quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ler para crer


A Bíblia tem uma de suas mais belas passagens, quando Cristo exalta os que crerão em seus ensinamentos sem tê-los ouvido, diretamente, ou visto seus milagres e prodígios!
Seus discípulos foram os primeiros encarregados de divulgar sua mensagem pelo mundo de então, inicialmente de forma oral; depois, por epístolas e, finalmente, pelos primeiros evangelhos, que em verdade foram segundos (segundo Marcos, segundo Lucas, segundo Mateus e segundo João) e, assim, puderam chegar às mãos de terceiros.

Pelo prelo da imprensa de Gutenberg, os livros, que antes dependiam do artesanato e paciência de escribas e copistas (e por isso eram restritos à elite) caíram nos braços do povo. Mais recentemente, as impressoras rotativas reduziram ainda mais seu custo; e televisão e internet permitiram acesso imediato e relativamente barato a uma infinidade de textos e imagens.

O problema é que as imagens ganham cada vez mais espaço, num retrocesso preocupante, pois seu uso em excesso tende a limitar a imaginação.
Um rápido "passeio" pelo processo de aprendizagem lembrará que os primeiros livros só tinham imagens; depois, vieram os com enormes figuras e pequenos parágrafos; em seguida, veio o equilíbrio entre imagens e textos; depois, sequências de páginas escritas eram eventualmente entremeadas por uma ou mais figuras elucidativas, até, por fim, atingirmos o ápice: os livros só de textos! Estes, por mais sem graça que possam parecer a alguns, trazem múltiplas “imagens” e sentidos, que só podem ser revelados pela nossa imaginação. Talvez por isso, quem "lê o livro" quase sempre acha as adaptações cinematográficas e teatrais inferiores.

As imagens que um texto bem escrito "materializa" em nossas mentes são nossas, e não a visão de um artista, diretor ou produtor. Quando as imaginamos, nós somos o artista! Ou seja, a criatividade é nossa, embora a idéia seja do autor.
É certo que nem todos os livros podem prescindir de imagens, como os sobre arte, turismo e tecnologia, entre outros. Mas, nem sempre elas revelam as opiniões do autor. Assim, a formação da nossa opinião também fica limitada às aparências.

Sempre ouvi falar que um gesto – uma imagem, portanto - diz mais do que mil palavras! Mas isso não se aplica à literatura, ou, melhor, se aplica de outras formas, como:
Dar um livro; abrir um livro; ir a uma biblioteca ou livraria e, principalmente, tornar isso um hábito de pais para filhos, sem a arrogância inócua dos pseudocultos, que podem saber muito para si, mas nada acrescentam de bom ou útil ao meio em que vivem.

Então, ler é um momento de aquisição de conhecimento, de introspecção analítica, de reação convicta, de deleite frugal, de visita ao conhecido, de viagem ao desconhecido... É um voar, um navegar, um correr ou parar! Mas, lemos tão pouco e às vezes tão mal... Muitos até desistem de ler, talvez por medo de pensar. Outros só lêem o que lhes é permitido, pois o espírito crítico que se adquire com a leitura não interessa aos que querem pensar por nós, para nos conduzir segundo seus interesses. Para piorar, quem lê pouco tende a escrever mal e ter dificuldade para entender documentos, etc. Assim, torna-se vítima passiva das más-intenções de outrem e da própria ignorância. Isso pode ser uma opção pessoal, mas também pode ser um projeto de poder político, econômico ou religioso.

Os pais e a escola são fundamentais para a reversão desse processo, pelo incentivo à leitura desde a infância. Mas é preciso fomentar essa prática de forma objetiva, prazerosa e, fundamentalmente, consciente e crítica. Senão, em vez de despertar grandes paixões, poderemos ter o início de grandes e duradouras aversões à leitura.
Ler é muito bom! Mas, para saber disso é preciso ler para crer. E quem ler verá!

7 DE SETEMBRO


7 DE SETEMBRO é uma data muito especial para os BRASILEIROS!

*
No século XIX, em 7 de setembro de 1822, aconteceu a emancipação política do Brasil.
O GRITO DO IPIRANGA ficou conhecido como um marco histórico ao proporcionar a
independência do BRASIL, antes sujeito à Portugal.

Então, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe-regente no Brasil, D. Pedro de Alcântara de Bragança, também príncipe real do reino unido de Portugal, Brasil e Algarves, bradou perante a sua comitiva:
               "Independência ou Morte!".

HOJE SOMOS LIVRES!

EDITORIAL CULTURAL, PARABENIZA O EDITOR GILBERTO DA SILVA!

SR. GILBERTO DA SILVA,

Nosso querido editor!

Um novo 12 de setembro chega com a alegria de termos a sua presença,

as suas palavras,

o seu talento!

Parabéns pelo seu aniversário, muitos anos de vida!


Lembrança do EDITORIAL CULTURAL INFANTIL ,
e PROJETO DE LEITURA CRIANÇA FELIZ!
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FELICIDADES!

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

DIA MUNDIAL DA ALFABETIZAÇÃO – 8 DE SETEMBRO



Em 1967, a ONU e UNESCO declararam o dia 8 de setembro como o Dia Internacional da Alfabetização, tendo como objetivo despertar a consciência da comunidade internacional para a responsabilidade de fazer valer o direito  ao desenvolvimento pleno e à educação de qualidade que todo cidadão tem.
Em âmbito educacional e como proposta de reflexão, algumas questões tornam-se importantes: O que significa comemorar esta data quando se pensa em tantos contextos onde o índice de analfabetismo supera as expectativas e metas educacionais? Qual a importância das competências leitora e escritora para a vida da pessoa? Quais os apelos que se fazem ao comemorar o dia Mundial da Alfabetização?
Do ponto de vista comportamental da aprendizagem, por muito tempo e ainda presente em algumas práticas pedagógicas, a alfabetização é considerada como um processo cumulativo de informações baseado na cópia, na repetição e na memorização das correspondências fonográficas, as quais levam a pessoa a desenvolver a compreensão do funcionamento do sistema de escrita alfabética, quase de forma mecânica.
Porém, quando esta concepção vem associada à visão da psicologia e da linguística, nota-se a necessidade de superar o que é meramente mecânico para assumir o processo de alfabetização como uma realidade contextualizada e dinâmica, confirmando o princípio de Paulo Freire, ao afirmar que “ler não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, pois a leitura do mundo antece a leitura da palavra”.
O esforço para explicar o processo de alfabetização provocou o surgimento de inúmeras metodologias e estratégias com o objetivo de instrumentalizar as pessoas e capacitá-las para decodificar os símbolos gráficos, como se isto bastasse para tranquilizar a sociedade e os educadores, convencidos de estarem cumprindo os seus papéis a partir do momento em que “ler e escrever” fossem de domínio de todos. Este é apenas o ponto de partida, importante para diminuir a discriminação que ainda existe entre os “alfabetizados = letrados” e os “analfabetos = ignorantes”. Mas não o suficiente para acomodar a nossa consciência de educadores e cidadãos!
Sob a ótica da Declaração dos Direitos Humanos, mais do que “ser instruído para o domínio da leitura e da escrita”, ser alfabetizado é um direito orientado para o pleno desenvolvimento da personalidade humana, capaz de  promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, em prol da manutenção da paz. (cfr. Declaração Universal dos Direitos Humanos – Artigo XXVI)
Portanto, ao comemorar o Dia Mundial da Alfabetização, mais do que evidenciar e anunciar os números e os índices de analfabetismo no Brasil e no mundo, que não são poucos, torna-se imprescindível refletir em todos os setores da sociedade, que o maior desafio não está no letramento, mas na formação de pessoas competentes na leitura e na escrita do contexto existencial da vida, muitas vezes contraditório, com respostas incoerentes e tremendamente vazias de valores e princípios.
Alfabetizar tecnicamente é fácil, principalmente porque, não obstante às condições socioeconômicas, as nossa crianças trazem um repertório infinitamente rico. Difícil e desafiador é alfabetizar no sentido amplo, pois é este que promove a reflexão e a mudança dos aspectos estruturais da prática educacional e dos seus fundamentos.
Enfim, os princípios descritos nos PCNs – Parâmetros Curiculares Nacionais da Educação Básica, sintetizam os objetivos e a importância do Dia Mundial da Alfabetização como oportunidade de novas ações educacionais, e reforçam a missão e a função da Escola e dos Educadores no processo de alfabetização dos seus alunos,  assumindo o compromisso de formá-los em valores humanos, dando-lhes todas as condições para serem sujeitos transformadores do meio no qual estão inseridos, preocupados com as questões éticas, políticas e sociais:
“Para formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos   com os quais se defrontam, é preciso organizar um trabalho educativo de modo a permitir que experimentem  e aprendam isso na escola, principalmente se os alunos não têm um contato sistemático com bons leitores. Quando não participam de práticas em que ler é indispensável, essa pode ser a única oportunidade de esses alunos interagirem com textos cuja finalidade não seja apenas a resolução de problemas do cotidiano”.
Que este dia traga para todos, novas e eficazes ações, mas especialmente atinja aos muitos que ainda não gozam do direito de ser alfabetizado.
Ros Marie Martiniak Closs – Psicóloga e Pedagoga
Coordenadora Pedagógica
Colégio Franciscano Nossa Senhora do Carmo – Vila Alpina - SP
         São Paulo, setembro de 2011.

A aplicação do método hermenêutico em conjunto ao qualitativo no caso do Arranjo Produtivo Local do Tricot de Imbituva - PR

A aplicação do método hermenêutico em conjunto ao qualitativo no caso do Arranjo Produtivo Local do Tricot de Imbituva - PR


Resumo

O presente artigo objetiva apresentar como será aplicado o método hermenêutico de pesquisa associado ao qualitativo no bojo das relações que permeiam o Arranjo Produtivo Local (APL) do tricot de Imbituva-PR. Para tanto, far-se-á uma apresentação buscando evidenciar as características, peculiaridades de tais métodos.

Compreendendo o desenvolvimento profissional docente: reflexões sobre a (trans)formação de professores... de Educação Física

Compreendendo o desenvolvimento profissional docente: reflexões sobre a (trans)formação de professores... de Educação Física

O trabalho do professor pesquisador: uma reflexão sobre sua práxis educativa

O trabalho do professor pesquisador: uma reflexão sobre sua práxis educativa

RESUMO

Este artigo visa a defender a relação intrínseca entre as concepções de práxis educativa e trabalho dos professores, refletindo sobre elas a partir da concepção de professores-pesquisadores, de teoria imbricada na prática. A fim de esclarecer tal entendimento, realiza-se inicialmente uma caracterização da pesquisa educacional na escola para que se entenda os professores como profissionais que só se constituem como tal na interface professores-pesquisadores, realizando sua práxis. Finalmente, é ressaltada a necessidade de refletir sobre a práxis educativa e o trabalho dos professores que, se pesquisadores, elaboram condições fundamentais para que restituam sua condição de sujeito de seu trabalho e transformem a realidade.

PALAVRAS-CHAVE: práxis educativa; trabalho; pesquisa; professores.


Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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