segunda-feira, 6 de julho de 2009
A Eternidade do Ser
- Você é de direita ou esquerda?
Alguns militantes políticos fazem esta pergunta tentando classificar o ser humano. Pasmem, para estes o valor de um ser humano vai depender da resposta a esta pergunta.
Como podemos medir o valor de um ser humano? Só podemos deduzir, antes de tudo, que o primeiro valor de um ser humano é ser humano e ponto. Qualquer medida de julgamento, de avaliação é relativa, portanto e obviamente, não é absoluta. O único valor absoluto do ser humano é ser ser humano.
Um ser humano é inteiro, não é dividido, fracionado em esquerda ou direita. O ser humano sequer pode ser medido por sua função ou importância social.
Entretanto, podemos situar algumas ações humanas como boas ou más, construtivas ou destrutivas, negativas ou positivas. São as circunstâncias, portanto, que devemos avaliar. Em nossa experiência política nos deparamos com atitudes boas e más de militantes tanto de direita quanto de esquerda.
Como poderemos construir um verdadeiro socialismo se o que importa são as atitudes, o pragmatismo das ações dos agentes políticos? Não é à toa assistirmos incoerência entre discurso e prática. Por que isto ocorre? Porque as ações dependem das pessoas e as pessoas têm ações relativas ao seu altruísmo ou, ao contrário, ao seu egocentrismo. Não havendo mudanças no agente político, nada mudará. O que vale em política não são teorias, são práticas.
Uma das piores desgraças que aconteceu à humanidade, tanto quanto a inquisição e o racismo em todas as suas formas, foi o anticomunismo. Hoje, liderado por uma nação inteira (americana) e assumido como sinônimo de patriotismo. Não é à toa, afinal, os Estados Unidos são a base do mais forte capitalismo.
Esta mentalidade retrógrada estimulou e gerou ditaduras cruéis, contraditoriamente argumentando defender os interesses democráticos. As piores injustiças foram cometidas. Torturas foram cometidas e todos os direitos humanos violados justificados como defesa da democracia. É lamentável que ainda tal idéia perdure e capte simpatizantes.
Apesar dos equívocos estruturais dos sistemas que pretenderam instalar uma sociedade igualitária, não obstante, eles tinham como objetivo a eliminação das injustiças e principalmente a exploração desumana. Têm-se que admitir que nenhuma forma de ditadura gerará nada de bom, por outro lado, não podemos esquecer que a miséria gerada pelo capitalismo jamais produzirá uma democracia verdadeira.
As ditaduras de direita, que no fundo apenas visavam a perpetuação de privilégios, causaram as piores agressões aos direitos humanos. Os reacionários ainda estão aí argumentando defender a democracia e a acusar os comunistas de a violarem, quando através da pobreza que geram os capitalistas maculam qualquer verdadeiro espírito democrático. Afinal, como pode existir democracia e igualdade de direitos onde existem explorados e exploradores, ricos e pobres?
Seja como for, sabemos que o espírito libertário independe de qualquer sistema político, embora a opressão dependa de um. Mas, serão os espíritos livres que construirão a democracia e o socialismo e isto não dependerá de sistemas, mas de evoluções individuais, que por sua vez, modificará o pensamento coletivo.
Será a sabedoria que redigirá a conduta social de governantes e governados, porque nesta etapa da consciência humana os governados maduros serão os próprios governantes. Ou seja, não haverá separação entre um poder e outro, pois, a sua base será a sabedoria. A sabedoria será o verdadeiro poder e, ela será resultante do amadurecimento humano.
Desta forma, podemos concluir que a grande batalha humana será contra o próprio ego. É ele que gera todas as injustiças e conflitos.
Um homem que depende da opinião de outro está fadado, humanamente, ao fracasso. Triste de um homem que depende da opinião de um outro. E esta dependência está ligada indissoluvelmente ao ego.
O verdadeiro socialismo não será construído por políticos. O verdadeiro socialismo não será construído através de lutas e por nenhuma forma de conflito. O capitalismo tem seus dias contados. Ele está fadado a desaparecer porque o ser humano sempre procurará a justiça e o capitalismo é essencialmente divisionista, conflitante e injusto, fruto do egoísmo.
O fato é que a justiça social passa pela bondade humana. Assim, só através da reforma humana é que a justiça se estabelecerá. Ela não virá desta ou daquela corrente ideológica, embora, convenhamos, existem algumas que caminham justamente no sentido inverso. Não se trata dogmas e crenças ideológicas. A justiça brota no homem a partir do abandono do seu ego. Onde houver um não haverá o outro.
Para isto, é necessário que o ser humano faça mudanças significativas em suas relações e, para tanto, ele precisa fazer mudanças profundas em si mesmo.
Afinal, como se construirá um socialismo sem verdadeiramente contarmos com o outro? Como um socialismo pode se preservar com o egoísmo? Seja como for, o socialismo só acontecerá a partir de transformações da natureza humana, caso contrário, toda ideologia fracassará.
De fato, já estamos construindo o socialismo através do aprofundamento de nossas reflexões pessoais e, na medida em que crescemos como seres humanos, mais nos aproximamos da justiça social. Sabemos que isto não basta, porém, isto será a base essencial para que ela ocorra.
Enfim, um dia temos que nos enfrentar e encarar todos os nossos defeitos para nos aprimorarmos como seres humanos. Será assim que teremos uma sociedade realmente justa.
Hideraldo Montenegro
A Ponte Cósmica
Segundo aprendemos, a transição ocorre no momento da separação do corpo psíquico do corpo físico. Também aprendemos que durante alguns dias o falecido ainda continua preso aqui, no corpo psíquico e, posteriormente, haverá aquilo que podemos chamar de segunda morte, quando a consciência abandona o corpo psíquico e vai ocupar o plano de consciência correspondente ao seu nível de evolução.
Assim como o corpo físico do falecido fica sem vitalidade, sem consciência, ocorre o mesmo com o corpo psíquico que também não possui consciência, já que esta é um atributo da alma (alguns se referem a este corpo psíquico, desassociado da matéria, como “cascão” e acreditam que ele tenha consciência e que influencia negativamente os vivos). Ou seja, mesmo que o corpo psíquico seja imaterial e que nos sirva de veículo para acessarmos o mundo espiritual, ele está associado à matéria, pois, ele só é gerado a partir do momento que a energia vital se manifesta na matéria, animando-a (dando-lhe consciência), ao se combinar com a energia alma.
Como sabemos, o corpo psíquico (ou a energia psíquica) é gerado pela polaridade positiva da energia vital. Podemos concluir, portanto, que o corpo psíquico só existirá conscientemente enquanto houver vida física. A conclusão é de que a consciência psíquica é gerada pelos organismos vivos, ou seja, ela está associada a um nível de consciência que ocorre enquanto estamos encarnados, da mesma forma que a consciência objetiva, resultado de nossas percepções sensoriais, físicas, deixa de existir após a transição.
Mas, o poder de plasmar imagens do corpo psíquico é considerável. E, é este poder que tem gerado os maiores equívocos neste campo. Isto nos leva a uma outra questão bem rosacruz: a forma-pensamento e o pensamento-forma. O conjunto da humanidade gera também um corpo psíquico e, infelizmente, os nossos medos têm impressos imagens horripilantes nele. Há pessoas que afirmam, com toda convicção, que viram a imagem do diabo em sua frente. Em alguns casos não duvidamos que estas pessoas viram mesmo aquilo que fantasiamos ser a figura do diabo. Somos capazes de projetar todo tipo de pensamento-forma, embora não corresponda a uma realidade cósmica. Somos orientados sutilmente para mantermos sempre em mente que estas coisas são falsas, miragens e não reais. Saber distinguir estas coisas da realidade do mundo espiritual é fundamental para nossa exata compreensão das leis que regem o universo (visível e invisível).
Algumas pessoas acreditam num suposto plano espiritual onde as personalidades-almas desencarnadas se alimentam, trabalham, estudam, etc. Porém, estas crenças são incoerentes, ilógicas e fantasiosas, pois, se não temos um corpo físico, material, para manter e, se é ele que nos impulsiona o desejo de se nutrir, porque íamos precisar nos alimentar? Se não existe fome (que o corpo físico desperta) como vai existir o seu desejo? É verdade que pode-se argumentar que esta “fome” é mental, mas este raciocínio é simplista, pois, por exemplo, o mau-hábito de fumar e o alcoolismo seriam levados para lá também. Não dá para imaginar desencarnardos fumantes e alcoolátras. É evidente que os vícios (inclusive o glutanismo) estão impressos em nosso subconsciente, que é desassociado no momento da nossa transição. Ou seja, são essencialmente materiais, temporais. Pode ser que estes vícios fiquem em estados latentes, em dormência para serem despertados, talvez, e que se tornem tendências numa futura encarnação e não que ocorram nos planos espirituais de fato. A verdade para esta condição será também para todas as coisas ligadas ao corpo físico.
Se a vida é movimento e ação é óbvio supor que a vida espiritual seja exatamente o oposto, de quietude e contemplação. Assim, a nossa consciência, nos planos espirituais em que ocupamos (o nível em que nos encontramos antes de nos iluminarmos ao atingir a consciência cósmica), não é agitada pelos fenômenos e acontecimentos (fatos) como ocorre no contato com a matéria. Isto é tão verdadeiro que nunca ouvimos falar que, numa regressão, alguém tenha se lembrado de sua vida (sucessões de fatos que fazem uma história) num plano espiritual. Se não há vivências, não há movimento e se não há movimento, não há memória.
Parece ser evidente que alguns desejos ligados ao ego só existem enquanto estamos encarnados. Também parece lógico que lá (em algum plano de consciência) não temos sexo, idade, etc., como acreditam alguns. Ou seja, no plano espiritual não existe o macho, a fêmea, o velho, o novo, pois o tempo é uma impressão que acontece em nossa consciência objetiva, mortal. A velhice é uma condição ligada a temporalidade e, naturalmente, ao desgaste do corpo físico, material. Portanto, no plano espiritual não somos homens ou mulheres, jovens ou velhos, magros ou gordos, filhos ou pais, etc.
Alguns supõem também que no plano espiritual exista ação e que algumas atividades deste plano seriam intencionalmente feitas com o propósito de nos afetar (muitas das vezes negativamente). Ora, parece também lógico que a maioria dos desencarnados não têm consciência da existência deste plano terreno (provavelmente só os despertos a têm) para influenciar os vivos. Se isto ocorresse a lei do livre-arbítrio estaria comprometida e, consequentemente, o carma individual estaria constantemente sendo transgredido, fazendo do ser humano um joguete eterno de forças que ele não dominaria e retiraria também toda responsabilidade por suas ações (seu carma).
Uma idéia que podemos formar em relação a transição e todas as etapas que a acompanha é que, se enquanto encarnados existe um ego (o corpo psíquico que nos impulsiona a certos desejos e emoções), ligado a nossa sobrevivência física (subsistência, reprodução, etc), induzindo-nos a competição, a disputa, ao confronto e ao conflito e que na transição ele deixa de existir e igualmente todos os impulsos ligados a ele. Estes impulsos ocorrem enquanto estamos encarnados (enquanto existe o ego ou enquanto ele não foi sublimado). Na transição nos libertamos dos impulsos exclusivos do ego. É de se supor, portanto, que na transição ocorre, na verdade, uma expansão de consciência. Ou seja, todo desencarnado toma consciência de suas atitudes enquanto estava encarnado, pois, sua mente se liberta do ego.
Estamos vencendo nossa condição animal para, assim, nos humanizarmos. E, temos esta oportunidade toda vez que encarnamos e nos deparamos com situações criadas pelo ego que nos obrigam a profundas reflexões para vencê-las, através do sofrimento dos erros causados por ele mesmo. Certamente que estamos ainda no processo de humanização e, para tanto, precisamos vencer e superar nossa condição e tendência animal.
A conclusão lógica deste raciocínio é que quanto mais vezes uma personalidade-alma tenha se encarnado, mais o domínio do ego sobre esta é menos acentuado, da mesma forma que uma personalidade que esteja apenas em suas primeiras encarnações estará completamente dominada por ele. Ou seja, todos, num futuro, o dominarão através das experiências tiradas de suas inúmeras encarnações. Daí, a compreensão, a paciência e a tolerância com todos aqueles que julgamos não ter um nível de consciência (em virtude de sua “maturidade” cósmica) que os permitam perceber esta realidade.
Consequentemente, é uma obrigação, de todos aqueles que têm esta consciência, ajudar os seus irmãos humanos a superar suas tendências e/ou perdoá-los por ainda não dominá-las.
O óbvio também é que aqueles que estão desencarnados e livres de tais influências do ego, consigam perceber aquilo que, às vezes, não percebemos quando estamos em seu domínio exclusivo quando estamos encarnados. É justamente em virtude disto que podemos nos elevar até os níveis onde habitam os desencarnados, principalmente um parente nosso, para pedir-lhes inspiração. Certamente que podemos, enquanto encarnados, nos elevar aos planos espirituais, mas não é lógico ocorrer o contrário (exceto, talvez, os Mestres Cósmicos). A crença na interferência dos mortos sobre os vivos ainda é muito forte, mas ela não é plausível, pois, para isto ocorrer as leis cósmicas estariam constantemente sendo violadas.
Com certeza, toda transição é uma libertação. Mas, libertação do quê? Do ego. Dos vícios do corpo, das tendências nefastas e, enfim, de tudo que obscurece nossa consciência. Certamente existem graus desta libertação, porém, no plano espiritual a força do ego sobre a consciência é inevitavelmente enfraquecida. Podemos imaginar que o objetivo da evolução seja justamente o de alcançarmos a libertação tatal.
Como é dito de forma admiravelmente coerente e lógica em nossas monografias: “no nascimento três energias se fundem (energia espírito, energia vital e alma). E, no momento da morte elas se separam”.
É curioso que a idéia que concebemos em relação ao após-vida determina o nosso modo de viver. Certamente são as nossas crenças que têm nos impedido de apreendermos a bela simplicidade das leis que envolvem o nascimento e a morte. Está evidente que a idéia que formemos neste campo irá direcionar o caminho que vamos trilhar para desenvolvermos (ou, infelizmente, atrasar) a nossa busca espiritual. Aqui estamos na linha divisória entre ciência e superstição. Qualquer equívoco neste campo nos afastará ou nos aproximará da verdade na senda da espiritualidade.
De toda forma, podemos fazer magnifícas deduções a respeito das leis que envolvem o nascimento e a transição através do fabuloso ensinamento rosacruz e de suas práticas e, assim, eliminarmos muito de supertição que ainda envolve este assunto e o obscurece.
Hideraldo Montenegro
sábado, 4 de julho de 2009
LANÇAMENTO DO LIVRO: "Para Entender os Sindicatos..."
CONVITE PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO:
"Para Entender os Sindicatos no Brasil:
Uma Visão Classista"
Convidamos você a participar da atividade de lançamento de "Para Entender os Sindicatos no Brasil: Uma Visão Classista", que acontecerá na Sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo - APEOESP - Praça da República, 282, no dia 15 de julho de 2009 (quarta-feira), a partir das 19 horas.
Muitos de nós dedicaram as suas vidas para a mobilização e a organização sindical e política dos trabalhadores. Nesse período pós-ditadura militar, construímos um novo quadro político no Brasil. Tivemos importantes vitórias, mas as decepções, também, não foram pequenas. Temos, agora, que retomar o avanço das lutas. Só que, dessa vez, precisamos aproveitar a experiência acumulada.
Nada melhor, portanto, do que começarmos esse esforço pela informação da sociedade e pela formação mais consistente de militantes sindicais e políticos. Por isso, o Waldemar Rossi, o William Jorge Gerab e a Editora Expressão Popular laçam essa contribuição para reascendermos o debate sobre o que são os sindicatos, qual o papel, como devem atuar e se organizar.
VOCÊ, QUE LUTA PELA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR, MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO OU APENAS GOSTA DESSA IDÉIA,
VOCÊ NÃO PODE FALTAR NO
DIA 15 DE JULHO/09, QUARTA-FEIRA,
ÀS 19 horas,
NA APEOESP, PRAÇA DA REPÚBLICA, 282.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
RESPOSTA
Uma leitora de P@rtes, disse que houve desrespeito em minhas palavras quando escrevi o comentário sobre ESPIRITUALIDADE. Ela sugeriu rever o que eu disse no início... Tudo bem! Em primeiro lugar, obrigada pela atenção. Agora, revendo o texto que inicia: "É lamentável a descrença e o descaso de alguns em relação à Espiritualidade". Com essas palavras eu quis dizer que eu acho uma pena que algumas pessoas não acreditem que existe uma outra vida depois da morte. É uma pena, porque se os incrédulos se conscientizassem dessa realidade seria um grande conforto espiritual. Por exemplo, se algum ente querido morre, sabe-se que na verdade ele não morreu; também não teriam medo da morte porque a morte na verdade é uma passagem para outro plano; saberiam que Deus existe e abre seus braços para aqueles que têm fé. Os médiuns (que são pessoas comuns e tão pecadoras como qualquer um de nós) têm dom de entrar em contato com pessoas que já se foram. Alguns ignoram esse dom; outros, trabalham de graça nos centros espíritas para ajudar pessoas que morreram sem fé e estão em sofrimento. São esses mesmos espíritos sofredores que vêm à Terra em busca de ajuda, e conseguem através da oração de qualquer pessoa, desde que tenha fé. Se houvesse mais fé e mais amor, não existiria tanta maldade. Mas, se Deus deu a todos o livre-arbítrio para quem quiser acreditar Nele ou não... quem sou eu para dizer o contrário? Por outro lado, quando um espírita procurar passar para o seu próximo aquilo que aprendeu estudando, com o único intuito de querer informar merece respeito. Nair Lúcia de Britto Jornalista. |
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
"Craques do futebol" chega ao Brasil

Livro do cronista esportivo francês, Bernard Morlino, destaca os brasileiros Pelé, Tostão, Garrincha, Sócrates, Romário, Ronaldinho e Ronaldo.
Livro de fotos classifica os maiores nomes do futebol do mundo por estilo: Os Virtuoses, Os Pioneiros, As Muralhas, Os Arquitetos, Os Rebeldes, Os Reis, Os Pit Bulls e Os Atiradores de elite
O futebol é um dos esportes mais populares no mundo e têm seus grandes temas e figuras, exatamente como a história, o cinema e a literatura.
Neste mais recente lançamento da editora Larousse do Brasil “Craques do Futebol”, o jornalista francês Bernard Morlino mostra em mais de 100 fotos ídolos do esporte, que tem para o mundo, uma dimensão quase que mística.
Os Virtuoses, Os Arquitetos, Os Rebeldes e Os Atiradores de elite. São assim que respectivamente Pelé, Tostão, Sócrates e Ronaldo são classificados no livro. Ao todo foram escolhidos 88 jogadores que representam um momento importante ou uma escola influente na história do jogo.
A foto da capa é do Rei Pelé. Ele está entre os “Virtuoses“, como Diego Maradona, Zinedine Zidane e Eusébio. Sobre o rei, Morlino conta que a partir de 1958, Pelé tornou-se a encarnação do futebol. Todos os garotos pensavam nele antes de dormir, numa época em que as imagens fixas instigavam a imaginação. Sem nunca tê-lo visto jogar, a totalidade do planeta começou a adorá-lo, a ponto de torná-lo um dos personagens essenciais do século XX.
Garrincha pertence ao grupo dos “Reis”, ao lado de Franz Beckenbauer. Sobre o alemão o jornalista o define como “O jogador que rechaçou a idéia de perder”. Ele detestava incomodar-se por ninharias. Avançar, deslocar-se, correr o tempo todo, ser obrigado a abandonar sua posição com frequência, tudo isso era motivação para vencer. Ninguém nunca o viu com o semblante prostrado. Mesmo abatido, deixava o gramado de cabeça erguida.
No grupo dos “Rebeldes” o jornalista destaca Sócrates, Romário e Ronaldinho. Sobre o doutor, o jornalista o define como um Hippie. Paz e amor. Nenhum jogador de futebol encarnou melhor o movimento hippie. Grande em altura e em tolerância, ele lutava pelos desfavorecidos, junto ao Partido dos Trabalhadores. Íntimo de Lula, antes que esse fosse eleito presidente do Brasil. Suas pernas longas de musculatura fina fizeram dele um meio-campista ofensivo famoso. Com a barba que lhe comia o rosto, o homem engajado não tinha o mesmo engajamento no campo, onde não liberava o instinto assassino que transforma uma derrota em vitória nos últimos instantes.
Ainda sobre o Doutor Sócrates, Morlino diz que a experiência dele no movimento Democracia Corintiana é vista como exemplo de um atleta que pensa e joga.
Romário também está no grupo dos Rebeldes é definido como “o carioca que chamou Pelé de Velha relíquia”. Sobre o baixinho, o autor conta - No Brasil, todos jogam futebol, mas ninguém se torna Romário, exceto ele, é claro .... Nada lhe dava mais prazer que penetrar nas defesas para entrar na área com a bola colada nos pés. Ele era um alívio num mundo onde reinava a força física. Uma dançarina de Begas perdida num ringue de luta livre.
Em “Craques do futebol” o leitor vai encontrar ainda os pioneiros Vignal e Facchetti; os reis Kopa e José Andrade; as muralhas defensivas Trésor e Barthez; os pit bulls Rijkaard e Matthaus; os atiradores de elite Fontaine e Van Basten; os rebeldes Best e Tigana; os aquitetos Ben Barek e Gullit e os virtuoses Puskas, Di Stefano, Cruyff, Platini, Maradona, Cantona e Zidane. “Craques do futebol” relembra o tempo das façanhas de cada ídolo sem negligenciar os destinos interrompidos.
O autor: Bernard Morlino
Nascido em Nice em 1952. Tem três filhos e 20 livros publicados. Jornalista há mais de 25 anos. Descobre o futebol em 1959, no estádio Du Ray, onde é cativado pelo charme do time do Nice, que ele celebra intensamente no editorial do programa do clube. Sua outra equipe fetiche é o Manchester United. Crítico literário no Figaro Littéraire e no Service Littéraire.
Biógrafo de Emanuel Berl e de Philippe Soupault, de quem foi muito amigo. Memorialista, escreveu Manchester Memories, considerado um dos cinco melhores livros de 2000 pela revista L’Équipe, e Louis Nucéra, achévé d’imprimer. Acaba de publicar JO nostalgie, com prefácio de Christine Caron.
Pratica futebol, ciclismo, motociclismo e caminhada. Foi nomeado Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras da França no governo de François Mitterrand. Ama o futebol do ponto de vista do campo. Esta obra do olhar torna-se grande arte quando vista por meio de seus olhos e de sua paixão.
Craques do Futebol
Editora: Larousse do Brasil
Pág: 224
Preço: R$ 129,90
Tradução: Paola Morselho e Antonio de Pádua Danesi
Autor: Bernard Morlino
Prefácio: Milton Neves
segunda-feira, 29 de junho de 2009
TRIBUTO A MICHAEL JACKSON
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P eter Pan, ou Michael Jackson,
E le também foi um herói, com seus pés e sua voz
T inha uma alegria, mixto de tristeza
E ra, porém, só alegria que passava para nós...
R iso, canto, arte, pureza e singeleza...
P az para você, dear boy, abre tuas asas...
A gora vôa pelo céu com seu olhar tão terno
N ão te esqueceremos, menino eterno!...
Nair Lúcia de Britto |
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
JORNALISTA TEM QUE SER JORNALISTA!
PARA SER UM JORNALISTA EM PRIMEIRO LUGAR É NECESSÁRIO O TALENTO PARA ESCREVER. TANTO É QUE MUITOS JORNALISTAS SÃO, SIMULTANEAMENTE ESCRITORES. PORTANTO, ESCREVER É UMA ARTE... E, COMO TODA ARTE, JÁ NASCE COM A PESSOA. MAS PARA EXERCER A PROFISSÃO DE JORNALISTA NÃO BASTA TER O DOM DE ESCREVER BEM. EXISTE TODA UMA TÉCNICA QUE É ENSINADA NA FACULDADE DE JORNALISMO. PARA SE TER UMA IDÉIA, É SÓ COMPARAR UM TEXTO JORNALÍSTICO COM OUTRO TEXTO DE ALGUÉM QUE SAIBA ESCREVER MUITO BEM, MAS NÃO TEM FORMAÇÃO JORNALÍSTICA. É MUITO DIFERENTE! PELO MENOS PARA AQUELES QUE FIZERAM JORNALISMO A DIFERENÇA É BASTANTE PERCEPTÍVEL... ALÉM DA TÉCNICA, O JORNALISTA TEM QUE ESTUDAR MATÉRIAS IMPORTANTES, RELACIONADAS A PROFISSÃO, COMO SOCIOLOGIA, POLÍTICA, FILOSOFIA, LÓGICA, CONHECIMENTOS BÁSICOS DE INGLÊS, ESPANHOL... CONHECIMENTOS SOBRE FOTOGRAFIA, NOÇÕES DE ARTE E OUTROS CONHECIMENTOS AFINS, PRINCIPALMENTE ÉTICA. SOMENTE UMA BOA FACULDADE DE JORNALISMO PODE CAPACITAR O JORNALISTA A DAR OS PRIMEIROS PASSOS NA SUA PROFISSÃO; POIS ATÉ SE TORNAR UM BOM JORNALISTA É UMA JORNADA ÁRDUA, DE MUITO APRENDIZADO E MUITA EXPERIÊNCIA. O JORNALISTA TEM UM PAPEL IMPORTANTÍSSIMO DENTRO DA SOCIEDADE QUE É A DE INFORMAR A POPULAÇÃO. NÃO PODE SER DESMERECIDO! ATRAVÉS DO JORNALISMO A SOCIEDADE TEM MEIOS DE SE DEFENDER, DE SE PRECAVER, DE TER UMA NOÇÃO GLOBAL DO QUE ACONTECE PELO MUNDO. GRANDES JORNALISTAS MORRERAM EXERCENDO SUA PROFISSÃO; PROFISSÃO EXERCIDA COM RESPONSABILIDADE E COM AMOR... MUITOS JÁ ATINGIRAM O TOPO, CONSEGUIRAM O SUCESSO MERECIDO. MAS A MAIORIA AINDA ESTÁ BATALHANDO PELO SEU LUGAR AO SOL... NÃO É UMA CARREIRA FÁCIL! E O CAMPO DE TRABALHO É BEM RESTRITO, AINDA, INFELIZMENTE... QUE SERÁ DO JORNALISMO NO FUTURO SEM A DEVIDA FORMAÇÃO? QUE SERÁ DO PACIENTE QUE SE SUBMETER A UMA CIRURGIA QUE NÃO SEJA POR UM MÉDICO CIRURGIÃO? "CADA MACACO NO SEU GALHO", EIS A QUESTÃO!!! Nair Lúcia de Britto. |
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MEC Livros atinge mais de 1 milhão de usuários
Foto: Divulgação/MEC A plataforma já conta com mais de 25 mil livros disponíveis e 593.387 aluguéis. O acesso é gratuito e democratiza o ace...
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Agência Brasil030712 ANT1914 Brasília - O presidente do Senado, José Sarney, recebe o presidente do Santos Futebol Clube, Luis Álvaro de Oli...
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Autor: Dhiogo Caetano Não sei se vivemos ou tentamos sobreviver. Viver é enfrentar as múltiplas diversidades da vida; viver é ser livre me...



