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Produtores do Planalto Central contam com uma nova cultivar soja desenvolvida pela Embrapa Cerrados para diversificar e fortalecer seus sistemas de produção. A BRS 7583, lançada nesta quinta-feira na AgroBrasília 2026, é um material convencional que se destaca pela alta tolerância a nematoides de galha (Meloidogyne javanica) e pelo elevado potencial produtivo, com rendimento superior a 70 sacas por hectare, ultrapassando 90 sacas em algumas regiões.
A nova cultivar surge como opção para atender a uma demanda internacional. “Por ser um material convencional, a BRS 7583 vai atingir esse nicho de mercado para soja livre de transgênico, que eventualmente pode pagar algum bônus ao produtor rural, chegando a 30% do valor do produto”, destaca o pesquisador da Embrapa Cerrados, André Pereira. O pesquisador Sebastião Pedro reforça esse diferencial: “É um mercado premium que não concorre com commodity. Ela será vendida para clientes especiais”.
Adaptada às principais regiões produtoras, a BRS 7583 é recomendada para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Distrito Federal. A planta tem porte médio, boa resistência ao acamamento, estabilidade de produção e ciclo variando entre 105 e 121 dias.
Sebastião Pedro também chama atenção para a arquitetura da planta e sua sanidade. “É uma variedade que cresce bem, não acama, tem excelente potencial produtivo e é muito sadia. Em uma época de altos custos de produção, é um material que exige menos defensivos e apresenta resistência superior a outros disponíveis no mercado”, ressalta.
O presidente da Fundação Cerrados e da Associação Soja Livre, Luiz Fiorese, destaca a qualidade dos materiais da Embrapa. Ele relata um caso observado em Sinop (MT), onde um produtor testou a cultivar: “Ele plantou essa soja em uma área de abertura, no pior lugar da fazenda, e ainda assim colheu 12 sacas a mais que os outros materiais. Além disso, ela tem qualidade de grão, podendo ser armazenada, o que a difere dde outras”.
Cláudio Malinski, diretor técnico da Coopa-DF, ressaltou a estabilidade dos materiais desenvolvidos. “A Embrapa não lança cultivares que são excelentes em um ano e apresentam baixa produção no seguinte. Essa estabilidade permite ao produtor planejar, fazer orçamento com segurança e atingir seus objetivos”. Ele cita como exemplo o trigo BRS 264, há mais de 20 anos no mercado e ainda entre os mais produtivos.
Os visitantes da feira também conheceram, em primeira mão, a BRS 8282, cultivar com alta concentração de ácido oleico, substância que confere maior qualidade ao óleo, equiparando-o aos chamados óleos especiais. “Esse material produz um óleo semelhante ao azeite de oliva ou ao óleo de uva. Com isso, apresenta alta estabilidade para fritura e também para a produção de biodiesel de alta qualidade”, explica o pesquisador André Pereira. A cultivar também é convencional, altamente produtiva, e deve chegar em breve ao mercado.
Nova opção de maracujá para os fruticultores brasileiros
A cultivar de maracujazeiro silvestre da espécie Passiflora maliformis L. — BRS Maracujá Maçã — está entre as novidades apresentadas pela Embrapa. O material tem tripla aptidão: consumo in natura, processamento industrial e uso ornamental.
Ainda pouco conhecida no Brasil, a espécie produz frutos com polpa mais doce, leve acidez e aroma intenso. A BRS Maracujá Maçã gera frutos pequenos, com cerca de 80 gramas, mas apresenta alto rendimento de polpa e elevada produtividade. Nas condições do Distrito Federal, pode produzir de 10 a 20 toneladas por hectare ao ano. Com manejo adequado e plantio adensado, chegou a alcançar 30 toneladas por hectare ao ano na Unidade Demonstrativa em Flores de Goiás.
A casca da BRS Maracujá Maçã permanece verde mesmo quando os frutos estão maduros. Destinada ao mercado de frutas especiais, a cultivar surge como alternativa especialmente para pequenos produtores. Na Colômbia, a espécie é bastante conhecida e chamada de cholupa e é utilizada tanto na indústria de polpa quanto no mercado de frutas frescas, para consumo direto ou em sucos.
“Nós buscamos, com o melhoramento genético, obter plantas interessantes para o produtor e para o consumidor. Alta produtividade, qualidade química e física dos frutos, vigor, longevidade, adaptabilidade às diversas regiões do Brasil, menor dependência de polinização manual e produção na entressafra são características prioritárias no nosso trabalho”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro.
Segundo Faleiro, um dos diferenciais do novo material é a resistência aos principais problemas fitossanitários da cultura, como virose, bacteriose e fusariose. Após a apresentação, os visitantes puderam conhecer a cultivar na vitrine tecnológica da Embrapa e provar o suco da fruta.
O pesquisador lembrou que existem cerca de 500 espécies de maracujá no mundo, das quais 200 ocorrem no Brasil. Apenas 70, porém, produzem frutos comestíveis. No banco de germoplasma da Embrapa, segundo ele, há 80 espécies da fruteira, incluindo tipos azedo, doce, silvestre, medicinal e ornamental, utilizados no programa de melhoramento genético da cultura.
Também foram citados outros materiais já disponíveis no mercado, como os maracujás ornamentais — bastante valorizados na Europa, mas ainda pouco conhecidos no Brasil, além de BRS Pérola (silvestre), BRS Mel do Cerrado (doce), BRS Sertão Forte, tolerante ao estresse hídrico e desenvolvido em parceria com a Embrapa Semiárido, os minimaracujás roxo e amarelo e o BRS Vita Fruit.
Outra tecnologia disponível para os produtores são os porta-enxertos de espécies silvestres, como as cultivares BRS Terra Nova e BRS Terra Boa, resistentes à fusariose.
O trabalho reúne 13 faixas que reforçam a essência primal do rock e celebram as relações humanas, acima da superficialidade dominante

Com a força do Rock N’ Roll, R&B e Soul como base essencial, Shine funciona como uma declaração de Fito ao mundo que nos cerca.
Ao longo de 13 músicas inéditas, Páez confronta o entorpecimento social atual, construindo um universo paralelo com identidades que defendem abraços, amizades e relações humanas fraternas.
Este trabalho simboliza, de certo modo, o renascimento de Fito Páez. No início de setembro de 2025, o músico argentino sofreu um acidente doméstico que resultou na fratura de nove costelas e exigiu uma cirurgia.
Após um delicado período de meses de repouso absoluto e o cancelamento de alguns shows e gravações, a música, e este disco em especial, ressignificou o poder de estar vivo, lúcido e contribuindo com arte para a vida.
Por isso, nas composições de Shine, convivem texturas sociais profundas com afetos e sensibilidades esperançosas, formando um álbum equilibrado que convida a dançar, ser feliz e, ao mesmo tempo, refletir sobre como estamos vivendo hoje.
Shine é composto por treze explorações de paixões e conflitos, caos, sinais e redenções de pessoas que atravessaram grande parte da experiência humana e, ao final, encontram um ponto em comum: oferecer luz e sentimentos fecundos diante da insensibilidade do mundo.
Com este lançamento, o músico reafirma seu papel como compositor atento ao mundo ao redor, em uma ação estimulante que amplia raízes musicais e sociais em meio a um universo de alienação tecnológica.
Shine está disponível em todas as plataformas digitais e também em formato físico em CD e vinil.

Foto: Guido Adler

Faixa a faixa:
“Girl T. Rex” é uma canção embalada por um groove de funk contagiante que convida a dançar, narrando as aventuras de uma jovem na cidade de Buenos Aires, hoje. Em “Shine”, já não se descreve tanto a cidade, mas sim o mundo atual, com ares de Lennon produzido por Phil Spector, trabalhada com a crueza dos anos 70.
“Nuestro templo” é um reggae vibrante, que fala sobre o lugar onde vivemos e como o vivemos. Ao mesmo tempo, expressa o desejo de como queremos viver daqui em diante. Em um trecho, diz: “Olha esses dois jovens que se beijam devagar entre a areia e o sal, hoje o mundo é uma imensa fogueira de vazio e solidão, estamos esquecendo de amar.”
Com “Prueba de amor”, abre-se um portal quântico entre Capuletos e Montéquios na Verona de 1500, transportando a narrativa para a Rosário de hoje. Um registro ambicioso em termos de tragédia amorosa.
“Río Místico” acompanha o processo de uma pessoa que precisa tomar decisões para não voltar atrás e não depender de ninguém. É sobre atravessar aquela fina galeria onde, se você não se ajuda, ninguém o fará.
Já “Las fuerzas armadas del amor” é uma ode à amizade, atravessada pelo relato em primeira pessoa do acidente em Madrid que Fito sofreu e do qual conseguiu se recuperar graças às suas forças armadas do amor.
Em “Planeta azul”, surge um dos momentos mais intensos do disco. A canção tem caráter de epopeia, a dos “bravos amantes que pensam chegar até o fim”. Essa atmosfera épica também se sustenta em “La esquina del sol”, onde a redenção e a avaliação do passado, presente e futuro se aproximam com um desejo de esperança: encontrar-se na esquina do sol e ser feliz; e em “El honor de los lobos”, onde a retrospectiva de vida organiza, coloca as coisas em seu lugar e imprime caráter, sem perder a essência trazida desde a infância: resistir, lutar para viver, como o próprio “honor de los lobos”.
“Universo” é dedicada a Pablo Milanés. A melodia se inspira em sua obra e pensa sua figura dentro da cosmogonia universal, contribuindo com seu grão de areia em meio ao caos.
Como abertura, interlúdio e encerramento do disco, há três peças instrumentais com Fito sozinho ao piano. Cada uma termina com a palavra Hablame. De certo modo, esses Hablame e essa música maravilhosa que paradoxalmente se sente em silêncio refletem o período de recuperação física e espiritual que Fito teve de atravessar, culminando em Shine
Crescimento é apoiado pelo ciclo de bienalidade positiva, pela entrada de novas áreas em produção e pela combinação das condições climáticas mais favoráveis; Caso o resultado seja confirmado, o volume representa um novo recorde na série histórica
A produção de café deve apresentar um crescimento de 18% na safra 2026 frente ao volume colhido na temporada passada, sendo estimada em 66,7 milhões de sacas. Caso o resultado se confirme ao final do ciclo, este será o maior já registrado na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando em 5,74% a colheita registrada em 2020, quando foram colhidas 63,08 milhões de sacas. A área total destinada à cafeicultura deverá também registrar um aumento de 3,9%, chegando a 2,34 milhões de hectares, sendo 1,94 milhão de hectares em produção e 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional das lavouras também deve apresentar recuperação de 13%, sendo prevista em 34,4 sacas por hectare. Os dados fazem parte do 2º Levantamento da Safra de Café 2026, divulgado nesta quinta-feira (21) pela Companhia.
Para o arábica, a Conab prevê uma produção de 45,8 milhões de sacas, aumento expressivo de 28% sobre o ano anterior e a terceira maior registrada na série histórica, atrás apenas dos resultados obtidos em 2020 e 2018. A alta é explicada pelos efeitos positivos do atual ciclo de bienalidade, o que influencia na maior área destinada à produção, aliada às condições climáticas favoráveis.
No caso do conilon, a expectativa é que sejam colhidas 20,9 milhões de sacas, o que representa uma alta de 0,8% sobre a safra anterior. O crescimento é influenciado pela maior área em produção, projetada em 388,22 mil hectares, o que compensa a queda de 3,5% no desempenho médio nacional das lavouras de conilon, estimada em 53,9 sacas por hectare.
Produção nos estados – Apenas em Minas Gerais, principal produtor de café no país e estado que registra a maior área destinada para o arábica, a produção é estimada em 33,4 milhões de sacas, somadas as duas espécies, o que representa um aumento de 29,8% em comparação ao volume total produzido na safra anterior. O bom resultado é justificado pelo ciclo de bienalidade positiva aliada à melhor distribuição das chuvas, principalmente, nos meses precedentes à floração, além do clima favorável até março, o que proporcionou uma boa granação, fatores que contribuem para uma boa produtividade.
A Conab também prevê alta na produção nos principais estados produtores de café. No Espírito Santo, segundo maior produtor do grão, a estimativa é de uma alta de 3% na produção, podendo chegar a 18 milhões de sacas. O resultado positivo é justificado pelo ciclo de alta bienalidade nas lavouras da espécie arábica, que apresentam um crescimento de 27,9% na produtividade, com a produção prevista em 4,4 milhões de sacas. Já as lavouras de conilon, devem registrar uma colheita de 13,6 milhões de sacas, redução de 4,2%, em relação ao ano anterior. Essa queda é explicada pelo elevado desempenho registrado em 2025, situação que limitou o potencial produtivo para a atual temporada. Além disso, as temperaturas registradas ao longo do ciclo produtivo do conilon no estado capixaba estiveram abaixo da média, o que também afeta a fisiologia da planta refletindo no desempenho apresentado. Ainda assim, a atual produtividade estimada pela estatal é a segunda maior da série histórica verificada no Espírito Santo.
Na Bahia, a regularidade climática, o maior investimento dos produtores em manejo e a entrada de novas áreas em produção refletem em um crescimento na safra de 5,9%, com expectativa de uma colheita total de 4,7 milhões de sacas, sendo 1,2 milhão de sacas de arábica e 3,5 milhões de sacas de conilon.
Já em São Paulo, estado onde o cultivo é exclusivo de arábica, é esperado um aumento de 24,6% na produção, estimada em 5,9 milhões de sacas. No caso de Rondônia, a produção é exclusiva de conilon, e a safra prevista é de 2,8 milhões de sacas, elevação de 19,4% em comparação ao volume obtido na safra passada. A renovação do material genético por plantas clonais mais produtivas, que vem ocorrendo nas últimas safras, aliada às condições climáticas favoráveis desde o início do ciclo, justificam o acréscimo observado.
Mercado – O Brasil exportou 11,5 milhões de sacas de 60 quilos de café no acumulado de janeiro a abril de 2026, o que representa uma queda de 22,5% na comparação com igual período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Essa redução na exportação brasileira de café nos primeiros meses de 2026 reflete o quadro de baixo patamar dos estoques internos. A limitação da produção nos anos anteriores, combinada a uma demanda exportadora aquecida, influenciou a redução dos estoques internos. Mesmo com a queda, a perspectiva é de recuperação da exportação brasileira de café no segundo semestre do ano, favorecida pela estimativa de crescimento da produção nacional.
Já no mercado internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) espera uma alta de 2% na produção mundial de café no ciclo 2025/26, prevista em 178,8 milhões de sacas de 60 quilos. Apesar do aumento na produção, não são esperadas reduções expressivas nas cotações em razão do baixo patamar do estoque remanescente do ciclo anterior e também pela expectativa de crescimento de 1,3% na demanda mundial pelo grão, prevista em 173,9 milhões de sacas.
Acesse o Boletim completo da Safra Brasileira de Café no site da Conab.
O amor da escola à TIS inventa muitos problemas insolúveis
O Pesquisador da Ciência do Ler, Ricardo Hecker Luz – PhD em Linguística, ‘descobre’ o ler inicial e fácil com o todo da palavra. Ele garante que o amor da escola e do professor à TIS (a soma infeliz e triste da Tolice com a Ignorância e a Superstição) cria confusões insolúveis para muitas crianças iletradas. As tradições loucas de ensinar a leitura com a escrita e com os nomes das letras não faz sentido algum. É confundir efeito e causa o tempo inteiro em sala de aula. A soma dos nomes exige um manipular mental complexo.
Lição 1 [b]=/’bê/ Lição 2 [a]=/’a/ Lição 3 [b+a]=/’ba/
Essa alucinação confunde leitura com escrita. E exige muito da criança em muitas coisas complexas, difíceis e nada inteligíveis. Em primeiro lugar, há uma mutação cerebral imperceptível e bem difícil de se obter no letramento. O nome falado da letra se transformaria nos fonemas dos grafemas. O fixo vira móvel. O invariável vira variável. E se obriga a criança ‘apagar’ o fone /ê/ na Lição 3. Nem todos serão capazes dessas ações ‘mágicas’. E o erro doido da escola e do professor será transferido só para os alunos.
O ensinar sem saber algum ignora a essência objetiva do ler e da leitura e provoca delírios insanos, como decodificar o que nunca é codificado antes. O voltar sem ir. E muitas crianças frequentam todo o ano escolar e são incapazes de ler uma única palavra e o nome que aprendem a escrever. E os professores e as escolas têm a covardia de acusar as vítimas inocentes por seus ‘crimes doidos e irracionais’. E as crianças iletradas serão as únicas responsáveis pelos erros infinitos e incorrigíveis de professoras e professores.
Eles obrigam as crianças a somar letras e a montar ‘palavras e sílabas’ para ler. E nunca ensinam a leitura do todo e com uma palavra montada e pronta, como [bola] [Ravi] e [Maria Clara]. E inserir o ensino da escrita antes da leitura é não compreender nada de muito pouco. Os professores e as professoras só repetem as tradições da Tolice, da Ignorância e da Superstição – a TIS. E as autoridades políticas não se interessam em corrigir tais erros. Ricardo Hecker Luz alerta os políticos desde 2007 e nada ocorre.
Se o sistema funciona com a maioria, pensam os ‘gênios’ com a ignorância e a tolice, os problemas de aprendizagem só podem estar na criança. Nunca na escola, no professor ou no método de ensino. A confusão entre escrita e leitura ocorre o tempo todo em aula. E, pior, eles nunca olham para isso e para os seus erros crassos em tudo. E acusam as crianças por erros didáticos desta confusão inaceitável entre escrita e leitura. E muitas crianças vão fracassar na leitura em 2026 e nunca haverá lição didática distinta.
E elas vão receber ‘tudo igualzinho mais uma vez’. O mesmo se dará em 2027 e em 2028. E os professores não sabem auxiliar um pouco os que não aprendem nada do ler e da leitura com as letras isoladas e soltas. A maioria das crianças, insiste Luz, se torna letrada ou quase letrada com o alfabeto. Os professores, a escola, os cientistas e as autoridades não sabem explicar o sucesso da maioria que ‘aprende’ tudo da leitura com a escrita. E, com isso, falham com milhares de crianças que não se tornam letradas.
Mais Informações www.abc100abc.com
Praia do Rosa, 24 de Maio de 2026.
Preços praticados no atacado tiveram redução de 8,06%; alface voltou a apresentar recuo, com média ponderada inferior em 5,94%
Os preços da maçã seguem em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras. Na média ponderada do mês de abril, a fruta ficou 8,06% mais barata no atacado, como mostra o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (22). O levantamento também aponta queda de 5,94% para a média ponderada dos valores praticados para a alface, que vinham em ascensão desde novembro, e leve redução de 0,98% para a laranja, mantendo a tendência dos meses anteriores.
O aumento da oferta da maçã nas Ceasas monitoradas pela Companhia, impulsionado pelo avanço na colheita da variedade fuji, explica a dinâmica de preços, que chegaram a ficar 35% mais baratos em Goiás. Para a laranja, os menores valores foram apurados em Pernambuco (-6,79%) e no Paraná (-5,73%). Já o maior incremento no preço da fruta foi observado no estado do Rio de Janeiro (6,07%), o que não impactou a estabilidade na média do preço nos últimos meses.
O mamão e a banana apresentaram leves acréscimos na média ponderada do mês de abril. Para o mamão, o crescimento na média dos preços foi de 0,56%. A pesquisa aponta menor oferta da variedade papaya nas principais regiões produtoras do país. Para a banana, o aumento foi de 1,97%. Em termos percentuais, a movimentação positiva nos preços é inferior à do último mês. Nas praças de Minas Gerais, principal fornecedor, a oferta da variedade prata cresceu devido ao aquecimento da demanda e à melhoria no escoamento.
Entre as frutas analisadas, a melancia demonstrou maior variação percentual positiva, atingindo valores 24,36% mais altos na média ponderada, alavancada pela diminuição da oferta. Os maiores incrementos foram verificados nas Ceasas de Recife (45%) e Goiânia (44%). No estado goiano, embora os envios das regiões produtoras tenham crescido, a demanda também ficou aquecida.
Hortaliças – Com exceção da alface, os preços das principais hortaliças comercializadas nas unidades de abastecimento das capitais brasileiras cresceram. De acordo com o Boletim, a menor disponibilidade de oferta contribuiu para esse cenário. Para a alface, a Conab identificou maiores quedas na média ponderada no Rio de Janeiro (-19,11%) e em São Paulo (-18,32%), maior produtor nacional. Já a maior elevação foi observada na central de Recife, correspondendo a 48,89%. Além da disponibilidade, a variação nos preços do vegetal está ligada às condições climáticas e à oferta local do produto. Em abril, as temperaturas mais amenas favoreceram a produtividade e a qualidade da hortaliça.
A batata e o tomate apresentaram acréscimo de 12,53% e 12,55%, respectivamente, na média ponderada dos preços. No mercado do tubérculo, que está aquecido desde fevereiro, os maiores incrementos nos valores praticados foram apurados nas Ceasas de Curitiba (25,77%) e Goiânia (25,12%). A transição de safras e a redução da oferta, especialmente para a produção proveniente do Paraná, explicam a dinâmica de valores mensurados no atacado. Para o tomate, que segue em valorização desde dezembro, os preços cotados chegaram a ficar 23,66% superiores no Ceará. No panorama geral, a menor oferta do fruto em abril tem interferência do clima e da transição da safra de verão para a de inverno.
A cebola apresentou crescimento em todas as Ceasas analisadas pela Companhia, com média ponderada equivalente a 23,03%. Apesar de se manter em alta, o percentual teve redução em comparação ao mês anterior. Conforme o levantamento da Companhia, a disponibilidade do produto no mercado deve aumentar nos próximos meses. Responsável pela maior parte do abastecimento do país, Santa Catarina registrou produção 13,1% superior em relação à última safra.
Dentre as hortaliças analisadas, a cenoura foi a que manteve a alta mais expressiva, com média ponderada 48,58% superior. O valor é inferior ao verificado no mês de março, mas ainda segue elevado em todas as Ceasas monitoradas. Destaque para Belo Horizonte, com alta de 59,62%, e Vitória, com 59,30%. A oferta da raiz tem sido impactada pela pressão da demanda sobre Minas Gerais, maior fornecedor às Ceasas.
Exportações – O volume das exportações brasileiras cresceu 12% em comparação ao primeiro quadrimestre de 2025, com faturamento de U$S 532,3 milhões. No mês de abril, o país enviou 456 mil toneladas ao exterior, tendo como destino principal os países europeus, asiáticos e os Estados Unidos. O destaque foi para as frutas, especialmente maçã, seguida por melão, manga, melancia, abacate e banana.
Destaques – Nesta edição do Boletim, a seção traz informações sobre a contribuição da Conab e das Ceasas para a mitigação dos efeitos da inflação nos alimentos.
As informações completas sobre preços e comercialização praticados em março nas principais Centrais de Abastecimento brasileiras estão reunidas no 5º Boletim Prohort. A análise mensal contempla os produtos com maior representatividade nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) e maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Mais informações para a imprensa:
Obra contou com investimentos do Novo PAC e permite operação de embarcações do tipo New Panamax
Primeiro navio a atracar no porto, o porta-contêineres MSC Katrina tem 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura e capacidade para transportar 14.131 TEUs - Foto: Divulgação/Porto do Rio de Janeiro
O Porto do Rio de Janeiro (RJ) passou a integrar o grupo de portos brasileiros aptos a receber embarcações da classe New Panamax, que está entre as maiores da navegação comercial mundial. O marco foi alcançado após a conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso ao porto, realizadas com investimentos do governo federal, por meio do Novo PAC, e da Autoridade Portuária PortosRio. Ao todo, foram investidos R$ 163 milhões na iniciativa.
Neste mês, o primeiro navio a atracar no porto, dentro desse novo cenário operacional, foi o porta-contêineres MSC Katrina, embarcação de 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura (boca) e capacidade para transportar 14.131 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés). O navio, de bandeira panamenha, veio do Porto de Suape (PE) e seguiu com destino ao Porto de Santos (SP).
Nova realidade operacional
Para que um porto possa receber embarcações de maior porte, são necessárias obras de modernização da infraestrutura portuária, especialmente dragagem, ampliação de calado, melhorias na sinalização náutica e adequações operacionais. No caso do Porto do Rio de Janeiro, o canal de acesso passou por obras de dragagem, com investimentos de R$ 98 milhões angariados pelo Novo PAC e R$ 65 milhões pela PortosRio.
Com a conclusão das obras, a profundidade mínima do canal de acesso foi ampliada de 15 metros para 16,2 metros, permitindo um calado operacional de 15,3 metros e adequando a infraestrutura para receber navios da classe New Panamax.
O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que a nova capacidade operacional marca um avanço importante para o Porto do Rio de Janeiro e para a infraestrutura portuária brasileira. “A chegada de navios de maior porte representa um novo momento para o Porto do Rio de Janeiro. Esse avanço amplia a competitividade do terminal, fortalece sua posição nas rotas internacionais e demonstra a importância dos investimentos em modernização da infraestrutura portuária brasileira”, destacou.
A iniciativa amplia, ainda, a eficiência operacional e logística do porto, melhora as condições de navegabilidade e segurança, permite a operação de embarcações de maior porte e reduz restrições operacionais e custos logísticos. Além disso, aumenta a previsibilidade das operações e fortalece a competitividade do Porto do Rio de Janeiro no comércio exterior.
Atualmente, além do Porto do Rio de Janeiro, apenas os portos de Santos (SP), Salvador (BA), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR) e Pecém (CE) possuem capacidade operacional para receber navios de até 366 metros de comprimento.
Com cinema brasileiro em destaque no cenário internacional, especialistas apontam obras que ajudam crianças e adolescentes a desenvolver r...