segunda-feira, 2 de maio de 2011

Busca incessante

 

Por que a vida dispersa meus sonhos...
...tirando-me do coração a doce esperança!
Apesar de homem também sou criança.
 
A vida para mim tem sido uma busca incessante!
Para achar meio para os meus sonhos realizar...
Mas muitas das vezes esses meios não aparecem
Estão é a vez de sofre e chorar.
 
A vida nos trás algumas alegrias...
E com a mesma nos consegue enganar!
 Pesando que seriamos felizes para sempre.
Mas ai vem à dor para nos fazer sofrer
Para nos fazer chorar
Vivaldo Terres

Nota de Pesar


 

Nota de Pesar

  

A Representação Regional do Ministério da Cultura no Estado de São Paulo divulga com pesar o falecimento do ator e diretor Renato José Pécora, Zé Renato, (1926-2011).

Falecido aos 85 anos, vítima de um infarto que o acometeu na madrugada desta segunda-feira, 2 de maio, Pécora foi fundador e idealizador do Teatro de Arena, no ano de 1953.

Em 1958, dirige a peça Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, que contou no elenco com o próprio Gianfrancesco Guarnieri, Eugênio Kusnet, Milton Gonçalves, Francisco de Assis, entre outros, revelando a atriz Lélia Abramo. 

Estão entre suas principais direções, ainda no Arena, Revolução na América  do Sul, de Augusto Boal, em 1960; e Os Fuzis da Sra. Carrar, de Bertold Brecht, em 1962.

Após carreira de sucesso como diretor, Zé Renato estava vivendo um momento de intensa atividade no teatro, encenando a peça 12 Homens e uma Sentença, dirigida por Eduardo Tolentino.

 Zé Renato Pécora foi diretor, dramaturgo, criador de expressivo valor artístico e humano. Protagonizou momentos históricos no teatro a partir da inovação estética com a experimentação do formato arena e da introdução do tema da classe operária no palco.

 O velório ocorrerá nesta segunda-feira, 2 de maio, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Doutor Teodoro Baima, 94), a partir da 17h. Amanhã, 3 de maio, o féretro sairá às 10h para o Cemitério Gethsêmani do Morumbi (Praça da Ressurreição, 1).

 

Tadeu Di Pietro

Representante Regional do Ministério da Cultura no Estado de São Paulo

 


QUE PAÍS É ESTE?


Autor: Dhiogo Caetano

Não sei se vivemos ou tentamos sobreviver. Viver é enfrentar as múltiplas diversidades da vida; viver é ser livre mesmo quando todo mundo quer cuidar de nós.
É ficar quieto e permanecer calado perante a sociedade que construí normas e padrões de vida.
Muitos têm interesse em saber da nossa história. Dizem que estamos desligados e que mesmo assim eles sempre iram nós socorrer e até pedem para que tenhamos muito cuidado, pois viver neste mundo é muito perigoso e não devemos sair de casa.
Mas nós não devemos temer as construções sociais e as falsas realidades construídas pelas as grandes instituições de nosso planeta. Onde está o povo deste país?
Viver é um hábito de cada um, não importa se eles querem que sejamos de uma forma, pois nós queremos é sair deste mundo de corrupção e de desigualdade entre os homens que na constituição tem direitos iguais.
Meu Deus cadê a nação? Que país é este?
Aqui não têm responsáveis, não tem igualdade, não tem um verdadeiro representante do povo. Mas em contra ponto temos pessoas responsáveis pela corrupção, pelo abuso de poder e pelo autoritarismo que tornou algo natural na sociedade atual.
Somos quem podemos ser? Pra ser sincero é visível que não somos seres humanos; hoje nós somos números, cartões, dinheiro e rótulos.
Todos querem cuidar de nós, mais nós queremos caí e assim poder ver com clareza a verdade disfarçada em meio à ideias pragmáticas que foram construídas ao longo dos séculos e da história da humanidade.
Muitos vão dizer que estamos errados e que viver é muito perigo, eles vão perguntar se levamos muitas pancadas e sempre terá um no poder que construirá um teatro para ouvir nossos problemas e assim promovendo uma falsa ajuda.
Porém, tais poderosos devem ficar ciente que nós não estamos tristes e sim revoltados com a mídia, com os governantes e queremos deixar claro que temos a nossa própria vontade, pois vivemos em um país que se diz democrata.

Acreditar é romper com os limites, possibilitando a construção de novos horizontes.                                                                                                    
                                                                                                                   Dhiogo Caetano

Chegou a hora da Língua Portuguesa

*Por Daniel Zipman
 
 
O Brasil nos últimos anos ganhou posição de destaque no âmbito internacional, ocasionada principalmente por seu desenvolvimento econômico em ritmo acelerado. O país virou alvo dos interesses estrangeiros atraindo grandes investimentos e eventos internacionais, como a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016).
 
O número de turistas estrangeiros no Brasil cresceu 8% em 2010, em que parte dos visitantes veio para terras nacionais a negócios ou movidos por interesses comerciais. Muitos deles também se estabelecem aqui.
 
O crescimento da popularidade do país no exterior gerou interesses em seguimentos culturais até então pouco explorados, como a língua portuguesa. Segundo pesquisas, só nos Estados Unidos o número de estudantes inscritos em cursos de português cresceu cerca de 11% em relação há três anos.
 
O idioma antes não se constituía como uma língua de valor internacional, mas ao longo da última década, a procura vem crescendo intensamente pelo ensino para estrangeiros e também para brasileiros que reconhecem a importância de dominar a língua materna.
Desta forma, os cursos de português para estrangeiros estão se tornando uma prática cada vez mais necessária e procurada no Brasil. As escolas de idiomas estão inclusive desenvolvendo técnicas para facilitar o aprendizado. Como não é uma língua fácil de ser absorvida, pois diferentemente do inglês, por exemplo, possui muitas variações em suas formas, o ensino tem que ser diferenciado, mais focado e eficaz. Aulas particulares ou em pequenos grupos são uma boa ideia para o aluno assimilar melhor o conteúdo.
Além disso, a procura pela aprendizagem do idioma também é grande entre os próprios brasileiros, já que com a reforma ortográfica, instituída pela Academia Brasileira de Letras com objetivo de padronizar a língua, muitos estudantes precisam de auxílio para aprender as novas regras do português. Muitas mães também procuram as aulas de reforço para melhorar o rendimento escolar de seus filhos.
Isso é uma solução porque, nessas aulas, é possível explorar as principais dificuldades do aluno, assim como enfatizar as novas normas, para aqueles que precisam reaprender a língua.
 
Seja pela procura por jovens brasileiros, por empresas internacionais que necessitam de traduções ou por estrangeiros com negócios no país, o idioma ganha visibilidade e acompanha o lugar de destaque do Brasil no plano internacional.
 
*Daniel Zipman – Diretor do Centro Latino de Línguas (www.cll.com.br)

Maiores são os poderes do povo



Pedro Coimbra
            A primeira constatação é que o ser humano é um animal que não consegue sobreviver por si só. Somos dependentes dos outros desde sempre. Assim estes recém nascidos que são abandonados por todos os lados, segundo a mídia, geralmente estão fadados a terem perdidas suas possibilidades de sobrevivência.
            Vencida, porém esta etapa inicial num  país de miseráveis, somos levados a crer naquela definição do filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre, criador do existencialismo: “Ser homem é tender a ser Deus; ou, se preferirmos, o homem é fundamentalmente o desejo de ser Deus”. Ou seja, ser livre na Natureza, como deve ser a divindade.
            Como necessitamos nos organizar em sociedade procuramos regimes mais próximos da sonho da liberdade. E ocorre que pretendemos viver na democracia, originária da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo. Todo o poder para o povo e pelo povo...
            Na Páscoa, estava zapeando na televisão e dei de cara com os momentos finais de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, filme do baiano Glauber Rocha e que sempre me fascinou.
            Glauber Rocha teria hoje seus 72 anos e era o mais autêntico intelectual brasileiro. Com seu sotaque dizia-se marxista, mas tinha todas as características de um verdadeiro anarquista, apesar da formação protestante.
            Apaixonado pelo cinema e pela possibilidade de fazê-lo num país subdesenvolvido como o Brasil em 1957 filma O Pátio, seu primeiro curta-metragem influenciado pelo concretismo. Em 1959 filma o curta-metragem  inacabado Cruz na Praça. Em 1960 assume a direção de Barravento,  seu primeiro longa-metragem, premiado em Karlovy Vary.
Em 1963, em Lavras, tomo contato com suas idéias através do livro Revisão Crítica do Cinema Brasileiro e surge o Cinema Novo que ganha visibilidade internacional.
Em 1964 acontece o Golpe Militar no Brasil, durante viagem de Glauber Rocha ao Festival de Cannes para exibir Deus e o Diabo na Terra do Sol , seu filme-revelação. Em 1965 lança o manifesto A Estética da Fome  com as bases estéticas e políticas do Cinema Novo, sendo preso num protesto contra o regime militar no Rio de Janeiro, no Hotel Glória. Filma o curta-metragem Amazonas  Em 1966 assume uma de suas posições estranhas e filma o curta Maranhão 66, que documenta a vitória de José Sarney para governador. Realiza em 1967 o longa-metragem Terra em Transe, apresentado no Festival de Cannes. O filme é proibido no Brasil e se torna o manifesto de uma geração. Escreve os textos: A Revolução é uma Eztetyka; Teoria e Prática do Cinema Latino-Americano; Revolução Cinematográfica e Tricontinental.
Em 1969 viaja à Europa para exibir O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro  no Festival de Cannes 69 que lhe daria o prêmio de melhor diretor e que é fotografado pelo meu amigo Afonso Beato.
Viaja para a Catalunha em 1970 onde filma Cabezas Cortadas. Monta o curta Câncer, filmado em 68  Em 1974 polemiza ao declarar que o general Golbery do Couto e Silva, militar nacionalista,  é um dos "gênios da raça". Em Roma, conclui História do Brasil. Ali, em 1975, filma Claro, com Juliet Berto. Filma em 1976 o velório do pintor Di Cavalcanti, premiado em Cannes, sob protesto da família. O filme está proibido até hoje.
Em 1978 filma A Idade da Terra em Salvador, Brasília e Rio de Janeiro. Escreve para vários jornais, provocando polêmicas e reações. Inicia o programa Abertura, na TV Tupi, em que faz entrevistas com grande repercussão e inventa uma linguagem própria. Participa em 1980 do Festival de Veneza com Idade da Terra . O filme, um dos mais radicais como linguagem, gera polêmicas em Veneza e é mal recebido no Brasil. Morre no dia 22 de agosto e é velado no Parque Lage, cenário de Terra em Transe, em meio a grande comoção e exaltação.
            Em “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, o personagem Corisco (Othon Bastos) já crivado de balas por Antônio da Mortes (Maurício do Vale) grita quase morrendo: “Maiores são os poderes do povo”.
            Acreditei e sonhei com esta idéia do desgrenhado Glauber Rocha por muito tempo, até que vieram as Diretas-Já e a redemocratização do Brasil continuou nas mãos da classe dominante.
            Por isso o baiano com suas idéias estranhas faz muita falta hoje em dia, onde a política parece um insípido sanduíche fast-food...

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