sexta-feira, 27 de março de 2009

Governança corporativa: uma questão de sustentabilidade

 

 

Roberto Gonzalez *

 

Nenhuma empresa pode afirmar ter comunicação empresarial efetiva se não permite à sociedade ter acesso às informações relevantes de seu próprio desenvolvimento.

Desde os primórdios da Revolução Industrial, o tema gestão passou a ser obrigatório. Com a formação das primeiras grandes companhias industriais, a discussão sobre as melhores condições de trabalho cresceu.

A Guerra de Secessão dos Estados Unidos (1860-1864) teve um forte impacto nas relações humanas e nas estruturas empresariais agrárias e urbanas: o Norte, industrializado, necessitava de trabalhadores assalariados; o Sul, agrícola, contava com mão-de-obra basicamente escrava. Nessa região, por óbvias razões, não existia o debate sobre o papel econômico e social das fazendas ou 'empresas rurais'.

Enquanto isso, o Norte já discutia o papel social que as estradas de ferro e as indústrias poderiam desempenhar. Notou-se que os habitantes desses estados estavam mais expostos à educação e ao conhecimento. Podemos afirmar que foram as empresas que contribuíram para o desenvolvimento socioeconômico dessa região, mesmo que neste início poucos promovessem a valorização profissional dos trabalhadores.

A formação dos primeiros sindicatos, por sua vez, deu início ao debate sobre a qualidade de vida no trabalho, ainda que naquela época ninguém soubesse qual a real dimensão de questões como diminuição da jornada, direito à alimentação, benefícios e outros.

Quando os sindicatos se consolidaram, por volta da década de 1960, nos Estados Unidos e na Europa começaram a surgir com muita força as ONGs. Muitas foram criadas para cobrar das empresas boas relações com a comunidade, especialmente no que dizia respeito a questões socioambientais.

Na mesma época, em todo o mundo, começaram a surgir leis específicas, com o objetivo de regulamentar as relações entre empresas e a sociedade. O movimento ficou ainda mais forte nas décadas subseqüentes, quando também foram criadas diversas instituições de defesa dos interesses do consumidor.

Seguindo essa tendência, os investidores que inicialmente entregavam seus recursos, interessados unicamente no retorno financeiro e sem a preocupação de como a empresa atuaria para atingir esse objetivo, começaram a alterar suas posturas.

Tornou-se óbvio para todos que organizações com péssimas relações trabalhistas apresentavam um passivo enorme, menor produtividade e baixa motivação, o que refletia negativamente nos resultados operacionais. Além disso, empresas que poluíam o meio ambiente comprometiam o resultado financeiro da organização, graças às autuações dos órgãos reguladores e à própria atitude dos clientes.

Assim nasce o conceito de governança corporativa, em que as relações de uma empresa com todos os seus públicos estratégicos são fundamentais para a execução de uma boa gestão. Essas idéias foram compiladas no final do século XX.

Em 1992, o Cadbury Committee desenvolveu o primeiro código de orientação das relações entre acionistas e gestores de empresas: The Cadbury Report. Podemos dizer que esse foi o primeiro código de governança corporativa.

A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elaborou, em 1997, o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, com ênfase nas relações da empresa com seus stakeholders.

Desde então, o debate sobre Governança Corporativa só cresceu. E no momento da crise atual amplia-se a discussão sobre estas práticas, além de uma forte reflexão relacionada à agilidade de tomada de decisões que este momento necessita.

No Brasil, em 1995, foi fundado o Instituto Brasileiro de Conselho de Administração (IBCA) mudando, dois anos depois, para Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Começava o debate no Brasil sobre governança corporativa – praticamente no mesmo instante que nas nações mais industrializadas.

Em 1999, o IBGC apresenta o primeiro código de melhores práticas de governança corporativa brasileiro, focado unicamente no conselho de administração.

Um grande momento no Brasil foi em 2007 quando a agenda do IBGC foi dedicada a debater a sustentabilidade na visão da governança corporativa e a convergência dos conceitos. O que traz uma reflexão: é possível praticas a governança corporativa sem ser sustentável? Ou ser sustentável sem praticar a governança? Minha reflexão parou na seguinte idéia: não importa se o biscoito vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais. Nessa analogia, o importante é que, ao mesmo tempo, o biscoito seja fresquinho e venda mais. Ou seja, que haja sustentabilidade e governança simultaneamente.

Toda empresa pode ter boas práticas de governança corporativa se adotar procedimentos de transparência, como parte de um sistema estratégico e integrado de comunicação, de forma a facilitar a oferta de informações aos públicos estratégicos. As organizações devem prestar contas de uma forma ágil, eficiente e respeitosa. Ainda, devem não só cumprir à risca toda a estafante legislação nacional, mas também os mais exigentes dispositivos de regulamentação internacionais.

As empresas que desejarem dar um salto de qualidade e cumprir os quatro princípios básicos da governança corporativa – transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa – devem, com a máxima prioridade, implantar modelos de gestão e programas de comunicação empresarial que poderão garantir a efetividade dos esforços.

 

* Roberto Sousa Gonzalez é professor da Trevisan Escola de Negócios, diretor de estratégia de sustentabilidade da The Media Group membro do Conselho do Fundo Ethical da Santander Asset Management.

Email: roberto@mediagroup.com.br

 

A base deste artigo foi extraída do texto publicado pelo autor no livro "Ética na vida das empresas".

Governança corporativa: uma questão de sustentabilidade

 

 

Roberto Gonzalez *

 

Nenhuma empresa pode afirmar ter comunicação empresarial efetiva se não permite à sociedade ter acesso às informações relevantes de seu próprio desenvolvimento.

Desde os primórdios da Revolução Industrial, o tema gestão passou a ser obrigatório. Com a formação das primeiras grandes companhias industriais, a discussão sobre as melhores condições de trabalho cresceu.

A Guerra de Secessão dos Estados Unidos (1860-1864) teve um forte impacto nas relações humanas e nas estruturas empresariais agrárias e urbanas: o Norte, industrializado, necessitava de trabalhadores assalariados; o Sul, agrícola, contava com mão-de-obra basicamente escrava. Nessa região, por óbvias razões, não existia o debate sobre o papel econômico e social das fazendas ou 'empresas rurais'.

Enquanto isso, o Norte já discutia o papel social que as estradas de ferro e as indústrias poderiam desempenhar. Notou-se que os habitantes desses estados estavam mais expostos à educação e ao conhecimento. Podemos afirmar que foram as empresas que contribuíram para o desenvolvimento socioeconômico dessa região, mesmo que neste início poucos promovessem a valorização profissional dos trabalhadores.

A formação dos primeiros sindicatos, por sua vez, deu início ao debate sobre a qualidade de vida no trabalho, ainda que naquela época ninguém soubesse qual a real dimensão de questões como diminuição da jornada, direito à alimentação, benefícios e outros.

Quando os sindicatos se consolidaram, por volta da década de 1960, nos Estados Unidos e na Europa começaram a surgir com muita força as ONGs. Muitas foram criadas para cobrar das empresas boas relações com a comunidade, especialmente no que dizia respeito a questões socioambientais.

Na mesma época, em todo o mundo, começaram a surgir leis específicas, com o objetivo de regulamentar as relações entre empresas e a sociedade. O movimento ficou ainda mais forte nas décadas subseqüentes, quando também foram criadas diversas instituições de defesa dos interesses do consumidor.

Seguindo essa tendência, os investidores que inicialmente entregavam seus recursos, interessados unicamente no retorno financeiro e sem a preocupação de como a empresa atuaria para atingir esse objetivo, começaram a alterar suas posturas.

Tornou-se óbvio para todos que organizações com péssimas relações trabalhistas apresentavam um passivo enorme, menor produtividade e baixa motivação, o que refletia negativamente nos resultados operacionais. Além disso, empresas que poluíam o meio ambiente comprometiam o resultado financeiro da organização, graças às autuações dos órgãos reguladores e à própria atitude dos clientes.

Assim nasce o conceito de governança corporativa, em que as relações de uma empresa com todos os seus públicos estratégicos são fundamentais para a execução de uma boa gestão. Essas idéias foram compiladas no final do século XX.

Em 1992, o Cadbury Committee desenvolveu o primeiro código de orientação das relações entre acionistas e gestores de empresas: The Cadbury Report. Podemos dizer que esse foi o primeiro código de governança corporativa.

A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elaborou, em 1997, o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, com ênfase nas relações da empresa com seus stakeholders.

Desde então, o debate sobre Governança Corporativa só cresceu. E no momento da crise atual amplia-se a discussão sobre estas práticas, além de uma forte reflexão relacionada à agilidade de tomada de decisões que este momento necessita.

No Brasil, em 1995, foi fundado o Instituto Brasileiro de Conselho de Administração (IBCA) mudando, dois anos depois, para Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Começava o debate no Brasil sobre governança corporativa – praticamente no mesmo instante que nas nações mais industrializadas.

Em 1999, o IBGC apresenta o primeiro código de melhores práticas de governança corporativa brasileiro, focado unicamente no conselho de administração.

Um grande momento no Brasil foi em 2007 quando a agenda do IBGC foi dedicada a debater a sustentabilidade na visão da governança corporativa e a convergência dos conceitos. O que traz uma reflexão: é possível praticas a governança corporativa sem ser sustentável? Ou ser sustentável sem praticar a governança? Minha reflexão parou na seguinte idéia: não importa se o biscoito vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais. Nessa analogia, o importante é que, ao mesmo tempo, o biscoito seja fresquinho e venda mais. Ou seja, que haja sustentabilidade e governança simultaneamente.

Toda empresa pode ter boas práticas de governança corporativa se adotar procedimentos de transparência, como parte de um sistema estratégico e integrado de comunicação, de forma a facilitar a oferta de informações aos públicos estratégicos. As organizações devem prestar contas de uma forma ágil, eficiente e respeitosa. Ainda, devem não só cumprir à risca toda a estafante legislação nacional, mas também os mais exigentes dispositivos de regulamentação internacionais.

As empresas que desejarem dar um salto de qualidade e cumprir os quatro princípios básicos da governança corporativa – transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa – devem, com a máxima prioridade, implantar modelos de gestão e programas de comunicação empresarial que poderão garantir a efetividade dos esforços.

 

* Roberto Sousa Gonzalez é professor da Trevisan Escola de Negócios, diretor de estratégia de sustentabilidade da The Media Group membro do Conselho do Fundo Ethical da Santander Asset Management.

Email: roberto@mediagroup.com.br

 

A base deste artigo foi extraída do texto publicado pelo autor no livro "Ética na vida das empresas".

Portal Pró-Menino lança 'ECA Comentado'

 
Novo serviço virtual traz os artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente comentados por especialistas para que a correta interpretação esteja ao alcance do maior número de pessoas

 

 

São Paulo, 26 de março de 2009 – O Portal Pró-Menino (www.promenino.org.br), da Fundação Telefônica, acaba de estrear a ferramenta 'ECA Comentado', que traz interpretações de especialistas de diferentes áreas para cada artigo do Estatuto. Oded Grajew, Ruth Rocha, Paulo Freire, Pedro Dallari, Dom Helder Câmara e Antônio Carlos Gomes da Costa são alguns dos autores dos comentários publicados.

 

Com o intuito de ampliar o número de pessoas que entendam o ECA, o novo serviço do Portal Pró-Menino disponibiliza, online, o conteúdo do livro O Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado, coordenado por Munir Curi, jurista e escritor especializado em direitos da infância e juventude. Além disso, a nova ferramenta 'ECA Comentado' traz comentários de outros parceiros do Portal, como o Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente (Ilanud).

 

Essa é mais uma das ferramentas do Portal Pró-Menino, que visa contribuir para a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes por meio da correta aplicação do ECA. Estatísticas atualizadas, fóruns de discussões, glossário, colaboração periódica de colunistas especialistas em infância e juventude são alguns dos serviços também oferecidos pelo Portal para que qualquer cidadão não só conheça, mas consiga colocar o ECA em prática no dia-a-dia.

 

Sobre a Fundação Telefônica

 

Criada em 1999 com o objetivo de coordenar o investimento social do Grupo Telefônica no Brasil, a Fundação Telefônica completa 10 anos de atuação no País. Nesse período, mais de 5 milhões de pessoas foram beneficiadas direta ou indiretamente com os projetos de desenvolvimento social, que tem como eixos centrais a consolidação dos direitos das crianças e dos adolescentes e a melhoria da qualidade da educação pública. Hoje, seus principais programas são EducaRede e Pró-Menino. A Fundação Telefônica mantém ainda os projetos Memória Telefônica e Voluntários Telefônica.

 

 

quarta-feira, 25 de março de 2009

Edital Pontos de Cultura de Santa Catarina

Encerra-se na próxima semana, no dia 31 de março, o prazo para inscrições no Edital Pontos de Cultura de Santa Catarina. Confira as informações no folder eletrônico anexo. Outras informações nos sites www.cultura.gov.br , www.fcc.sc.gov.br e www.sol.sc.gov.br.

(Representação Regional Sul do Ministério da Cultura)


Reflexões sobre a crise

Pedro Lessi*

Abstrato ou concreto? O trabalho é angustiante ou sonhador? Como se anticrer em situações de arcaísmos?

O trabalho em época de crise é para os bons de ideias, de tarefas, sem preguiça. O economista americano Benjamin Crawford disse que o pacote novaiorquino tinha 25 dádivas aos emblemáticos políticos "All American". Duelo que acontece naquele país introverte no nosso? Abstratismos que só se realizam de forma inóspita na concretude das demissões. Em época de crise, as ideias precisam florescer para que possamos desvelar o pessimismo, em primeiro lugar, mas tecnologia de informação, venda de informações, estudo, leitura, para se ter ideia. A venda de ideias é mais entusiasmante. O cenário jurídico entra em declínio a partir do momento em que o operador do direito não tiver especialidade de inovar. O problema de nossa cultura jurídica foi e sempre será a nossa subserviência. Você ganha com a crise? Não, eu ganho com a inovação. Se você tem a possibilidade de inverter que a rede de Fast Foods Star Bucks crie uma "line" de mescla de copo que lhe rende em royalties, 0,01 por mescla seja do que for vendido, você tem que florescer. Nosso país também não é dado marcas e patentes num nível mediano.

Se nos parece que a ideia sempre leva à elitização, o que é um erro, portanto, sob esse ponto de vista, a crise é séria. Sob o ponto de vista da crise em si, o cenário jurídico concreto de demissões, vociferações dos direitos é lamentável, pois vem de setores aonde a inovação morreu. As empresas têm que inovar e repensar seu papel de responsabilidade social. Terceiro setor, terceiras forças para repensar seu principal papel no globo que não é o lucro, social geradora do lucro, o resultado. Quanto aos consumidores, à primeira vista, para ser a orientação da cautela a melhor, mas sem o "pique pique" de Ubirajara Martins de Souza com compras certas, seja à vista (a melhor) ou a prazo, dependendo das condições impostas para o mercado.

Quanto à flexibilização de relações trabalhistas ela é tão necessária quanto a inovação. Não se pode mais pensar como o Lula, que o pobre tem que ter três refeições à mesa, o pobre tem que ter educação geradora dessas três refeições. As CGT, CUT e força sindical apenas servem de latifúndio a pontos que ganhem com tais movimentos. Os fechamentos das atividades ou das admissões são um "tiro-no-pé", fazendo com que o demissionário continue na sua mecanização de cultura, sem pensar, sem inovar, sem enfrentar o mercado.

* Pedro Lessi: Sócio-títular de Lessi & Advogados Associados. Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos em 1986. Fundou o Lessi e Advogados Associados. Especializou-se em Direito Civil e Processual Civil. Lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além de atuar no Lessi e Advogados Associados, em 2004 fundou o Instituto Brasileiro de Defesa dos Lojistas de Shopping (Idelos). É especialista em Direito Civil, Família, Tributário e Imobiliário, áreas que está à disposição para conceder entrevista.


Reflexões sobre a crise

Pedro Lessi*

Abstrato ou concreto? O trabalho é angustiante ou sonhador? Como se anticrer em situações de arcaísmos?

O trabalho em época de crise é para os bons de ideias, de tarefas, sem preguiça. O economista americano Benjamin Crawford disse que o pacote novaiorquino tinha 25 dádivas aos emblemáticos políticos "All American". Duelo que acontece naquele país introverte no nosso? Abstratismos que só se realizam de forma inóspita na concretude das demissões. Em época de crise, as ideias precisam florescer para que possamos desvelar o pessimismo, em primeiro lugar, mas tecnologia de informação, venda de informações, estudo, leitura, para se ter ideia. A venda de ideias é mais entusiasmante. O cenário jurídico entra em declínio a partir do momento em que o operador do direito não tiver especialidade de inovar. O problema de nossa cultura jurídica foi e sempre será a nossa subserviência. Você ganha com a crise? Não, eu ganho com a inovação. Se você tem a possibilidade de inverter que a rede de Fast Foods Star Bucks crie uma "line" de mescla de copo que lhe rende em royalties, 0,01 por mescla seja do que for vendido, você tem que florescer. Nosso país também não é dado marcas e patentes num nível mediano.

Se nos parece que a ideia sempre leva à elitização, o que é um erro, portanto, sob esse ponto de vista, a crise é séria. Sob o ponto de vista da crise em si, o cenário jurídico concreto de demissões, vociferações dos direitos é lamentável, pois vem de setores aonde a inovação morreu. As empresas têm que inovar e repensar seu papel de responsabilidade social. Terceiro setor, terceiras forças para repensar seu principal papel no globo que não é o lucro, social geradora do lucro, o resultado. Quanto aos consumidores, à primeira vista, para ser a orientação da cautela a melhor, mas sem o "pique pique" de Ubirajara Martins de Souza com compras certas, seja à vista (a melhor) ou a prazo, dependendo das condições impostas para o mercado.

Quanto à flexibilização de relações trabalhistas ela é tão necessária quanto a inovação. Não se pode mais pensar como o Lula, que o pobre tem que ter três refeições à mesa, o pobre tem que ter educação geradora dessas três refeições. As CGT, CUT e força sindical apenas servem de latifúndio a pontos que ganhem com tais movimentos. Os fechamentos das atividades ou das admissões são um "tiro-no-pé", fazendo com que o demissionário continue na sua mecanização de cultura, sem pensar, sem inovar, sem enfrentar o mercado.

* Pedro Lessi: Sócio-títular de Lessi & Advogados Associados. Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos em 1986. Fundou o Lessi e Advogados Associados. Especializou-se em Direito Civil e Processual Civil. Lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além de atuar no Lessi e Advogados Associados, em 2004 fundou o Instituto Brasileiro de Defesa dos Lojistas de Shopping (Idelos). É especialista em Direito Civil, Família, Tributário e Imobiliário, áreas que está à disposição para conceder entrevista.

PUC-SP oferece curso "Comunicação Interna na Era da Cibercultura"

Com uma abordagem sociocultural inovadora, o curso proporciona a oportunidade de uma revisão completa da concepção das práticas de comunicação entre capital e trabalho a partir de uma reflexão crítica sobre situações típicas da cibercultura

O conceito de comunicação interna é comumente usado no contexto das organizações empresariais para designar o conjunto de políticas e processos de troca de informação entre diretoria e funcionários, tendo como crença a idéia de que essas relações sociais estão circunscritas em um ambiente delimitado pelo território geográfico e pela configuração física e estável das empresas. Dessa forma, tal conceito pressupõe a existência de uma fronteira separando o ambiente interno da empresa de um ambiente externo a ela, e essa demarcação do espaço é tomada como referência para a ordenação das relações estabelecidas pelas organizações com grupos sociais de interesse.

Entretanto, no contexto contemporâneo é imprescindível considerar as influências da tecnologia digital sobre o modo de vida em sociedade e, por extensão, nas organizações empresariais. São visíveis as transformações culturais decorrentes da superação do espaço, em seu conceito geográfico, e da reconfiguração do tempo, em seu sentido cronológico. A mudança da representação desses dois vetores transformou o modo de vida em fluxo contínuo de informações e imagens, abolindo as fronteiras que tradicionalmente delimitavam as esferas do trabalho e do tempo livre. Por esta razão, cabe refletir sobre as conseqüências que a dinâmica cultural do capitalismo avançado produziu para o conceito da comunicação interna, uma vez que este compõe o ambiente em que se processam as mediações sociais.

Com uma abordagem sociocultural inovadora, o curso "Comunicação Interna na Era da Cibercultura", oferecido pela PUC-SP por intermédio de sua Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (COGEAE), proporciona a oportunidade de uma revisão completa da concepção das práticas de comunicação entre capital e trabalho a partir de uma reflexão crítica sobre situações típicas da cibercultura. Os participantes poderão atualizar os conceitos que orientam as políticas e os processos de comunicação interna, repensando seus repertórios teóricos e suas práticas profissionais. 
 
O programa apóia-se nas teorias sobre o capitalismo avançado, a cibercultura e a comunicação organizacional. Com base nesses três eixos, serão discutidos os pontos de tensão entre o contexto contemporâneo e o modelo predominante de comunicação interna nas organizações empresariais, que ainda atuam referenciadas na idéia do território físico da produção, desconsiderando as mudanças sociais que ocorrem no contexto da cibercultura.

Dirigido a profissionais, pós-graduandos e graduandos nas áreas de Relações Públicas, Jornalismo, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Ciências Políticas, História, Psicologia, Letras, Artes e Pedagogia, o curso tem início em 01 de Abril e aulas sempre as quartas-feiras, das 19 às 22h30 no campus Marquês de Paranaguá – Unidade COGEAE Caio Prado, que fica na Rua Caio Prado, 102 – Consolação – São Paulo.

 

Mais informações e inscrições: (11) 3124-9600, www.pucsp.br/cogeae e infocogeae@pucsp.br

 

MEC Livros atinge mais de 1 milhão de usuários

Foto: Divulgação/MEC A plataforma já conta com mais de 25 mil livros disponíveis e 593.387 aluguéis. O acesso é gratuito e democratiza o ace...