terça-feira, 27 de julho de 2010

mensagem:) jogue fora as suas batatas!


MENSAGEM




Jogue fora suas batatas!



O professor pediu aos alunos que levassem uma bolsa cheia de batatas para a sala de aula em determinado dia.

Em cada uma delas, ele pediu que fosse escrito o nome de pessoas de quem não gostassem, que lhes magoaram

ou fizeram sofrer em algum momento da vida.

Eles começaram a pensar e foram lembrando uma a uma...

Algumas bolsas ficaram pesadas, com muitas batatas.

Como os alunos tinham que carregar a sacola para todos os lugares, algumas batatas acabaram estragando e ficando

com mau cheiro.

Ao colocar toda a sua atenção na bolsa, os alunos deixavam de observar outras coisas que estavam a sua volta,

inclusive a aula.

O objetivo da atividade era mostrar o peso espiritual diário que a mágoa ocasiona.

Moral da história: ao se incomodar com os outros, a pessoa acaba se esquecendo de si mesma.

Pense nisso e jogue fora as batatas e essas bolsas cheias de magoas. Como Padre?


No Colo de Jesus, e melhor, mais fácil ainda... Evangelizando!!






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domingo, 25 de julho de 2010

Romance Um, de Geraldo Lima - Resenha de Silas Correa Liete









Pequena Resenha Crítica

Romance “UM”, de Geraldo Lima – O Discurso Amoroso da Dialética Consciencial




“Estou farto de muita coisa (...).
Eu quero a destruição de tudo o que é frágil”

Roberto Piva


O que pode o ser humano, senão, entre seres humanos, AMAR?. Parafraseando o poeta, é isso o que se dá, naquilo que Cazuza chama de sua metralhadora cheia de lágrimas, em Um, o romance de Geraldo Lima, LGE Editora, uma dialética do discurso amoroso em que permeia a consciência, o paradoxo, o ser humano (no caso, sensível), entre seres humanos, AMANDO. E com tudo isso, claro, a narrativa que vai e volta, choca e instiga, se esconde, aparenta, cita, permeia, desce e sobe, sempre sob o pântano da condição humana nas relações humanas. Será o impossível? Geraldo Lima debuta e enlaça narrativas como quadros cênicos dessa relação amarga-doce, bonita-feia, alegre-triste, sensual-bizarra, mas, antes de tudo, como as cartas de amores são ridículos – olha o Fernando Pessoa! – romances de amor nesses tempos pós-modernos também. Pior, se entre o sagrado e o profano, a carne e o sangue, o santo e o convexo, vivenciam diálogos impertinentes, bem costurados com arrojo de criar sem cair na pieguice romântica do quase ou tanto... pode se dizer que o amor acaba mas a saga continua. Ex-amores são para sempre?

Pois é: o amor tem sim, loucura que a própria lucidez desconhece.

Como se descascasse uma cebola de relação que ameaça, explicita, sai de cena, pensa-se, o autor vai retaliando a relação, fatiando sofrências, acontecências, dando tempo ao verbo e o verbo se faz carne, como se faz tensão, solilóquio, espírito e carranca. Olha a consciência como leitmotiv. Ana é o fio de Ariadne ou Ariadne é uma consciência sagrada pesando, fio condutor, para um interlocutor (interlocutora – a consciência?) onde sempre depositamos o pão e o vinho, do que se vem da carne nas relações proibidas/permitidas, só sonhadas, quem o sabe? Crime e castigo? Ah o crime de amor que faculta o existir... A consciência é a serpente que envenena intenções (ou possíveis intenções em treva branca), ou clarificando pensares, ilações/alusões, faz um inventário de partilhas íntimas, abre véus, aponta o que existe e até o que não existe?

Geraldo Lima demonstra isso aqui e ali, teatrizando ora o possível, o entendido como havido, o medo de algo-alguma coisa, resvalando ora na poesia, ora na prosa, ora meio que lispectoriano sem perder a mão (e a ternura) jamais. Gostoso lê-lo.

A Ana que foi (foi?) e já não é. A Ariadne que poderia ter sido e não foi. O entremeio, o intertexto, as citações, o seminário (que aqui vem de sêmen?...); o possível pecado de, o padre e os estudos, o corpo, a devassidão; nunca completam de uma perdição cobra-cega no paraíso do contar. Que consciência é o divã? Divã de idéias; divagar delas, ah o romance como fio de meada, fio de Ariadne, olhar enviesado, tirar de véus, entrecortar, contando, entrecontar, cortando, pinceladas mágicas de ternura, sensibilidade, como se tudo entre quatro paredes, o voyouver, e vai por aí o bolero-(tango-)mixórdia da contação. O castiço a rapariga, o mortiço dos ambientes propositalmente turvos, e o sexismo, o amor e o pudor. UM, o Romance de Geraldo Lima poderia também se chamar Inferno, fosse invocada a consciência como narradora. Tudo bem, é o espírito que ama o espírito, antes do corpo amar o corpo... isso, nas fáceis vidas difíceis, mas, entre uma sedução e um seminarista, tudo ralhado, há bulhas e cismas. Periga ver. Sentir, chocar com o olhar do que conta o vai-da-valsa, com um medo-coisa, uma solidão-embuste, uma aparência que, sim, engana. De propósito?

Depois que conhecemos o amor, em que lugar (de nós) deixamos as asas? Extremos e lumes. Sangria desatada a... de novo, consciência... repigando sentimentos e ressentimentos. Tudo a ler.

Que cenário é a mente, a casa, a história, lugares nenhuns, todos os lugares? Paulo tece os momentos que passou com Ana, a quase fêmea-fatale (não são todas?), a mulher-aranha com quem morou por algum tempo. Fala da amiga Ariadne, tece acontecimentos e pessoas como referências de vida de passagem. E há o padre Artur, que lhe foi uma espécie de mentor. Com o autor caímos na redoma de vidas, além, claro, de uma sua experiência transformadora que nos leva a reflexões ora incabidas, ora insabidas, ora sagraciais. Sim, meus irmãos, cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é, e o que não é. Cada um sabe de que luz faz cruz, de que devaneio faz sentimento, de que santeria interior faz nau insensata, de que atitudes impróprias congela momentos, visões, prismas. Escrever é colocar dúvida em nós mesmos, a partir de olhares novos sobre frinchas revisitadas.

UM é isso: um romance sempre no começo de uma relação que é posterior e anterior ao seu tempo estagnado, mas que viça pela palavra, se alonga, debulha, questiona, avalia e até trinca intenções. Há entrelinhas no ler...

Que milagre é amar e escapar ileso? Escrever é lembrar, lembrar é escrever/ascender (e acender velas na solidão de uma alma em conflito). Depois que um corpo conhece outro corpo, fugir é mergulhar nele, mesmo que seja num palavrear confeitos, contrastes e ramificações do verbo sentir. E pensar é sentir com a alma. A carne é fraca, meus irmãos, o Romance UM foge do cepo da consciência, para cair no labirinto das confrontações. Um romance e tanto. E atual, moderno, nesses tempos em que uma igreja decrépita mostra as vísceras, em que a nódoa da historia nela depositada é remorso, e em que os que passam pelo genuflexório têm que rezar defeitos, lamúrias e resignações de fugas ainda não depuradas. Há um Deus? Periga ver.

A correnteza da narrativa é o contra-fluxo do medo de amar até a página tal, o lado b do que se passou. Há coisas no ar. UM é apenas o começo do zero ao infinito. Tudo pode ser, como também não. Tudo pode ter acontecido, como pode ser um delírio bem orquestrado entre o que houve e o que se coube na relação até o limite do provável.

A mão que oferece a maçã, oferece o delírio do corpo, da carne, do afeto trocado. Amou tem que rezar? A cartilha do amor é o corpo do êxtase levado ao destempero. Amar e sofrer. A corrupção do corpo. A delação da mente. Turvamos o historial para sentirmos a transparência de nós mesmos? Mia Couto dizia que a melhor maneira de mentir é ficar calado. E narrar o questionável? Si, sem o prazer não podemos parecer humanos. E o humano em nós desmonta o falso-sagrado em nós. Escrevemos para medir o destino, ou o amor é um erro?

Geraldo Lima é professor de literatura, e conhece do oficio de romancear. Tem outras obras, alguns prêmios, retrata as relações humanas levadas ao extremo, entre o zelo, entre a mancha; do achado entre o perdido, das neuras e dos perigos letrais das relações amorosas, feito um discurso da posse de, da libertação de, dos atropelos de.

Amar se aprende amando, diria o poeta. Há muita poesia no Romance UM de Geraldo Lima. Ler a obra é desnudá-lo. Ficamos cegos de tanto sentir, ou ler é tirar as tintas e panos do que ele conta, para sentirmos na pele que o livro vai além da experiência mística que inventa de contar?

Que hamster é o ser humano para o suplicio do conviver entre desiguais? Primatas querendo ser divinizados experimentam os horrores das contundências.

O Tibete talvez seja descobrir o humano em nós, depois que passamos tanto tempo no piloto automático da vida infame. E aí entra o amor na sua mais pura devoção, mesmo que paralelo ao medo do fotógrafo que retrata em nós a entrega despudorada, o inominável da submissão à carne, a tarja preta e o código de barras feito sermos todos nós ainda e assim, por isso mesmo o Número UM, introspectivo ou não, daquilo que sabemos de nós, entre o defensor e o algoz, a consciência e a circunstancia de.

O escritor é o que, com uma lanterna, procura o número que somos, que parecemos, que multiplicamos em silêncios, palavras, moinhos de ventos, filtrações e sagradas escrituras. Sagradas?

-0-

Silas Correa Leite – Poeta, Ficcionista, Resenhista
Autor de CAMPO DE TRIGO COM CORVOS, Contos, Editora Design
E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue: www.portas-lapsos.zip.net


Escritor Geraldo Lima






sexta-feira, 23 de julho de 2010

FW: Roda Viva - segunda-feira, 26 de julho de 2010 às 22h00 - Transmissão ao vivo pela Internet


Encaminhado por Nair Lúcia de Britto 
From: rodaviva@tvcultura.com.br
To: rodaviva@tvcultura.com.br
Subject: Roda Viva - segunda-feira, 26 de julho de 2010 às 22h00 - Transmissão ao vivo pela Internet
Date: Fri, 23 Jul 2010 19:29:33 -0300

Ana Beatriz Barbosa Silva
Médica psiquiatra e escritora

Psiquiatras alertam que a maneira de ser e de viver pode contribuir para uma cultura de violência. Na TV e no cinema, psicopatas ganham cada vez mais espaço e seus papéis adquirem quase status de heróis. As manchetes de jornais dão destaque aos crimes, assim como os telejornais exploram o assunto. Corrupção, pedofilia e casos de agressões dividem a atenção dos veículos de comunicação e dos cidadãos.

Ana Beatriz Barbosa é psiquiatra, especializada em medicina do comportamento e estudiosa das questões ligadas à violência. Ela se dedicou ao estudo do funcionamento do cérebro, transtornos e vários outros temas ligados ao comportamento humano. Ana Beatriz Barbosa é autora de sete livros, onde chama a atenção tipos de violência que precisam ser tratados como problema social.

Participam como convidados entrevistadores:
Renato Lombardi, comentarista da TV Record; Ivan Martins, editor-executivo da Revista Época; Cláudia Collucci, repórter de saúde do jornal Folha de S. Paulo e mestre em história da ciência pela PUC de São Paulo e Suzane G. Frutuoso, chefe de reportagem do jornal Diário de S. Paulo

Colaboradores:
Juliana Ferreira Fernandes, publicitária (http://twitter.com/jufernandes); Michel Micas Namora, publicitário (http://twitter.com/micasisses); Simône Noronha, médica (http://twitter.com/simonenoronhaMD) e William Biagioli, produtor audiovisual (http://www.flickr.com/wbiagioli).

Apresentação: Heródoto Barbeiro


Transmissão ao vivo pela Internet a partir das 21H00.


O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h00.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www2.tvcultura.com.br/rodaviva
 


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quinta-feira, 22 de julho de 2010

VIVA!



VIVA!

QUE BOM QUE VOCÊ VEIO!
A SUA PRESENÇA ALEGRA O MEU DIA!
A FOTO É UM MINI QUADRO DE GUACHE E AMOR:
UMA CÓPIA... MUITO SIMPLES DE ALGO QUE VISUALIZEI
NUMA SALA FRIA. LÁ ONDE HÁ SAUDADE E DONDE NÃO TENHO SAUDADE!
UMA BELÍSSIMA SEMANA!

PROJETO DE LEITURA

OLÁ!

É uma alegria estar aqui na parte infantil do "site".
Aliás, a Revista está excelente!
Parabéns aos editores e colaboradores!

Agora já podemos brindar com o resultado desse trabalho
MARAVILHOSO e 9 capas dos livros do nosso PROJETO DE LEITURA!
Abraços!


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Essas grandes vítimas, as mulheres




Pedro Coimbra

Cidade de Londres, 1888. As prostitutas viviam apavoradas, pois um cruel assassino de mulheres atacava na região do East End..A imprensa, como sempre, apelidou o monstro que as esquartejava de “Jack, o Estripador”. Tão repentinamente quanto haviam começado, os assassinatos pararam. “Jack, o Estripador”, desapareceu e daí em diante tudo foi conjecturas sobre a sua real identidade.
A história de “Jack, o Estripador” foi um dos primeiros relatos do gênero que ouvi. Afinal, quase todos nós gostamos de histórias de crimes, de terror, desde que não aconteçam conosco. Basta ver o sucesso de monstros vampirescos e outros na literatura, no cinema... Minha tia Milita, uma tranqüila professora de História no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, em Lavras, na década de 60, comprava as revistas “Detetive” e “X-9” e me repassava, Relato de crimes ocorridos nos Estados Unidos, cada um pior do que o outro e que me tiravam o sono...
O Brasil não poderia deixar de ter sua versão apurada de “Jack, o Estripador” através da triste história de Chico Picadinho, um cozinheiro e assassino que esquartejou duas mulheres em 1966 e 1976. Em 1965, Chico se mudou do Rio para São Paulo onde foi tentar a vida como cozinheiro, já que as belas praias e mulheres cariocas não condiziam com sua personalidade. Em pouco tempo, Chico já era um cozinheiro afamado, e logo era convidado para grandes festas onde havia muitas drogas e sexo. Em 1966, Chico fez sua primeira vítima: enquanto fazia amor com sua amiga Margarete, estrangulou-a com as mãos e apavorou-se ao vê-la morta. Retalhou-a e tirou o corpo de casa em sacolas, fugindo em seguida. Três dias depois, ao voltar para casa, deparou-se com agentes da delegacia de homicídios que haviam sido chamados por um amigo, com quem dividia o apartamento. Devido ao excesso de provas, não negou o crime e entregou-se sem resistir. Foi condenado a 18 anos de prisão, recebendo liberdade condicional na metade do tempo. De volta à vida agitada que tinha antes de ser preso, não demorou para que Chico matasse novamente: dessa vez, a vítima foi uma prostituta chamada Ângela. Depois de um jantar romântico, Chico estrangulou sua parceira e, como de costume, ficou apavorado. Como em sua nova casa não havia sacolas de supermercado, Chico teve a ideia de livrar-se do corpo jogando-o pelo vaso sanitário, e logo um grande entupimento aconteceu. A água transbordou, passando por baixo das portas do banheiro e da sala e chegando ao corredor do prédio. Como resultado, Chico foi preso novamente, desta vez por 30 anos. Hoje, apesar de já ter cumprido seu tempo na prisão, Chico avisou que não pode ser libertado. Chico Picadinho, o personagem da realidade brasileira que mais se assemelha ao canibal Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) de O Silêncio dos Inocentes (1991)...
Casos como o do goleiro Bruno, que mobilizam nossa atenção, são emblemáticos, num país onde morrem dez mulheres por dia, vítimas do violência doméstica. Encontre-se ou não os despojos de Eliza Samudi, por muito tempo os programas de televisão de final de tarde vão discutir a psicopatia dos envolvidos que apresentam comportamentos anti-sociais e amorais sem demonstração de arrependimento ou remorso. Muitos também discutirão se tais comportamentos decorrem do déficit de afeição.
Para a mídia um acontecimento como este gera muita audiência durante o tempo que dure. E as autoridades constituídas, com maior ou menor competência, sentem-se valorizadas debaixo das luzes...
No final de tudo vai restar uma história macabra e terrível. E se verificarmos perceberemos a existência de belas mulheres como Eliza em todos os meios onde o exercício do poder predomina...

Prêmio Impacta Mais: Tecnologia para regeneração das águas vence como Negócio de Impacto do Ano

  Além do Negócio do Ano, conheça os vencedores das 7 categorias da premiação   Desenvolvida pela Infinito Mare, a Caravela Ecológica, uma t...