segunda-feira, 9 de abril de 2012

Biblioteca Nacional instala pontos de leitura em quilombos e terreiros

POLÍTICA CULTURAL

Com apoio da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e Fundação Palmares, a Fundação Biblioteca Nacional anuncia, esta semana, a instalação de 10 Pontos de Leitura em comunidades quilombolas e terreiros nas cinco regiões do País. A ação, coordenada pelo Sistema Nacional de Bibliotecas, faz parte do projeto "Pontos de Cultura: Ancestralidade Africana no Brasil", que será lançado na quinta-feira, dia 12/4, na Biblioteca Nacional. Estão previstas ações como a publicação de obras de autores negros, maior divulgação da obra de escritores afrodescendentes e o lançamento de editais para estudos ligados ao tema. A FBN preparou, com o apoio do Instituto Pró-Livro e a Fundação SM, um estudo sobre a leitura entre a população afrodescendente.

Educação de São Paulo abre inscrições para concurso de remoção de docentes


Os professores interessados em mudar de escola a partir de 2013 têm até o dia 16 deste mês para indicar a unidade escolar na qual gostariam de atuar
A publicação das vagas no Diário Oficial e a abertura das inscrições ocorrerão amanhã
 
Os professores da rede estadual, titulares de cargo, interessados em mudar de escola em 2013 podem se inscrever no concurso de remoção a partir das 9h de amanhã (10/04). O cadastramento deve ser feito via internet, até as 23h59 da próxima segunda-feira (16/04), pelo sistema GDAE (Gestão Dinâmica de Administração Escolar da Coordenadoria Geral de Recursos Humanos), da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, no endereço http:/drhunet.edunet.sp.gov.br/PortalNet/, acessando o link relativo ao concurso. As normas serão publicadas amanhã no Diário Oficial do Estado.
         A inscrição está condicionada à indicação de pelo menos uma unidade escolar, que deve ser feita no ato do cadastro. O candidato que não indicar nenhuma instituição terá a inscrição indeferida. A relação das vagas inicialmente disponíveis pode ser consultada no site do GDAE, mas o docente poderá escolher qualquer escola, mesmo que não haja vagas neste momento, pois podem ser abertos postos ao longo do processo.
O candidato poderá se inscrever para concorrer por títulos ou por união de cônjuges. No cadastramento, serão utilizados os dados constantes no cadastro funcional da Secretaria da Educação. Mesmo efetuando a inscrição pela internet, o professor deverá apresentar ao diretor da escola em que atua toda a documentação comprobatória dos títulos para a classificação (doutorado, mestrado, especialização ou aperfeiçoamento) e da união de cônjuge (certidão de casamento ou escritura pública de declaração de convivência marital e atestado do cônjuge original).
Não poderá participar do concurso o docente em condição de readaptado ou ingressante em estágio probatório que tenha sido nomeado mediante concurso regionalizado. Também será eliminado aquele que optar pela remoção por união de cônjuges, mas que tenha sido transferido nessa modalidade há menos de cinco anos, exceto se o seu cônjuge foi transferido por decisão da administração para outra unidade ou vier a prover novo cargo em outro município, apresentando o comprovante ao seu superior imediato.
Uma vez inscrito no processo, o candidato não mais poderá desistir da mudança de escola e nem alterar, incluir ou excluir unidades escolares que vier a indicar para a remoção. A conclusão do concurso de remoção está prevista para dezembro e os professores somente assumirão a nova escola no próximo ano.
Em caso de dúvidas, os professores interessados podem entrar em contato com a Central de Atendimento da Secretaria de Estado da Educação, por meio do telefone 0800-7700012 ou pelo e-mail centralgdae@edunet.sp.gov.br. O candidato que não tiver ou que tenha esquecido login e senha para acesso ao sistema GDAE deverá clicar em “Manual Para Acesso ao Sistema” e seguir as orientações.
 
São Paulo, 9 de abril de 2012
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

sexta-feira, 6 de abril de 2012

FELIZ PÁSCOA!



"QUE A NOSSA PÁSCOA SEJA RECHEADA DE OTIMISMO, FÉ, ESPERANÇA E BOA VONTADE! QUE SEJA DIA DE ALEGRIA, DE RENASCIMENTO E DE CERTEZA DE OUTROS DIAS TÃO BONS ASSIM!" FELIZ PÁSCOA! PARTES MIRIM.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Despreparo é dolorosamente evidente', dizem intelectuais sobre gestão do MinC


Carta assinada por Marilena Chauí e Gabriel Cohn, entre outros, diz esperar que Dilma indique ministro 'à altura do cargo'; leia íntegra:


Na última década, o Ministério da Cultura transformou-se em uma área especialmente dinâmica do governo federal. Ao reconhecer a importância primária das práticas de sentido para a vida social, o Estado deu-se finalmente conta de que tem responsabilidades incontornáveis no que toca ao estímulo, apoio e defesa das manifestações criativas que emergem do povo, ou melhor, dos povos brasileiros como expressão de sua vitalidade e de sua personalidade.

À medida que o país foi ganhando projeção internacional, maior foi se tornando a necessidade de definirmos e consolidarmos a contribuição distintiva que o Brasil espera estar em condições de dar à civilização mundial. Com este objetivo, a abertura da esfera pública a uma multiplicidade de agentes e ações, oriundos de todas as regiões do Brasil, ligados à criação de cultura, isto é, de valor existencial - artistas, ativistas digitais, produtores culturais, editoras independentes, coletivos experimentais, criadores da moda e do design, intelectuais, povos indígenas, comunidades tradicionais, quilombolas, movimentos contra a discriminação de gênero e de orientação sexual, ambientalistas, grupos culturais dos mais variados matizes e propósitos - constituiu-se em uma das experiências institucionais mais inovadoras que o Estado brasileiro jamais promoveu.

Sob a liderança das gestões da cultura durante os 8 anos do governo Lula, o acolhimento entusiástico de uma vasta gama de manifestações antropológicas, tradicionais como modernas, regionais como nacionais, locais como globais, deu direito de cidadania e densidade politica a vários conceitos novos, doravante parte de nosso vocabulário de política pública: "cultura digital", "pontos de cultura", "cultura viva", "patrimônio imaterial", "cidades criativas", "economia da cultura", "diversidade cultural", "creative commons", "compartilhamento", "cultura e pensamento", "cidadania colaborativa", "participação setorial" e tantos outros.

Um Plano Nacional de Cultura foi redigido pelo MinC com ampla participação dos setores interessados, e foi aprovado pelo Congresso Nacional. Tratou-se de um esforço consistentemente democrático de transformação da agitação social em mei o de conquista de uma voz pública, de expressão da força viva dos povos de nosso país nos termos de um discurso de dimensões propriamente políticas, no sentido mais nobre da palavra.

Como herdeiro legítimo deste legado, o governo Dilma tem um grande desafio pela frente. É enorme a expectativa dos inúmeros grupos envolvidos no processo de emancipação cultural iniciado nas gestões passadas. Os que acompanham, como cidadãos, essa histórica reviravolta inquietam-se sobre a orientação que irá prevalecer uma vez encerrado o primeiro ano de uma gestão federal de cultura marcado por hesitações, conflitos e por mudanças de rumo que nos têm parecido infelizes.

É inevitável constatar que houve inúmeras perdas de visibilidade e de nitidez no horizonte da política cultural, comprometendo a imagem de um país que avança para o futuro sem perder a relação com seu passado, e que se moderniza sem destruir suas tradições. Depois de inúmeras notícias desalentadoras ao longo do ano que passou, a opinião pública constata que a presente gestão de nossa política cultural vem se mostrando descomprometida com o legado das conquistas recentes neste âmbito, como o atestam as inúmeras iniciativas de grande impacto dentro e fora do País. É digno de nota, em particular, o que parece ser o total desconhecimento, por parte da atual gestão do MinC, do debate internacional sobre os desafios que o novo regime capitalista globalizado coloca para os criadores em todos os âmbitos da cultura, nesta época em que a criação de valores existenci ais se viu capturada e sujeitada pela produção de valor econômico.

O despreparo para a prática do diálogo e do embate crítico por parte dos atuais responsáveis pelo MinC é dolorosamente evidente. É assustador, por exemplo, que em recente entrevista a ministra afirme que tem vivido uma "guerra de nervos" e que todo o seu universo de preocupação esteja reduzido à sensação de que os que discordam de sua gestão estejam apenas querendo derrubá-la de seu posto, deixando de lado o sentido maior da vida democrática que é a possibilidade do diálogo e da reconciliação em benefício de algo público e de grandeza comum.

A criação cultural é indissociável da construção inovadora de horizontes para o País, é a cultura que forma as realidades que nos condicionam e projetam os destinos da vida em comum. Não faz mais sentido pensar nos quadros anacrônicos que tinham a chamada "infraestrutura", ou economia, como elemento primacial da vida humana, ao passo que a cultura, ou "superestrutura", era vista como artigo de luxo. Pois não é possível, justamente, entrarmos em pleno século 21 equipados com uma "superestrutura" mental que data do século 19. É um engano gravíssimo um Estado contemporâneo não dar a devida importância à agenda das políticas culturais, pois a economia sem a cultura não pode mais do que propagar a desvalorização de uma sociedade, colocando-a a mercê de interesses estritamente econômicos.

Desde que a crise global se abateu sobre o ocidente capitalista em 2008, a agenda cultural se tornou um tema ainda mais importante para nós e as disputas de sentido vão direcionando os possíveis caminhos a seguir. Ora, foi precisamente neste momento crítico que passamos a constatar a decadência do protagonismo do governo federal na área da política cultural, com a trágica perda de capacidade para gerar consensos mínimos e coordenar o desenho de horizontes para os inúmeros segmentos que estavam sendo reconhecidos pelo governo Lula. Esse perigoso isolamento do MinC pode nos fazer retroceder mais e mais nos próximos anos, ainda que a prosperidade econômica se mantenha. A mera celebração de uma "cultura" concebida como excedente simbólico entregue a profissionais consagrados da indústria de entretenimento certamente não pode substituir a consciência ativa do papel ce ntral que a força de trabalho criativa passou a desempenhar no cenário do novo regime capitalista. O MinC de hoje desconhece os sistemas de acumulação financeira, de ganho unilateral de corporações com os direitos autorais e de imagens. Ao tornar-se refém de um modelo institucional arcaico, o governo federal vai aceitando que as forças mais reativas do modelo neoliberal passem a conduzir as subjetividades, tornando-se um instrumento para sustentar apenas desejos sociais compulsivos de consumo, como se estes fossem o meio de produção de sociabilidade.

Neste sentido, a escolha do(a) ministro(a) que a Presidenta tem em suas mãos é um dos trunfos fundamentais na consolidação do projeto de país que se começou a implantar desde o fim da ditadura militar. Esta é uma responsabilidade crucial do governo federal e da sociedade civil, não podendo ser deixada ao sabor da Realpolitik e seus jogos de acomodação partidária. Esperamos que Dilma Rousseff, que tem mostrado grande competência na condução do País em outros setores, confirmada pelos altos índices de aceitação popular, tenha sensibilidade e coragem para indicar um ministro da cultura à altura do que requer este cargo, em vista da importância do Brasil no cenário mundial contemporâneo. Um(a) ministro(a) que alie uma escuta fina para a diversidade cultural, no acompanhamento das complexas demandas culturais internas e na articulação ousada com o cenário inter nacional, sobretudo em torno dos problemas deste novo estatuto da cultura.

A experiência acumulada por este nome escolhido é algo essencial neste momento. Quer em termos profissionais, quer em familiaridade com a política da criação contemporânea e a rica variedade a de suas manifestações, uma liderança suprapartidária e democrática é o que pode garantir um pulso firme e uma capacidade de gestão dinâmica, de verdadeira liderança nesta direção que o presente nos aponta. Nós signatários, como todos os produtores de cultura neste País, temos nossa parcela de responsabilidade nesta tarefa: cabe a nós o apoio ao futuro portador desta inteligência de qualidade cultural e a exigência de uma escolha acertada para os próximos anos da atual gestão federal neste importante âmbito da vida nacional.

POR MARILENA CHAUÍ, EDUARDO VIVEIROS DE CASTRO, SUELY ROLNIK, LAYMERT GARCIA DOS SANTOS, GABRIEL COHN, MANUELA CARNEIRO DA CUNHA, MOACIR DOS ANJOS

Os signatários

Futebol é tema de concurso cultural



Promovido pelo Sebrae, concurso Pernambuco, uma paixão por futebol irá premiar trabalhos inspirados na paixão nacional. Inscrições vão apenas até o fim deste mês

Fotógrafos, pintores e artistas populares, restam poucos dias para o término das inscrições para o concurso cultural Pernambuco, uma paixão por futebol, promovido pelo Sebrae em Pernambuco. A iniciativa, prevista entre as ações que serão realizadas dentro do projeto Sebrae 2014, está com inscrições abertas somente até o fim do mês (dia 30).

O concurso foi criado com a proposta de premiar trabalhos inspirados naquela que é a paixão nacional, o futebol. De quebra, vem para incentivar e difundir a produção artística pernambucana e celebrar o futebol como uma realização da criatividade e técnicas locais. Serão premiadas criações na área das artes visuais, a exemplo de fotografia, pintura, gravura, desenho e escultura. Podem participar ainda produções artísticas tradicionais, também chamadas de “arte popular”: modelagem em barro, entalhe sobre madeira e xilogravura, entre outras.

Para participar, é preciso ter 18 anos completos, considerando-se a data da inscrição no concurso, e ser brasileiro nato – ou estrangeiro com situação de permanência legalizada e que comprove residência no estado. Cada autor pode inscrever até duas obras diferentes e inéditas mediante preenchimento de formulário de inscrição disponível na sede do Sebrae em Pernambuco. O documento também pode ser encontrado no endereço:www.sebrae.com.br/uf/pernambuco/downloads/estudos-e-pesquisas. As inscrições são gratuitas.

Os trabalhos inscritos serão avaliados por meio de uma comissão especializada designada pelo Sebrae em Pernambuco. Serão escolhidas ainda três obras para a categoria “Menção Honrosa”, cujos autores serão agraciados com diploma. Os demais selecionados irão receber declaração de participação e suas obras, junto com as dos vencedores, poderão ser vistas pelo público na exposição Pernambuco, uma paixão por futebol, com data e local a serem determinados. Os trabalhos serão selecionados conforme critérios museográficos adequados à natureza de cada obra.

Serviço
Concurso cultural Pernambuco, uma paixão por futebol
Informações sobre inscrições de trabalhos: (81) 2101.8565 ou www.pe.sebrae.com.br

terça-feira, 3 de abril de 2012

Violência psicológica atinge jovens em ambiente profissional



Em uma pesquisa realizada entre 2009 e 2010 na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, a psicóloga Samantha Lemos Turte avaliou experiências de assédio moral relatadas por adolescentes trabalhadores e concluiu que eles não só estão expostos a situações constrangedoras, como também não sabem lidar com elas. O estudo foi orientado pela professora Frida Marina Fischer, do Departamento de Saúde Ambiental da FSP.
O incentivo ao início da vida profissional já na adolescência é uma prática propagada, inclusive, com implementação de leis, como a Lei nº 10.097, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece, entre outras coisas, que empresas tenham em seu corpo de funcionários um mínimo de 5% de menores aprendizes. Para Samantha, o interesse em promover a saúde no trabalho é primordial, uma vez que neste local, adultos e jovens dispensam considerável parte do seu dia. Diante disso, a pesquisadora levantou a necessidade de avaliar se trabalhadores jovens saberiam reconhecer violência psicológica no seu cotidiano corporativo.
Dentre 40 adolescentes entrevistados para a pesquisa, a maioria com idade inferior à 18 anos, foram reconhecidas situações que podem ser compreendidas como violência psicológica.
Ainda que alguns tivessem sido respeitados, outros reclamaram de humilhações e imposições sofridas. Entre alguns abusos detectados, estavam desde constrangimentos provocados por outros funcionários da empresa até a realização de funções para as quais não foram contratados.
Jovens dividem seu tempo entre escola e trabalho
Para Samantha, o mais preocupante é a banalização das condições ruins de trabalho às quais tanto adultos quanto crianças estão submetidos. É comum ouvir que trabalhar é ruim, as coisas não são fáceis, etc e, com isso, perde-se a noção de que a promoção da saúde mental deve ser estendida ao ambiente profissional. “Naturalizamos problemas do trabalho e irradiamos na nossa vida pessoal” diz a pesquisadora.
A pesquisadora também contou que os adolescentes não sabiam reconhecer, sem uma explicação prévia, se haviam sido vítimas de violência psicológica. Quando eram informados da definição do termo, faziam um paralelo desta com obullying, prática de agressão comum entre crianças na idade escolar.
Segundo o estudo, os jovens que sabiam o que era assédio moral e o reconheciam, tinham mais segurança em defender-se da prática e reclamar por seus direitos. Para a psicóloga, discutir na escola questões relativas aos limites das relações interpessoais no trabalho, à saúde e às formas de violência evitaria que os jovens sofressem estes abusos, e lhes daria argumentos para se proteger. Com esses conceitos bem definidos, “nos tornaríamos protagonistas na promoção da saúde” diz Samantha.
Entrevistas
Inicialmente, a psicóloga procurou uma Organização Não Governamental (ONG) especializada em preparar e encaminhar jovens residentes da Zona Sul de São Paulo entre 15 e 20 anos para o mercado, inclusive com promoção de cursos. Esses cursos abrangem conceitos técnicos de áreas administrativas, inglês, linguagem, matemática, informática e noções de direitos como cidadão e deveres com a sociedade.
Há três tipos de jovens vinculados à associação: aqueles que não estão no mercado de trabalho e, portanto, frequentam diariamente as aulas preparatórias; aqueles que trabalham como jovens aprendizes, possuem vínculo empregatício com a empresa correspondente, ou seja, tem carteira de trabalho assinada, e frequentam uma vez por semana as aulas da ONG; e aqueles que estão contratados como estagiários nas empresas, com contratos sem vínculo empregatício, e frequentam as aulas uma vez por mês.
Assim que participam das atividades reservadas ao primeiro grupo, os jovens são encaminhados para empresas parceiras da ONG, cadastradas para implementar essa mão de obra.
Os jovens selecionados para a pesquisa eram provenientes do segundo e terceiro grupo e que já estavam empregados no mínimo seis meses. Foram realizadas entrevistas, tanto individuais quanto em grupo, além de um questionário, para detectar se estes jovens sofriam assédio moral ou outro tipo de violência psicológica no trabalho, e, mais importante, se sabiam reconhecer tal ato.
A intenção era determinar se os jovens que frequentavam as aulas na ONG uma vez por semana saberiam reconhecer e lidar com assédio moral de forma mais efetiva do que os que frequentavam a ONG apenas uma vez por mês. Por haver menores de idade no grupo estudado, termos de consentimento foram assinados pelos pais dos participantes.
Imagem: Marcos Santos
Mais informações: email samturte@usp.br, com Samantha Lemos Turte

sábado, 31 de março de 2012

A terra de ninguém não existe mais


Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br


O termo "terra de ninguém" é indicativo do território onde as leis não prevalecem, e que mocinhos e vilões, sem nenhuma ética ou moral, exercem um poder solitário.
Todos nós temos lembranças de centenas de faroestes em que o cowboy não cumpria preceitos do bem viver em sociedade.
Na verdade a civilização passou a existir a partir do momento em que os indivíduos passaram a ser julgados por seus atos. Antes disso matava-se um ou mais homens e simplesmente os jogava numa vala a beira do caminho. As vítimas nunca mais eram encontrados e os assassinos seguiam sua vida calmamente.
A sociedade moderna, baseada em preceitos helênicos e romanos universalizou o conceito de justiça e sua aplicação.
Quando dizemos que somos favoráveis a “liberdade de expressão” de toda a mídia, isto não significa um anarquismo total, mas que temos o direito de expor nossas ideias e nos responsabilizarmos por isso.
No início a Internet era simplesmente um sistema de comunicações que interligava bases americanas no mundo inteiro, a despeito da existência física do Pentágono ou não. Depois passou para as comunidades cientificas e dali para as universidades. Neste trajeto criou-se a imagem que a Internet poderia ser usada de qualquer forma, aparte do arcabouço jurídico e das leis que nos governam. Um mundo essencialmente marginal.
Mas vejamos alguns exemplos de que isso é uma grande falácia.
O jornalista Paulo Henrique Amorim fez colocações em seu blog sobre o apresentador Heraldo Pereira, que recorreu a Justiça, sendo que PHA deverá doar uma quantia a uma entidade filantrópica indicada por Heraldo, e aceitado uma conciliação entre PHA e Heraldo agora  em 15 de fevereiro de 2012. Nela Paulo Henrique Amorim reconhece Heraldo Pereira como jornalista de mérito e ético; que Heraldo Pereira nunca foi empregado de Gilmar Mendes; que apesar de convidado pelo Supremo Tribunal Federal, Heraldo Pereira não aceitou participar do Conselho Estratégico da TV Justiça; que, como repórter, Heraldo Pereira não é e nunca foi submisso a quaisquer autoridades; que o jornalista Heraldo Pereira não faz bico na Globo, mas é empregado de destaque da Rede Globo; que a expressão ‘negro de alma branca’ foi dita num momento de infelicidade, do qual se retrata, e não quis ofender a moral do jornalista Heraldo Pereira ou atingir a conotação de ‘racismo’. Tais declarações terão que ser publicadas em orgãos de imprensa de grande circulação. O jornalista Paulo Henrique Amorim é um renomado jornalista e como se vê foi flagrado em delito na própria “terra de ninguém”...
Nesta semana mesmo um blog cuja origem é o Sul do País foi denunciado pelo Ministério Público Federal que solicitou a detenção dos autores de seus conteúdos claramente defensores da homofobia e do preconceito racial.
O anonimato na Internet não existe e mais dia, menos dias, com menos ou maior empenho descobre-se os autores seja do que for por seus IP´s.
Constantemente redes de pedófilos, no Brasil e no Mundo, tem sido desbaratadas através da Internet.
No Orkut foram inúmeros os casos de ofensa moral punidos.
Quem é pré-candidato a qualquer cargo público deve prestar muito a atenção, pois as redes sociais só podem ser utilizadas a partir de 6 de julho  de 2012.
Ás redes sociais, como Orkut, Twitter, Facebook, não estão ainda suficientemente testadas em eleições no Brasil, o que é comprovado pela Abranet – Associação Brasileira de Internet.
O comportamento correto quando se perceber uma ofensa grave na rede de computadores é denunciá-lo ao Ministério Público, Polícia Federal ou delegacia especializada em crimes virtuais.
Enquanto isso revejo uma verdadeira “terra de ninguém”, num western spaghetti dirigido por Sergio Leone, ntitulado C'era una volta il West/Once Upon a Time in the West/;Era uma Vez no Oeste. Era uma vez no oeste conta a história da ex-prostituta Jill McBain (Claudia Cardinale), o bandido Cheyenne (Jason Robards), o pistoleiro Frank (Henry Fonda), e um homem misterioso que sempre traz consigo uma gaita (Charles Bronson). Não vou contar todo o filme e registro que ele é um retrato da Moral e Ética só para americanos verem com ausência total de justiça formal...

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...