sim! E o calor humano aqueceu todos os corações!

Adilson Luiz Gonçalves
Mestre em Educação
Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor
Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa)
Leia outros textos do autor e baixe gratuitamente os livros digitais: Sobre Almas e Pilhas e Dest Arte em: www.algbr.hpg.com.br
Conheça as músicas do autor em: br.youtube.com/adilson59

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