sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Blog de Hideraldo Montenegro





CANTATA - HUMANO CANTO



O dia convida ao açoite
das palavras que se fazem vento

Tantos fantasmas invadem o dia
que a noite só resta o silêncio

Penso nas horas
que passam como vento
e voam pela janela

Penso nas crianças que hão de vir
e nas crianças que ficaram
presas na memória

O pó ocupa todos
os espaços
e não pára de correr
pelas frestas
da mente

Na quietude
o tempo corre mais veloz
e torna-se absoluto poente

Contemplo as flores que nascem
com as horas contadas
mas que se eternizam
no tempo

Os relógios não determinam o tempo
apenas demarcam os espaços
que o ponteiro percorre
entre um ponto a outro

Já é Outono e as flores
se despedem
e os seus abraços já não são os mesmos
desde janeiro

Espero a chuva cair
e o que passa são os olhos
-vitrines que se renovam
a cada estação

As manhãs acordam mornas
e esperam aquecer
a vida
Lá fora um trem passa
como se fosse apenas cumprir uma obrigação

Mas, sabemos dos olhares que observam
a paisagem que somos
-estática?

E o gado fixa-se no solo
e cerca o território com olhares
imóveis
no espaço

E não sabem do tempo
que o corrói

Mas é absoluto em sua certeza

Só o homem dobra os passos
e esquece das estrelas no céu

As rugas fixam-se em meu rosto
e contam histórias esquecidas

A tv desvia o olhar
do espelho
e vamos surdos para encontros
programados
com máscaras e sorrisos
avisos prévios
editais
e cenas de postais

Visto minhas horas
sem disfarces
e alcanço tuas mãos
entre espelhos diversos
e nenhum beijo te acorda

Meus pés são uma farsa
sobre a estrada
e sinto calafrios
dos teus beijos
-inevitável despedida futura

Você olha para mim
sem compreender a si mesma
e escuta o canto dos pássaros
na manhã

E os pássaros cantam na manhã
e os pássaros cantam na manhã

Mas, principalmente, os galos cantam
e desafiam as incertezas

As manhãs nascem do canto
e até mesmo o galo se espanta
da manhã que se levanta
no seu canto

E, como o galo, também me espanto
mas não consigo deter este canto

E o canto perdurará mesmo quando não houver
mais pássaros nas manhãs

Os homens oferecem pontes
aos pés que não levam
a um outro ponto
do universo

As pontes ligam
apenas o reverso da perspectiva
-ir e vir é a mesma coisa
e quem vai cruza com seu futuro
na volta de quem foi

Os rios foram feitos
para nos atravessar
-batismo purificador
das águas da fala

Configuro emoções
para este momento underline
e formato lembranças ideais

Formato meus prazeres
para você
e te ofereço flores
como oferecesse pão

Visto as palavras para criar universos
-Esta é minha forma de me abrir
como canteiros que se preparam
para as abelhas
que fecundarão o mel

E ofereço para ti
estas asas
abertas para o céu

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Alternativa na demissão de executivos!

 

 

 

Foto-Laertedivulga.jpg

 

 

 

Alternativa na demissão de executivos!

Por Laerte Cordeiro

            

Nestes últimos tempos, a demissão de executivos das empresas vai se tornando fato corriqueiro no mercado, complicado por não haver oferta de vagas capaz de rapidamente absorver os profissionais que perdem seus empregos.

 

Algumas empresas mostram preocupação com os destinos dos seus demitidos, outras nem tanto. Em alguns casos falta a preocupação, noutros faltam recursos financeiros para proporcionar condições de saída mais favoráveis.

 

Em verdade, vejamos quais as alternativas disponíveis para as empresas demissoras, com relação aos seus executivos demitidos:

 

1.                         Não fazer nada de especial: "Passe no caixa"- É o velho "Passe no Caixa", cumprindo-se apenas a responsabilidade trabalhista legal da Empresa para com o seu demitido. Ocorre a rescisão, sem adição de qualquer beneficio extra, na saída.

 

2.            "Passe no caixa II" - Versão modificada do modelo anterior, dando-se em alguns casos um aviso prévio pago em valores ampliados (p.ex.: 3 meses de salários) ou a manutenção do convênio médico por alguns meses até arrumar um novo emprego, ou ainda mais alguns benefícios adicionais. Não há qualquer preocupação manifesta, com relação à recolocação do demitido.

 

3.            Apoiar a recolocação via recursos humanos - É quando a empresa demissora, além de praticar o "Passe no Caixa II", procura ajudar o seu executivo demitido a se recolocar no mercado, através de esforços diretos do seu próprio Departamento de Recursos Humanos. Embora tal procedimento possa funcionar razoavelmente para funcionários/operários, não apresenta grande sucesso com relação à recolocação de executivos. Em geral é difícil convencer outras empresas de que o profissional que não deu certo em nossa organização será bom para elas. Além do que, a maioria dos executivos não se agrada muito da hipótese de ser ajudado pela área de Recursos Humanos que negociou e providenciou sua saída.

 

  1. Apóia recolocação via concessão de beneficio financeiro extra - Vez por outra a empresa demissora se propõe a ajudar a recolocação do seu executivo demitido dando-lhe um verba extraordinária para que o mesmo procure uma consultoria de recolocação e compre, como pessoa física, os serviços de orientação e apoio especializado de que necessita. Este procedimento tem o inconveniente, para a empresa, de que o dinheiro dado nem sempre é aplicado na aquisição daquele serviço e muitas vezes vai para o consumo do demitido. O dinheiro some mais depressa do que se imagina. De repente não tem mais o dinheiro, nem o novo emprego. Observe-se que em muitos casos, o demitido volta à empresa para pedir nova ajuda.

 

  1. Apoiar a recolocação com serviços especializados contratados pela empresa demissora - É o que se chama de "OUTPLACEMENT". A empresa demissora contrata ela mesma uma consultoria especializada na Orientação e Apoio para Recolocação de Executivos e inclui tal beneficio no "pacote" de saída do executivo. Arca com toda a despesa e permite ao seu demitido escolher a empresa que lhe prestará os serviços, encaminhando-o para consultorias reputadas. Acompanha o desenrolar do projeto de recolocação e apóia o processo onde for o caso. É importante lembrar que o executivo demitido que tem o "Outplacement" como beneficio de saída, recebe implicitamente uma recomendação da empresa demissora, subentendendo-se que a mesma nada tem contra o seu ex-profissional, o que é importante para as empresas que por ele possam se interessar.

 

Benefícios para as empresas:

 

Os benefícios da adoção da política de "Outplacement" para os  executivos a serem eventualmente demitidos são importantes para a empresa demissora. Senão vejamos:

 

  •  Demonstra, objetivamente, aos seus executivos sua preocupação com sua responsabilidade social.

 

  •  Assegura a manutenção de um bom relacionamento com o executivo demitido.

 

  •  Resolve, com menos dor, conseqüências de decisões gerenciais equivocadas do passado.

 

  •  Cria condições para efetuar mudanças internas, sem maior desumanidade, ao final.

 

  •  Desenvolve/mantém uma imagem positiva como empregadora no mercado.

 

  •  Prestigia antiguidade, lealdade e dedicação histórica na hora de uma eventual separação.

 

  • Não deixa ao desamparo o executivo demitido - muitas vezes despreparado para recolocar-se no mercado de trabalho - e quase sempre inicialmente fragilizado psicologicamente.

 

As empresas mais atualizadas e modernas, que percebem sua responsabilidade social, principalmente junto ao seu contingente de recursos humanos, já estão hoje adotando a política do "Outplacement" para seus executivos. Embora aumentando gastos, os benefícios diretos e indiretos para essas empresas e para os seus executivos, mais do que justificam tal investimento.

 

 

Sobre Laerte Cordeiro

Laerte Leite Cordeiro é consultor Sênior de Hunting, Outplacement e Coaching da Laerte Cordeiro Consultoria. Atua como consultor profissional na Área Geral de Recursos Humanos em São Paulo, em projetos de contratação de executivos, outplacement, coaching e planejamento e desenvolvimento organizacional, contribuindo com seus conhecimentos técnicos, experiência profissional especializada e network de relacionamento. Tem carreira universitária desenvolvida durante 15 anos como professor "full-time" da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas e no Departamento de Administração Geral e Recursos Humanos. É mestre em Administração pela Michigan State University, dos Estados Unidos, Economista pela Faculdade de Economia S.Luís, São Paulo e conta com especialização em Management e Recursos Humanos nas Universidades de Harvard e Stanford, nos Estados Unidos.

 

Alternativa na demissão de executivos!

 

 

 

Foto-Laertedivulga.jpg

 

 

 

Alternativa na demissão de executivos!

Por Laerte Cordeiro

            

Nestes últimos tempos, a demissão de executivos das empresas vai se tornando fato corriqueiro no mercado, complicado por não haver oferta de vagas capaz de rapidamente absorver os profissionais que perdem seus empregos.

 

Algumas empresas mostram preocupação com os destinos dos seus demitidos, outras nem tanto. Em alguns casos falta a preocupação, noutros faltam recursos financeiros para proporcionar condições de saída mais favoráveis.

 

Em verdade, vejamos quais as alternativas disponíveis para as empresas demissoras, com relação aos seus executivos demitidos:

 

1.                         Não fazer nada de especial: "Passe no caixa"- É o velho "Passe no Caixa", cumprindo-se apenas a responsabilidade trabalhista legal da Empresa para com o seu demitido. Ocorre a rescisão, sem adição de qualquer beneficio extra, na saída.

 

2.            "Passe no caixa II" - Versão modificada do modelo anterior, dando-se em alguns casos um aviso prévio pago em valores ampliados (p.ex.: 3 meses de salários) ou a manutenção do convênio médico por alguns meses até arrumar um novo emprego, ou ainda mais alguns benefícios adicionais. Não há qualquer preocupação manifesta, com relação à recolocação do demitido.

 

3.            Apoiar a recolocação via recursos humanos - É quando a empresa demissora, além de praticar o "Passe no Caixa II", procura ajudar o seu executivo demitido a se recolocar no mercado, através de esforços diretos do seu próprio Departamento de Recursos Humanos. Embora tal procedimento possa funcionar razoavelmente para funcionários/operários, não apresenta grande sucesso com relação à recolocação de executivos. Em geral é difícil convencer outras empresas de que o profissional que não deu certo em nossa organização será bom para elas. Além do que, a maioria dos executivos não se agrada muito da hipótese de ser ajudado pela área de Recursos Humanos que negociou e providenciou sua saída.

 

  1. Apóia recolocação via concessão de beneficio financeiro extra - Vez por outra a empresa demissora se propõe a ajudar a recolocação do seu executivo demitido dando-lhe um verba extraordinária para que o mesmo procure uma consultoria de recolocação e compre, como pessoa física, os serviços de orientação e apoio especializado de que necessita. Este procedimento tem o inconveniente, para a empresa, de que o dinheiro dado nem sempre é aplicado na aquisição daquele serviço e muitas vezes vai para o consumo do demitido. O dinheiro some mais depressa do que se imagina. De repente não tem mais o dinheiro, nem o novo emprego. Observe-se que em muitos casos, o demitido volta à empresa para pedir nova ajuda.

 

  1. Apoiar a recolocação com serviços especializados contratados pela empresa demissora - É o que se chama de "OUTPLACEMENT". A empresa demissora contrata ela mesma uma consultoria especializada na Orientação e Apoio para Recolocação de Executivos e inclui tal beneficio no "pacote" de saída do executivo. Arca com toda a despesa e permite ao seu demitido escolher a empresa que lhe prestará os serviços, encaminhando-o para consultorias reputadas. Acompanha o desenrolar do projeto de recolocação e apóia o processo onde for o caso. É importante lembrar que o executivo demitido que tem o "Outplacement" como beneficio de saída, recebe implicitamente uma recomendação da empresa demissora, subentendendo-se que a mesma nada tem contra o seu ex-profissional, o que é importante para as empresas que por ele possam se interessar.

 

Benefícios para as empresas:

 

Os benefícios da adoção da política de "Outplacement" para os  executivos a serem eventualmente demitidos são importantes para a empresa demissora. Senão vejamos:

 

  •  Demonstra, objetivamente, aos seus executivos sua preocupação com sua responsabilidade social.

 

  •  Assegura a manutenção de um bom relacionamento com o executivo demitido.

 

  •  Resolve, com menos dor, conseqüências de decisões gerenciais equivocadas do passado.

 

  •  Cria condições para efetuar mudanças internas, sem maior desumanidade, ao final.

 

  •  Desenvolve/mantém uma imagem positiva como empregadora no mercado.

 

  •  Prestigia antiguidade, lealdade e dedicação histórica na hora de uma eventual separação.

 

  • Não deixa ao desamparo o executivo demitido - muitas vezes despreparado para recolocar-se no mercado de trabalho - e quase sempre inicialmente fragilizado psicologicamente.

 

As empresas mais atualizadas e modernas, que percebem sua responsabilidade social, principalmente junto ao seu contingente de recursos humanos, já estão hoje adotando a política do "Outplacement" para seus executivos. Embora aumentando gastos, os benefícios diretos e indiretos para essas empresas e para os seus executivos, mais do que justificam tal investimento.

 

 

Sobre Laerte Cordeiro

Laerte Leite Cordeiro é consultor Sênior de Hunting, Outplacement e Coaching da Laerte Cordeiro Consultoria. Atua como consultor profissional na Área Geral de Recursos Humanos em São Paulo, em projetos de contratação de executivos, outplacement, coaching e planejamento e desenvolvimento organizacional, contribuindo com seus conhecimentos técnicos, experiência profissional especializada e network de relacionamento. Tem carreira universitária desenvolvida durante 15 anos como professor "full-time" da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas e no Departamento de Administração Geral e Recursos Humanos. É mestre em Administração pela Michigan State University, dos Estados Unidos, Economista pela Faculdade de Economia S.Luís, São Paulo e conta com especialização em Management e Recursos Humanos nas Universidades de Harvard e Stanford, nos Estados Unidos.

 

LAÇOS QUE SE ENTRELASSAM (Sérgio Dal Sasso)

Se existe uma coisa que gosto tem a ver com o escrever, pois não tem coisa mais fascinante do que querer retratar e tentar traduzir o que se pensa de uma forma mais ou menos organizada no papel de antes, no computador de hoje.

Talvez tudo que faça nem sempre terá tanto significado para quem lê, pois os estados de cada uma são diferentes pelo tempo e momento, e por isso a importãncia tem que ser para si, já que fazemos pelo gosto e que se isso tiver sentindo para você, então ótimo, mas se não, entenda que qual seja o teor do tema, profissional ou pessoal, amo a todos, pois levam o tudo que sou e por isso minha própria autenticidade.

Nunca gostei de ser cópia e assim vou levando a vida movendo-a pela sensação de que os ventos vão soprar levando-me na direção dos fatos, que somando ou não trarão de alguma forma experiências que podem adicionar algo sempre.

Quando buscamos pela própria evolução nunca lamentamos o que já se foi, pois sempre farão as partes que fundamentarão nossas construções, nossas buscas pelos pontos que transferem segurança, que fazem a composição de algo mais amplo, mais feliz.


LAÇOS QUE SE ENTRELASSAM (Sérgio Dal Sasso)

Se existe uma coisa que gosto tem a ver com o escrever, pois não tem coisa mais fascinante do que querer retratar e tentar traduzir o que se pensa de uma forma mais ou menos organizada no papel de antes, no computador de hoje.

Talvez tudo que faça nem sempre terá tanto significado para quem lê, pois os estados de cada uma são diferentes pelo tempo e momento, e por isso a importãncia tem que ser para si, já que fazemos pelo gosto e que se isso tiver sentindo para você, então ótimo, mas se não, entenda que qual seja o teor do tema, profissional ou pessoal, amo a todos, pois levam o tudo que sou e por isso minha própria autenticidade.

Nunca gostei de ser cópia e assim vou levando a vida movendo-a pela sensação de que os ventos vão soprar levando-me na direção dos fatos, que somando ou não trarão de alguma forma experiências que podem adicionar algo sempre.

Quando buscamos pela própria evolução nunca lamentamos o que já se foi, pois sempre farão as partes que fundamentarão nossas construções, nossas buscas pelos pontos que transferem segurança, que fazem a composição de algo mais amplo, mais feliz.


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Trabalhe para reter mais clientes

 

Trabalhe para reter mais clientes

*Ezequias Sena

 

Segundo a American Marketing Association, as empresas perdem 10% dos seus clientes todos os anos. E conquistar novos clientes pode exigir cinco vezes mais investimentos do que para manter os atuais. Ao pesar na balança, percebemos que muito poderia ter sido feito para aumentar os índices de retenção. Muitas vezes, quando nos damos conta dessa realidade, não há mais tempo hábil para manobras inteligentes.

 

Assim que se conquista um novo cliente, o próximo desafio é identificar as bases para que se possa cultivar um relacionamento de longa data. Já se tornou lugar comum falar sobre a "infidelidade" do cliente. Afinal, quando não há vínculos mais sólidos e uma relação de confiança entre as partes, qualquer benefício a mais é um bom pretexto para se mudar de fornecedor de produtos e prestador de serviços.  Mas, não é preciso analisar a fundo esse comportamento para descobrirmos que tudo poderia ser diferente se pequenas manobras de aproximação e interesse tivessem sido postas em prática.

 

Neste mercado cada vez mais competitivo, empresas de grande porte colocam em prática seus projetos de atendimento personalizado ao cliente, aumentando a vida útil da conta. Mais do que isso, os novos clientes que surgem como desdobramento do negócio têm muito mais chances de dar certo e serem rentáveis – haja vista que foi necessário  muito pouco esforço nessa conquista que já vem com um subjetivo selo de qualidade e confiança.

 

A aferição dos índices de retenção de clientes é fácil. Um dos modos mais simples é criar uma planilha contendo todos os clientes, ano a ano. Imprima uma cópia da lista de clientes atendidos até dezembro de 2007. Depois, gere uma outra similar com as empresas atendidas até dezembro do ano passado. Compare a lista de clientes de 2007 e 2008. Se 10% dos clientes que constavam na lista em 2007 não tiverem feito nenhum negócio com sua empresa durante o ano passado, isso resulta em uma margem de retenção de 90% ­ que é bastante realista em produtos e serviços de primeira necessidade.

 

Pode parecer, à primeira vista, que perder 10% dos clientes ano a ano não é grande coisa. Esse é um dos piores erros de julgamento, porque, se não houver um grande empenho para repor a totalidade dos clientes, a empresa estará morta dentro de uma década.

 

Além disso, tão logo as dificuldades da empresa em reter e conquistar clientes sejam observadas de perto pela concorrência, mais cedo ainda usarão esse déficit para "bater sua carteira". Os mais atentos converterão esse simples dado em cifras, podendo prever quanto investimento está deixando de ser feito, já que, com menos clientes, a receita tende a diminuir.

 

Hoje as empresas têm de trabalhar para aumentar o índice de retenção. Obviamente, alguma perda é comum, atribuída a variações do mercado. Mas é preciso prestar mais atenção nos negócios. Se um cliente investe R$800 mil por ano em serviços que sua empresa poderia prestar, mas somente 20% desse valor entram efetivamente na conta da sua empresa, a situação é grave. Afinal, o que de imediato pode parecer uma boa conta, na verdade é uma conta em risco permanente.

 

A retenção de clientes implica, como percebemos, em muito mais do que a simples comparação de planilhas. Implica em descobrir como atender seus clientes em todas as necessidades possíveis, estabelecendo uma verdadeira relação de parceria e compromisso com qualidade e lucro.  Envolve maior aproximação dos clientes em risco, afinando o discurso, demonstrando muito mais interesse do que o evidenciado na prática atual.

 

* Ezequias Sena, diretor administrativo e comercial da Online Brasil (www.onlinebrasil.com.br), empresa com 15 anos de atuação na área de TI e que conseguiu elevar em mais de 8% o índice de retenção de clientes entre 2007 e 2008 – quando registrou 94,4% de IRC.

 

Trabalhe para reter mais clientes

 

Trabalhe para reter mais clientes

*Ezequias Sena

 

Segundo a American Marketing Association, as empresas perdem 10% dos seus clientes todos os anos. E conquistar novos clientes pode exigir cinco vezes mais investimentos do que para manter os atuais. Ao pesar na balança, percebemos que muito poderia ter sido feito para aumentar os índices de retenção. Muitas vezes, quando nos damos conta dessa realidade, não há mais tempo hábil para manobras inteligentes.

 

Assim que se conquista um novo cliente, o próximo desafio é identificar as bases para que se possa cultivar um relacionamento de longa data. Já se tornou lugar comum falar sobre a "infidelidade" do cliente. Afinal, quando não há vínculos mais sólidos e uma relação de confiança entre as partes, qualquer benefício a mais é um bom pretexto para se mudar de fornecedor de produtos e prestador de serviços.  Mas, não é preciso analisar a fundo esse comportamento para descobrirmos que tudo poderia ser diferente se pequenas manobras de aproximação e interesse tivessem sido postas em prática.

 

Neste mercado cada vez mais competitivo, empresas de grande porte colocam em prática seus projetos de atendimento personalizado ao cliente, aumentando a vida útil da conta. Mais do que isso, os novos clientes que surgem como desdobramento do negócio têm muito mais chances de dar certo e serem rentáveis – haja vista que foi necessário  muito pouco esforço nessa conquista que já vem com um subjetivo selo de qualidade e confiança.

 

A aferição dos índices de retenção de clientes é fácil. Um dos modos mais simples é criar uma planilha contendo todos os clientes, ano a ano. Imprima uma cópia da lista de clientes atendidos até dezembro de 2007. Depois, gere uma outra similar com as empresas atendidas até dezembro do ano passado. Compare a lista de clientes de 2007 e 2008. Se 10% dos clientes que constavam na lista em 2007 não tiverem feito nenhum negócio com sua empresa durante o ano passado, isso resulta em uma margem de retenção de 90% ­ que é bastante realista em produtos e serviços de primeira necessidade.

 

Pode parecer, à primeira vista, que perder 10% dos clientes ano a ano não é grande coisa. Esse é um dos piores erros de julgamento, porque, se não houver um grande empenho para repor a totalidade dos clientes, a empresa estará morta dentro de uma década.

 

Além disso, tão logo as dificuldades da empresa em reter e conquistar clientes sejam observadas de perto pela concorrência, mais cedo ainda usarão esse déficit para "bater sua carteira". Os mais atentos converterão esse simples dado em cifras, podendo prever quanto investimento está deixando de ser feito, já que, com menos clientes, a receita tende a diminuir.

 

Hoje as empresas têm de trabalhar para aumentar o índice de retenção. Obviamente, alguma perda é comum, atribuída a variações do mercado. Mas é preciso prestar mais atenção nos negócios. Se um cliente investe R$800 mil por ano em serviços que sua empresa poderia prestar, mas somente 20% desse valor entram efetivamente na conta da sua empresa, a situação é grave. Afinal, o que de imediato pode parecer uma boa conta, na verdade é uma conta em risco permanente.

 

A retenção de clientes implica, como percebemos, em muito mais do que a simples comparação de planilhas. Implica em descobrir como atender seus clientes em todas as necessidades possíveis, estabelecendo uma verdadeira relação de parceria e compromisso com qualidade e lucro.  Envolve maior aproximação dos clientes em risco, afinando o discurso, demonstrando muito mais interesse do que o evidenciado na prática atual.

 

* Ezequias Sena, diretor administrativo e comercial da Online Brasil (www.onlinebrasil.com.br), empresa com 15 anos de atuação na área de TI e que conseguiu elevar em mais de 8% o índice de retenção de clientes entre 2007 e 2008 – quando registrou 94,4% de IRC.

 

Exposição de Maria Auxiliadora Silva encerra temporada em Nova York ampliando debate sobre arte brasileira

  Com curadoria de Bruna Grinsztejn, a mostra reuniu pinturas que despertaram discussões sobre memória, identidade, relações sociais, trabal...