Dizem que “tudo que é bom, dura pouco”, ou ainda que “tristeza não tem fim, felicidade sim”. Muitas pessoas vivem, tentando se convencer disso. E algumas são tão convincentes, que acabam acreditando!
Acredito que nós é que valorizamos pouco os acontecimentos bons, mas em contrapartida, sentimos intensamente e damos uma importância imensa a tudo que nos causa desconforto e sofrimento.
Dê uma paradinha agora, e tente enumerar na sua mente, os episódios de tristeza pelos quais você passou nas últimas semanas.
Talvez você tenha se desentendido com alguém que você gosta (quando está em harmonia, com esta mesma pessoa, você consegue pensar nisso, e valorizar?), ou o ambiente no trabalho não está tão tranqüilo, como você gostaria que estivesse (você se lembra de sentir alegria quando está tudo correndo bem?) .
Tente se lembrar, da intensidade com que você vivenciou este sentimento, de quantos acontecimentos bons você deixou de perceber, de quantas sensações boas você se negou de sentir, pela falta de espaço na sua mente, já que ela estava quase que totalmente tomada por negativismo e por pensamentos dolorosos e aflitos.
Será que você tem conseguido dar tanta importância aos episódios de felicidade também?
Será que o sentir-se feliz para você, é tão importante e tão valorizado, quanto o sentir-se triste?
Nos últimos tempos, em quais situações, você consegue se lembrar, que conseguiu ser feliz? E nestas situações, será que você realmente teve a percepção deste sentimento e se deixou ser envolvida por ele?
Espaço de discussão da revista virtual Partes (www.partes.com.br) Entre e deixe seu recado
terça-feira, 17 de julho de 2012
Pátria de chuteiras
Consta que Nelson Rodrigues afirmou que a Seleção Brasileira é a "pátria de chuteiras"...
Confundir pátria com esporte é algo meio delicado, embora potências mundiais invistam pesado nesse âmbito, para demonstrar superioridade.
Ocorre que, recentemente, vários meios de comunicação noticiaram que advogados da FIFA teriam alegado, num tribunal europeu, que a corrupção é comum em países sulamericanos e africanos. E isso não apenas no futebol, mas em toda atividade profissional, afirmando que a propina faria parte do "salário" da maioria dessas populações!
Essa é a imagem que fazem de todos nós?
Graças a corruptos que ocupam alguns cargos-chave e a picaretas nacionais que se autoexportam para o mundo, sim: no geral, eles pensam assim sobre nós.
No entanto, certos países desenvolvidos nos dão alguns exemplos a seguir:
Na Itália, eles punem e rebaixam times que participam de falcatruas. No Japão, empresários e políticos corruptos flagrados se suicidam, por vergonha!
E quanto ao Brasil?
Pois é, aqui, no futebol como em outras áreas, às vezes os inocentes é que são punidos. E, não raro, os culpados são até premiados!
Hoje, há interesses de mercado extremamente fortes no esporte.
Sempre houve, é verdade. Mas é difícil provar irregularidades, a não ser que alguém de dentro denuncie.
No entanto, generalizar o que fazem os atores desse submundo corporativo para nações e continentes é preconceito da pior espécie! Só falta alegarem que seus clientes são "vítimas da sociedade".
A esmagadora maioria desses povos injustamente acusada por esses "defensores" é trabalhadora e honesta! Só é pena que ela não consiga esmagar a corrupção que a assola, talvez por trabalhar demais e, para muitos, o esporte ser meio de fuga dessa roda-viva.
Quem sabe por isso, haja tantos fanáticos por futebol, facilmente manipuláveis.
Que absurdo: para justificar propinas milionárias recebidas por pouquíssimos, culpar centenas milhões de seres humanos, que ganham salários de fome!
Alguns deles são culpados, sim! Culpados por gastarem o pouco que ganham com seus times, às vezes deixando o conforto e, até, a dignidade de suas famílias em segundo plano. Culpados por "saírem no braço" com torcidas adversárias, com ou sem encontro marcado, ferindo e matando em nome de sua "paixão". Culpados por aceitarem ser manipulados nessa nova versão do "pão e vinho" romano.
Bem que poderia ser... Desde que os polegares para baixo fossem para os que orquestram esse espetáculo. Eles, sim, merecem ser jogados aos leões, inclusive do Imposto de Renda.
Chamar países e populações inteiras de corruptos para defender clientes? Será que os defendidos concordaram com essa forma de defesa, que denigre a imagem de milhões para justificar opções de caráter exclusivamente pessoal?
Para tudo há um limite! Mas, considerando a boa índole dos brasileiros, talvez ainda convidem essas "personas" para comer um churrasco por aqui...
No entanto, o certo seria a "pátria de chuteiras" começar a chutar alguns traseiros!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Pelo fim da censura às biografias
(*)Newton Lima
Nas últimas semanas participei de dois eventos que reuniram grandes nomes da literatura e do mercado editorial brasileiros: a Festa Literária Internacional de Paraty e o encontro de escritores da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Nas duas ocasiões, tive a oportunidade de defender o Projeto de Lei (PL 393/2011) que propus logo que assumi uma cadeira na Câmara Federal, sugerindo a ampliação da liberdade de expressão, informação e acesso à cultura na divulgação de dados biográficos de pessoas cujos atos sejam de interesse da coletividade.
O referido projeto – em tramitação na Câmara – altera o artigo 20 do Código Civil, que estabelece que “(...) a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas (...) se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade (...)”. Em meu projeto tento acabar com esse resquício de censura determinando que a mera ausência de autorização não impede a divulgação de imagens, escritos e informações com finalidade biográfica da pessoa cuja trajetória pessoal ou profissional esteja inserida em acontecimentos de interesse da coletividade.
Muitos poderão questionar se isso não configuraria um caso de conflito entre os dois direitos constitucionais: o da liberdade de expressão e o da privacidade e à imagem. Entendo que não, por um motivo muito simples: as personalidades são pessoas cujas trajetórias profissionais e pessoais confundem-se e servem de paradigma para toda a sociedade. Por sua posição de destaque, elas influenciam condutas e decisões de diversos seguimentos sociais, que valorizam as escolhas pessoais realizadas por tais “celebridades”, muitas vezes até reproduzindo-as.
Nossa legislação, entretanto, não faz qualquer distinção entre pessoas públicas e demais cidadãos desconhecidos. Em outros países, como Inglaterra e Estados Unidos, o fato das personalidades frequentarem constantemente a mídia diminui o seu direito de imagem e privacidade, tornando lícitos, por exemplo, a publicação de biografias sem a necessidade de prévio consentimento. Nesses países, os interesses da coletividade em ter acesso às informações são garantidos pela não-exigência de autorização para a publicação de biografias.
Vale enfatizar que essa não-exigência de autorização não significa atentado à dignidade da pessoa humana, garantido pelo artigo 1º, III, da Constituição Federal. Bem como permanece garantido o direito ao nome, previsto pelo artigo 17 do Código Civil. Eventuais conflitos destes direitos devem ser dirimidos no âmbito da Justiça, onde os tribunais proferem suas decisões à luz dos fatos concretos.
Em um mundo cada vez mais globalizado, em que o acesso irrestrito à informação torna-se inevitável, a censura às biografias representa um antiquado cerceamento do direito de expressão tão caro aos brasileiros. Que o digam os fãs de Mané Garrincha, Roberto Carlos, Di Cavalcanti, entre outros, que viram as obras sobre seus ídolos serem brutalmente censuradas.
A liberdade às vezes incomoda, mas as restrições a ela, como nos ensinou a experiência da ditadura, acabam nos levando às trevas.
(*) Deputado Federal (PT-SP), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, ex-prefeito de São Carlos e ex-reitor da UFSCar
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Santos, no Senado...
Para aumentar número de jovens leitores é preciso fazer ligação entre internet e literatura, diz professora
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A ampliação do hábito da leitura entre estudantes brasileiros requer a existência de mediadores preparados que entendam as novas ferramentas tecnológicas para levá-los a fazer a ligação com o mundo em que vivem por meio da literatura. “Nós temos poucos mediadores aptos a entrar neste diálogo, nestes suportes, nestas novas linguagens e que tragam uma herança cultural vastíssima”, disse a diretora adjunta da cátedra Unesco de Leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Eliana Yunes.
Na avaliação de Eliana, que criou a cátedra de Leitura na PUC-RJ em parceria com a Unesco, os estudantes, mesmo no uso da internet, podem dedicar mais tempo à escrita e à leitura do que teriam as pessoas há cerca de 20 anos. “Eles são obrigados a ler, a escrever, a se comunicar”, declarou à Agência Brasil.
Eliane admitiu, contudo, que sem uma mediação adequada, “existe uma simplificação do uso da língua”. A leitura dos estudantes que estão conectados às redes sociais acaba circunscrita a um universo muito estreito ao qual eles têm acesso com facilidade. “Está na onda, está na moda. Tem a coisa da tribo, do grupo”, disse. A professora disse que essa leitura, porém, não têm a densidade necessária para levar os alunos à formação de um pensamento crítico.
Segundo Eliana Yunes, falta a esses estudantes um trabalho de ligação com a leitura criativa ( presente na literatura, por exemplo), algo que pode ser feito pelas escolas e até pelas famílias. “Falta uma mediação que permita que esses meninos tenham acesso, mesmo via internet, a sites muito bons de poesia, de blogs,pequenas histórias, de museus, que discutem música, história”. Sites que, segundo Eliana, permitem que os alunos saiam desse “chão raso” e possam ser levados para uma experiência criativa da linguagem.
“Quem não lê tem muita dificuldade de escrever, de ampliar o seu universo de escrita, de virar efetivamente um escritor”. Como eles têm pouca familiaridade com a língua viva, seria necessário que os adultos se preparassem melhor, buscando conhecer esta nova tecnologia para que a mediação, tanto pela escola como pela família, pudesse ser exercida de forma a partilhar com os alunos leituras de boa qualidade.
A professora disse que a mediação restaura o fio que liga o passado ao futuro no presente destes estudantes. Ela reiterou que a falta de conhecimento de professores e pais desses suportes modernos de comunicação e a falta de habilidade de envolver alunos em uma discussão de um universo mais rico impedem meninos e meninas de desfrutarem uma herança cultural, “da qual eles são legítimos herdeiros”.
“Acho que a questão da escola passa pelo problema da mediação. Se nós não formos leitores de várias linguagens, de vários suportes, nós perderemos realmente o passo com esta geração, que está velozmente à nossa frente, buscando outras linguagens, outras formas de comunicação”. É preciso, sustentou, que os estudantes percebam que a literatura não é um peso ou uma obrigação. “Literatura é vida”.
Para Eliana, a literatura faz falta porque desloca o olhar das pessoas de uma coisa “líquida e certa”, para um lugar de reflexão, de discussão sobre o mundo e a vida humana. Isso pode ser encontrado não só no livro impresso, em papel, como também no livro digital. “Este jogo contemporâneo é muito rico”, disse. “Quanto mais suportes a gente tiver para a palavra escrita e para abrigar a reflexão sobre a condição do ser humano, melhor a gente vai poder abraçar as várias modalidades, que estão vivas, da palavra”.
Pesquisa - De acordo com pesquisa efetuada pelo Instituto Mapear para a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro com 4 mil estudantes e 1,2 mil responsáveis, 93% dos alunos do ensino médio da rede pública do estado tinham celulares em dezembro de 2011 e 78% possuíam computador, sendo que 92% tinham acesso frequente à internet.
Em contrapartida, 14% dos alunos declararam não ter lido nenhum livro nos últimos cinco anos. Entre os que não leram nada, 17% residiam no interior e 12% na região metropolitana. Um livro foi lido no período por 11% dos estudantes; dois ou três livros por 26% e quatro ou cinco livros por 17%.
Entre os alunos que leram mais que um livro em média nos últimos cinco anos, a pesquisa registrou que 14% leram entre seis e dez livros, 8% entre 11 e 20 e 10% leram mais que 20 livros em cinco anos.
Edição: Fábio Massalli
sábado, 7 de julho de 2012
A química de cada um de nós
Pedro Coimbra
Miúcha
me disse, num final de semana passado em Monte Verde, que o que nos unia era a química.
Será verdade? Pesquiso e
constato que o corpo humano é composto por 21 elementos da Natureza, que talizam 96. E que 95% da massa corporal é
formada por 4 elementos: oxigênio, carbono, hidrogênio e nitrogênio.
Enquanto Miúcha e eu rolamos pela cama e pelos tapetes vermelhos
raciocino se esses elementos presentes em mim são capazes de substituir o que
chamamos de afetividade.
Minha tia Tetê, uma solteirona de mão cheia, funcionária aposentada da
Caixa Econômica Federal, tornou-se uma espécie de protetora da família e guru
sentimental.
Diziam, e as fotos não desmentiam, ter sido uma das mulheres mais bonitas
da cidade.
Teve só um grande amor, Lipinho, nomeado Fiscal de Rendas, sem concurso,
por políticos. Era o que chamavam então de “pé de valsa” e todos diziam que ele
e Tetê haviam nascido um para o outro.
Seria essa a tal química perfeita?
Tia Tetê não gostava de conversar no assunto, principalmente como Lipinho
desaparecera de sua vida.
Tudo acontecera numa terça-feira, e por isso ela detestava esses dias da
semana.
O melhor dançarino da
cidade, sua paixão, fez as malas, abandonou um emprego duradouro, tomou a
“jardineira” para a Capital e foi se refestelar nos braços de Mercedes, uma
dançarina espanhola que morava na Casa da Zezé, o mais famoso prostíbulo de
Minas Gerais.
Para
uma sobrinha mais espevitada que insistiu muito ela contava como tudo tivera
fim.
Mercedes
não era uma mulher para um homem só e corneava Lipinho a torto e a direito.
- Ia além de suas
funções de mulher dama – explicava ruborizada tia Tetê.
Numa noite de lua cheia,
Lipinho estava bebendo um chope na Cantina do Lucas,
no Maleta, quando entrou um tal de Dudu.
Os dois eram
muito fortes e logo batiam boca por Mercedes, até que Dudu sacou um revólver e
crivou Lipinho com vários balaços.
-
Testemunhas disseram que Lipinho se arrastou ainda até a esquina da Avenida
Augusto de Lima e Bahia antes de morrer – dizia com lágrimas nos olhos.
Foi ela quem
pagou o translado, velório e enterro com um terno novo, guardando no seu
breviário uma recordação da Missa de Sétimo Dia que mandou rezar na Igreja das
Mercês.
- Mas, tia,
existe a química no amor, ou não?
Antes que
responda chego a conclusão que a afirmação é uma grande balela e que o amor
está mesmo condicionado a nossa empatia pelo outro, nossa capacidade de
dividirmos emoções e aí, deixarmos que funcionem aquelas nossas glândulas animais primárias.
Essa
história da
química de cada um de nós é apenas uma maneira de escamotearmos as verdadeiras
virtudes necessárias a longevidade dos nossos relacionamentos.
Ah! E para terminar vou
atrás de alguém que supra a minha falta de lítio...
Pois, como diz a poeta Cláudia Banegas, “ Para amar é necessário apenas
ter um coração... sem mais, nem menos.”
Assinar:
Postagens (Atom)
Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins
Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a Embrapa marca presença n...
-
Agência Brasil030712 ANT1914 Brasília - O presidente do Senado, José Sarney, recebe o presidente do Santos Futebol Clube, Luis Álvaro de Oli...
-
Autor: Dhiogo Caetano Não sei se vivemos ou tentamos sobreviver. Viver é enfrentar as múltiplas diversidades da vida; viver é ser livre me...