terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desafio para 2011 é ligar o esporte à educação, afirma ministro Orlando Silva

Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou hoje (13) que o desafio a partir de 2011 será ligar o esporte à educação, proporcionando aos milhões de estudantes brasileiros a prática esportiva como meio de inclusão social. O ministro também destacou que é preciso buscar novos talentos olímpicos. Ele participou do lançamento do Viradão Esportivo, que prevê 33 horas de atividades variadas, em 2 mil eventos, em diversos bairros da cidade e da região metropolitana. A abertura ocorreu aos pés do Cristo Redentor, com uma apresentação de judô reunindo crianças e medalhistas olímpicos.
“Para 2011, o desafio estratégico e central é ligar mais o esporte à educação. Nós avançamos ainda em passos tímidos e será necessário dar passos mais ousados para que se tenha um desenvolvimento esportivo sustentado. É a capilaridade. Para se ter um modelo sustentável de desenvolvimento em várias modalidades é preciso atuar em várias frentes”, afirmou Orlando Silva, rodeado por crianças de comunidades cariocas praticantes de judô.
Vestindo um quimono com o seu nome bordado, o ministro posou para fotos ao lado dos judocas e lembrou que é importante garantir legados sociais e esportivos dos grandes eventos que acontecerão no país, como os Jogos Mundiais Militares de 2011, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
“O legado é o desafio principal. No Rio de Janeiro esperamos uma revitalização do centro e da região do porto. Mas o legado mais difícil e mais importante é estimular o hábito na população brasileira de ter atividades físicas para sua melhor qualidade de vida”, disse o ministro.
Orlando Silva fez ainda um balanço positivo da política esportiva nos dois governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nesses últimos oito anos nós fizemos um esforço de superar um déficit de infraestrutura esportiva no Brasil. Nesse período assinamos perto de 13 mil contratos para reformar ou construir equipamentos esportivos em todos os estados e trabalhamos para colocar o Brasil na rota dos grandes eventos esportivos. Realizamos o Pan e o Parapan, valorizamos o esporte como fator de desenvolvimento e de inclusão social e tivemos a elevação do nível técnico do esporte de alto rendimento”, analisou o ministro.
A secretária de Esportes do estado do Rio de Janeiro, Márcia Lins, também enfatizou a importância de se apostar nas crianças e nos adolescentes como futuros campeões olímpicos. Ela citou o projeto Rio 2016, que oferece, em 650 núcleos, práticas esportivas em 30 modalidades a 130 mil jovens.
“Nosso objetivo é triplicar esse número até 2016. Nossas crianças e nossos jovens são a promessa de um futuro mais saudável e com mais medalhas. O esporte é a ferramenta que leva a cidadania de forma mais rápida para a sociedade”, afirmou a secretária.

Edição: Lílian Beraldo

ALIMENTAÇÃO É TAMBÉM :) EQUILÍBRIO!


REFLEXÕES




sábado, 13 de novembro de 2010

AS DUAS FLORES

Quando eu era criança: uns quatro ou cinco anos, mais ou menos, lembro-me que mamãe comprava-me um almanaque infantil chamado Tico-Tico, que continha uma seleção de histórias em quadrinho, além de textos e poesias, lindamente ilustrados. Quando eu não sabia ler, mamãe lia para mim... Ela própria gostava muito de ler. E uma das poesias que ficou marcada fundo na minha lembrança era As duas flores, que eu queria porque queria reler, mas não me lembrava nem do título, nem o nome do autor.

Hoje finalmente eu a encontrei no site www.poemasdecoração.blogspot.com.
Ao referido site, o meu muito obrigada!

AS DUAS FLORES

Por: Castro Alves

São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol
Vivendo no mesmo galho
Da mesma gota de orvalho
Do mesmo raio de sol

Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu...

Unidas, bem como os prantos
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar
Como o suspiro e o desgosto
Como as covinhas do rosto
Como as estrelas do mar...

Unidas... Ai quem pudera!
Numa eterna Primavera
Viver qual vive essa flor
Na rama verde e florida
Na verde rama do amor!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Jogadores de futebol estão mais propensos à desidratação



Estudo mostra que uma das causas é a falta de paradas regulares durante as partidas.

AGÊNCIA NOTISA – A hidratação é um fator de extrema importância no rendimento de qualquer atleta. No futebol, ela pode ser prejudicada por vários fatores. É o que mostra o estudo “Fatores que influenciam na hidratação de atletas de futebol”, publicado em junho do ano passado na revista Arquivos em movimentos.
Os autores, Fabio Benvenuti, Henry Schneck e Lili Niehues, explicam que a dimensão do campo e as regras atuais do futebol são fatores que não permitem uma otimização da reidratação, visto que não existe o tempo técnico, ou seja, os atletas correm quarenta e cinco minutos com a possibilidade de ingerir líquido somente quando existe parada para atendimento dentro do campo.
“Sem uma adequada ingestão de líquido durante o exercício, os atletas podem sofrer aumento da temperatura corporal e nos batimentos cardíacos. Essa desidratação acontece devido à necessidade que o organismo tem em manter a temperatura corporal próxima ao repouso, cerca de 37°C”, explicam.

Segundo eles, uma temperatura corporal mais alta que 41°C danifica as células e aos 42°C proteínas são coaguladas, resultando na morte da célula. “Existem vários mecanismos para eliminar o calor produzido pelo exercício, o mais importante deles é através da transpiração ou sudorese, que nada mais é do que a perda de líquidos através da pele, manobra que de certa forma age como válvula de escape para o calor”, contam.
O estudo também mostra que altas temperaturas (típicas no Brasil) associadas à alta umidade relativa do ar são fatores que promovem um desgaste maior – embora as taxas de suor variem de acordo com tamanho corporal, temperatura ambiente, umidade, aclimatização, sexo, idade, nível de treinamento e nível de glicogênio muscular.

“A perda de glicogênio muscular é a principal causa da perda do desempenho durante as partidas de futebol, principalmente no segundo tempo, onde há maior incidência de gols marcados e sofridos”, explicam. Por essa razão, eles aconselham que antes, durante e após os jogos e treinamentos os atletas façam a ingestão de carboidrato para manter os níveis glicêmicos altos, evitando assim o surgimento prematuro da fadiga.

Também é importante, segundo eles, a reposição de eletrólitos como sódio e potássio, já que a falta desses minerais está associada a câimbras nos jogadores. Os pesquisadores não recomendam a ingestão de água pura durante e após a partida, pois ela é um elemento pobre em energia e eletrólitos e irá retardar a reidratação.

“A ingestão de bebidas contendo carboidratos, bem como sódio e potássio, demonstra ser mais eficiente na recuperação de atletas de futebol bem como a não retardar o esvaziamento gástrico”, explicam.

O estudo também alerta para a importância do monitoramento constante do peso dos atletas. “Antes e após jogos e treinamentos, faz-se necessário que o atleta suba na balança para ser quantificada sua perda hídrica. É importante, também, prestar atenção aos sintomas físicos. Se a fadiga for acentuada, apresentando dores de cabeça, o atleta pode estar cronicamente desidratado”, explicam.

Os autores acreditam que é de grande relevância que os atletas tenham consciência da importância de estar sempre bem hidratados. “Para isso é necessária a atuação conjunta da comissão técnica com os departamentos de nutrição e médico, afim de educar os jogadores sobre as vantagens de uma boa hidratação”, concluem no artigo.

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

Dia Nacional da Alfabetização

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

DE ARTISTA E DE LOUCO

De médico e de louco todo mundo tem um pouco!

Esta expressão está associada à obra de Stevenson, "O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde", que ganhou notoriedade ainda maior quando uma adaptação do cinema mudo escolheu como título "O Médico e o Monstro".


No livro, o cientista criou uma fórmula para separar a razão do instinto, mas, em nome da dramaticidade, associou essa irracionalidade à amoralidade. Assim, esse passou a ser o imaginário da loucura. E os loucos em geral, muitos deles frutos do excesso de racionalidade ou da ação de outros "loucos", passaram a ter um único destino: o hospício! E muitos manicômios ficaram famosos em função disso: "Ficou Pinel!", "Teu lugar é no Juqueri". Até música fizeram: "Brrrrum! Preciso me cuidar, senão eu vou pra Jacarepaguá!". E muitos "loucos" passaram a ser classificados por conveniência:

Rebeldia virou loucura! Protestar contra poderosos também, afinal: "Manda quem pode. Obedece quem tem juízo. "Acesso de loucura" virou atenuante para crimes premeditados, mas ser "louco" também virou desculpa para afastar pessoas "indesejáveis" do convívio social, ou para atenuar os excessos das classes dominantes: "Pobre é louco. Rico é excêntrico". No entanto, o médico Simão Bacamarte, da obra "O Alienista", de Machado de Assis, ao perceber que quatro quintos da cidade eram internos em seu hospício, resolveu soltar todos e trancafiar os considerados "sãos"...

O fato é que, até bem pouco tempo, qualquer distúrbio ou limitação mental, sobretudo nas classes menos favorecidas, tinha como destino certo o manicômio, com direito a procedimentos que, em outras circunstâncias, seriam considerados tortura, desumanidade!


Então, recentemente, fui encarregado da programação de palestras do Rotary Club de Santos-Porto...

Pensei logo em convidar o Arte-Educador Renato di Renzo, que em 1989 revolucionou o Brasil com suas experiências no Hospital Anchieta, criando o Projeto "TAMTAM" (o tambor africano!).


Pensei que seria difícil, mas ele prontamente aceitou o convite, já escolhendo o tema: "TAMTAM: Saúde Mental, Arte e Cidadania".

No dia, ele dispunha de apenas 15 minutos para sua apresentação... Poderia ter falado por horas!

Santista nato, ele confessou estar muito feliz em ali estar porque, passados mais de 20 anos da ação no Anchieta, tornada referência mundial, poucas vezes fora convidado a falar sobre seus projetos em sua cidade natal.


Depois, falou apaixonadamente sobre seus conceitos e crenças, lembrando que a loucura nada mais é do que uma paixão desenfreada, daquelas que quase todos já tivemos; instantes em que convenções perdem seu poder limitador, abrindo espaço para os instintos, quando a criatividade humana atinge seu ápice e a arte se manifesta em estado puro.


Sua proposta no Projeto TAMTAM, hoje transformado em ONG, é de usar manifestações artísticas, que tem seu quê de loucura em relação à realidade, como ponte terapêutica para fazer o caminho inverso, melhorando a qualidade de vida de milhares de pessoas, reintegrando-as à sociedade.

A repercussão dessa proposta foi tão significativa que fundamentou a lei antimanicomial em vigor!

Concluiu com sincera emoção, relatando seus outros projetos de arte-educação e resgate de cidadania, como o "E aí, beleza?", que já levou ao palco do Teatro Coliseu gente que revelou jamais ter sonhado sequer passar diante dele, quanto mais nele atuar. Inclusão social!


Que belo trabalho, Renato! Que doida e contagiante paixão essa de ser louco por arte, pela arte e destarte transformar loucura em arte, auxiliando na cura, sem descartar, isolar ou continuamente dopar seres humanos!

Você mais do que nos provou que de médico, de artista e de louco todos precisamos ter um pouco!

 

Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor

Exposição de Maria Auxiliadora Silva encerra temporada em Nova York ampliando debate sobre arte brasileira

  Com curadoria de Bruna Grinsztejn, a mostra reuniu pinturas que despertaram discussões sobre memória, identidade, relações sociais, trabal...