domingo, 23 de novembro de 2008

E FOI ASSIM QUE TUDO TERMINOU...

E FOI ASSIM QUE TUDO TERMINOU...
(Autor: Antonio Brás Constante)

Em um belo dia (antes mesmo de existirem os dias), alguém dotado de poderes tão vastos quanto a nossa própria imaginação resolveu criar o mundo, dizendo apenas duas palavrinhas mágicas: “Big Bang”, e foi assim que tudo começou. Então, Ele pegou um punhado de terra e misturou com água formando o barro, deste barro fez o homem (provavelmente este fato foi o precursor do biscuit). Esta foi à parte fácil, difícil mesmo foi achar algo para o homem fazer depois de ter sido criado.

Adão e Eva viviam no paraíso, um lugar que poderia ser considerado como o primeiro condomínio fechado na história da humanidade, construído com todo conforto para um tipo especial de inquilinos, que eram protegidos e adorados por serem as preciosidades do Todo-poderoso, ou seja, para quem não sabe, não entendeu, ou fez de conta que não sabia, estou falando das maçãs.

Todo o restante dos habitantes do jardim do Éden só era bem-vindo se ficasse longe dos deliciosos e suculentos frutos das macieiras. Foi então que a ardilosa serpente (provavelmente possuída pelo espírito que daria origem aos primeiros políticos), usou de sua lábia ardilosa para convencer Eva a comer do fruto proibido. Após muito pensar, a criatura peçonhenta finalmente elaborou uma tática infalível, dizendo para a primeira mulher que a maçã tinha baixíssimas calorias e que fazia maravilhas para os cabelos.

Tão logo mordeu a maçã Eva percebeu que estava nua, e o que era ainda pior, se deu conta de que não existiam shoppings centers naquele lugar. Para não levar a culpa sozinha, ela inventou ao ingênuo Adão (um homem ainda sem pecados) que a maçã tinha gosto de cerveja, deixando-o com uma vontade irresistível de prova-la também. Mal sabia ele que aquela seria sua ultima refeição de graça...

Quando ficou sabendo que havia sido cancelada a contagem de listras da zebra (para finalmente descobrirem se ela era preta com listras brancas, ou branca com listras pretas), Adão ficou contente, sempre ficava perdido em eventos assim, principalmente porque ainda não havia sido inventada a matemática. Mas quando soube, juntamente com Eva, que a referida atividade daria lugar à expulsão do paraíso de um homem e uma mulher, sua curiosidade aflorou, afinal quem seriam os dois pobres coitados?

Adão e Eva faziam esta pergunta para si mesmos e para os demais animais e árvores do bosque encantando chamado de paraíso. Até que acabaram se dando conta que seriam eles mesmos (por total falta de opções), e assim ficou cunhada a expressão: “Os únicos serão os primeiros”, como eles também foram os últimos a terem acesso aquele primeiro paraíso, posteriormente a expressão foi alterada para: “Os últimos serão os primeiros”, que é utilizada até hoje em nossos dias.

Após a expulsão os dois vieram parar aqui na Terra (se você estiver lendo este texto em algum outro ponto do universo, comece procurando por “Via Láctea” no google e leia sobre o assunto). Eles foram obrigados a garantir o seu sustento com o suor do próprio rosto. Como ainda não havia nada, acabaram trabalhando tanto que seu suor provavelmente deu origem aos oceanos do planeta.

E foi assim que tudo terminou, ou pelo menos foi assim que terminou a vida mansa do casal número 1 de nossa existência. Mas o pecado original também trouxe algumas novidades (a princípio muito boas), como o sexo, por exemplo, que era bem mais interessante como passatempo do que ficar contando nuvens no céu. Porém, logo vieram os filhos, a manutenção da caverna, o trabalho para cuidar da plantação e do rebanho, e a cada dia que passava, Adão ia se dando conta de que ter extraído a tal costela para dar forma a uma mulher já estava lhe dando mais dor de cabeça do que prazer. Ao menos povoar o mundo foi uma boa idéia, pois assim poderia formar um time de futebol e talvez as coisas começassem a melhorar por ali. Enfim, de lá pra cá, muita pouca coisa mudou...

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Medicina esportiva

ENTREVISTA: JOSÉ KAWAZOE LAZZOLI



Dublin (Irlanda) – Começam amanhã e vão até domingo, dia 23 de novembro, em Barcelona (Espanha) os trabalhos científicos do 30º Congresso Mundial de Medicina dos Esportes. O presidente eleito da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte e editor-chefe da Revista Brasileira de Medicina do Esporte, José Kawazoe Lazzoli, que estará presente ao evento, afirma, em entrevista, que a medicina do exercício e do esporte produz um conhecimento e uma assistência que beneficia todos os cidadãos, desde atletas de ponta a pacientes portadores de doenças crônicas. O cardiologista, membro da Câmara Técnica de Medicina Desportiva do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, também alerta que são necessárias políticas públicas eficientes que promovam a prática dos exercícios físicos para todos os segmentos da sociedade. A partir de amanhã, o correspondente da Agência Notisa na Europa, Gustavo Oliveira, estará cobrindo, diretamente de Barcelona, o 30º Congresso Mundial de Medicina dos Esportes.




Notisa - Às vésperas do maior e principal congresso do mundo de medicina do esporte, que avaliação o senhor faz da especialidade?



José Lazzoli – A medicina do exercício e do esporte é uma especialidade em franco crescimento. Hoje, a população em geral está cada vez mais consciente de que a prática regular de exercícios é parte fundamental de qualquer estratégia de promoção da saúde. Indivíduos que praticam exercícios têm menor chance de desenvolver uma série de doenças crônicas, além de viverem mais e com melhor qualidade. Por outro lado, os atletas de alto rendimento têm à sua disposição técnicas cada vez mais sofisticadas para melhorarem o seu desempenho sem sacrificarem a sua saúde. E é por trabalharmos com todo esse espectro da população (atletas de alto rendimento num extremo, indivíduos comuns que praticam exercícios para manterem a saúde e indivíduos portadores de diversas doenças, que utilizam o exercício como parte importante do seu tratamento, no

outro extremo), utilizando um mesmo instrumento – o exercício físico – de forma individualizada, que podemos dizer que a medicina do exercício do esporte é uma especialidade única.



Notisa – Quais serão os principais assuntos discutidos ao longo do congresso? O senhor destacaria algum em particular?



José Lazzoli – Dentro da abrangência de assuntos que encontramos em um congresso de medicina do exercício e do esporte, eu destacaria, entre outros assuntos, (1) as estratégias para melhorar o desempenho de um atleta de elite, de forma limpa e saudável – nutrição e suplementos no esporte, fisiologia do exercício, controle anti-doping –, (2) as novas técnicas para prevenir e tratar lesões dos ossos, articulações e músculos, tanto de atletas de ponta quanto de praticantes de exercícios em caráter não-competitivo e (3) os novos grandes estudos populacionais que corroboram o uso clínico do exercício físico como componente fundamental do tratamento de uma vasta série de doenças cardiovasculares, respiratórias e metabólicas.



Notisa – Qual é a sua avaliação em torno da qualidade da produção científica na área de medicina do esporte, considerando os avanços já feitos e as atuais perspectivas?



José Lazzoli – O conhecimento médico avança de forma muito rápida em todas as especialidades e a medicina do exercício e do esporte não é exceção. É justamente a pesquisa que proporciona as novas técnicas, os novos tratamentos; é justamente a pesquisa clínica que permite que tenhamos tanta convicção com relação ao papel benéfico do exercício para a saúde. As perspectivas atuais caminham para uma medicina cada vez mais capaz de prevenir doenças preveníveis (minha redundância é proposital), pois diversos estudos nas últimas décadas já foram capazes de identificar as características (que nós chamamos de "fatores de risco") associadas ao surgimento de uma série de doenças crônicas. Estamos

avançando muito nas informações científicas que geram recursos que nos permitem reduzir as chances de desenvolver tais doenças, mas é necessário avançar mais na implementação de políticas de saúde pública que contemplem também a prática regular de exercícios pela população. Esta é, sem dúvida alguma, uma intervenção com uma relação custo/benefício extremamente interessante.



Notisa – Mais especificamente, nesse contexto, qual é sua opinião sobre a atual produção científica brasileira na área da medicina do esporte comparada ao nosso passado e aos países desenvolvidos?



José Lazzoli – Este aspecto fica muito claro quando debruçamos o nosso olhar sobre a Revista Brasileira de Medicina do Esporte, que é o órgão científico oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. A RBME é hoje a revista científica mais importante dentro da especialidade na América Latina. O número de artigos originais, com dados de pesquisadores brasileiros, aumentou cerca de nove vezes nos últimos 11 anos. Quando comparamos nossa produção científica com os países desenvolvidos, principalmente com os países europeus e da América do Norte, talvez haja diferenças na disponibilidade de infra-estrutura – considerando-se a utilização ampla do termo –, mas os pesquisadores brasileiros da nossa área são muito capazes e criativos, com uma produção que qualitativamente pode ser comparada aos melhores centros de pesquisa do mundo.



Notisa – De que maneira a medicina do exercício e do esporte pode servir também ao indivíduo comum, que não pratica esporte?



José Lazzoli – Como já disse, a nossa especialidade lida não somente com o atleta de alto rendimento, cujo objetivo é melhorar o seu desempenho, mas também com o indivíduo comum, que pratica exercícios para aprimorar a sua saúde; e, além disso, com o indivíduo portador de alguma doença cardiovascular, metabólica, respiratória ou osteomioarticular, que apresenta limitações e que utiliza o exercício como instrumento de reabilitação e tratamento da sua doença, com a intenção de prolongar a sua vida, melhorando também a sua qualidade de vida. Como exemplos, podemos citar os portadores de doenças cardiovasculares, como a doença obstrutiva das artérias coronárias ou os portadores de insuficiência cardíaca (por dilatação do coração): esses indivíduos têm diversas limitações em seu dia-a-dia, muitas vezes sendo incapazes até mesmo de desempenhar

tarefas simples do cotidiano. Com a prática regular e supervisionada de exercícios, não somente aumentam a sua capacidade funcional, como também passam a ter menor possibilidade de uma morte prematura, conforme demonstram grandes pesquisas clínicas. É importante destacar que, nestes casos, o exercício sozinho não é nenhuma panacéia, mas é parte de uma estratégia traçada a critério médico, que contempla o uso de medicamentos de boa qualidade, uma alimentação correta e, naturalmente, a prática de exercícios sob orientação médica.



Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

SOCORRO, A BOLSA ESTOUROU!

SOCORRO, A BOLSA ESTOUROU!
(Autor: Antonio Brás Constante)

Em tempos de colapso nas bolsas do mundo, nada melhor do que escrever sobre elas, as bolsas. Tudo começa em meio a uma crise, quando uma certa bolsa estoura e ao som de gritos e gemidos acabamos despejados e largados neste tal de mundo redondo e sem muito sentido. Somos frutos, já nos primórdios de nossa própria existência, de uma bolsa que até este momento nos protege e alimenta.

A partir de então damos nossos primeiros passos, antes mesmo de gatinhar, amparados pela bolsa colorida que nos fornece subsistência. Falo da bolsa onde nossas mães levam tudo que precisamos: mamadeira, chupeta, fraldas, etc. E sem perceber nos vemos totalmente dependentes destes “porta-apetrechos”, utilizados para nos servir através de mãos benevolentes.

Enquanto vamos crescendo, acabamos iludidos achando que conseguiremos nos desligar desta influência louca. Não cortamos o cordão umbilical, tentamos cortar a alça que nos prende as bolsas. Mas ainda somos pequenos e nos sentimos fisgados por um ou outro doce em seu ventre artificial guardado, que deixa um certo ar afeiçoado aos desejos que se escondem naquele objeto quase encantado.

Chegamos na adolescência, e novamente as bolsas marcam sua presença. Alguns se sentem atraídos pelos movimentos nas esquinas, de bolsinhas femininas que giram chamando para gandaia, homens ainda meninos que acham que já tem idade para provar tais desatinos. Outros tentam conseguir bolsas para estudar e garantir o seu futuro, quem sabe até ganhar um dinheirinho. Também a quem resolva investir na bolsa, desde que ela seja alheia, com alcinhas para poder puxar. Corre o malandro carregando a bolsa, aos gritos da mulher que nem percebeu ele chegar.

Até que um dia entendemos que bolsa é coisa de homem, pois a bolsa tem valor. Um novo brinquedo pra muitos, que impulsionados por suas ações caem em um mercado cheio de especulações. Muito risco e muita grana, tudo junto que bacana. Uma bolsa gigantesca, conduzindo o destino de nações. A bolsa sobe e desce tal qual elevador de prédio comercial. Compra na baixa, vende na alta, e lá se vai seu capital. Bancos fortes desmoronando, como castelos de cartas em meio a um vendaval. E todos ouvimos desesperados: “a bolsa vai afundar os mercados!”, parece até sortilégio, ou magia, onde o mantra do dia foi forjado nas alas da economia.

É um pandemônio anunciado como um trem desgovernado. Se pular o bicho quebra, se ficar o bicho te consome os bolsos, transformando belos e tenros filés, em amontoados de osso. Pára o mundo que eu quero descer. Estão injetando mais dinheiro no mercado, do que silicone nos seios para deixa-los turbinados.

Enfim, nos mistérios das bolsas vamos vendo a vida passar. São tantas bolsas que nos cercam, que mais parecemos fantoches sem cordas, cujos destinos são levados como esmaltes, batons ou outros artigos da moda, em uma bolsa de mulher.

E-mail: abrasc@terra.com.br

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Assembléia aprova projetos de reajustes aos policiais civis

Segue abaixo infomação da Secretaria de Gestão do Governo do estado_SP sobre aumento aos policiais civis



Assembléia aprova projetos de reajustes aos policiais civis

Os deputados aprovaram na noite desta quarta-feira, 12, projetos de lei complementares enviados à Assembléia Legislativa pelo governador José Serra que garantem reajuste imediato no salário-base em 6,5% dos policiais civis, bem como a reestruturação de cargos. Com o sinal verde dos parlamentares, o menor salário de um delegado, por exemplo, passa dos atuais R$ 3,7 mil para R$ 4,9 mil. Esse piso subirá para R$ 5,2 mil em novembro do próximo ano, aumento acumulado de 40,3%.

O reajuste é retroativo a 1º de novembro. O mesmo percentual será aplicado em 1º de novembro de 2009. Os projetos asseguram ainda extinção da 5ª classe com a redistribuição dos cargos beneficiando cerca de 3.500 delegados e 16.032 policiais operacionais, praticamente 50% do efetivo atual também serão promovidos. A elevação no salário-base garantirá também aumentos aos aposentados e pensionistas.

"Com tais medidas pretende-se dar continuidade à política de valorização dos servidores integrantes desta importante carreira de Estado; dar continuidade à correção de distorções entre as remunerações de servidores ativos e inativos e pensionistas e dotar de maior fluidez a promoção na carreira", defende o secretário de Segurança, Ronaldo Marzagão, no texto enviado aos deputados. "As medidas alcançarão todos os servidores, ativos e inativos, e pensionistas dessas instituições e atendem às diretrizes gerais desse Governo", reforça o Marzagão.

Para o secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo, "essa medida demonstra a importância que o Governo Serra dá para a carreira policial, que no ano passado já foi contemplada com uma série de ações de valorização buscando sempre atender cada vez melhor a população do Estado".

Os deputados aprovaram ainda uma medida que assegura intervalo salarial de 10,5% entre as classes, bem como a criação de 1.236 cargos de oficiais administrativos destinados ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito). As mudanças também significarão vencimentos maiores à medida que o policial for sendo promovido.

Com a aprovação, algumas funções como a de diretores técnicos e chefes de seção terão elevação que oscilará entre 7 e 15%. Ainda de acordo com texto aprovado, médicos legistas e peritos criminais não perderão o direito à gratificação ao se afastarem devido a férias ou licença prêmio.

No caso dos investigadores e escrivães, o piso inicial das carreiras, em cidades com menos de 200 mil habitantes, passa dos atuais R$ 1.757,82 para R$ 2.056,96 e chega a R$ 2.142,56 em 2009, um reajuste acumulado de 21,89%

Os projetos seguem agora para as mãos do governador José Serra.

Outros benefícios:

*Outra reivindicação antiga, agora atendida, é a aposentadoria especial. Com a aprovação do projeto de lei, os policiais civis poderão se aposentar cinco anos mais cedo. Isso porque o tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria vai cair de 35 anos para 30 anos e não será mais exigida a idade mínima para quem ingressou na carreira até 2003.

*Os aposentados e pensionistas também terão um acréscimo salarial no valor dos seus proventos. Eles levarão para a inatividade, de forma gradual, 50% da média do Adicional de Local de Exercício recebido nos últimos cinco anos.

* O projeto propõe a criação do cargo de Superintendente da Polícia Técnico-Científica, com vencimentos equivalentes aos de Delegado-Geral de Polícia e Comandante Geral da PM.

* No caso da Polícia Militar, haverá a redução do número de cargos de segundo-tenente, a criação de 1.180 cargos de cabos, sargentos e subtenentes que serão alocados em 44 novos batalhões e companhias.

* O projeto transforma as vagas de segundo-tenente extintas em cargos de coronel, tenente coronel, major, capitão e primeiro-tenente, o que permitirá novas promoções.

Assessoria de Imprensa

Secretaria de Gestão Pública

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

VIDA E LIMÕES (Humor azedo)

VIDA E LIMÕES (Humor azedo)
(Autor: Antonio Brás Constante)

Se a vida lhe der limões faça uma limonada;

Se a vida lhe der mais limões faça uma caipirinha;

Se a vida lhe der mais limões ainda, atire-os de volta nela;

Se a vida lhe der limões, saiba dizer: “Não, obrigado!”;

Se a vida lhe der limões, peça-os em rodelas, dentro de um copo com vodka, mel e gelo;

Se a vida lhe der limões, não entre mais em amigos secretos com ela;

Se a vida lhe der limões, fale no ouvido dela o que você gostaria de fazer com eles;

Se a vida lhe der limões, chame-a de “mão-de-vaca”;

Se a vida lhe der limões, é porque você os merece;

Se a vida lhe der limões, agradeça por não serem abacaxis ou pepinos;

Se a vida lhe der limões, comece a montar sua própria fruteira;

Se a vida lhe der limões, não vote nela;

Se a vida lhe der limões, troque-os por laranjas;

Se a vida lhe der limões, venda-os a troco de bananas;

Se a vida lhe der limões, é porque ela se lembrou de você;

Se a vida lhe der um monte de estrume, devolva e peça os limões;

Se a vida lhe der limões, diga que prefere morangos;

Se a vida lhe der morangos, diga que prefere dinheiro;

Se a vida lhe der dinheiro, deixe-me fazer parte da sua vida;

Se a vida lhe der limões, lembre-se das pessoas que gostariam de estar em seu lugar e mande os limões para elas;

Se a vida lhe der limões, embrulhe-os e presenteia com eles só de sacanagem;

Se a vida lhe der limões, nunca mais aceite nada dela;

Se a vida lhe der limões, com certeza você plantou sementes de limoeiro;

Se a vida lhe der limões, seja azedo com ela;

Se os limões lhe derem a vida, você terá motivos para ser bem amargo;

Se os limões lhe derem a vida, cuidado para não ser chupado e servido em rodelas;

Se os limões lhe derem a vida, então meu amigo, você é uma tremenda frutinha;

Enfim, se escreverem diversas frases sobre: “Se a vida lhe der limões...”, é porque alguém perde tempo lendo tudo isso;

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc

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ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

MinC e a Capes lançam, em conjunto, o primeiro Edital de Seleção Pública para Bolsas de Estudo em Pós-Graduação

Parceria entre o Promover ações que contribuam com a ampliação do acesso à produção científica no Brasil, em especial as que promovam novos estudos e pesquisas no campo da cultura e na formação de recursos humanos de alto nível para o setor, é o objetivo do primeiro Edital de Seleção Pública para Bolsas de Estudo em Pós-Graduação, em Nível de Mestrado, a ser lançado pelo Ministério da Cultura (MinC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), instituição vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

O anúncio da iniciativa será feito na próxima segunda-feira, 10 de novembro, às 9h30, no Auditório Guimarães Rosa do Complexo Cultural do Ministério da Cultura, em Brasília. Na ocasião, estarão presentes os ministros da Cultura e da Educação, Juca Ferreira e Fernando Haddad, respectivamente; dirigentes do MinC, MEC e Capes; e representantes de institutos de pesquisa; além de estudiosos da área, que compartilharão suas perspectivas sobre a iniciativa.

Por meio do Edital, serão disponibilizadas 48 bolsas, no valor de R$ 1.200,00 (cada), compostos 16 grupos de pesquisa relacionados à área da cultura e escolhidos três projetos de cada um dos grupos. A ação - que é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre o MinC e a Capes - tem o intuito de desenvolver atividades conjuntas no âmbito de pesquisas relacionadas à cultura.

O gerente de Políticas Culturais do MinC, Pablo Martins, explica que a proposta visa a melhoria, a longo prazo, dos quadros de pesquisadores, artistas e intelectuais, capacitando-os a enfrentar os desafios contemporâneos da cultura. Para ele, o campo cultural é transversal e dialoga com outras áreas como, por exemplo, a tecnologia, mas os programas atuais de pós-graduação não estão preparados para isso.

“Nós percebemos que há um vício na academia brasileira em só entender manifestações culturais pelo meio escrito, através de teses. Esse é um paradigma francês. O que queremos é implantar um paradigma norte-americano, pois não há nenhum problema em termos uma pós-graduação em arte e como produto final ser apresentado um video game, um novo instrumento musical e a forma de produzi-los. Nós, com isso, queremos incentivar essa nova ventilação na pós-graduação brasileira”, diz Pablo Martins.

(Comunicação Social/MinC)

terça-feira, 4 de novembro de 2008



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