domingo, 4 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
ANJOS E DEMÔNIOS
Aprendendo a torcer
Quando menino eu Governador Valadares, e eu era um menininho sempre muito limpinho, organizadinho, graças a minha mãe Maria e com poucos amigos, apesar da nossa casa ser nos fundos do Instituto Tiradentes, mantido por meus pais.
Nossos brinquedos eram todos improvisados, todos muito simples. Era um tempo em que pouco dinheiro circulava e ninguém pensava na tal sociedade de consumo. Os que nos davam mais prazer eram os carrinhos de rolimã, com os quais despencávamos pelo Morro do Carapina.
As bolas eram de meia ou de uma borracha vermelha resistente e algumas vezes aparecia uma bola de capotão muito pesada ou qualquer objeto de formato mais ou menos arredondado que pudesse ser chutado
Eu era péssimo nas peladas de rua, um legítimo perna de pau e por isso detestava o futebol.
Mas, no dia no dia 8 de junho de 1958 minha vida mudou, assentado ao lado do meu pai Renato, próximo a eletrola Telefunken, acompanhando a estréia da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo da Suécia. Na narração de Waldir Amaral decorei os nomes de Gilmar, De Sordi, Bellini, Orlando e Nílton Santos; Didi e Dino Sani; Joel, Mazola, Dida e Zagalo.
Da minha primeira Copa do Mundo guardei a lembrança do técnico Vicente Feola, que papai dizia dormir durante a partida e de Mazola, que desconfio fosse uma figurinha fácil no álbum que ele comprara. E do jogo final contra a Suécia quando permitiram que soltasse um foguete que quase estourou meu tímpano. De Pelé, nem tomei conhecimento…
Em 1962 já usava óculos o que comprovou a teoria de que poderia ter tido um desempenho melhor nos esportes se não fosse a minha violenta miopia. Assisti o final da Copa do Mundo defronte a carroceria de um caminhão estacionado ao lado do Casarão do Capitão Evaristo em Lavras, ouvindo a narração esportiva por auto falantes: Brasil 3 xTchecoslováquia 1. E nas comemorações meus óculos foram despedaçados...
Na Copa do Mundo seguinte, a da Inglaterra, ouvia os colegas de classe dizerem que 66 jogadores brasileiros haviam sido convocados e que tudo estava uma zona. Assistimos Brasil 3 X1 Portugal sentados no estádio do Gammon, na esperança de que o mineiro Tostão jogasse. Tudo acabou quando entendemos que aquela que deveria ser a Copa de Pelé na verdade foi do português Euzébio...
No Ano da Graça de 1970 o Brasil vivia um ufanismo sem precedentes capitaneado pelo ditador de plantão, General Emílio Garrastazu Médici, que ouvia jogo no radinho de pilha no Maracanã enquanto a repressão política atuava por todo o país. João Saldanha, que era um dos desses rebeldes sem causa que surgem para melhorar o mundo, classificou o Brasil e foi demitido de suas funções. Saíram as feras de Saldanha e entraram as formiguinhas de Zagalo. Mas, parece que estava escrito que o Brasil seria campeão do Mundo e vibramos todos com aquele hino idiota do Miguel Gustavo que era o “Prá frente, Brasil”: Noventa milhões em ação/Pra frente Brasil/Do meu coração/Todos juntos vamos/Pra frente Brasil/Salve a Seleção/De repente é aquela corrente pra frente/Parece que todo o Brasil deu a mão/Todos ligados na mesma emoção/Tudo é um só coração!/Todos juntos vamos/
Pra frente Brasil, Brasil/Salve a Seleção...Argh!!!
A décima edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, ocorreu de 13 de junho até 7 de julho de 1974 e me pegou trabalhando muito em Brasília. Assisti um jogo com operários que trabalhavam na montagem de uma forma num reservatório elevado de água. Havia um timaço em campo, o da Holanda, que acabou perdendo para a Alemanha, na final. Não fiquei muito abatido pois meu primeiro filho, o Rodrigo, nasceria em agosto.
A 11ª Copa do Mundo, em 1978, disputada na Argentina, me encontrou de novo trabalhando muito e morando em Cachoeira Paulista que nem mesmo tinha a Canção Nova... Era o tempo do técnico Claúdio Coutinho e a Seleção era horrorosa! Um time inseguro, apático e sem imaginação apesar de ter Zico no elenco...Acabou em terceiro lugar e considerado “campeão moral” pelo Capitão Cláudio Coutinho...
Veio 1982 e no mês da disputa da Copa do Mundo, na Espanha, eu estava em Belo Horizonte. É lembrada pelo futebol ofensivo e criativo da Seleção Brasileira comandada por Telê Santana. Mas quem ficou com o título, e eliminou os brasileiros, foi a Itália. Brasil e Itália se encontraram no segundo jogo da segunda fase. Uma derrota mais triste do que a de 50 no Maracanã, esta do Sarriá...Também marcou pela morte do meu cunhado Rogério num acidente de carro.
A Copa do Mundo de 1986 no México foi a que o Brasil foi novamente dirigido por Telê Santana. Assisti os jogos no Lavras Tênis Clube e veio a eliminação nos pênaltis para os franceses, que foram eliminados pelos alemães nas semifinais. Foi um dia muito triste para o esporte brasileiro...
Deste tempo em diante resolvi desistir de torcer, o que foi uma grande besteira, pois jogar, torcer, ganhar e perder fazem parte da nossa existência humana.
Na verdade dei um golpe contra mim mesmo. Não me exponho publicamente ao lado da torcida fanática. Gosto de sentar diante de um aparelho de televisão, desligar o som, sintonizar o rádio na transmissão esportiva que penso ser mais emocionante.
Este ano de Copa na África poderia ser flagrado em dois atos falhos. No carro da família duas bandeirinhas do Brasil. E pelo correio enviei uma para meu neto João Gabriel porque afinal de contas é preciso aprender a torcer no campo esportivo para enfrentar o jogo da vida....E ter sempre na língua a eterna desculpa do Capitão Claúdio Coutiho: “Isso não deu certo mas dei o melhor de mim. Portanto sou “campeão moral da vida”...
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Sindicato dos Jornalistas promove curso de Assessoria de Imprensa com dois docentes
"Assessoria de Imprensa", que pela primeira vez será ministrado por dois
docentes, Gilberto Lorenzon e Walmir de Medeiros Lima.
Segundo o Sindicato, o período de 12 a 17 de julho, no formato
intensivo, foi escolhido para facilitar a participação de estudantes e
profissionais em férias, em especial os residentes de fora de São Paulo.
Gilberto Lorenzon foi assessor de imprensa da Cia. de Engenharia de
Tráfego e da CPTM, do governo do Estado de São Paulo. É, com Alberto
Mawakdiye, autor do "Manual de Assessoria de Imprensa", pela Editora
Mantiqueira.
Walmir Medeiros é jornalista formado pela Universidade Metodista de SP,
trabalhou em jornais, revistas e rádio, cobrindo variedades e cultura.
Migrou para a área de Comunicação Empresarial, na qual se especializou,
atuando em agências de comunicação e em diferentes segmentos e portes.
Serviço
Assessoria de Imprensa
Período: 12, 13, 14, 15, 16, 17 de julho, das 9h00 às 14h00.
Local: Ação Educativa - Rua General Jardim, 660 (a 15 minutos do metrô
Santa Cecília, próximo ao Mackenzie).
Inscrições: (11) 3217-6299 ramal 6233, das 12h00 às 18h00, com Marlene
ou Fábio, ou pelo e-mail cursos@sjsp.org.br
Investimento: R$ 250,00 e R$ 340,00 - condições de pagamento e programa:
www.sjsp.org.br
Certificado: Expedido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no
Estado de São Paulo
sábado, 26 de junho de 2010
COMEMORAÇÃO DOS GOLS DO BRASIL NA COPA DO MUNDO
Toda vez que o Brasil faz um gol é costume "milenar" de se comemorar o feliz evento com rojões e apitos ensurdecedores... O programa Hoje em Dia da TV Record fez uma matéria de como os animais sofrem nessas ocasiões... Além de punir seus ouvidos frágeis, os coitadinhos ficam apavorados porque não entendem nada de futebol, e pensam que o mundo está acabando... A médica veterinária entrevistada aconselhou os donos de animais e mães de bebês recem-nascidos a colocarem algodão nos ouvidos... Haja algodão!!!! Mas não só os cães e gatos as vítimas... são os passarinhos, os idosos e todas as pessoas de ouvido mais delicado que não têm a menor pretensão de ficarem surdas... Reparei que os espanhóis comemoram com música e danças típicas de seu país... Que tal seguir esse exemplo? Inteligente, respeitoso, racional e o que é melhor: agradável. VENCE BRASIL! Mas principalmente MUDA BRASIL! Muda para um jeito melhor de ser! Nada de barulho, de pancadaria, bebedeira, malhação de judas, de serragem... e outros absurdos que se tornaram a força do hábito e ninguém se lembra de mudar. Bem, vai aí minha sugestão: Brasil, troca tudo isso por flores, música, cantoria, dança, muita dança; abraços fraternais, festa, alegria, banhos de mar, solidariedade para com as instituições de caridade... assim, em vez de tapar os ouvidos, todo mundo vai sorrir! NAIR LÚCIA DE BRITTO |
sexta-feira, 25 de junho de 2010
copa 2014
Muito mais razoável seria a FIFA exigir o atrelar de projetos sociais aos estádios que serão construídos (com dinheiro público) do que ficar se atendo a questões como ter ou não fosso desse ou daquele jeito.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Artigo: NÃO SAIA DE PERTO DO SEU CLIENTE
*Maurício Carmagnani
Você já se perguntou desde quando as pessoas fazem questão de divulgar suas idéias? A publicidade, por exemplo, já é um costume social desde a antiguidade. Já fizemos anúncios em tabuletas de argila, papiros, pinturas em paredes e gravações em rochas. Nosso flyers de hoje, ainda que em outro formato, podiam ser facilmente encontrados na antiga Grécia e Roma. Com o crescimento da economia e a evolução da comunicação, a propaganda passou a fazer parte da rotina de todos nós.
Cada vez mais, a relação de proximidade entre empresas e consumidores é fator decisivo durante o processo de tomada de decisão. Seja um serviço, ou o mais variado tipo de produto, é preciso fazer com que as pessoas reconheçam que precisam de algo e, além disso, que apenas a sua marca pode lhe satisfazer. Por isso, surge a dúvida: como atingir mais de 6,7 bilhões de pessoas em tempos de comunicação instantânea, em que não há fronteiras de tempo ou espaço para a informação?
Na antiguidade, por exemplo, gado e alimentos eram o foco dos publicitários daquele tempo. Já no século XVII, livros, enciclopédias e medicamentos estampavam aquilo que daria origem aos jornais modernos. Nos anos 50, hábitos femininos em transformação eram retratados. Hoje, tudo é ou pode ser um objeto da publicidade. Médicos, artistas, a Ciência, governos e governantes, todos querem ser divulgados. A expressão "falem bem ou falem mal, mas falem de mim" nunca foi levada tão a sério.
Contudo, há uma superlotação dos meios convencionais de comunicação e os espaços para veiculação de mensagens correm o risco de serem obsoletos na percepção das pessoas. Por isso, o desenvolvimento de novas mídias nunca foi tão desejado por quem quer abrir canais de relacionamento com os públicos de interesse. O mais do mesmo já não acompanha a velocidade com que o mundo e a comunicação se transformam e se atualizam, deixando de dar conta do grande objetivo de uma mensagem publicitária: estimular o indivíduo em prol de determinada ideia.
Especialmente para os consumidores das gerações mais novas, interatividade e chances de dialogar com a propaganda são essenciais para o sucesso. Para essa aproximação, é preciso criar alternativas que fujam do usual. Nesse sentido, o merchandising é um ótimo exemplo para se analisar o processo de renovação de práticas já consolidadas.
Se antes a veiculação publicitária era feita em meios destinados exclusivamente a tal atividade, hoje já vemos até mesmo produtos que são usados para vender. Quem ainda não recebeu uma caixa de pizza com uma enorme propaganda estampada onde antes havia o telefone da pizzaria pode se preparar. As tradicionais listas telefônicas também ganharam uma nova roupagem.
A aproximação cliente/empresa depende cada vez mais da ousadia do anunciante, que não pode mais se submeter somente aos espaços exclusivos para publicidade. Você tem que se perguntar o que faz parte do cotidiano do seu consumidor. Caixas de leite, chaveiros, bonés e cadernos universitários fazem parte dessa rotina? Busque seus próprios espaços e conquiste seu lugar ao sol, de preferência bem ao lado do lugar do seu cliente.
*Maurício Carmagnani é diretor da DRT Mídia, empresa especializada no desenvolvimento de novas mídias. Administrador de empresas e MBA em Finanças, pela Thunderbird (The Garvin School of International Management)
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