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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Poesia
sábado, 24 de setembro de 2011
GENTE POBRE: O Primeiro Clássico de Dostoievski

A marca do gênio já no nascedouro literário
Silas Correa Leite
"Gente Pobre" é o romance de estreia de toda a importante obra literária de Dostoievski, e que o revelou de imediato como escritor de grande futuro, inaugurando um estilo introspectivo-psicológico sem igual até o seu tempo histórico.
“A vontade de escrever é tão forte quanto a aversão pelas palavras.
Odiamos as palavras porque demasiadas vezes encobrem o vazio
e a vileza. Desprezam as palavras porque empalidecem diante da emoção
que nos atormenta. E, no entanto, outrora, a palavra significava dignidade
humana e era o melhor bem do homem – um instrumento de comunicação
entre pessoas” - Gustaw Jarecka
O romance Gente Pobre, escrito quando Fiodor Dostoievski tinha apenas 25 anos, é um poderoso livro de crônica social e entreditos, marco de um início que seria uma carreira literária retumbante. Duas personagens centrais, um humilde funcionário público e uma costureira que trocam correspondências entre si. “Jovem Dostoieviski: a síntese da arte e da verdade” (Bielinsk). Uma caracterização da pobreza à moda russa, daqueles tempos tenebrosos muitas vezes depois retratados com outras tantas tintas. Em São Petersburgo, os problemas diários relacionados com a habitação, a comida e o vestuário, e todo o sombrio entorno decorrente clarificado na obra marcada. O frio e a frieza de uma sociedade que ignora os pobres. Crítica social contundente, comendo pelas beiradas narrativas. Segundo alguns historiadores, uma das obras que mandou o autor para a cadeia siberiana.
Obra aparentemente sentimental, num entender primário que seja, em narrativa que propositalmente parece ser de simples crônicas, feito trocas de cartas (sentimentos, sonhadores, gente pobre; tristezas retratadas com primor), entre Makar Aleksieivitch, servidor público, e Varvara Aleksieievna, órfã desonrada – mais o subsolo da vida, inflexões, inquietações; a intimidade sagrada da penúria compartilhada. O miniobscuro retratado por miseráveis anônimos, essa gente miúda, anômalos, entre minitristezas, desavessos, a quase ralé no subúrbio de uma São Petersburgo. Cartas-janelas abertas entre escombros de sombras, zombarias, desprezos, toda uma obscuridade material. A agudeza de percepção já então determinante.
Gente Pobre é o inicio do ciclo literário geral de Fiodor Dostoievski (Noites Brancas, Os Irmãos Karamazov, 1879), o maior escritor do mundo de todos os tempos. Eram os 25 anos de um gênio então já se apurando na escrita, despertando assim, para sentir seu tempo e as humilhações da época, desesperos; um olhar sobre todas as coisas da sofrida gente. E ainda as citações: O russo, o mais rico dos dialetos eslavos, porque se conhece sua origem (Mikhail Lomonorov), “a riqueza, a expressividade e a concisão do latim e do grego”. As anotações do exímio e cult tradutor Luis Avelima (que também é poeta, escritor, jornalista e já traduziu François Villon, Henri Lefebre, Aristófanos, Mikhail Bulganov) à guisa de apresentação, enriquecem em muito o historial datado da obra, agora em primorosa nova edição (lançamento comentado por Manuel da Costa Pinto na Revista São Paulo, da "Folha de São Paulo") da Editora LetraSelvagem.
A “alma” das dores reinantes. A “alma” dos medos. A “alma” das inquietudes. A humanidade de seu tempo caprichosamente retratada desde a repartição pública viciada, à espelunca encardida frente a uma humilhação sobrevivencial. Vítimas preenchendo espaços do cenário literal. Gente Pobre é o retrato dessa gente humilde que nutre as injustas sociedades e são a verdadeira “alma humana” delas todas, de todos os vieses, tempos e ideologias multifacetadas. O humanismo possível? “Apesar de tudo, é verdade que tais homens (...), homens de peso, só existem na Rússia(..) Têm a verdade de seu lado, e esta e o bem triunfarão sempre sobre o vicio e a maldade” (Nascimento de um Escritor/1877, Diário de um Escritor, Dostoievski).
É claro que não seria um livro com o feitio criacional de Fiodor Dostoievski se uma carga psicológica - implícita ou não - não carregasse as tintas das personagens retratadas com especificidades contundentes, onde os seus passados pessoais se misturam com os seus feitios e reações, sequelas até. Frederico García Lorca já tinha se manifestado sobre o maior escritor do mundo depois reconhecido: “O insigne escritor russo, Fiodor Dostoievski, foi muito mais pai da revolução russa do que Lênin”.
Gente Pobre é o romance de estreia de toda a importante obra literária de Dostoievski, e que o revelou de imediato como escritor de grande futuro, inaugurando um estilo introspectivo-psicológico sem igual até o seu tempo histórico. Baseado na correspondência entre duas pessoas extremamente pobres que se amam numa relação terna mas infrutífera, sem perspectiva de consumação, um platônico de beijar paredes, para lembrar Clarice Lispector. Triste narrativa pungente da condição humana em torno desses dois personagens, como vítimas de fatalidades da vida numa sociedade onde poucos conseguem realmente sair do ramerão, e onde muitos se movem numa crueldade austera entre si, forçadas pelas inóspitas condições em que vivem. Makar e Varenka vivem um amor idílico ensombrado pelo que os circunda (Makar é muito mais velho que Varenka), agravando as suas próprias condições a um nível desesperador e quase doentio, mas sempre com alguma perspectiva de esperança fundadas em ilusões muitas das vezes patéticas, algo falsamente ingênuas, ilustrativas, no entanto, ao alcance do coração humano que tudo pode sonhar, sem se importar com as verdadeiras condições em que se encontra, principalmente nessas condições por assim dizer desprezíveis. A percepção no delinear a realidade que então sentia, pensava e proseava sobre. Aguda consciência de seu tempo percorre as narrativas trocadas...
O retrato social das camadas pobres de São Petersburgo em meados do século XIX, numa sociedade agonizante em que até os diferenciados sobrevivem em condições de penúria, então retratados de forma realista com episódios e personagens reveladoras dos desesperados e dos sem recurso, quase párias. E você vendo esses tempos atuais repetindo o passado, com quadros de dramas sociais e individuais, mais as vítimas de burocracias, desgraças várias, e também o egoísmo ou despotismo, próprios do ser humano pouco ser e ainda muito pouco humanus. Nada mudou. Nada mudará? O que foi será de novo, o que foi erração continua sendo, e o devir ainda é sombrio como as noites da Rússia de antigamente. A sustentação da narrativa do autor, situação de questionamento tácito, compreender quase o invisível... nas arestas do sobreviver de cada parte evocada em situação de penúria existencial. Próprio de gênio.
Dostoievski: a sentença de ser grande desde o começo. O preço de. A sina de ser genial. O destino de ser considerado para muitos o maior escritor do mundo, um mito que, já em Gente Pobre, vai revelando o artista comprometido com a causa humana: de retratar a sobrevivência possível, a alma humana respirando as sofrências pela perspectiva da esperança como inteligência da vida. Dostoievski compreendeu mais a alma humana do que a própria alma humana compreendia a si mesma. Escrever, criar, revela a nossa própria alma, disse Demétrio. Com Dostoievski a lucidez então emergente no achadouro de entender as essências do subviver, a flor da consciência, o território da contemplação, restaurando nos quadros narrativos a própria busca da dignidade humana. O dialogo entre pobres seres solitários, na miserabilidade pungente de vidas efêmeras, entregues... a consciência da incompletude e a ciência que não há final feliz no dezelo humano...
Acima de toda a desgraça e pobreza adjacentes, sobrepõem-se as poucas alegrias que justificam a existência e todas as mágoas dela decorrentes, quando momentos sonhados aparecem lampejos cruciais de que os outros não são assim tão maus quanto parecem, tentam sobreviver com as amarras decorrentes do custo de estarem vivos. A história de amor não acaba de forma feliz nem infeliz. Não há felicidade ou infelicidade, e sim de uma forma realista que dá ainda mais valor ao romance, com amor e momentos sublimes de pura emoção descritos de forma única, como se não terminasse, sim, talvez até se prolongue através dos tempos, com as vítimas da realidade e dos acontecimentos que forçam os destinos e acabam destemperando momentos e artes, fugas e desencontros, incompletudes e impropriedades. A realidade da vida retratada com maestria e a sabedoria de ter um olhar que paira sobre a triste condição humana, desde esses remotos tempos.
Em resumo: a história que se passa num dos bairros miseráveis de São Petersburgo, onde um funcionário de meia-idade vai trocando correspondência com uma jovem costureira que é na realidade a sua vizinha admirável, parece simples assim, triste assim, resgatadora enfim, mas traz o humanismo de coragem, a esperança sustentadora, o retrato de ser simples com contundência. Sim, pobres para se casarem, o amor passa todo por estas cartas onde contam um ao outro os pequenos acontecimentos do dia-a-dia, e onde relatam as suas vidas sofridas, refletindo individualidades quase insignificantes pela miséria, como cartas marcadas de um jogo perdido, como a própria história que é remorso, e que retrata sim, essa GENTE POBRE, que só sobrevive quando uma alma criativa se debruça sobre ela, retratando, dando prismas cênicos, fazendo chorar, tocando corações e mentes, debulhando um ramalhete doloroso de lágrimas e feições humanas, até porque, afinal, por triste que seja, ao término da leitura do clássico Gente Pobre, você fica com um sentido vazio, um gosto de quero mais, de idílio interrompido, uma tristice pegajenta, um cismar amargo, compreendendo que, sim, em toda vida-livro-aberto, há o imponderável “final feliz” em que todos morrem.
A arte vale a vida, o sentido da vida? Nesse caso, ficou a obra inaugural, um marco, feito o autor depois reconhecido mundialmente e consagrado, e ainda o inevitável e triste retrato da penúria de seres que se entrelaçam mas não se consagram, e nem na verdade consumem o amor que é mesmo sempre por isso quase por um triz.
Silas Correa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br
WWW.portas-lapsos.zip.net
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
poesia
PRIMAVERA II
És uma estação maravilhosa, Com poder de revigorar, Aos chegares já vás tratando de dar vida à natureza, Que com a tua falta, estava a se lamentar.
Pois sem ti a alegria não é a mesma, Sem ti o sentimento até se extingue, Sem ti a poesia fica calada, Contigo nada morre tudo vive.
És a estação que nos eleva, Que nos alimenta, sem exceção! Pois não só nos dás vida, e alimentas a natureza, Como também dás vida a nossa alma, e aos nossos corações. Vivaldo Terres |
Supervisão Escolar: Capitalismo e Ideologia
Convém acrescentar que esta concepção de militarização foi trazida para o Brasil por especialistas norte-americanos, que tende á reprodução dos privilégios desta classe; militar e burguesa.
Referindo a tal ideia, podemos observar que o curso de pedagogia, tem por função de formar a "oficialidade" os "dirigentes", criando uma separação dentro da escola, entre o "comando" e as "bases" (professores e alunos). E isto pode ser regra de quartéis, não regra na escola; porém o curso de pedagogia não pode formar os dirigentes; estes só conhecem a parte teórica e sem a prática, sem o trabalho na escola eles não podem ter um olhar de dirigente ou supervisor.
A supervisão é uma atividade que nasceu com a empresa capitalista, ou seja, com a industrialização, criada com objetivo de promover lucro máximo com mínimo tempo, mas com sua evolução, foi se tornando mais sofisticada e a ideologia industrial penetrou na escola, a transformando em uma empresa, a qual não só resistiu como também passou a utilizar o dicionário economicista. A supervisão escolar é um exemplo, embora tenha desviado de suas origens, ultrapassando as concepções integradoras, coordenadoras; fica claro que para substituir a "supervisão escolar" por "coordenação pedagógica" deve-se muda a ideologia.
De modo geral, para colocar em pratica a ideologia correta do ensino, precisamos de técnica administrativas, as quais são muito criticadas não pelo seu grau de importância e sim pela sua insuficiência para a realização dos exercícios amplos e das tarefas pedagógicas.
Para da concretibilidade de tal ideia podemos mostra passagens de vivida, as quais afirma que nós como professores devemos ser educadores e não domesticadores, neste sentido o supervisor deve produzir aprendizagem não apenas intelectuais, mas igualmente afetiva, ética, social e política.
Pois uma boa supervisão é aquela onde a produção e aprendizagem na escola é decorrente das relações humanas, que estabelece um trabalho coletivo. Em meio as contradições citadas, foi fundamental para criar a contra-ideologia que, tornou-se válidas na medida em que se concretiza.
ARTIGO: A TECNOLOGIA INCORPORADA À EDUCAÇÃO
A Tecnologia Incorporada à Educação
Uma vez que o sistema educacional sofre poucas mudanças numa estrutura normativa complexa, não é de se estranhar a dificuldade com que as instituições escolares enfrentam o choque do contemporâneo. Celulares proibidos em sala de aula, calculadoras e tablets excluídos da rotina e computadores utilizados apenas como chamariz para disputas de mercado; esta é a situação que se encontra tanto na rede pública e privada e nos diversos níveis de ensino. A incapacidade de lidar com o novo e de tirar proveito das vantagens da tecnologia remetem tudo à proibição. Há mais de quatro décadas as calculadoras portáteis surgiram no mercado e até hoje são raras as escolas brasileiras que destinam alguma atenção ao ensino para o manuseio e para o proveito de seu uso; o que dizer então dos computadores e celulares. Há uma necessidade de mudança paradigmática na visão da escola para a tecnologia, principalmente pela velocidade com que tudo se torna obsoleto.
Segundo Manolo Perez, coordenador pedagógico da Ponto Cursos e Concursos, apesar da utilização das novas tecnologias ser inevitável, há muita resistência entre professores e instituições de ensino. "O uso de smartphones, tablets e computadores em sala de aula instaura uma certa anarquia quando o processo é visto do ponto de vista de uma educação disciplinar. Esse não é o caso quando implementamos um projeto pedagógico interdisciplinar". Segundo o professor, mestre em Supervisão Educacional e doutor em Educação e Currículo pela PUC/SP, algumas experiências já existem nesse sentido, algumas produzidas como pesquisas vinculadas ao GEPI – Grupo de Estudos e Pesquisas em Interdisciplinaridade. Estas experiências mostraram que muitas vezes o aluno está melhor preparado que o professor na utilização das novas tecnologias, o que gera desconforto em docentes que veem seu papel como sendo de alguém que não pode mostrar falhas ou desconhecimento. Dessa maneira ele perde a oportunidade de aprender com o aluno apresentando ao mesmo tempo um olhar reflexivo sobre a tecnologia, coisa que este ainda não tem preparo para fazer.
As tendências sociais apontam inexoravelmente para a incorporação das novas tecnologias em todas as experiências de ensino, no entanto essa adoção irá nos desafiar nos próximos anos em relação ao papel que alunos e professores devem tomar nas salas de aula reais e virtuais.
"A velocidade com que se conseguem informações, imagens e videos sobre quase todos os assuntos, fazendo uso dos novos equipamentos de uso diário como celulares, note ou netbooks, tablets, etc. deve ser encarada como uma vantagem didática", afirma Perez.
A tecnologia é aliada do saber, e lidar com suas possibilidades e transformações deveria ser parte do currículo escolar em todos os momentos para que não existam abismos cada vez maiores entre aqueles que se aproximam das novas ferramentas e aqueles que as abominam, gerando novos tipos de "analfabetismos".
Há alguns anos, saber usar um computador distinguia toda uma nova geração de uma geração anterior pouco informatizada e virtualizada; nestes anos, nota-se que a distinção vai além do uso dos computadores, e se refere à capacidade de lidar e de se adaptar a mudanças em paradigmas informacionais e midiáticos.
Infelizmente o que pouco se vê nas escolas são aulas das diferentes disciplinas ganhando em riqueza de possibilidades com a ousadia de professores em abraçar a tecnologia ao seu alcance.
Fica difícil imaginar aulas de Geografia, História, Literatura ou Biologia sem o uso de imagens, sons e canais interativos. Mesmo que a escola, ou o professor não tenha em mãos esses canais, basta que um dos alunos os tenham para que ocorra a socialização na sala de aula, e todos aprendam pelo menos como poderão tirar proveito disto.
A proibição e o conservadorismo podem ter efeitos terríveis sobre a escola ampliando a separação entre o academicismo e a prática, tão inseparáveis na construção de uma sociedade em constante formação.
Lançada Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto no Congresso. Ivan Valente presidirá os trabalhos
Acreanas dão início à 3ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres
Os sons do piano, tambor, chocalho, maracás e agogô se misturaram à voz de Verônica Padrão para apresentar o Hino Acreano na abertura da 3ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres do Acre, que deu início às etapas nacionais. A plateia contava com a presença de mais de 200 mulheres. O governador Tião Viana, o senador Jorge Viana, a secretária-executiva de Políticas para as Mulheres, Rosana Ramos, entre outras autoridades participaram da mesa e assistiram ao espetáculo.
Na plateia da conferência, secretárias de Estado, juízas, advogadas, políticas e médicas participavam ao lado de professoras, sindicalistas, ativistas, trabalhadores rurais, parteiras, formando um leque representativo de todos os segmentos das mulheres acreanas. Todas, independentemente de religião, orientação sexual, idade ou beleza, estavam juntas pelos mesmos objetivos, àqueles aos quais a presidente Dilma Rousseff se referiu ao ser a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral das Nações Unidas: "igualdade de oportunidades neste século das mulheres".
DIÁLOGO - Para Rosana Ramos, as conferências são um momento de diálogo entre a sociedade civil e o poder público.
"Este é um momento rico. E ver este auditório lotado, para mim, confirma o que a presidente Dilma falou em seu discurso à ONU: este é o século das mulheres. Não é pouca coisa o que estamos fazendo", comentou.
Rosana iniciou seu fala citando o colóquio da presidenta na ONU, o qual abordou questões de gênero e empoderamento das mulheres. Também destacou a importância do processo das conferências na construção de uma sociedade mais justa entre mulheres e homens.
Ao final, Rosana fez uma palestra sobre os indicadores de pobreza entre as mulheres, com informações sobre o número de chefes de família no Brasil e no Acre, de famílias monoparentais e da porcentagem de mulheres que recebem o bolsa-família, entre outras.
SAIA-JUSTA - O governador Tião Viana fez um discurso descontraído e preocupado ao mesmo tempo. Ele brincou com a rosa de tecido que colocou no peito, símbolo da conferência, e com a suposta "saia-justa" em que a vereadora Ariany Cadaxo o teria colocado, aos falar sobre a licença-maternidade de 180 dias.
Viana disse ainda que sofre profundamente ao visitar a ala feminina do presídio e ver que a situação da maioria daquelas mulheres poderia ter sido evitada. Ele também falou sobre as desigualdades entre mulheres e homens. "Temos que superar essas diferenças. O Brasil caminha para isso. A eleição da presidenta Dilma é um exemplo", destacou.
"A nossa caminhada só vai ser vencida quando respirarmos a democracia todos os dias, em todas as nossas ações, em todos os níveis. Venho aqui a esta conferência dizer a vocês que a agenda das mulheres é a agenda do governo", finalizou.
AVANÇOS - O senador Jorge Viana também fez menção ao discurso histórico da primeira mulher a abrir uma conferência da ONU, uma brasileira, presidente do Brasil.
"Isso é histórico e nos mostra o quanto avançamos. O presidente Lula poderia ter indicado qualquer pessoa para disputar a Presidência. Ele indicou uma mulher. O Brasil vive um momento muito especial. É hora de fazer o que o Tião está fazendo aqui, que é consolidar as questões de gênero e a valorização das mulheres", disse.
"Nesse processo das conferências, despertamos sonhos e esperanças em 364.929 mulheres acreanas, segundo os dados do IBGE 2010. E levamos a elas o compromisso e a mão estendida do governo do Estado. Essas propostas que construiremos aqui farão parte de um documento que será defendido em Brasília, e o que desejamos é que nesses dois dias de encontro possamos ter propostas concretas sobre o que pensamos e queremos", disse a secretária de Políticas para Mulheres, Concita Maia.
Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins
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Autor: Dhiogo Caetano Não sei se vivemos ou tentamos sobreviver. Viver é enfrentar as múltiplas diversidades da vida; viver é ser livre me...
