quarta-feira, 30 de maio de 2012

Vênus transitará pelo Sol no dia 5, provocando fenômeno raro


Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Em menos de uma semana, os admiradores do espaço sideral terão uma oportunidade única: observar a passagem do planeta Vênus pelo Sol. O fenômeno ocorrerá no próximo dia 5 em praticamente toda a Terra, segundo a agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa. De acordo com os especialistas, os trânsitos de Vênus são raros e ocorrem aproximadamente a cada século. A previsão é que o fenômeno não se repita até 2117.
O fenômeno começará por volta das 15h na região do Pacífico (16h em Brasília). A Nasa informou que a passagem de Vênus pelo Sol poderá ser observada em alguns países a olho nú, como o Chile, por exemplo. Os especialistas recomendam que o fenômeno não deve ser observado diretamente (sem proteção), pois a luz é intensa.
A orientação, segundo os técnicos, é usar um tipo de proteção. Os que tiverem oportunidade podem procurar os clubes de astronomia que dispõem de telescópios solares, específicos para a observação de fenômenos como o que ocorrerá no dia 5. De acordo com  especialistas, a imagem é do Sol em vermelho dominado por Vênus.
Pelos dados da Nasa, os primeiros trânsitos de Vênus foram identificados no século 18. O astrônomo Edmund Halley observou os movimentos de Vênus ao analisar o Sol e a Terra. Em 1760, o navegador e cartógrafo inglês James Cook foi enviado pelas autoridades da época para observar os trânsitos de Vênus do Taiti.
Mais informações no site da Nasa, na internet//Edição: Graça Adjuto

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Relação entre pais e escola pode afetar desempenho de alunos



Para a psicanalista Mariana de Campos Pereira Giorgion, que realizou o estudo, existe, no universo do ensino público um imaginário de que os pais não têm condições de apoiar a educação escolar dos filhos. Esta impressão faz com que se crie uma dinâmica entre familiares e a instituição de ensino que não é saudável para a aprendizagem.
Dificuldade no letramento de crianças foi alvo da pesquisa da Faculdade de Educação
A pesquisa estudou o campo relacional de pais de três alunos que apresentaram dificuldades de letramento numa escola estadual na cidade de São Paulo. O acompanhamento das crianças foi feito pelo Grupo de Oralidade e Escrita da FE, entre 2008 e 2010. “A coordenação da escola vê os pais como ausentes e distantes no aprendizado dos filhos”, afirma a pesquisadora. Do outro lado, os familiares também sentem dificuldades de se aproximar do contexto escolar. Entretanto, o fato de a escola não conhecer o histórico escolar ou familiar dos alunos pode prejudicar o letramento. O estudo O contexto do não texto: campos relacionais de pais e escola é a dissertação de mestrado de Mariana e foi orientado pelo professor Claudemir Belintane.
A baixa frequência dos alunos em aulas é um dos principais causadores das dificuldades na aprendizagem de ler e escrever. Como as crianças analisadas têm entre seis e sete anos, a decisão de não ir à aula não é apenas delas: esse problema está intimamente ligado à relação com os pais. É possível, assim, notar um ciclo problemático em que a relação entre os pais e os filhos afeta o desempenho escolar. “A instituição de ensino, por sua vez, não investiga essa relação por conta de uma visão estereotipada que tem dos familiares de seus estudantes”, afirma a psicanalista.
Entrevistas
As histórias familiares das três crianças analisadas no estudo são muito diferentes entre si, o que demonstra que os problemas escolares não vêm de um fator comum. As escolas acreditam que os pais não se preocupam com o aprendizado dos filhos, mas isso não é o que foi verificado na pesquisa. As crianças reproduziram sintomas das relações familiares no âmbito escolar, e isso se apresentou como deficiências no letramento.
Uma das mães entrevistadas contou que a filha sempre foi muito dispersa, chegando a ser alheia a quase tudo que estava a sua volta. Na escola acontecia a mesma coisa: não prestando atenção e não se empenhando no letramento, a criança demonstrou dificuldades. Essa característica parece ser espelhada no próprio alheamento da mãe à filha, pois ela passava por grandes jornadas de trabalho e tinha outros filhos para cuidar. Esta que apresenta problema é a mais nova e, na verdade, tê-la teria sido um desejo apenas do pai.
O pai do segundo aluno analisado, como conta a mãe, era um traficante. Assim, o filho foi criado num contexto de criminalidade e violência. A mãe procurou colocá-lo nesta escola para tirá-lo daquela realidade, mas o filho reproduziu o contexto violento de sua vida nos estudos, se tornando uma criança que causava muitos problemas na instituição. As queixas de dificuldade de letramento apresentadas pela escola, dessa maneira, vinham como um grande empecilho na visão daquela mãe. “Ela sentia que estavam querendo tirar a ótima oportunidade de vida que o filho estava tendo”, conta Mariana sobre o relato.
A família do último aluno mostra um problema completamente contrário a ausência relatada pela coordenação da escola. Os pais do aluno, tão preocupados com a sua aprendizagem, colocam uma pressão enorme no filho. Quando este apresenta dificuldades, a decepção dos pais e a vontade de que ele melhore é tão grande que chegam a castiga-lo pelos erros. O resultado é o abafamento da capacidade criativa da criança, causando cada vez mais problemas no letramento.
Imagem: Marcos Santos/USP Imagens
Mais informações:             (11) 4111-6841      , email marianagiorgion@me.com

sexta-feira, 25 de maio de 2012

DÉCIMO CURTA SANTOS – SANTOS FESTIVAL DE CINEMA


foto - VANESSA RODRIGUES - site de pesquisa - www.agorams.com.br 



nair lúcia de britto

Estão abertas as inscrições para o 10.Curta-Santos até o dia 15 de junho de 2012. E o evento relizar-se-á em setembro de 2012. Neste ano, além das mostras competitivas de temática livre, haverá também outras duas dedicadas ao Centenário do Futebol Clube.

Uma das novidades é o nome do Festival, que agora é FESTIVAL DE CINEMA DE SANTOS. Isto devido a presença de mostras especiais de longas-metragens que devem trazer ao litoral santista produções inéditas de diretores e produtores consagrados,
nacionalmente. Contudo sem nenhum prejuízo das mostras competitivas de curtas-metragens que são marca registrada do evento. Haverá também novas premiações, como troféus, bolsas de estudo em cursos de cinema e locação de equipamentos para gravação.

Ricardo Vasconcelos é o diretor geral do Festival. Ele e Júnior Brassallotti (diretor de produção) estiveram ao lado de Toninho Dantas, o antigo diretor. Tássia Albino (diretora das mostras) também está no comando.

O objetivo principal será oferecer ao público sessões de curtas, médias e longas-metragens, que estão ausentes do circuito comercial.

Nesses nove anos de trajetória do Festival participaram artistas de renome nacional como Eva Wilma, José Wilker, Paulo José, Nuno Leal Maia, Bete Mendes e outros nomes relevantes; além de cineastas como Carla Camurati, Zita Carvalhosa, Eliane Caffé e muitos outros.

Laís Bodanzky, uma das cineastas brasileiras de maior sucesso e que ganhou projeção com o curta “Cartão Vermelho” revelou, certa vez, o seguinte: seguinte:

Eu vim do curta-metragem e aprendi muito! Fiz Faculdade de Cinema, mas posso falar que minha verdadeira faculdade foi colocando a mão na massa nas produções de curta.”

Vale lembrar que o Curta-Santos tem parceria com a Prefeitura Municipal de Santos, Governo do Estado, TV Tribuna, Cine Roxy,
Sesc, Rádio Jovem Pam e Grupo Mendes.

As fichas para inscrições e o regulamento para participar do Festival estão no site:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Treino cognitivo e envelhecimento


Do USP Online
A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP recebe nos dias 29 e 30 o seminário Treino Cognitivo e Envelhecimento, com coordenação da professora Mônica Yassuda.
No dia 29, a palestra será “Relações entre transtorno de humor e cognição” com a professora Samila Batistoni, da EACH, “Os efeitos da atividade física no desempenho cognitivo entre idosos saudáveis” com a professora Ruth Melo, da EACH,  entre outras. No dia 30, haverá “Train-the-trainer Workshop” com a profesora Robin Lea West, da Universidade da Flórida (Estados Unidos), que terá o objetivo de oferecer formação para pessoas interessadas em treino cognitivo para idosos.
O evento é gratuito e as inscrições devem ser realizadas pelo e-mail cognicaoeenvelhecimento@gmail.com. O endereço é Rua Arlindo Béttio, 1000, Ermelino Matarazzo, São Paulo.
Mais informações: e-mail cognicaoeenvelhecimento@gmail.com

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Elifas Andreato assina pôster de divulgação do Prêmio Vladimir Herzog

 A comissão organizadora do 34º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos elegeu por unanimidade o pôster que será usado na divulgação da edição deste ano da premiação. A obra eleita é uma reprodução de “Guernica Brasileira”, que protesta contra o assassinato do jornalista, exposta pela primeira vez em 1981, durante as comemorações do centenário do nascimento de Pablo Picasso. De autoria do artista plástico Elifas Andreato, uma referência no meio intelectual, jornalístico e artístico nacional, a obra é considerada importante expressão da história política brasileira representada na figura de Vladimir Herzog.
Participaram do concurso profissionais das áreas de design, criação, artes gráficas e plásticas. Além de ser a marca visual do prêmio, o trabalho rendeu ao autor R$ 500,00 em dinheiro.
A comissão responsável pela organização do Prêmio Vladimir Herzog e que selecionou o pôster para a divulgação de sua 34ª edição é formada por onze entidades: Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – ABRAJI; Associação Brasileira de Imprensa – Representação em São Paulo – ABI/SP; Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP; Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo; Instituto Vladimir Herzog; Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo – OAB/SP, Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. Mais informações serão divulgadas no site www.vladimirherzog.org.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Docentes apontam dificuldade em ensinar conceitos ambientais


Por Mariana Melo - mariana.melo@usp.br
Em uma avaliação do ensino de práticas ambientais em escolas públicas, a bióloga Claudia Ferreira constatou que a aplicação desses conceitos em sala de aula está aquém do orientado por políticas públicas de educação ambiental e materiais específicos emitidos pelo Ministério da Educação (MEC). O trabalho foi desenvolvido entre 2009 e 2011 na Faculdade de Educação (FE) da USP, sob orientação da professora Myriam Krasilchik e defendido em fevereiro de 2012.
Criações em material reciclável feitas por crianças de uma das escolas da pesquisa
Por seis meses, Claudia assistiu às aulas de várias disciplinas, principalmente Ciências e Geografia, em todas as séries do Ensino Fundamental II de três escolas públicas da região da zona sul de São Paulo. Além disso, entrevistou professores e procurou observar a integração entre eles e o material complementar de ensino produzido pelo MEC.
Houve, também, um levantamento das opiniões e reflexões sobre meio ambiente de dois docentes e da coordenadora de uma das escolas estudadas. Essa metodologia pretendia identificar a concepção desses profissionais sobre causas ambientais e verificar se os professores introduziam as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) em suas aulas.
A pesquisadora também acompanhou, na Secretaria de Educação de São Paulo, a elaboração de materiais didáticos, que abrangem tanto assuntos presentes no currículo escolar tradicional quanto temáticas atuais. Este material demonstra a tentativa de o governo de incrementar a educação nacional com temas transversais como ética, trabalho e meio ambiente. A bióloga também esteve nas Diretorias de Ensino encarregadas de encaminhar esse material para escolas da zona norte e zona sul de São Paulo, a fim de observar o fluxo de distribuição.
Impacto social
Claudia detectou dificuldades dos professores em abordar o tema ambiental e lidar com o material fornecido pelo governo. Segundo a bióloga, “Os professores sentem-se despreparados”. A maioria não aplicava totalmente o conteúdo das apostilas, pois não havia recebido orientações de como utilizar esses materiais, além de alegar falta de tempo para cumprir os programas. Algumas unidades do material ficavam intocadas devido ao atraso no recebimento e na quantidade insuficiente enviada. Ainda, os problemas de infraestrutura das escolas estudadas dificultavam o trabalho deles no enriquecimento de suas aulas.
Mesmo assim, em uma das escolas, a pesquisadora acompanhou uma exposição sobre o meio ambiente. Esta escola foi a que apresentou mais projetos e suscitou mais debates ambientais. Claudia observou que os respectivos alunos  passavam os pontos destes debates a seus pais e que os novos conceitos introjetados ajudaram os moradores de uma comunidade próxima, socioeconomicamente desfavorecida, a reconhecerem problemáticas envolvendo meio ambiente e condições sanitárias.
Este esclarecimento os levou a buscar melhorias no seu bairro, o que mostra o alcance do ensino de temas transversais. Claudia acredita que o investimento em tal assunto no ambiente escolar pode beneficiar imediatamente a sociedade, e também influenciar políticas públicas, pois os questionamentos da população aumentam as cobranças sobre secretarias governamentais. “A educação ambiental demonstra a complexidade do homem com a natureza e impele a sociedade civil a mobilizar-se na defesa do ambiente”, finaliza.
Imagem cedida pela pesquisadora
Mais informações: email claudiaeferreira@bol.com.br, com Claudia Ferreira

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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