sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Casos políticos daqui e alhures




Pedro Coimbra






 

Terminadas as eleições municipais de 2012, enquanto muitos se debruçam a teorizar como melhorar nosso sistema de representatividade democrática, decepcionados com a aparente renovação das Câmaras de Vereadores, o cronista se debruça em lembranças do folclore político.

Do notável político que foi Israel Pinheiro, forçado a se candidatar ao governo de Minas Gerais, em substituição a Sebastião Paes de Almeida, o Tião Medonho, vetado pela Justiça Eleitoral. Israel Pinheiro, a quem JK delegou a construção de Brasília, foi um dos personagens mais caluniados e difamados do seu tempo. Em 1968, na inauguração de uma estrada próxima a Bocaiúva, o fotografei tentando visualizar os sapatos, o que a proeminente barriga já impedia. Morreu pobre para desilusão de seus desafetos políticos.

Neste mesmo evento a figura do Coronel Mário Andreazza, cabelos grisalhos,bronzeado, trajando uma legitima camisa Lacoste e fumando cigarros americanos, já proibidos na época. Nadou e morreu na praia, nunca alcançando seu sonho de ser presidente da República.

Bocaiúva era a cidade natal de José Maria Alkmin, raposa da política mineira e brasileira, cuja esperteza foi eternizada pelo jornalista Sebastião Nery, que se especializou no tema do folclore político.

Dele se contava que ao chegar a uma cidade abraçou um eleitor e perguntou pelo senhor seu pai.

Assustado o rapaz respondeu-lhe que seu pai havia falecido há muito tempo.

- Faleceu para você, filho ingrato. Pois permanece para sempre na minha memória – respondeu o esperto José Maria Akmin, para o filho estupefato.

Da mesma época o causo que envolve Negrão de Lima, eleito governador da Guanabara na mesma época que Israel Pinheiro.

Cumpriu seu mandato até os últimos dias, protegido pelo Marechal Castelo Branco, pois teria sido o avalista do seu namoro com Dona Argentina, sua esposa, em Belo Horizonte.

Desta época também a lembrança do jornalista e escritor Sérgio Danilo, que teve um piriqipaqui na Assembléia Legislativa, e foi salvo pelo socorro emergencial do médico e deputado Sylvio Menicucci. Logo depois, o Dr. Sylvio Menicucci fez um pronunciamento contra a cassação de JK e acabou perdendo seu mandato político.

Das lembranças locais, o caso da candidatura do tintureiro e líder dos negros lavrenses, José Anselmo, o "Zé da Lina".

Candidato à vereador de Lavras, no dia da apuração passou defronte ao Forum velho, na Rua Benedito Valadares e um amigo, de uma das janelas do casarão fez-lhe um sinal com o dedo indicador.

- Mil votos? – perguntou "Zé da Lina", exultante.

- Não...Um voto – o outro respondeu-lhe, para sua decepção.

Quase todas as cidades do Brasil contam a história do cidadão que se candidata a vereador, e acaba por ter somente o seu voto, com a ausência do da esposa. Dizem que em Lavras tal deslize acabou em pancadaria.

Dois casos muito lembrados são do vereador que disse, durante uma sessão da Câmara Municipal, que teria deixado alguns papéis importantes em sua Nobre geladeira, e o outro de uma equipe de advogados designados para acompanhar as eleições. Chamados por telefone para comparecer no Paulo Menicucci dirigiram-se ao local onde havia vários pessoas sentadas.

Um dele perguntou:

- Nenhuma normalidade por aqui?

- Tudo tranquilo – respondeu o enfermeiro.

Na verdade estavam no local errado. Ali era a Casa de Saúde Paulo Menicucci e a confusão era na Escola Paulo Menicucci...

E para finalizar, a história de Sineval Godinho, candidato a vereador e cujo nome apareceu em primeiro lugar em uma pesquisa.

No frigir dos ovos, Sineval que hoje faz campanha no céu, foi o último colocado...

É PRECISO SABER CONVIVER

 

Viver em condomínio não é fácil! Às vezes a gente briga até com o espelho!

O desafio está em abrir mão da conveniência pessoal em nome da boa convivência. Daí a necessidade de regras, que devem ser acordadas dentro da legalidade e por consenso ou, na falta deste, maioria. No entanto, não basta criá-las: elas devem ser acatadas enquanto vigerem, inclusive pelos responsáveis por sua aplicação!

O que se espera é que, ao menos em condomínio, haja a democracia que infelizmente ainda não conhecemos na política, e não um simples exercício de poder, individual ou sectário, com excessos ou omissões.

Regras são "chatas", mas necessárias! E não podem depender da conveniência de cada um ou de motivos transitórios. Também não podem ser cumpridas apenas por quem concorda com elas ou objeto de "desobediência civil", pelos discordantes, que ainda se incomodam, magoam ou clamam seus "direitos", quando sofrem as consequências de sua infração.

Um condomínio é composto por pessoas de várias idades, origens, profissões, credos... Uns têm filhos, outros não. Há os que trabalham de dia, à noite ou são aposentados. Tem os reclusos e os festeiros. Enfim, há gente de todos os tipos, com gostos e vontades que não podem ser simplesmente impostos aos demais, principalmente nas áreas comuns.

Quem tem filhos pequenos, hoje, e cobra que eles tenham liberdade para fazer o que quiserem, a qualquer hora e mesmo longe de seus olhos, para seu sossego; amanhã pode querer o silêncio e a paz que os que já os criaram ou decidiram não tê-los anseiam. Quem tem animais de estimação, que passam o dia todo lamentando a falta do dono, também. Quem faz festas em casa, até altas horas da madrugada, com música no último volume e gritaria, idem.

Há os que argumentam que escolheram morar em tal lugar, porque acharam que ali poderiam viver do jeito que queriam, como se isso fosse uma condição indiscutível, um direito absoluto.

Pois é, outros também o escolheram, só que por outros motivos. Daí a necessidade de criar normas de convivência, que implicam abrir mão de alguma coisa, em nome do bem viver.

Regras... Elas seriam desnecessárias, se as pessoas tivessem suficiente bom senso para buscar o consenso, e não apenas a prevalência de suas vontades.

Essa consciência evitaria desinteligências, rancores e disputas pessoais ou grupais. Transformaria essa casa parcialmente coletiva em algo próximo do paraíso, onde cada vizinho não seja visto como o "chato de galochas" que mora ao lado, em cima ou embaixo, ou alguém para se evitar, no elevador; mas pessoa com quem conversar, confiar e, porque não, confraternizar. Afinal, onde moramos deve ser qual porto seguro: refúgio do trabalho estafante e das agruras da vida, e não mais um foco de estresse.

Nesse sentido, o sonho de uns não pode ser o pesadelo de outros.

Pois é... Mas, às vezes, brigamos até com o espelho!

Já seria um bom começo, em vez de brigar, "conversar" com ele...


Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário, Conferente e Compositor

Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa)

Leia outros textos do autor e baixe gratuitamente os livros digitais: Sobre Almas e Pilhas e Dest Arte em: www.algbr.hpg.com.br

Conheça as músicas do autor em: br.youtube.com/adilson59

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Você pode colaborar...

A maneira como tem caminhado o mundo, muitas vezes, nos deixa com uma sensação incômoda de desânimo. São vários acontecimentos diários que presenciamos, ou que ficamos sabendo, que nos causam profunda indignação e nos deixam surpresos. Assustados...Muitos deles chegam a nos causar até mesmo desespero, tamanho absurdo nos parecem. É aquela pessoa que se aproveita, por exemplo, do cargo que ocupa para trapacear os outros, para humilhar e diminuir os que trabalham com ela, ou que precisam dos serviços dela. Ou ainda, são pessoas que tratam mal os familiares, principalmente quando dependem financeiramente delas. Mas, não podemos nos esquecer que o mundo é formado por pessoas.
E você leitor, é uma pessoa, portanto, faz parte dele! Você pode quebrar a corrente, dando a sua colaboração (ou fortalecê-la ainda mais,repetindo vários comportamentos que considera absurdos no outro). Fazendo diferente de tudo aquilo que você condena. Se negando a repetir com o outro, comportamentos que lhe causaram mal estar.Por exemplo, você gosta de ser enganado, de ser traído? Com toda certeza, sua resposta é não! Então, procure lembrar-se sempre disso, e encaminhe sua vida guiado pela ética, pela verdade, pois assim, você não vai precisar enganar ou trair ninguém! Nem você mesmo! Você se sente bem, quando é desrespeitado, quando não tem o seu valor reconhecido? Mais uma vez, posso afirmar que sua resposta também é não! Portanto, preste atenção na maneira que você tem conduzido seus relacionamentos, na forma como você tem se posicionado diante das pessoas,
Nas situações que  Quando, por necessidade profissional, ou mesmo por envolvimento afetivo, é necessário conviver com pessoas prepotentes e arrogantes, que se dirigem a você de forma autoritária, gritando, sem um mínimo cuidado com seus sentimentos? Eu tenho certeza, que você, assim como eu, considera a convivência com pessoas que agem assim, horrível, extremamente desgastante e nociva. Preste atenção nos seus relacionamentos, para não repetir. Repare em como você se dirige às outras pessoas. Que postura de corpo você adota, qual o tom de voz você usa, quais as palavras você pronuncia, que gestos você direciona para o seu interlocutor... São pequenos detalhes, mas que dizem muito! Que podem provocar um profundo bem estar, quando você conduz seus relacionamentos, pautados pelo respeito, pela verdade, pelo cuidado, e mais que tudo isso, pela capacidade de se colocar no lugar do outro... Ou ainda, um mal estar extremamente desagradável, quando você se “esquece” de considerar e respeitar o outro...  Igual, ou bastante parecido com o sentido por você, quando vivencia uma situação igual...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Voltar no tempo


Pedro Coimbra

ppadua@navinet.com.br




Desde que recentemente eu disse que todo escritor era um mentiroso, as pessoas andam olhando-me de esguelha, como se eu fosse um mitomaníaco constantemente a espreita para atacar a dura realidade.

Outra dia contei para o repórter Marco Aurélio Bissoli sobre o dia em que estava no apartamento do cineasta Mario Fiorani e da Marilu, sua mulher, localizado na Rua República do Peru, em Copacabana.

Que era sábado, tenho certeza, porque os “open bar”, verdadeiras baladas, só aconteciam neste dia da semana.

Das mulheres não se exigia nada, a não ser beleza, inteligência e dos homens um litro de qualquer bebida.

O apartamento era enorme, construção antiga, do início dos anos cinquenta.

Os grandes temas eram o cinema, teatro e música. Naquele espaço davam o “ar da graça” gente de cinema, das artes dramáticas, cantoras e cantores, agitadores culturais e políticos, o que fazia dali um “point” conhecido no Rio de Janeiro.

Certo dia, flanava eu por ali, quando alguém, se lembro bem, o cineasta Leon Hirzman, autor de “A falecida”, mais um pequeno grupo me convidou para acompanhá-los a um apartamento onde iriam ouvir uma audição de uma cantora baiana recém chegada à Cidade Maravilhosa.

Jovem e com algum outro interesse imediato em algum “rabo de saia” agradeci o convite e fui fazer um “tour” pela sala.

Ao voltarem me disseram que a moça era muito tímida, cantava tão bem como João Gilberto e se chamava Maria da Graça...

- Meu Deus!- diz Bissoli, que chama Caetano de Caê e Milton Nascimento de Bituca – A maior cantora do Brasil! Maior do que Elis Regina... – ele diz.

E deve estar pensando até hoje como perdi essa oportunidade de conhecer Maria da Graça Costa Penna Burgos, a Gal, em começo de carreira e sem toda aquela “proteção” que é dispensada as estrelas.

Reviver fatos do passado sempre é bom, como aconteceu reencontrar depois de anos Aloísio Teixeira Garcia, ícone da nossa juventude como militante do movimento estudantil em Minas Gerais.

Na vida pública, foi Secretário da Educação e da Cultura, Presidente da Cohab, do IBC, da UMA Centro Universitário e da Faculdade de Ciências Gerenciais de Manhuaçu.

É também membro da Academia Mineira de Letras e Cultura de Minas Gerais e presidente da Federação das Academias de Letras.

Muito simpático, Aloísio, filho do farmacêutico Antônio Teixeira, de quem meu pai alugou um andar do sobrado abaixo da Padaria Rocha, nos idos de 61, me encaminhou um livro singelo, com oitentas páginas, intitulado “Poesias tardias”.

Na apresentação ele fala sobre o Gammon, as 13 disciplinas que faziam parte do nosso dia a dia, do meu tio Roberto Coimbra, Mestre em Português e de suas peripécias no tempo em que era presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCML) e um pouquinho de nada de sua vida naquele tempo de radicalismo.

Mostra também que ser político e gestor não significa colocar uma pedra sobre arroubos do espírito e verseja tranquilidade ao dizer: “Há grandes vícios/que levam a precipícios./Há lugares ermos/onde só ficam enfermos.../O juiz tira a toga da razão/e o inocente só tem ali desilusão!/Vivi tempos de gloria/e deles tenho na mente a memória.”

Vale, e

domingo, 7 de outubro de 2012

Minha Carochinha querida, por Marli Gonçalves

 
Sempre, e olha que eu nasci faz muito tempo, pensei na Carochinha como uma pessoa que inventava histórias infantis; pensava em uma velhinha bondosa de voz doce. Mas também sempre a associei a quando tentam me enrolar, mentindo, fantasiando, gaguejando.Tadinhas das crianças que ainda somos.



É a proximidade da data da qual sempre gostei muito, porque sempre ganhei ou mesmo me dei algum presente bobo, que está trazendo à tona memórias do tempo do onça. Pronto. Desenterrei mais um termo. Quanta coisa em um só dia, 12. Dia da Criança. O feriado é por causa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira desta pátria, embora pouca gente lembre porque é que não vai trabalhar e vai emendar este ano, com sexta e tudo. Também descobriram a América num dia desses, Dia Nacional da Leitura, entre outros tantos comemorativos que se instituem, todos os dias, principalmente para passar o tempo, nos parlamentos.

Somei tudo e lá veio a Carochinha, de quem recordei bastante esta semana enquanto ouvia o voto do revisor, ministro Lewandowsky, no STF. Engraçado. Não por ele ter absolvido o José Dirceu, que isso era esperado, mas porque ele passou horas dando uma volta, fazendo rodeios, esticando a conversa, a história, os personagens.Era uma história para boi dormir. Parecia uma criança quando não diz a verdade, desviando os olhos, algo trêmulo, algo tenso. Parecia estar fazendo birra, batendo pé: "Nem te ligo!" "Bem feito, seu nariz tá com defeito!"

Com todo o respeito, que ninguém chega lá em cima, na corte máxima, por acaso: até seus amigos de classe zoaram com ele, como fazíamos na escola com aqueles que puxavam o saco dos professores ou do diretor. Terá ele querido chorar? Terá lido alguns comentários que pipocaram na internet? Visto os desenhos e montagens que fizeram com sua cara? Terá conseguido sorrir, ao menos?

Mas voltando à Dona Carochinha que se existisse estaria boba de ver como é que as histórias vêm sendo contadas para os brasileirinhos e brasileirinhas, vejo que mesmo adultos continuamos sendo tão tutelados que parece que somos incapazes de perceber a realidade. O governo dá ordens, a presidente ralha, o ex faz "fusquinha". A imprensa quer orientar nossos pensamentos e ideais, seja para um lado, para outro, ou melhor ainda, para nenhum, apenas para uma idiotia, se é que isso existe. Querem separar o que lemos, o que vemos. Até legenda repete a imagem.

Nada melhor do que dar boas gargalhadas disso tudo. Para aguentar o tranco até o fim de nossos dias temos de buscar nossa criança interior, ou se você já a abandonou tente as memórias - certamente, por pior que tenha sido sua infância, as tem. Lembrará do primeiro amor, aquele que meio inconsciente nos deixava tontos. Do primeiro dodói? Da primeira perda? Daquele brinquedo velho e sujo que, um dia, quando voltou da escola ele tinha sumido e nunca ninguém lhe deu satisfação? Dos medos? Dos que tinha e dos que não tinha. Mas agora tem.

Você, acaso, fazia um diário? Sabe onde está? Na minha época as meninas faziam um álbum, bonito, que passavam para as amigas de classe, que nele escreviam algo para a eternidade, como numa cápsula do tempo, invariavelmente pintadinho com lápis coloridos, lápis de cor. Poeminhas, nada que não fizesse hoje muito sucesso no Facebook como pensamento pueril. Outro dia achei o meu: era verde, com capa de madrepérola. Dentro dele achei também um hábito idiota, de adolescente: algumas guimbas de cigarro, acreditem, que certamente haviam sido fumados escondidos por amores de época, mas que não estavam identificadas. Meu livrinho não tinha cadeado, como o da maioria, por medo da famosa invasão de privacidade, a devassa que todos os pais faziam nas nossas coisas, sempre com o famoso aviso: "Não aceite nada de ninguém, nem bombom". Mas nunca ninguém me ofereceu nem bala. Havia uma lenda que dentro dos doces "eles" entuchavam uma droga. Hoje é a droga que é chamada de bala. Ironia.

Infância, infância, não tive muita, sempre criada no meio e no centro de São Paulo, e no tempo que a dita cuja ditadura comandava as avenidas e as informações. Sem muita saúde, brincava quietinha, sozinha, criando histórias com pequenas bonequinhas que fazia com Bombril, assistindo Cidinha Campos, pimpampum, desenhos com uma bolinha branca que pulava cantando em cima da letra de alguma música. Estudava e era boa aluna.

Interessante também é lembrar de quando perdemos essa infância. Para mim não foi no primeiro soutien, coisa que até hoje odeio, nem mesmo na primeira menstruação. Foi a vida: o suicídio de um amigo que tinha tudo, o que me fez pensar em porquês; foi a separação social - ricos não andavam com pobres; foi a separação religiosa: judeus, para muitos pais, não andavam com goys (não-judeus), e um dia minhas amigas não puderam mais falar comigo. Foi também uma tentativa de abuso sexual feita por um eletricista horroroso me puxando para o seu colo. Foi me dar conta da maldade humana.

Foi quando eu percebi que não acreditava mais nas histórias da Carochinha. Que não havia faz-de-conta.

São Paulo, onde é difícil ser criança, 2012




Marli Gonçalves é jornalista- Escrevendo este artigo lembrei de uma palavra que era uma obrigação, meio que uso aqui, porque talvez até hoje esteja no meu inconsciente: o cabeçalho. Tinha de estar lá em cima da página de tudo o que fazíamos. O meu seria assim, há quase 50 anos: Externato Luiz Magnanini, dia 12 de outubro de 1966, escrito com letra bem bonita. Tudo era mesmo muito rígido.

sábado, 29 de setembro de 2012

Mágoa...rancor....ironia...



Cada um vive e convive da maneira que dá conta. Cada um age e reage da maneira que acredita ser a melhor. Somos o que aprendemos ao longo da vida, com as situações e vivências pelas quais passamos.

Somos seres diferenciados, repletos de características únicas, mas por outro lado, existem grupos de pessoas que apesar de não serem completamente iguais, apresentam muitas características em comum.

Existem pessoas que apresentam uma enorme capacidade de superação, de não se deixarem abater facilmente. Passam muitas vezes por situações de vida desagradáveis, são tantas vezes injustiçadas e desrespeitadas, mas não perdem o otimismo, não desistem de acreditar. Geralmente são pessoas agradáveis, simpáticas, de bem com a vida

Outras desenvolvem um sentimento nocivo de vingança. Se tornam desagradáveis.

Os amargos e rancorosos, por exemplo. Amargura é um sentimento horrível de se carregar. Ele corrói a pessoa, causa imenso desconforto a quem insiste em cultivá-lo, e quase sempre atinge todos aqueles que convivem com o amargurado.

Algumas pessoas insistem em viver amargas, em cultivarem o rancor, em não conseguirem resolver os próprios problemas, em se recusarem a superar situações desagradáveis que viveram. Estas pessoas sempre demonstram uma necessidade imensa de espalharem pela vida afora todo o veneno que carregam, por serem rancorosas, por terem algum dia, passado por situações nas quais se sentiram agredidas.

E por se colocarem como incapacitadas de superação, se comportam de maneira até mesmo infantil, tamanha necessidade que demonstram ter em criar polêmicas, em causar desconforto, em horrorizar!

Muitas vezes assumem a postura de sempre serem sarcásticas, irônicas, debochadas. Desenvolvem muitas vezes, um apurado e sempre crítico senso de humor. Não aquele senso de humor saudável, agradável, e tantas vezes necessário nas mais variadas situações. Mas um senso de humor negro, carregado de premeditada maldade, direcionado sempre para atacar e ferir alguém.

Outras vezes, se tornam vingativas. Não conseguem superar o mal que sentiram um dia, diante de determinada situação. Não perdoam quem as fez se sentir humilhada, e o que é pior, passam a acreditar que todos são culpados pelo sofrimento que passou, e disparam agressões, em quem quer que seja, de variadas maneiras, sempre que conseguem uma oportunidade.

E quando não existe a oportunidade, insistem em criá-la. Só para satisfazerem a necessidade mórbida que sentem, em descontar, em propagar a frustração e o rancor que cultivam com muito cuidado e zelo.

Estas pessoas, muitas vezes chegam a ser inconvenientes, a criarem situações que surpreendem aos envolvidos, tamanha a aparente falta de lógica e de motivo para tanta agressividade e veneno que desprendem.

São movidas unicamente pelo desejo de vingança. Agem muitas vezes de forma maldosa, não por serem más, mas pela necessidade de se protegerem, de não deixarem transparecer exteriormente a imensa vergonha que sentem interiormente. Precisam aparentar que são inatingíveis, fortes e superiores, porque se sentem imensamente frágeis e inferiores.

Morrem de medo de serem descobertas!

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