quarta-feira, 21 de novembro de 2012

JOGO +1


DE 05 À 09/11/2012, PARTICIPEI DO CURSO COM A BRINQUEDOTECA
PROMOVIDO PARA OS SERVIDORES DA PREFEITURA DO MUNICPIO
DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS. AGORA TAMBÉM JÁ SOU MAIS UMA
EDUCADORA BRINQUEDISTA.

Claudia.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sol queima...


Queremos ser felizes. Ficamos por ai, tantas vezes nos esquivando de tudo que nos faz sofrer. Nos agarrando de uma maneira até mesmo desesperada, em tudo que nos parece ser capaz de atenuar um pouco a falta de felicidade que tantas vezes sentimos... E insistimos em não soltar...mesmo quando constatamos que não é bem aquilo que imaginávamos...que desejávamos...E como consequência, em busca do bem estar, muitas vezes, preferimos ter uma vida tão cheia de mentiras! Fazemos de tudo para alcançar a felicidade, a tranquilidade que tanto desejamos. De tudo mesmo... Até nos enganamos!Ou tentamos... E passamos a agir de forma tão negligente com as nossas percepções...Negamos inúmeras constatações...E ficamos tentando encontrar justificativas para tantas situações “estranhas”... Fazemos de conta que não ouvimos, que não enxergamos! Estamos tão carentes! Tão necessitados de ter alguém do nosso lado! Desenvolvemos um medo tão intenso da solidão!! Mas, um pavor tão grande, que tantas vezes nos coloca submissos, implorando a companhia de alguém. Mesmo que seja uma migalha insignificante de atenção, diante da enorme fome que sentimos, fazemos de conta que nos satisfaz. Desdenhamos o quanto podemos ser importantes, merecedores de um amor verdadeiro, de um relacionamento onde prevaleça o respeito. A sinceridade! Onde o sentimento seja limpo, transparente...e grande de verdade... O nosso cada vez maior sentimento de pequenez, nos faz tão coniventes com formas de relacionamentos tão pequenos... adoecedores... desrespeitosos. E nós vivemos gritando, implorando, suplicando que o outro me aceite, que não me abandone, que fique comigo. E assim, desprovidos de amor próprio, ainda pensamos que é possível, ser amado por alguém. Tentamos negar a lógica incontestável, que só seremos amados, a partir do momento que nos amarmos de verdade... E nesta tentativa desesperada de nos enganar, conseguimos justamente o que num primeiro momento, acreditávamos estar evitando: uma vida pequena, um mal estar constante. Uma solidão incômoda...é...porque a pior solidão que podemos sentir,é quando acreditamos que estamos acompanhados...mas na realidade,não estamos...Dores físicas, as mais variadas, que nos levam a tornar hábito, o uso de tantos ¨remedinhos¨! A cabeça que insiste em sempre doer, resultante da tensão que acumulamos, cada vez que compactuamos com alguém que nos desrespeita (o analgésico está sempre na bolsa, ou no bolso). Dificuldade para dormir (algum remedinho também nos socorre). Apetite, mas falta de vontade de comer (como se a garganta estivesse fechada. Talvez até esteja, pelo tanto que nos obrigamos a engolir!). Por medo da queimadura, usamos uma peneira e nos fazemos acreditar que estamos protegidos do sol forte, na ilusória sombra! E queimadura de sol dói tanto! Incomoda! Causa mal estar!!
  E vamos vivendo assim! Ou pelo menos tentando nos convencer que estamos vivendo...E tem tanta vida por aí para ser vivida...plenamente...de verdade...com alegria...Tanto amor para ser compartilhado...verdadeiro...saudável...

Peripécias e o final de Juvêncio Flores





Peripécias e o final de Juvêncio Flores

Pedro Coimbra

Aquele foi um ano de fatos  estranhos na pequenina Riacho das Flores, no pé da Serra Verde.
O primeiro deles uma luz muito brilhante que rasgou o céu do lugarejo e desapareceu com grande estrondo.
Outro, a Donana, uma solteirona que trabalhava com um tear colonial, ter dado a luz a um menino que chamou de Juvêncio.
Professor Carlão, um homem muito sabido, que era considerado o de maior sabedoria na região, disse que não havia nada extraordinário na explosão.
Para ele era a queda de um meteorito, um pedaço dos céus.
Organizou uma expedição e acabou por encontrar o que restava do fenômeno fincado no solo.
E quanto ao parto de uma virgem, o Professor Carlão, não pretendeu dar sua opinião, pois achava que era um fato muito mais complicado que os casos dos céus.
- É uma graça de bebê! – afirmou Dona Zuzu para quem a mãe levou o nascituro para ser benzido contra mau olhado.
Donana, foi pai e mãe de Juvêncio, trabalhando dia e noite, embalando e ninando-o em todos os momentos.
Ah! Um outro fato registrado pelo escrivão Apolino foi que surgiu no nariz das mulheres mais belas do lugarejo enormes verrugas que não desapareciam com nenhuma simpatia...
Donana era uma mulher cheia de virtudes, quitandeira de mão cheia e em sua casa funcionava um salão de beleza.
Juvêncio Flores foi criado no meio da mulherada e mostrou-se desde pequeno um safado de marca maior.
Adolescente tornou-se o cabeleleiro preferido das mulheres de Riacho das Flores e cercanias, envolvendo-se com todos elas.
Num belo dia, quando estava na cama com a esposa de um maquinista chamado Marcos, produziu estranhos grunhidos, ficou roxo e caiu inerte.
- Juvêncio Flores morreu! Juvêncio Flores morreu – saiu gritando a sem-vergonha...
Seu corpo foi levado para a Capela de Nossa Senhora da Conceição, para o velório do queridinho de todos.
Defronte ao caixão o marido traído não tirava os olhos do famigerado.
Nem bem colocaram o caixão sobre cavaletes, ouviu-se roncos e guinchados, e Juvêncio Flores, interrompeu as rezas de Donana e das outras abandonadas.
- Tô é vivo, gente! – gritou nosso herói, assentando-se todo lampeiro.
Foi quando Marcos, o maquinista, que não aceitara os chifres, gritou:
- Morreu sim, vagabundo! – e tirou da cinta um revólver 38.
Despejou uma saraivada de tiros no corpo de Juvêncio Flores, que caiu sobre os lírios brancos que cobriam seu corpo, definitivamente morto.
Naquela noite Professor Carlão registrou alguns fatos estranhos ocorridos em Riacho da Flores.
O primeiro, um rasgo de luz que cortou o céu da lugar por muito tempo e que ele não soube explicar.
O outro, o desaparecimento de uma hora para outras das verrugas que afligiam as mulheres da vila.
A partir daquele dia, Donana e outra mulheres unidas construíram uma capela dedicada a São Juvêncio, que o Vigário não consagrou, pois havia muitas fotos de Juvêncio Flores, o Cometa de Deus...

Peripécias e o final de Juvêncio Flores





Peripécias e o final de Juvêncio Flores

Pedro Coimbra

Aquele foi um ano de fatos  estranhos na pequenina Riacho das Flores, no pé da Serra Verde.
O primeiro deles uma luz muito brilhante que rasgou o céu do lugarejo e desapareceu com grande estrondo.
Outro, a Donana, uma solteirona que trabalhava com um tear colonial, ter dado a luz a um menino que chamou de Juvêncio.
Professor Carlão, um homem muito sabido, que era considerado o de maior sabedoria na região, disse que não havia nada extraordinário na explosão.
Para ele era a queda de um meteorito, um pedaço dos céus.
Organizou uma expedição e acabou por encontrar o que restava do fenômeno fincado no solo.
E quanto ao parto de uma virgem, o Professor Carlão, não pretendeu dar sua opinião, pois achava que era um fato muito mais complicado que os casos dos céus.
- É uma graça de bebê! – afirmou Dona Zuzu para quem a mãe levou o nascituro para ser benzido contra mau olhado.
Donana, foi pai e mãe de Juvêncio, trabalhando dia e noite, embalando e ninando-o em todos os momentos.
Ah! Um outro fato registrado pelo escrivão Apolino foi que surgiu no nariz das mulheres mais belas do lugarejo enormes verrugas que não desapareciam com nenhuma simpatia...
Donana era uma mulher cheia de virtudes, quitandeira de mão cheia e em sua casa funcionava um salão de beleza.
Juvêncio Flores foi criado no meio da mulherada e mostrou-se desde pequeno um safado de marca maior.
Adolescente tornou-se o cabeleleiro preferido das mulheres de Riacho das Flores e cercanias, envolvendo-se com todos elas.
Num belo dia, quando estava na cama com a esposa de um maquinista chamado Marcos, produziu estranhos grunhidos, ficou roxo e caiu inerte.
- Juvêncio Flores morreu! Juvêncio Flores morreu – saiu gritando a sem-vergonha...
Seu corpo foi levado para a Capela de Nossa Senhora da Conceição, para o velório do queridinho de todos.
Defronte ao caixão o marido traído não tirava os olhos do famigerado.
Nem bem colocaram o caixão sobre cavaletes, ouviu-se roncos e guinchados, e Juvêncio Flores, interrompeu as rezas de Donana e das outras abandonadas.
- Tô é vivo, gente! – gritou nosso herói, assentando-se todo lampeiro.
Foi quando Marcos, o maquinista, que não aceitara os chifres, gritou:
- Morreu sim, vagabundo! – e tirou da cinta um revólver 38.
Despejou uma saraivada de tiros no corpo de Juvêncio Flores, que caiu sobre os lírios brancos que cobriam seu corpo, definitivamente morto.
Naquela noite Professor Carlão registrou alguns fatos estranhos ocorridos em Riacho da Flores.
O primeiro, um rasgo de luz que cortou o céu da lugar por muito tempo e que ele não soube explicar.
O outro, o desaparecimento de uma hora para outras das verrugas que afligiam as mulheres da vila.
A partir daquele dia, Donana e outra mulheres unidas construíram uma capela dedicada a São Juvêncio, que o Vigário não consagrou, pois havia muitas fotos de Juvêncio Flores, o Cometa de Deus...

Desgovernados


por Marli Gonçalves

Se contar ninguém acredita. Não tem dia que você tem vontade de esfregar muito o olho para acreditar no que vê? Ou pensa em enfiar bem forte um cotonete no ouvido para ter certeza que não está entupido, e que você não está louco, não? E me diga se essa semana não bateu recorde, e se o número de sandices ditas pelas autoridades não ultrapassou os limites. Mais do que isso já poderemos decretar calamidade pública! Enchente de saco! Salvem-nos desses governantes!


Eu gosto. Gostaria de poder escrever com mais frequência sobre coisas leves e divertidas, ligadas a comportamento, costumes, mas quem disse que dá? Não dá para escrever sobre flores. Sobre crianças, só se for para recomendar que tampem seus ouvidinhos e não aprendam nada com esses tipos que declaram as coisas nas nossas caras e a gente tem de enguli-las. Tipo fala que eu engulo.

Por onde eu começo? Pelo governador atarantado ou pelo ministro desmedido com cara de sério?

Você, claro, ouviu, viu, leu - foi notícia internacional, para nossa vergonha - que o ministro da Justiça do país chamado Brasil declarou, em alto e bom som, tipo declaração bombástica, que preferiria morrer a ficar preso em uma de nossas cadeias? Pois foi! Ele fez isso. Sendo que, primeiro, as cadeias - realmente péssimas, entupidas, horrorosas - estão sob sua alçada há pelo menos dois anos, e, depois, há dez anos estão nas mãos da sua turma, e ele esse tempo todo ali, firme, sem dar um pio sobre o assunto, que a cada dia só se agrava. Inclusive gerando a onda de violência a que estamos assistindo, e que agora se espalha de São Paulo para outros Estados e até acontecendo em pequenas cidades. O horror dos horrores, tocado por um poder paralelo. E de dentro dos presídios.

Portanto, se eu fosse ele, o ministro, o próprio, com tudo que ele já botou de dedo na cara de outras pessoas, tipo justiceiro padrão, destratou interrogados em CPIs, e pelo conjunto da obra, também não ia querer ir para o presídio, não. Os caras iam realizar a parte que diz que ele preferiria morrer.

Há muitos anos vem se formando nas barbas do governo federal - e há quem acuse até de um certo conluio partidário, mas isso eu não acredito - uma ideologia de justiça paralela, com uma constituição própria, leis duras e que se fazem ser cumpridas a ferro e fogo, organograma de trabalho e agilidade em comunicação. Os caras têm até um vocabulário próprio, com personalidade e sangue tão naturais que gera sem parar palavras e expressões que estão nos raps, nos hips e nos hops da música que já invade nossas casas. Ou alardeada por alto-falantes potentes dentro de carros que apavoram nas ruas das cidades, fazendo até tremer a janela. Uma das palavras mais temidas é o "Salve". E o "Salve geral".

"Salve" é a ordem. De todos os tipos. Inclusive para matar, como confessou um integrante essa semana. Simples assim: ele devia 10 mil reais. Trocou a dívida pelo cumprimento de um assassinato de policial. Ainda declarou que ligou antes para saber se servia se ele matasse um policial civil que achou, ou se tinha que ser militar. Salve geral é ordem para todos os comandados, e não dá para sobreviver dentro do presídio se não o for. Vira uma legião de anencéfalos, zumbis, sem o que ganhar. Sem o que perder mais.

Isso não lembra a vocês certos partidos e movimentos da Europa no século passado, que acabaram por dizimar muitos milhares? Não lembra certo bigodinho? Na imprensa já se fala abertamente no Exército do crime, embora ainda se refiram ao PCC, como aquela "organização criminosa que controla os presídios". Para não fazer marketing.

Aí, como íamos dizendo, com tudo isso, o ministro vai e dá o caldo da canja, tentando sensibilizar o povo em favor dos amigos coitadinhos, aqueles do Mensalão, que já deu o que tinha que dar.

Ah, se fôssemos um país organizado e com vergonha na cara! Ouvi por aí que caberia agora legalmente um monte de ações possíveis, começando uma por improbidade administrativa. Até os criminosos poderiam tentar alguma coisa alegando falta de direitos humanos - já que os mandam para lugares tão infernais assim, como reafirma e admite o ministro.

Mas até agora não ouvi nem vi nada, a não ser tiros, e aqui na esquina de casa. A oposição está dormindo profundamente no seu bercinho cheiroso e seguro. Mamãe só olha e faz cara feia.

Haha! Pensaram que eu esqueci do governador tucano e atarantado de São Paulo que em dois dias poderia vencer o prêmio "Sem Noção" do ano, ou dividi-lo com o ministro? Não! Esse merece o Oscar do desconsolo e falta do que dizer para justificar que o secretário da Segurança ainda esteja lá sentado na cadeira falando em es-tra-té-gi-as, como se a situação não estivesse pegando fogo agora, periclitante! Fora isso, para o governador, o número de mortes, de chacinados e policiais, está dentro do padrão porque somos, segundo ele, em São Paulo, maiores que a Argentina. (?). Os telefones celulares pelos quais são dadas as ordens de dentro das cadeias não podem ser bloqueados - não conseguem. (?). E, inclusive - juro que ele falou isso, pode procurar -, esses celulares são importantes porque servem às investigações, quando são grampeados. (?).

Quer dizer: eles até sabem os números, a quem pertencem, e solicitam - não é chique? - que sejam grampeados, para ouvirem a conversa. Cortar a conversa, a comunicação, o que seria correto, dizem que não dá. Vou contar: sabem que chega a 20 mil reais o preço de um celular que entra no pedaço, dependendo do "lugar" e "prestígio" dos meliantes? Quem será que leva? Por que será que não dá para bloquear?

Hein?Hein? Governo, para que governo? Se hay Gobierno, soy contra! Mas busquei umas frases definitivas. Olha só:

- "Para mim, governo ético não é não roubar e não deixar roubar, isso é obrigação, é ridículo. Para mim, governo ético é eficiente." (Geraldo Alckmin)

- "Se o governo vai bem, todos vão bem. Se vai mal, afundamos juntos." (Luiz Inácio Lula da Silva)

- "O governo da demagogia não passa disso: o governo do medo." (Ruy Barbosa)


São Paulo, cidade tensa, 2012

Marli Gonçalves é jornalista - Fora as bobagens do pessoal da economia do governo. Eles deviam ir fazer umas compras no mercado.


E-mails:
marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O unicórnio no jardim




Pedro Coimbra


Once upon a sunny morning a man who sat in a breakfast nook looked up from his scrambled eggs to see a white unicorn with a golden horn quietly cropping the roses in the garden. The man went up to the bedroom where his wife was still asleep and woke her. "There's a unicorn in the garden," he said. "Eating roses." She opened one unfriendly eye and looked at him.

Era uma vez, numa manhã de sol, um homem que estava sentado à mesa tomando seu café da manhã. Num momento, ele olhou dos seus ovos mexidos para fora da casa e viu um unicórnio branco com um chifre de ouro calmamente comendo as rosas do jardim. O homem subiu para o quarto onde sua esposa ainda estava dormindo e a acordou. "Tem um unicórnio no jardim," ele disse. "Comendo rosas." Ela abriu um olho, não muito amigável, e olhou para ele.
O autor deste texto é James Thurber, que um dia, ao jogar "William Tell" com os irmãos perdeu a visão em um olho, quando uma flecha perfurou-o. Em última análise, ele viveria cego dos dois olhos, mas isso nunca o impediu de escrever ou desenhar. Criador de numerosos New Yorker caricaturas/ capa de revista, tornou-se  um dos maiores humoristas americanos do século 20, dono de inimitável prosa e amplitude de gêneros, incluindo contos, comentários moderna, ficção, fantasia infantil e letras.
Mas, por que diabos escrevo hoje sobre James Thurber?  A principal razão é que no meu primeiro livro escolar de Inglês, havia um texto sobre um unicórnio no jardim, talvez uma adaptação do original.
Minha professora era uma senhora de cabelos brancos, Dona Nair Paranaguá, casada com o também professor Tancredo Paranaguá, da Escola Superior de Agricultura  de Lavras (ESAL) e moravam perto do Hospital Vaz Monteiro, numa rua tranquila onde hoje alojam-se várias clínicas e consultórios médicos.
Foi ela quem primeiro percebeu minha dificuldade de ler o que ela escrevia no quadro negro e me disse que pedisse ao meu pai para me encaminhar ao oftalmologista.
Fiz o exame com o Dr. Geraldo Vilela, hoje octogenário, que detectou minha acentuada miopia e recomendou óculos de lentes esverdeadas.
Não me esqueço do dia que fui buscá-los na tradicional Joalheria Mesquita, na Rua Raul Soares e os coloquei pela primeira. Aquela “cangalha”, como diziam meus colegas, atrapalhava a prática de esportes, mas mudou minha vida que ficou nítida e clara.
Continuei com eles de diversas formas e tamanhos, t entei lentes de contatos e corri de operações corretivas até que tive que fazer uma em razão de um deslocamento de retina no olho direito.
Isso foi a mais de setes anos e agora o olho voltou a me incomodar, sinto que não estou enxergando nada na vista operada.
Espero que meu amigo de adolescência, Dr. Oto Metzger, grande médico das doenças dos olhos se recupere de um problema médico que o atingiu e possa me examinar. E conversarmos assuntos diversos no seu consultório, como sempre fizemos...
            Tenho medo da cegueira, mesmo lembrando-me do Tio Zequinha, parente do meu pai, que já completamente sem visão saía da Avenida Vaz Monteiro e vinha até nossa casa no centro da cidade ou a casa da minha avó Maria do Rosário...
            Na verdade o que me apavora são episódios como o da cegueira temporária de Saulo de Tarso, o “vaso escolhido” por Jesus para a divulgação do Cristianismo.
            Ou em “Un chien andalou” um filme surrealista dirigido/escrito por Luis Buñuel e Salvador Dalí. A primeira cena mostra uma mulher que tem seu olho cortado por uma navalha por um homem.
Quem sabe nossa incapacidade de enxergar o tal unicórnio e outros seres fantásticos esteja ligada a luta em aceitarmos as coisas mais espirituais, acostumados que estamos a realidade que nos diz que pau é pau e pedra é pedra...

MuBE recebe mostra de lambe-lambe

 

Vi[r]e]VER será uma intervenção de trabalho gráfico sobre papel colado diretamente nas paredes realizada pelo Coletivo Água Branca. A exposição fica no museu de 24/11 a 26/12.

 

A partir de 24 de novembro o Museu Brasileiro da Escultura vai exibir a mostra Vi[r]e]VER, uma intervenção de lambe-lambe realizada pelo Coletivo Água Branca. As paredes externas da sede do museu vão ganhar centenas de obras produzidas especialmente para o espaço, partindo de diferentes linguagens como gravura, stencil, pintura, desenho e imagem digital. Alguns trechos do mural serão abertos à interação com o público, através de oficinas de lambe-lambe, realizadas em parceria com a ação educativa do MuBE. A entrada é gratuita e a mostra fica até o dia 26 de dezembro.

Sob coordenação de Hélio Schonmann, Lúcia Neto e Paulo PT Barreto, os coletivos participantes farão cinco intervenções, modificando o trabalho ao longo de um mês e meio. De acordo com Hélio Schonmann, membro da comissão de coordenação da mostra e artista participante, a mostra resolve bem a questão da transferência da linguagem da arte urbana para dentro de um museu. "Muitos dos dilemas que se colocam, no processo de migração das manifestações de arte pública para o espaço museológico, ganham nesse projeto uma resposta que mantém intacta a natureza do lambe-lambe, formato estreitamente vinculado à arte de rua: obra efêmera, colada diretamente sobre o muro".

O lambe-lambe é um formato largamente utilizado na atualidade: trabalho gráfico realizado sobre papel, colado diretamente no muro. De natureza essencialmente efêmera, a colagem será realizada, nesse projeto, com cola CMC (cola de metil-celulose), que permite a total retirada dos papeis, sem deixar resíduos sobre o concreto.

O Coletivo Água Branca, promotor do evento, está trabalhando junto a outros coletivos, realizando interferências periódicas sobre essa intervenção de lambe-lambe, com o objetivo de estabelecer uma dinâmica de respostas e contrarrespostas visuais que adense o processo de diálogo poético.

 

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...