segunda-feira, 4 de novembro de 2024

OUTROS TEMPOS

 


OUTROS TEMPOS

Por Adilson Luiz Gonçalves

            Estudei em escolas públicas do antigo Primário ao Curso Técnico de Edificações, entre as décadas de 1960 e 70.

            Não precisei fazer o Pré-Primário, pois já tinha sido alfabetizado por meu pai, aos cinco anos de idade. Ele fez isso mesmo trabalhando como eletrotécnico (nível ginasial), manhã e tarde, na antiga SMTC, e como projecionista de cinema, à noite e nos fins de semana. Minha mãe costurava e cuidava dos cinco filhos, e todos ajudavam nas tarefas da casa. LEIA MAIS 

Ler para crer

 LER PARA CRER

Por Adilson Luiz Gonçalves

Adilson Luiz Gonçalves é engenheiro e professor universitário.Santos – SP
algbr@ig.com.br

A Bíblia tem uma de suas mais belas passagens, quando Cristo exalta os que crerão em seus ensinamentos sem tê-los ouvido, diretamente, ou visto seus milagres e prodígios!


LEIA NA ÍNTEGRA

Nove Vidas

 NOVE VIDAS – Revista Partes

Até há alguns anos, eu achava que viveria até os noventa!
Adorava comidas condimentadas, massas, embutidos, doces, salgadinhos, vinho e cerveja, e pouco
me preocupava com atividades físicas. Afinal, eu trabalhava três, às vezes quatro períodos por dia,
em funções diversas, ora braçais, ora intelectuais. Comia mal e irregularmente, em função disso.
Mas pensava que apesar de tudo isso eu era inquebrável, resistente!

Leia na íntegra Aqui



domingo, 3 de novembro de 2024

Instituto Tomie Ohtake estreia o podcast A parte pelo todo



Série viaja pela história, cultura e geografia de duas importantes ilhas, buscando novos sentidos ao todo do que seja o Brasil

Ministério da CulturaGrupo CCR, por meio do Instituto CCR e Instituto Tomie Ohtake tem o prazer de anunciar A parte pelo todo, um podcast original que viaja entre arte, cultura, memória e território. Com estreia confirmada para o dia 05 de novembro, a primeira temporada é apresentada pelo fundador do Acervo da Laje, em Salvador, José Eduardo Ferreira Santos, o Zé, que conduz o ouvinte por uma viagem a Itaparica, na Bahia, e Marajó, no Pará, investigando a história, a cultura e a geografia desses dois importantes territórios insulares, que em suas particularidades possibilitam reinterpretar a narrativa ampla sobre o que define o Brasil. Idealizada por Gabriela Moulin e Paulo Miyada, Diretora Executiva e Diretor Artístico do Instituto Tomie Ohtake e com coordenação institucional de Amanda Sammour e Ana Roman, a primeira temporada traz seis episódios, cada um com aproximadamente 30 minutos, seguindo um formato narrativo, onde cada capítulo se conecta ao próximo, conduzindo a história de maneira contínua. A produção é da Trovão Mídia.

Combinando cenas de campo com áudios de arquivo e conversas com diferentes personagens das ilhas, o roteiro convida a um passeio por Itaparica e Marajó. Três aspectos comuns dessas ilhas serviram como guias nas pesquisas e viagens: ambas possuem importantes comunidades indígenas pré-colonização; são lugares centrais na formação territorial brasileira e possuem organizações contemporâneas/culturais fortes e atuantes no cenário nacional. O podcast conta com o patrocínio do Grupo CCR, por meio do Instituto CCR, através do Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, Programa Nacional de Apoio à Cultura e Governo Federal - Brasil, União e Reconstrução.

Segundo Paulo Miyada, “Pensar em ilhas foi uma maneira de abordar por outra via o que há de inabarcável na tão mencionada "dimensão continental" do Brasil. Uma ilha é por definição uma metonímia, um recorte definido pela geografia, uma parte pelo todo. Ainda assim, quando nos aproximamos de ilhas como Itaparica ou Marajó, encontramos lugares de infinitas particularidades que, ao mesmo tempo, são exemplares da história e da cultura brasileiras, suas contradições e invenções. Desde as ilhas, olhando em direção ao continente, é o país que aparece cercado de água por todos os lados”, afirma o Diretor Artístico do Instituto Tomie Ohtake.

No primeiro episódio o ouvinte conhece o pesquisador, professor e narrador da série José Eduardo Ferreira Santos e o seu Acervo da Laje, espaço de memória artística, cultural e de pesquisa, que reúne a iconografia e as belezas produzidas no subúrbio ferroviário de Salvador. Partindo dessa ilha que ele próprio construiu na periferia da capital baiana, uma espécie de contraponto ao estigma da violência presente naquele território, Zé propõe uma viagem pela arte, cultura e memória de outras ilhas, colocando em prática a famosa frase do escritor português José Saramago "é preciso sair da ilha para ver a ilha". O episódio se encerra com os sons do ferryboat a caminho de Itaparica, o “embrião do Brasil”.

Para Gabriela Moulin, o podcast, assim como outras formas de publicar, refletir e ampliar a visibilidade do que existe no Brasil, é uma forma de fazer cultural que busca chegar a mais pessoas, por meio de diferentes visões e vozes. "Trabalhar em rede com outras organizações, territórios e comunidades é fundamental para uma instituição cultural. Queremos contribuir para a voz pública das instituições de cultura e para pensar os sentidos e as complexidades do Brasil, as políticas da memória e as forças culturais que nos constituem. Por isso, narrar a partir da voz viajante do Zé Eduardo, co-criador com Vilma Santos do Acervo da Laje, em Salvador, é parte constituinte desse projeto. Queremos fazer junto, pensar junto. Uma casa-museu-escola como o Acervo da Laje nos ensina a entender gestos locais e nacionais de grande importância para a vida nos territórios", afirma a Diretora Executiva do Instituto Tomie Ohtake.

Os dois primeiros episódios serão disponibilizados nas principais plataformas de áudio e no site do Instituto Tomie Ohtake no dia 05 de novembro. Novos episódios entrarão no ar nas terças-feiras seguintes, até 03 de dezembro.

 

Podcast A parte pelo todo

Lançamento: dia 05 de novembro

Narração: José Eduardo Ferreira Santos

Produção: Trovão Mídia

Idealização: Gabriela Moulin e Paulo Miyada

Coordenação institucional: Amanda Sammour e Ana Roman

Pesquisa, reportagem e roteiro: Jessica Almeida e Vinicius Luiz

Som direto: Victor Brasileiro

Edição de som e mixagem: Pedro Vituri

Trilha sonora original: Pedro Leonelli

Linguagem visual: Felipe Carnevalli, Paula Lobato e Vitor Cesar

Mais de 5 milhões de estudantes farão o Enem 2024 neste sábado (3): veja 4 dicas para se preparar



O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 registrou um aumento considerável em comparação aos 3,9 milhões do ano passado. Desses, cerca de 1,6 milhão de jovens estão concluindo o ensino médio. Com as provas marcadas para os dias 3 e 10 de novembro, o momento é decisivo para milhões de candidatos que buscam o ingresso no ensino superior.

Brasil, novembro de 2024: A proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) costuma trazer muita ansiedade para os estudantes. O nervosismo, quando não controlado, pode atrapalhar o desempenho na prova. Para ajudar nessa reta final, conversamos com especialistas da Legacy School: a psicóloga clínica e escolar Camila da Silva Conceição e o fundador e diretor Phillip Murdoch. Eles compartilham dicas essenciais sobre como manter a calma, gerenciar o tempo e evitar excessos na preparação.

 

  1. Não criar expectativas exageradas

De acordo com Camila Conceição, colocar expectativas muito altas sobre a prova pode gerar frustração e ansiedade. “O Enem é importante, mas não pode ser visto como o único caminho para o futuro. Pensar dessa forma aumenta a pressão e pode prejudicar o desempenho”, alerta. Ela recomenda que os estudantes encarem a prova como mais uma etapa de crescimento, e não o único fator decisivo na vida acadêmica.

 

  1. Evitar estudar na véspera da prova

Phillip Murdoch reforça que o momento de estudo intenso deve parar antes do dia da prova. “Estudar na véspera só serve para aumentar o estresse. O ideal é relaxar, descansar e fazer atividades leves que ajudem a distrair a mente”, sugere. Ele explica que o cérebro precisa de descanso para funcionar bem durante a prova, por isso, o melhor é evitar novas revisões de conteúdo na última hora.

 

  1. Otimizar o tempo durante a prova

O Enem é conhecido por ser uma prova extensa, por isso, Murdoch aconselha os alunos a terem uma estratégia para otimizar o tempo. “Não se prenda por muito tempo em uma questão. Responda primeiro as perguntas mais fáceis e volte para as mais difíceis depois”, orienta. Dessa forma, o estudante garante que conseguirá responder todas as questões, sem correr o risco de deixar algo em branco por falta de tempo.

 

  1. Técnicas de relaxamento

Camila também indica o uso de técnicas de relaxamento para lidar com a ansiedade nos dias que antecedem a prova. “Exercícios de respiração profunda ajudam a manter o foco e a calma. Pratique alguns minutos antes de começar a prova, isso pode fazer toda a diferença”, sugere.



segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Por que a educação financeira é essencial nas escolas?

 


A maioria dos pais brasileiros não possui o hábito de guardar dinheiro para os filhos, o que levanta a necessidade de se pensar em soluções educativas desde a infância


A educação financeira é um tema que vem ganhando destaque nas discussões sobre o futuro das novas gerações. Incluir esse assunto no currículo escolar é uma maneira de preparar as crianças para lidarem com dinheiro de forma responsável e consciente, promovendo um futuro financeiro saudável.


Segundo uma pesquisa realizada pelo Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, a maioria dos pais brasileiros não possui o hábito de guardar dinheiro para os filhos, o que levanta a necessidade de se pensar em soluções educativas desde a infância.


A pesquisa revelou que apenas uma pequena parcela dos pais se dedica a criar uma reserva financeira para o futuro de seus filhos. No entanto, um dado otimista surge: 49% dos entrevistados afirmam que pretendem implementar estratégias econômicas para suas famílias no futuro.


Essa disposição para mudar mostra que há um espaço significativo para a educação financeira nas escolas, que pode servir como um ponto de partida para formar uma nova geração mais consciente e preparada.


A Importância da educação financeira nas escolas


Para aprofundar essa discussão, conversamos com André Minucci, mentor de empresários e especialista em mentoria para empresa. Ele destaca a importância da educação financeira desde cedo:


“Quando as crianças aprendem sobre gestão de dinheiro na escola, elas não apenas desenvolvem habilidades financeiras, mas também aprendem a tomar decisões informadas. Isso prepara para que, quando adultos, possam lidar melhor com seus recursos e, assim, evitar dívidas e problemas financeiros.”


Minucci ressalta que ensinar as crianças sobre finanças não é apenas uma questão de números. Trata-se de formar cidadãos mais críticos e capacitados.


“A comunicação clara e eficaz é essencial em qualquer empreendimento, e a educação financeira pode ser uma das formas de desenvolver essas habilidades desde a infância. Treinamentos que ensinam aos jovens como se comunicar sobre dinheiro, como negociar e até mesmo como planejar seu futuro são fundamentais”, comentou.


O fato de que a maioria dos pais ainda não guardam dinheiro para seus filhos indica uma lacuna de conhecimento e planejamento. Se a educação financeira fosse implementada nas escolas, as crianças poderiam aprender sobre poupança, investimento e consumo consciente desde cedo, fatores que impactariam diretamente suas vidas futuras. Quando se ensina a importância de guardar e investir, estamos, na verdade, preparando jovens para que se tornem adultos financeiramente estáveis.


A proposta de inserir a educação financeira nas escolas vai além de ensinar a contabilizar gastos. É um convite a refletir sobre valores, escolhas e as consequências das decisões financeiras.


Os alunos aprenderiam a elaborar orçamentos, entender a diferença entre desejos e necessidades e desenvolver habilidades de planejamento que seriam aplicáveis em todas as áreas de suas vidas.


Além disso, essa formação poderia impactar a economia do país. Indivíduos financeiramente educados tendem a gastar de maneira mais consciente, a investir em suas comunidades e a evitar dívidas excessivas, promovendo um ciclo econômico mais saudável.


Quando as escolas se tornam agentes dessa mudança, as crianças, ao se tornarem adultos, podem transformar suas realidades e as de suas famílias.


Por fim, a educação financeira nas escolas é um investimento no futuro das próximas gerações. Como André Minucci enfatiza, “lidar com dinheiro de forma saudável desde a infância prepara um futuro mais promissor, onde decisões financeiras são tomadas com sabedoria”.


Implementar essa educação é essencial para que possamos construir uma sociedade mais consciente e financeiramente estável. As crianças de hoje são os empreendedores de amanhã, e investir em sua educação financeira é fundamental para o sucesso coletivo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

 O executivo de Marketing e a identidade da marca

Cida Oliveira*

No universo corporativo, a marca é um ser vivo que respira e pulsa na sociedade. E quem é encarregado de manter esse coração batendo com vigor? O executivo de Marketing. Ele é o guardião da marca, um papel que ultrapassa a mera função dentro da empresa e se estende a um compromisso vitalício com a imagem e o propósito que representa. A missão do executivo não é apenas comercializar produtos, mas eternizar a marca num mercado no qual a efemeridade é a única constante.

O executivo é, muitas vezes, o principal rosto da empresa, e isso não é uma responsabilidade a ser tomada de ânimo leve. Sua conduta, em qualquer contexto, reflete diretamente na percepção pública da marca e no engajamento dos colaboradores. Quando ele decide assumir o manto de guardião, é como se firmasse um pacto, uma aliança com a história e os valores da empresa. Sua presença é quase onipresente, mesmo nos ambientes mais informais, como redes sociais ou eventos descontraídos. Cada movimento seu é analisado, interpretado e, inevitavelmente, associado à empresa que representa.

Essa associação persona-marca pode ser vista como uma dança delicada. A cada passo, o executivo deve manter-se em harmonia com o ritmo e a melodia da empresa, evitando deslizes que possam soar dissonantes com os valores corporativos. Isso não significa que sua vida pessoal deva ser ceifada pela magnitude da marca; pelo contrário, significa que suas escolhas precisam estar em consonância com a identidade que ele decidiu representar. Como em uma escolha filosófica de vida, ele deve avaliar se a marca ressoa com seus princípios e inspirações.

A liberdade do executivo, então, está em sua escolha inicial. Ao decidir representar uma marca, ele deve se perguntar: esta empresa me representa tanto quanto eu a represento? Há uma sinergia entre a história da marca e a minha história pessoal? Sem essa reflexão profunda, o peso da responsabilidade pode se tornar uma prisão, um fardo difícil de carregar. Pois a marca, uma vez associada a uma imagem, espera do executivo um compromisso quase inabalável com seus valores e missão.

É importante ressaltar que a responsabilidade do executivo de Marketing não se limita ao presente; ela projeta-se para o futuro. Uma marca, muitas vezes, tem uma vida mais longa do que a carreira do próprio executivo. Ela é um legado que precisa ser protegido, nutrido e conduzido de forma respeitosa e criativa. A reputação da marca é como uma delicada peça de porcelana: uma vez trincada, dificilmente será restaurada ao seu estado original. Portanto, o guardião precisa ter em mente que seu papel é garantir a longevidade e a integridade dessa peça.

Nessa jornada, a ética surge como um farol a guiar as ações do executivo. Como em todas as carreiras, compromissos éticos estabelecem padrões de comportamento que a sociedade espera. O gestor da marca não pode se permitir desvios que contradigam os valores que a empresa prega. A coerência entre discurso e prática é o que gera credibilidade e admiração - tanto por parte dos consumidores, quanto dos colaboradores. É essa coerência que transforma a marca em uma entidade digna de respeito e admiração.

No final das contas, o papel do executivo de Marketing é uma escolha de vida. Não se trata de ter sua vida pessoal sacrificada, mas sim de viver em sintonia com os valores da marca que decidiu representar. É uma dança de liberdade e responsabilidade, na qual cada passo deve ser dado com a consciência de que ele está contribuindo para a perpetuação de algo maior do que si mesmo. E essa é a beleza e a complexidade de ser o guardião de uma marca: saber que, ao cuidar dela, ele está, de certa forma, cuidando de uma parte de si.

*Cida Oliveira, diretora de marketing do Grupo Tacla Shopping.



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