domingo, 16 de agosto de 2009

Meus cadernos desenhados: folhas lisas ou em linhas. Um retrato do meu amor, um ursinho e uma flor... TE AMO!







 
 

 

Os ursinhos mais fofinhos


para enfeitar os seus trabalhinhos!








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(...) meus cadernos desenhados:

folhas lisas ou em linhas.

Um retrato do meu amor,

um ursinho e uma flor...

TE AMO! 

 

TE AMO! 

 
TE AMO! 
PARTES   MIRIM




sábado, 15 de agosto de 2009

 
 

Crianças hiperestimuladas, crianças felizes?

Blenda Oliveira*

O foco intenso na criança atinge seu auge por volta do século xv. Até a idade média, a infância não era valorizada. Quando desmamada, pelos 3 ou 4 anos, a criança passava a viver no mundo adulto. Não havia escolas formais e a família não era nuclear como agora. Na mesma casa conviviam pessoas de várias procedências. 

 

Na idade moderna, junto com as grandes invenções, a revolução liberal e, mais tarde, com o iluminismo e a formação da burguesia, surge à infância. A criança passa a ser mais cuidada e os laços familiares se fortalecem. Pais e filhos são mais próximos e a criança passa a ser vista como um indivíduo que precisa de atenção e formação essencial.  A infância passa a se constituir como uma idéia de momento especial, uma idade de ouro. Logo se começava a perceber que valia a pena investir nesses seres tão pequenos e dependentes.

 

A infância surge no momento em que se decide deixar as crianças irem à escola, brincarem e serem crianças. Com a modernidade, a infância passa a ser mais estudada e vista como a época de formação.

 

Liliana Sulzbach (2000) em seu curta-metragem A invenção da infância retrata de uma maneira objetiva e profunda os conceitos de trabalho infantil, comparando as exigências em classes mais pobres e nas classes médias altas. As diferenças são cruciais, mas em ambas acompanhamos uma espécie de corte e de invasão nos territórios do mundo infantil. Crianças assumem funções inapropriadas à sua idade. 

 

Uma criança do interior pobre do nordeste suspira ao dizer: "Que jeito tem? Tem que trabalhar...". Enquanto a menina de classe media alta fala com um misto de satisfação e dúvida: "tenho hora para tudo! Tenho vida de adulto, mas é melhor assim!", referindo-se à sua agenda lotada e, por vezes, pouco construída com base no seu desejo ou perfil, tal como o menino que suspira pela falta de alternativa e diz "tem que trabalhar!".

 

Almejar para os nossos filhos o melhor dos mundos é perfeitamente compreensível, entretanto o objetivo que subjaz as práticas são questionáveis. Os pais, a pedido das escolas ou por expectativas próprias, tornam a rotina de seus filhos uma maratona desenfreada de cumprimento de tarefas. Os próprios pais não conseguem dar conta numa cidade como São Paulo de levar e trazer de um lado para outro seus filhos das mais diversas atividades.  O tempo acelera para os pequenos e passa a ser um bem de alto valor para eles.

 

Na ansiedade de fornecer aos filhos todos os recursos creditados como necessários ao desenvolvimento, os pais correm o risco de subverter os valores em função de ter filhos mais competitivos, mais preparados para enfrentar o futuro.

 

No meu dia-a-dia, como psicóloga, atendo crianças e converso com seus pais e com aqueles responsáveis pela vida escolar e ouço afirmações como: "meu filho é muito inteligente", "é incrível a capacidade dessa criança captar todas as coisas", "é uma criança brilhante, mas que por algum motivo não vai bem na escola", "meu filho tem uma inteligência acima da média, mas não tem amigos e não se relaciona", "ele é um atleta nato, tem um talento surpreendente"  ou, o contrário, "ele é lento para fazer as atividades", "não tem noção do tempo", "não consegue se organizar com as lições", "se distraí com facilidade" e  tantas outras afirmações que nos fazem pensar: qual o elo dessa cadeia que se perdeu?  O que será que tem levado as crianças mais e mais a profundos estados de tristeza, insônia, hiperatividade e déficit de atenção?

 

Felizmente hoje temos um repertório de conhecimentos vindos da medicina, psicologia, neurociência, que faz toda diferença para conhecermos a etiologia de alguns quadros e poder tratá-los. Fato que há 50 anos era incomum e, portanto, as providências de tratamento eram precárias.

 

Assim, não podemos somente atribuir à vida corrida que levamos o aparecimento dos distúrbios da infância. Sem dúvida, os fatores do dia-a-dia como violência, exigências competitivas, acesso fácil aos meios de comunicação e diminuição do tempo de infância, contribuem para aumentar quadros antes mais freqüentes na idade adulta.

 

O custo de compor uma família também é alto. Preparar os filhos tornou-se um grande e complexo investimento. Pais trabalham incansavelmente para manter seus filhos para assegurar que recursos não lhes faltem. Na outra ponta temos crianças exigidas e cansadas, com pouco aproveitamento do tempo para brincar e aprender na escola.

 

O que seria esperado? Não oferecer as possibilidades de aprendizagem? Não, absolutamente.  Talvez o elo que precisamos encontrar em nosso dia-a-dia como pais seja o cultivo pelo aprender, pelo estudar e pelo conhecimento. Aprender não é um processo de cumprimento de tarefas, mas sim um processo de descobrir coisas novas, todos os dias, das mais simples às mais complexas. 

 

Oferecer os recursos a partir da convicção de que mais do que resultados, esperamos que pais e educadores ajudem nossas crianças a criarem ideais construtivos.  Nem sempre as crianças têm idéia do processo no qual estão envolvidas, quais são as etapas de todo e qualquer aprendizado. Empenho, dedicação, perseverança são valores pouco sublinhados nos processos de aprendizagem.

 

*Blenda Oliveira é coordenadora da Casa Movimento - www.casamovimento.com.br -, doutora em psicologia clínica pela PUC-SP, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo - SBP-SP -, além de psicoterapeuta de adulto, adolescente, criança, família e casais.

 
Guarulhos - CIET soma 2.279 chances em diversas áreas
O Centro Integrado de Emprego, Trabalho e Renda (CIET) de Guarulhos, localizado na Grande São Paulo, dispõe de 2.279 vagas em aberto cadastradas em seus postos de atendimento. Trabalho – Há emprego para diversos cargos. Os que reúnem maior número de oportunidades são os de operador de telemarketing (218), auxiliar de linha de produção (109), auxiliar de carga e descarga de mercadoria (101), costureira em geral (93), costureira de máquina reta (60) e porteiro (43).
 
 
Guarulhos - CIET soma 2.279 chances em diversas áreas
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Grandes atletas do Brasil participam do Seminário “O Esporte como Recurso Educacional em São Paulo”, na Câmara

Grandes atletas do Brasil participam do Seminário "O Esporte como Recurso Educacional em São Paulo", na Câmara

 

 

A Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo, presidida pelo Vereador Eliseu Gabriel (PSB), promove em 17/08/09 o Seminário "O Esporte como Recurso Educacional em São Paulo".

 

Este encontro reunirá grandes estrelas do esporte nacional, como Ana Moser, Magic Paula e Raí, para um balanço dos programas e atividades esportivas desenvolvidas na cidade de São Paulo.  Segundo o vereador  Eliseu Gabriel, o objetivo do Seminário é debater e avaliar iniciativas que definam novos rumos para a política do esporte e lazer no município.

 

Durante um dia inteiro serão discutidos temas como: As Relações entre Esporte e Educação, com o Secretário Walter Feldman; O Financiamento das Práticas Esportivas, com o Deputado Estadual Vicente Cândido;  O Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, FUNCAD, com Ricardo Montoro, Secretário de Participação e Parceria; o esporte para idosos, com o Dr. Egídio Dória da USP, o funcionamento dos espaços já existentes e A falta de espaços esportivos na capital, com Edélcio Paschoalin  da  Secretario Municipal  de Esportes, Lazer e Recreação.

 

Maria Paula Gonçalves de Silva, nossa Magic Paula, Diretora do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, falará sobre os equipamentos esportivos no município e suas possibilidade de interação com a educação. Ana Moser, Coordenadora do Grupo de Trabalho de Esportes do Movimento Nossa São Paulo e o  futebolista Raí Souza Vieira de Oliveira, da Fundação Gol de Letra,  irão discorrer sobre a iniciativa do 3º setor no esporte e lazer.

 

A comissão de Educação, Cultura e Esporte é composta pelos vereadores: Eliseu Gabriel – Presidente, Marco Aurélio Cunha – Vice-Presidente e vereadores Alfredinho (PT), Netinho de Paula (PC do B), Claudinho de Souza (PSDB), Cláudio Fonseca (PPS) e Jooji Hato (PMDB).

 

As inscrições para o seminário devem ser feitas  até o dia  13/08/09 pelo email: inscricaoseminarioesportes@câmara.sp.gov.br  ou  pelos telefones: 3396-4445 e 3396-4447.

 

Serviço

Seminário: Esporte como Recurso Educacional em São Paulo

Dia: 17/08/09

Horário: Das 09h30 às 17h00

Local: Câmara Municipal de São Paulo, Plenário 1º de Maio, 1º andar

O Outro*


H.Spencer Lewis - Uma das mais lúcidas mentes que a humanidade conheceu

O OUTRO*

Hideraldo Montenegro F.R.C.


Quem é o outro? O que é o outro? Qual a importância do outro em nossas vidas? Como o outro participa e contribui com a nossa existência?



O caso das meninas-lobos, Amala e Kamala, descobertas em 1920, na Índia, que depois de terem convivido com lobos não conseguiram se desenvolver intelectualmente, permanecendo com comportamentos animalescos, pois, os seus raciocínios lógicos haviam sido afetados, suscitou profundas e instigantes reflexões antropológicas, sociológicas, psicológicas, filosóficas e místicas. O convívio social é essencial ao desenvolvimento humano?

Chamamos de “outro” aquele que não somos nós. Ou melhor, aquele que não “sou eu” é outro. O “outro” está separado de mim. Todavia, misticamente estes pensamentos não são tão simples e reais assim.


DEPENDÊNCIA NATURAL E DEPENDÊNCIA ARTIFICIAL

Embora muitos desejem, mas jamais seremos completamente independentes. Primeiro, porque, para começar, necessitamos do outro para sobreviver. Precisamos de um seio para nos alimentar em nossos primeiros anos de vida; precisamos do outro para aprender a falar, andar, obter alimentos, escrever, raciocinar, amar e ser amado, etc.

Esta dependência é extremamente necessária e salutar.

É fácil perceber que experimentamos dois tipos de dependência. Uma natural, necessária e salutar e outra artificial, forjada, nefasta, pois, está condicionada ao nosso ego. Muitos sucumbem a esta outra e, sequer, percebem que estão presos a ela. Embora, herdamos alguns traços culturais desta última, nosso ego, através da vaidade, orgulho, prepotência, etc, a alimenta.

Enquanto, a dependência natural nos aproxima mais dos “outros”, ao ponto até de eliminar a distância do “eu” (individual) do outro, a dependência forjada caminha justamente num sentido oposto, nos separando cada vez mais do “outro”.

Enquanto, a dependência natural gera amor, a dependência artificial, egóica, gera ódio. Enquanto, uma une, a outra separa.

O ego cria um limite inexistente na alma (portanto, uma ilusão). Desta forma, quanto mais forte um ego (e seu egoísmo), mais distantes ficamos de nossa essência comum. Inversamente, na medida em que vamos despertando nossa alma, mais as fronteiras entre o “eu” egóico e a alma vão se diluindo.

Descobrimos que, na medida em que nos libertando do ego, mais percebemos que não existe o “outro”. Afinal, esta separação é ilusória, pois, constatamos que, em essência, o “eu” verdadeiro do “outro” é exatamente igual ao nosso.


DEPENDÊNCIA ARTIFICIAL

O ego cria a ilusão de independência, contudo, paradoxalmente se nutre da opinião alheia. Sem perceber (?) o ego cria uma dependência do “outro”. E, nesta dependência forjada, a opinião do outro é decisiva. Somos aquilo que o outro diz que somos.

Nossos valores sociais dependem do que o outro determina. Assim, os valores reais, humanos, são desprezados.

Neste caso, falamos, andamos, nos vestimos, escolhemos parceir(as)os, obtemos tais e quais objetos e títulos, etc, esperando uma reação do outro. Esta é uma dependência estabelecida pelo ego. Desta forma, nos tornamos escravos do “outro”. Somos aquilo que o outro nos classifica. Lutamos assim para impressionar e obter aprovação do outro, de alguma forma.

Todo um mercado de consumo, que alimenta o ego e sua vaidade, é montado para atender e estimular esta dependência.

Assim, somos escravos da opinião e avaliação do outro sobre nós. Esta é uma dependência nefasta e doentia e em nada nos acrescenta de verdadeiro, ao contrário.

Afinal, maior fraqueza não há do que depender da opinião alheia.

Neste universo de disfarces e aparências vamos montando as nossas máscaras e, assim, gradualmente vamos obscurecendo a nossa luz e essência. Os valores humanos vão sendo substituídos por valores artificiais.


DEPENDÊNCIA NATURAL


Conseguimos medir o quanto devemos aos nossos pais, amigos, professores e as grandes mentes que nos ajudaram em nossa caminhada humana, etc? Sabemos dimensionar a importância de todos em nossas vidas?

O fato é que precisamos do outro, não para alimentar nosso ego de ilusão, mas para sobrevivermos e evoluirmos.

O que seríamos hoje sem a influência direta e indireta de várias pessoas do passado e do presente?

E, que bom que precisamos dos outros, afinal, sem eles não seríamos absolutamente nada! E, como é grandioso também puder ajudar e contribuir com alguém de alguma forma!

Não é à toa, inclusive, que hoje estamos envolvidos com questões ecológicas, pois, já estamos conscientes de que dependemos completamente do nosso meio ambiente. A sobrevivência de plantas e animais (inclusive insetos) garantirá a nossa própria sobrevivência, por exemplo.

Dependemos de insetos e plantas! Não há mais lugar para o individualismo. Dependemos do todo, pois, fazemos parte dele e, assim, o interesse coletivo envolve cada um de nós.

Não há evolução sem cooperação. A vida no planeta depende da harmonia e equilíbrio das relações entre os seres vivos.

Nada podemos construir sem o outro. Mas, o outro, misticamente falando, é mais do que isto.

O ESPELHO

Não há símbolo melhor para representar a nossa consciência do que o espelho. Num espelho contemplamos a imagem de um outro que não é outro senão nós mesmos. O “outro” sempre será uma ilusão. Esta separação espacial não é verdadeira na ilimitada essência da alma, ponto central da unidade humana.

O “outro”, na verdade, é um espelho do “eu” para nos compreendermos melhor. No “outro” descobrimos a nós mesmos. O “outro” existe apenas no ego. Na alma não existe o “outro”. Na alma só existe o “eu”.

E, todo cuidado é pouco, porque há coisas que nos aproximam ou que nos afastam deste “outro” que somos “eu”.

Independente é o ser humano que se livrou da escravidão do seu ego. Afinal, evoluímos na medida em que nos despimos das máscaras que encobrem a nossa essência. Só somos autênticos quando conseguimos sermos nós mesmos. E, somos nós mesmos quando descobrimos que o “outro” do outro lado do espelho somos nós mesmos.

Descobrir o outro é descobrir a nós mesmos. Descobrir a nós mesmos é revelar o outro que há em nós. Assim, descobrimos o Amor Universal que une todos os seres.

•Este artigo é um tributo a H. Spencer Lewis, por tudo que devemos a ele.

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