sexta-feira, 20 de maio de 2011

EM TEUS OLHOS FLORESTAS



EM TEUS OLHOS FLORESTAS


Em teus olhos florestas
acendem palavras
demarcadas pelo espanto do invasor

O riso é flor em marcha
d’alma envolvida em dor

Em tua boca o território
se recolhe à taba
e escondes tua nudez
como fosse praga

A cicatriz já foi posta
em tua alma mata
e tua garganta vomita canções
de saudades vindas
e um passado que não deságua

Vontade de ser mãe
terra saudade da ausência
de quem ficou
nos limites extremos
entre a civilização e a farsa
e a falta de pudor
do explorador

A tua tribo se levanta
e o arco alcança
a flecha que não foi
arremessada atinge
o sangue do arremessador
-a submissão do braço
não confessa a fervura
da idéia

E teu canto graúna
assume a bravura
de uma graça que não era
para a guerra

Hideraldo Montenegro
http://hideraldo.montenegro.zip.net/

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Gramática? O que é isso?

Sabemos que na gramática se reúne o conjunto de normas que regula uma língua.De tempos em tempos os gramáticos atualizam essas normas visando aproximar a língua viva da própria gramática.

Faculdade de Educação da Uerj especializa em educação inclusiva

Com o objetivo de capacitar educadores do ensino especial e regular e demais profissionais para atuar com alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, tendo por ênfase sua inclusão no ensino comum, a Faculdade de Educação da Uerj oferece a Especialização em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

 

Seu programa inclui: Políticas Públicas e modelos de atendimento para alunos com necessidades educacionais especiais; Educação Inclusiva no cotidiano escolar; Aspectos Psicossociais do processo de inclusão de indivíduos com necessidades educacionais especiais; Esquema e imagem corporal na comunicação e processos de inclusão; entre outros temas.

 

As aulas acontecem às sextas-feiras, das 13h às 19h, entre 05 de agosto de 2011 a 31 de agosto de 2012. Há taxa de seleção de R$ 60,00. Seu valor é de dezessete parcelas de R$ 320,00

 

As inscrições devem ser feitas no site do Centro de Produção da Uerj (Cepuerj) www.cepuerj.uerj.br, até 02 de junho. Mais informações, envie um e-mail para cepuerj@uerj.br ou telefone (21) 2334-0639. 

 

Como abordar a homossexualidade


Filhos homossexuais
Convivendo com as diferenças

 

         No início do mês de maio, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, que casais homossexuais têm direitos semelhantes aos de pares heterossexuais. Em que pese alguns posicionamentos em contrário, a decisão foi bem recebida no país e representa um importante passo em direção à tolerância e ao respeito às diferenças.

         Embora muitos considerem-se favoráveis à união homossexual, o preconceito ainda permeia a sociedade e há muitas dúvidas sobre o assunto, especialmente quando ele surge dentro da família. A psicóloga Maria Rocha, do Colégio Ápice, na região do Morumbi, em São Paulo , explica que a origem do preconceito contra homossexuais está ligada especialmente à colonização européia e a questões religiosas. O panorama, contudo, está mudando: "O povo brasileiro, talvez por ter muita miscigenação, adquiriu a capacidade de aceitar o diferente com mais naturalidade".

         De acordo com a especialista, a opção sexual define-se na puberdade, quando surge o interesse pelo outro e pela relação sexual. "O que se observa desde a mais tenra idade são comportamentos e interesses voltados ao que se aceita socialmente como universo feminino ou masculino. Isto depende da cultura em que o indivíduo está inserido, isto é, o que socialmente é aceito como padrão", diz Maria.

         A especialista afirma que os pais não devem impedir o contato dos filhos com homossexuais tampouco reprimir ações consideradas do outro sexo, como impedir o filho de brincar com bonecas. "Nas situações imaginárias ou esportivas não é a preferência sexual que está em jogo e sim seu desenvolvimento social e a formação do eu", explica Maria. "O que determina a homossexualidade é a opção sexual e não os comportamentos mais femininos ou masculinos, que a cultura considera como aceitáveis".

 

Esclarecendo dúvidas

 

          Alguns pais sentem-se incomodados quando vêem seus filhos convivendo com homossexuais. Para Maria Rocha, isso não representa um "perigo" à sexualidade da criança ou do adolescente: "As preferências sexuais não são ditadas por imitação. A construção da identidade ocorre das diferentes relações sociais que a criança vivencia, portanto, conviver com homossexuais não é fator determinante para esta ou aquela escolha".

         Caso os pais observem que o jovem tem preferência por parceiros do mesmo sexo, devem conversar, aceitando com naturalidade, a escolha do filho ou filha. "O jovem também tem conflitos por ser 'diferente'. A aceitação da família contribui para que possam ser resolvidos de maneira mais suave", diz Maria.

         Como o preconceito ainda é inevitável, os pais precisam conversar com o filho e deixá-lo expressar seus sentimentos e angústias sem repressão. "Se os pais tiverem dificuldade de fazer este papel, podem sugerir a um parente mais próximo ou mesmo procurarem um psicólogo, sempre com a concordância do jovem", recomenda a especialista.

         O essencial, independente da idade ou da orientação sexual dos filhos, é estimular o respeito à diversidade. Os pais devem explicar a homossexualidade sempre com naturalidade. Maria explica: "São escolhas individuais e que devemos sempre respeitar. As pessoas não são iguais, pensam e agem de formas diferentes".

 

Box de recomendações:

 

·         Estimule a tolerância: faça o respeito às diferenças prevalecer entre os valores da família.

·         Deixe brincar: permita à criança brincar com o que quiser, independente de ser brinquedo ou atividade "de menino" ou "de menina".

·         Homossexualidade não é contagiosa: as crianças não devem ser impedidas de relacionar-se com adultos homossexuais, pois isso estimula o preconceito.

·         Aceite as decisões: se um adolescente manifestar interesses por parceiros do mesmo sexo, estabeleça um diálogo e aceite naturalmente a decisão do filho.

 


Artigo: Ensino Médio: flexibilizar é estudar mais


Ensino Médio: flexibilizar é estudar mais
* Gilberto Alvarez Giusepone Jr.
A flexibilização do currículo do Ensino médio é uma excelente chance de o Brasil acertar as contas com essa etapa da escolaridade. O objetivo deve ser ampliar a formação geral, abrindo as possibilidades de escolha. Aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no último dia 4/5, as novas diretrizes curriculares para o Ensino Médio nas áreas do trabalho, da tecnologia, da ciência e da cultura permitirão às escolas e aos sistemas de ensino escolher modelos mais voltados para a sua realidade local ou regional e proporcionar autonomia pedagógica, antiga aspiração da comunidade educacional.
O principal objetivo da flexibilização do currículo é permitir um avanço do país frente aos desafios que a educação tem que enfrentar para reverter a baixa qualidade oferecida nas escolas públicas e sua consequência mais perversa, a evasão.
Atualmente, de acordo com dados do IBGE, existem 10 milhões de alunos matriculados no Ensino Médio. Desse contingente, cerca de 40% abandonam o curso por desinteresse e 27% porque precisam trabalhar para complementar a renda familiar. Aqueles que resistem à falta de estrutura e de oportunidades chegam à idade adulta sem estar preparados – seja para o mercado de trabalho, seja para os exames vestibulares.
No Cursinho da Poli, em São Paulo, que tem grande parcela dos alunos provenientes da escola pública, lidamos cotidianamente com esse drama. Preparar o aluno para entrar numa universidade de qualidade demanda, em primeiro lugar, sanar as lacunas de seu aprendizado. Para isso, todos os anos, oferecemos curso de matemática básica, física e história da arte, entre outros, que ajudarão o aluno a acompanhar a matéria na sala de aula.
Outro drama é a baixa empregabilidade desses alunos no mercado. Depois de 12 anos na escola, o jovem não está apto a conseguir um emprego nem na indústria, nem no comércio e muito menos em áreas em que é necessário qualquer tipo de especialização. O que faz um aluno que sonha em avançar nos estudos, mas ao mesmo tempo precisa ajudar no sustento da família e não está preparado para isso?
Daí a preocupação de o CNE atender aos anseios dos estudantes: é a premente necessidade de aproximar o educando de suas áreas de interesse, uma forma de interessá-lo mais, dar-lhe a possibilidade de estar mais presente e de se sair melhor na vida escolar.
Entretanto, é preciso que as experiências concorram para que os erros não sejam repetidos. Convém lembrar duas experiências que não chegaram a bom termo. A primeira foi a divisão do nível médio em três modalidades: o Científico, o Clássico e o Magistério. Os egressos de uma ou outra modalidade tinham formação absolutamente específica, numa idade em que as vocações ainda não estavam suficientemente amadurecidas, prejudicando muito ou francamente impossibilitando qualquer tentativa de mudança de rumo.
A segunda, no período da ditadura militar, foi a conclusão, motivada pela imensa demanda de pessoal técnico, de que todo Ensino Médio deveria profissionalizar, levando a um descaso, maior ou menor, pelas matérias acadêmicas. As consequências dessa opção são sentidas até hoje na sociedade brasileira.
Será preciso discutir muito ainda para fundamentar e fortalecer a mudança do currículo em cada instituição, mas, desde já, ressalte-se que, em nenhuma hipótese, poderemos descuidar das matérias de base. Matemática, português, química, física, biologia, história, geografia, sociologia e filosofia devem ter seus conteúdos preservados. As novas medidas devem buscar acrescentar à formação cultura, conhecimento e instrução profissional. Neste momento, não se pode admitir nenhuma conta "de menos" na educação dos brasileiros.
* Gilberto Alvarez Giusepone Jr. é professor e diretor do Cursinho da Poli em São Paulo.
 

Educação ou o quê?


Educação ou o quê?

No mais recente lançamento da Summus Editorial, a psicanalista Anna Veronica Mautner propõe reflexões para pais e professores. O objetivo é, diante das fronteiras cada vez mais tênues entre público e privado e a falta de limites, discutir a educação transmitida às crianças e aos jovens.

Diz o dicionário que educar é formar indivíduos aplicando métodos adequados que podem variar de acordo com a época. Porém, a palavra "educação" abriga uma série de significados. No livro Educação ou o quê? - Reflexões para pais e professores (120 p., R$ 32,90), a psicanalista Anna Veronica Mautner aborda temas que intrigam a todos nós: afinal, quem deve educar, a família ou a escola? A escola deve ser tradicional ou liberal? Como impor limites aos filhos e aos alunos?

Pautando-se em valores como ética, respeito e construção da cidadania, o livro traz sugestões para equacionar essas dúvidas. Na primeira parte, destinada aos educadores, Anna Veronica afirma que, sem bons modelos, os jovens não conseguem evoluir. "A função de ampliar horizontes é da escola, onde encontramos informações e noção de possibilidades. É onde o mundo nos oferece a paisagem e o horizonte do bem-estar", afirma.

Entre um dos temas abordados pela autora está a valorização - social, profissional e salarial - do professor. "Voltando a muitas e muitas décadas atrás, já houve tempo em que ser reconhecido pelo professor dava pontos no placar. Quando e por que isso mudou?", pergunta ela?

Outra reflexão proposta pela autora é a seguinte: a educação "livre", sem regras nem método, funciona? Não reprovar para não ferir é a melhor saída? "Se não houver disciplina, a aprendizagem de todos será prejudicada. E disciplina não é mudar o temperamento, a personalidade, o jeito de ser de ninguém: é apenas absorver um código e se comportar de acordo com ele para tornar o coletivo possível", acredita.
Quanto à violência física e psicológica sofrida por crianças no mundo todo, Anna Veronica afirma que a escola precisa ter papel mais atuante, protegendo os mais fracos. Na sua avaliação, a liberdade desprotegida pode ser extremamente massacrante para uns e palco de exibição de força para outros.

Na segunda parte da obra, Anna Veronica dirige-se aos pais, para quem nunca foi tão difícil transmitir valores. A preocupação com a violência e com uma série de perigos tem transformado os pais em verdadeiros espiões de seus rebentos. Para a autora, o excesso de vigilância produz seres humanos tolhidos e dependentes. Como essas criaturas poderão se tornar autossuficientes e encher os pais de orgulho?
Além disso, diz, é preciso criar espaço para que os filhos realizem descobertas, o que não vem acontecendo: "Tal é a ansiedade do adulto em querer ser um educador eficiente das novas gerações (seja como pai seja como mestre) que elimina a ocasião da descoberta".

Em relação à internet, Anna Veronica é taxativa: "Como existe cada vez menos segurança fora dos muros de casa, nem se pode sonhar com o retorno à calçada. Precisamos, isso sim, olhar sem implicar com o recém-conquistado espaço do universo tecnológico. A internet não é perfeita, mas é o melhor arremedo possível do crescimento em liberdade".

Assim, o livro fornece respostas sobre a nobre tarefa de preparar os jovens para a vida. Para o jornalista Marcelo Coelho, que assina o prefácio, "os textos de Anna Veronica Mautner procuram balancear, com grande sabedoria, o 'moderno' e o 'tradicional' em matéria de educação. Como educar esse jovem, que será encarregado de mudar o nosso mundo, sem conceder de graça coisa nenhuma a suas fáceis revoltas, a seu comodismo, a talentos protegidos em clima artificial de estufa?"

A autora

Anna Veronica Mautner é socióloga, psicóloga e psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Além do trabalho clínico, interessa-se pela divulgação da abordagem psicanalítica na apreensão do cotidiano. Para tanto, tem investido em redigir crônicas. Autora de Crônicas científicas (Escuta) e de Cotidiano nas entrelinhas (Ágora), escreveu um capítulo no livro Céu da boca - Lembranças de refeições da infância (Ágora). É colunista do caderno Equilíbrio, da Folha de S.Paulo, e da revista Profissão Mestre.

Título: Educação ou o quê?- Reflexões para pais e professores
Autora: Anna Veronica Mautner
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 32,90
Páginas: 120
ISBN: 978-85-323-0783-5
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.summus.com.br


Programação da Virada Sustentável


São Paulo terá Virada Sustentável nos dias 4 e 5 de junho

 

Mais de 300 atividades culturais e educativas, ligadas aos temas da sustentabilidade, agitarão a capital paulista durante o final de semana do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Com centenas de atrações espalhadas por mais de 60 espaços e parques da cidade, São Paulo receberá, nos dias 4 e 5 de junho, a primeira edição da Virada Sustentável, que tem o objetivo de ampliar a informação sobre sustentabilidade a partir de uma abordagem positiva para a população, usando a arte e a cultura como principais ferramentas de comunicação – e transformação.

Logo após a abertura, que ocorre no sábado às 8h com atividades de yoga e meditação nos parques, a capital paulista será tomada por diversas atrações, como exposições, filmes, oficinas, workshops, peças e shows de música, sempre com conteúdo ligado aos temas da sustentabilidade. Meio ambiente, biodiversidade, direitos humanos, mudanças climáticas, mobilidade urbana, lixo e qualidade de vida serão alguns dos temas das atividades. Todas as atrações são gratuitas. No primeiro dia, as atividades acontecem das 8h às 24h. No domingo, as atrações iniciam novamente às 8h e terminam às 20h.

"A Virada Sustentável teve a preocupação, desde o início, de pulverizar sua programação em diferentes locais da cidade, de forma a evitar grandes deslocamentos e, principalmente, grandes aglomerações em um único local. Outro cuidado foi o de não promover o evento apenas em locais visitados pela população das classes média e alta, o que explica a presença de diversas atividades nas regiões periféricas da cidade, como os bairros de Capão Redondo, na zona Sul, ou Belém, na zona Leste", explica o jornalista André Palhano, organizador do evento. 

Mobilização para a Sustentabilidade

A Virada Sustentável conta com o apoio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo (SVMA), da Secretaria do Meio Ambiente (SMA) do Estado de São Paulo e da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

 A Virada tem ainda o apoio institucional da Rede Nossa São Paulo e do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), além das parcerias da agência de publicidade Lew'Lara/TBWA e da Farah Service, responsáveis pela campanha de divulgação e prospecção de recursos junto aos patrocinadores, da Lead Comunicação e Sustentabilidade, para a divulgação, e Green CO2, empresa responsável pelo inventário e neutralização das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de todo o evento. Os parceiros de mídia são: Globo São Paulo, Rádio Eldorado e Trip Editora.

Braskem, Livraria Saraiva, Porto Seguro, AES Eletropaulo e Schneider Electric Brasil são algumas das empresas que escolheram atrações e ações para patrocinar, contribuindo para enriquecer a programação da Virada Sustentável. 

Para orientar as decisões da equipe de organização e evitar ações oportunistas, foi formado um Conselho Curador, constituído por nomes reconhecidos na área de sustentabilidade, com atuação em diferentes setores da sociedade. Além de analisar e aprovar a aderência das atrações, o Conselho decide as questões éticas relacionadas ao evento, como o veto à participação de empresas de álcool, armamento e tabaco.

A programação completa poderá ser acessada no site www.viradasustentavel.com a partir de 23 de maio.  


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