Estão abertas as inscrições para o Programa de Qualificação de Docente e Ensino de Língua Portuguesa no Timor-Leste. As bolsas são oferecidas a professores brasileiros interessados em lecionar para timorenses. As oportunidades abrangem as áreas de Matemática, Física, Química, Pedagogia, Letras, Linguística, Educação Científica e Tecnológica e Geografia. Entre os requisitos estão diploma de nível superior e experiência comprovada em uma das áreas relacionadas. As inscrições vão até o dia 15 de maio. Mais informações estão no portal Universia, em www.universia.com.br/universitario/materia.jsp?materia=19340.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Capes seleciona professores para atuar no Timor Leste
quinta-feira, 29 de abril de 2010
A R T E P U R A
| ARTE PURA
"A ARTE PURA É A MAIS ELEVADA CONTEMPLAÇÃO ESPIRITUAL POR PARTE DAS CRIATURAS. ELA SIGNIFICA A MAIS PROFUNDA EXTERIORIZAÇÃO DO IDEAL, A DIVINA MANIFESTAÇÃO DESSE "MAIS ALÉM", QUE POLARIZA AS ESPERANÇAS DA ALMA.
"O ARTISTA VERDADEIRO É SEMPRE O "MÉDIUM" DAS BELEZAS EXTERNAS E O SEU TRABALHO, EM TODOS OS TEMPOS, FOI TANGER AS CORDAS MAIS VIBRÁTEIS DO SENTIMENTO HUMANO, ALÇANDO-O DA TERRA PARA O INFINITO E ABRINDO, EM TODOS OS CAMINHOS, A ÂNSIA DOS CORAÇÕES PARA DEUS, NAS SUAS MANIFESTAÇÕES SUPREMAS DE BELEZA, DE SABEDORIA, DE PAZ E DE AMOR.
"OS ARTISTAS, COMO OS CHAMADOS SÁBIOS DO MUNDO, PODEM ENVEREDAR, IGUALMENTE, PELAS CRISTALIZAÇÕES DO CONVENCIONALISMO TERRESTRE, QUANDO NOS SEUS CORAÇÕES NÃO PALPITE A CHAMA DOS IDEAIS DIVINOS, MAS, NA MAIORIA DAS VEZES, TÊM SIDO GRANDES MISSIONÁRIOS DE IDÉIAS, SOB A ÉGIDE DO SENHOR, EM TODOS OS DEPARTAMENTOS DA ATIVIDADE QUE LHES É PRÓPRIA, COMO A LITERATURA, A MÚSICA, A PINTURA E A PLÁSTICA.
"SEMPRE QUE A SUA ARTE SE DESVENCILHA DOS INTERESSES DO MUNDO, TRANSITÓRIOS E PERECÍVEIS, PARA CONSIDERAR TÃO SOMENTE A LUZ ESPIRITUAL QUE VEM DO CORAÇÃO UNÍSSONO COM O CÉREBRO, NAS REALIZAÇÕES DA VIDA, ENTÃO O ARTISTA É UM DOS MAIS DEVOTADOS MISSIONÁRIOS DE DEUS, PORQUANTO SABERÁ PENETRAR OS CORAÇÕES NA PAZ DA MEDITAÇÃO E DO SILÊNCIO, ALCANÇANDO O MAIS ALTO SENTIDO DA EVOLUÇÃO DE SI MESMO E DE SEUS IRMÃOS EM HUMANIDADE."
"O ARTISTA DE UM MODO GERAL, VIVE QUASE SEMPRE MAIS NA ESFERA ESPIRITUAL QUE PROPRIAMENTE NO PLANO TERRESTRE."
"TODAS AS EXPRESSÕES DE ARTE NA TERRA REPRESENTAM TRAÇOS DA ESPIRITUALIDADE, MUITAS VEZES ESTRANHOS À VIDA DO PLANETA."
Trechos do Livro "O CONSOLADOR", págs. 100, 101 e 104 De Francisco Cândido Xavier Ditado pelo Espírito de Emmanuel.
Encaminhado por: Nair Lúcia de Britto. |
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Cronica
NÃO OU SIM
Não sei se vivemos ou tentamos sobreviver. Viver é enfrentar as múltiplas diversidades da vida, viver é ser livre mesmo quando todo mundo quer cuidar de nós.
É ficar quieto e permanece calado perante a sociedade que construí normas e padrões de vida.
Muitos têm interesse em saber da nossa história. Dizem que estamos muito desligados e que mesmo assim eles sempre iram nós socorrer e até pedem para que tenhamos muito cuidado, pois viver neste mundo é muito perigoso e não devemos sair de casa.
Mas nós não devemos temer as construções sociais e as falsas realidades construídas pelas as grandes instituições de nosso planeta.
Viver é um hábito de cada um, não importa se eles querem que sejamos de uma forma, pois nós queremos é sair deste mundo de corrupção e de desigualdade entre os homens que na constituição tem direito igual.
Meu Deus cadê a nação? O Brasil lindo!
Aqui não têm responsáveis, não tem igualdade, não tem um verdadeiro representante do povo. Mas em contra ponto temos pessoas responsáveis pela corrupção, pelo abuso de poder e pelo autoritarismo que tornou algo natural na sociedade atual.
Somos quem podemos ser? Pra ser sincero é visível que não somos seres humanos, hoje nós somos números, cartões, dinheiro e rótulos.
Todos querem cuidar de nós mais nós queremos caí e assim poder ver com clareza a verdade disfarçada em meio à ideias pragmáticas que foram construídas ao longo dos séculos da história da humanidade.
Muito vão dizer que estamos errado e que viver é muito perigo, eles vão perguntar se levamos muitas pancadas e sempre terá um no poder que construirá um teatro para ouvir nossos problemas e assim promovendo uma falsa ajuda.
Porém, tais poderosos devem ficar ciente que nós não estamos tristes e sim revoltados com a mídia, com os governantes e queremos deixar claro que temos a nossa própria vontade.
CONTRASENSO
Conforme noticiários, a Baixada Santista, que pertence ao Estado de São Paulo, está muito ofendida porque os EUA estão alertando os norte-americanosque estão aqui no Brasil a evitarem as cidades do litoral santista por causa do índice de violência.
O mais inusitado é que justamente o país que mais cultua a violência através da arte cinematográfica, é quem faz o alerta sobre cidades brasileiras.
E os brasileiros, por sua vez, não páram de favorecer a economia americana assistindo esses filmes de violência, os quais os próprios psiquiatras alertam sobre as consequências nocivas para a sociedade tanto quanto à saúde mental quanto para o aumento do índice de violência.
E, ainda por cima, a televisão imita os seriados americanos onde só tem tiroteio e nos quais se mata gente como moscas; e o mais trágico é que isso está acontecendo na vida real...
Que eu saiba, nenhum país realmente evoluído, como a França, por exemplo, aprova filmes de violência.
Mas entre os brasileiros, são muitos os que se deleitam. Tanto é que quando vou procurar um filme realmente bom numa video-locadora nunca tem. E, quando olho os cartazes, é só filme de violência.
"Duro de Matar"?, não. É duro de aguentar!
Nair Lúcia de Britto. |
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Banca Examinadora seleciona os artigos acadêmicos para publicação do MTur
Os profissionais responsáveis pela seleção desses artigos estão reunidos durante os dias 15 e 16 de abril para escolherem os artigos que serão publicados. Os materiais enviados deviam tratar de assuntos referentes à segmentação do turismo.
Foram enviados artigos de 24 das 27 unidades da federação. O estado de São Paulo teve o maior número de participações, com 39 trabalhos, seguido do Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Santa Catarina.
Dos segmentos abordados, o Turismo Cultural obteve o maior número de obras, tendo sido tema de 31 artigos. Ecoturismo foi o segundo segmento mais debatido, aparecendo em 19 trabalhos. Turismo Social, de Sol e Praia, Rural e de negócios e Eventos também foram amplamente citados.
Serão considerados na classificação dos artigos, critérios como originalidade e relevância prática, além do alinhamento com a Política Nacional de Turismo, o enquadramento formal, a sequência lógica do texto e o embasamento teórico.
Os resultados desta seleção estarão disponíveis para consulta na próxima semana, no Portal do Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br) e do Salão do Turismo – Roteiros do Brasil (www.salao.turismo.gov.br).
Que Jogo!
Prêmio de Expressões Afro-brasileiras
Os vencedores do 1° Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, no valor de R$ 1,1 milhão, já foram selecionados. O edital do Ministério da Cultura (MinC) selecionou 20 trabalhos, nas cinco regiões do país, nas áreas de teatro, dança e artes visuais.
O edital teve mil inscritos, dos quais cerca de 600 não estavam aptos a participar. Dos 412 projetos, 181 de artes visuais, 120 de dança e 111 de teatro. Os estados que tiveram maior número de inscritos foram São Paulo (143), Rio de Janeiro (133) e Bahia (84).
O 1° Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras é uma iniciativa da Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, e do Centro de Apoio ao Desenvolvimento (Cadon), com patrocínio da Petrobras. A ideia surgiu após o II Fórum Nacional de Performance Negra, realizado em Salvador, em 2006. Na ocasião os próprios artistas pediram ao MinC um edital público ou linha de financiamento específico, pois não havia alternativas que contemplassem expressões culturais afro-brasileiras.
Conheça os 20 projetos aprovados:
Dança
- Acorda Raça - Resgate e Preservação da Cultura Negra como Instrumento de Conscientização e de Auto-estima (PR);
- Bata-Kotô (DF);
- Dança Afro-Brasileira nas Escolas (AL);
- Elegbará - O Guardião da Vida (PA); e
- 40 + 20 - Rubens Barbot (RJ).
Teatro
- Emi - A Concepção Yorubana do Universo (PA);
- Mãe Coragem (RS);
- No Muro - Ópera Hip Hop (DF);
- Oficina Comuns (RJ); e
- Ogum - O deus e o Homem (BA).
Artes Visuais
- Arte Resgatando o Quilombo (SC);
- Essas Mulheres (RO);
- Memórias de Sombras (SP);
- Mestre do Coco Pernambucano (PE);
- Negro por Inteiro (MT);
- Animais de Concreto (SP);
- E o Silêncio Nagô Calou em Mim (DF);
- Invernada dos Negros (RS);
- Lagoa da Pedra e a Roda de São Gonçalo (TO); e
- Zeladores de Voduns de Benim ao Maranhão (MA).
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Sobre o artigo do secretário sobre salários do magistério
artigo publicado pela Folha em 22/04. Não sobre o que disse, mas sobre o que
não foi dito. Inicialmente, é preciso enfatizar que o Bônus não é pago a
todos os profissionais. 30% deles, anualmente, não o recebem, às vezes,
injustamente, em função do mau desempenho da unidade. Ainda que 20% dos
vários segmentos do magistério, que passaram pela prova meritocrática,
tivessem recebido 25% sobre o salário-base - reajuste que irá variar,
realmente, entre 19 e 13% de acordo com o tempo de serviço de cada um, e não
25% sobre o salário total -, 80% do pessoal terá que esperar 3 anos para,
possivelmente, receber o benefício, se estiver entre os 20%, nos próximos 3
anos. Mas, o mais grave foi o silêncio do secretário sobre os aposentados
que, nos 4 anos de governo Serra, receberam, tão somente, a incorporação de
uma gratificação de R$ 80,00 e um reajuste de 5%. O que poderia suavizar a
situação financeira dos apose ntados, a incorporação da Gratificação por
Atividade do Magistério - GAM, de uma só vez, se a postergou por 3 anos. Os
aposentados que não entraram com ação judicial ou não a estão recebendo
judicialmente, farão jus, em 2010, tão somente, a 4.55% de incorporação.
Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto
Presidente da Udemo - Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério
Oficial do Estado de São Paulo
LÁ E CÁ
| BRASIL, PORTUGAL - LÁ E CÁ
A TV CULTURA presenteia seus telespectadores com um novo programa: BRASIL, PORTUGAL – LÁ E CÁ. A estréia está programada para o dia 25 de abril, às 21horas; numa parceria entre esta emissora brasileira e a Rádio e Televisão de Portugal (RTP). A apresentação ficará sob a responsabilidade de dois profissionais experientes na área da Comunicação: PAULO MARKUN – jornalista brasileiro, que já trabalhou em quase todas as emissoras paulistanas, autor de oito domumentários e doze livros; CARLOS FINO – conselheiro de Imprensa da Embaixada de Portugal, em Brasília e o primeiro jornalista a transmitir imagens ao vivo, do começo da guerra no Iraque, em 2003; para a RTP e para o Brasil, simultaneamente, através da TV Cultura. Também é autor do best seller A Guerra em Directo. O objetivo do programa é revelar Portugal para o Brasil e vice-versa; revelando fatos históricos, reportagens, entrevistas, reflexões e outras informações curiosas e interessantes. A convidada de honra na estréia do programa será a artista Letícia Barreto. Pintora e desenhista, atualmente reside em Portugal, onde mora há dois anos. Neste país, ela faz pesquisas, na Universidade de Évora, para realizar um trabalho sobre a imagem da mulher brasileira em Portugal.
NAIR LÚCIA DE BRITTO Jornalista |
terça-feira, 20 de abril de 2010
Pelo Dia do Amigo
O cinema brasileiro está tomando juízo
ppadua@navinet.com.br
O cinema brasileiro apesar de ter seu início em 1898, não tinha muita expressão, e só mais tarde, graças ao assédio de aventureiros italianos, que dominavam a produção e exibição, passau a se preocupar com temas populares, crimes passionais e outras coisas mais ao gosto do público, e encontrou um relativo sucesso. Daí por diante foram ciclos mais ou menos bem sucedidos por todo o país, com seu ponto alto nas chanchadas da Atlândida e nas produções da Vera Cruz, em São Paulo, cuja principal obra comercial, que ganhou prêmio em Cannes, foi “O Cangaceiro”, de Lima Barreto, que inaugura o gênero de cangaço, no estilo dos faroestes americanos.
Na década de 50 surgiria o cinema novo com realizadores independentes, o denominado cinema de arte. Cineastas como Walter Hugo Khouri, e Nelson Pereira dos Santos, num jeitão neo-realista. Este último cria o cinema moderno no Brasil, juntando jovens críticos e realizadores, o que originou o Cinema Novo, o mais importante movimento do cinema brasileiro. Surge então o ciclo de cinema baiano: "Bahia de todos os Santos" e o "Pagador de Promessas", sendo que o segundo foi o que mais faturou nas bilheterias, o que criou uma rusga eterna entre seu realizador, o galâ Anselmo Duarte e a “geração Paissandu”. É o tempo de Glauber Rocha, com "Barravento" e depois "Deus e o Diabo na Terra do Sol".
Apesar de vivermos em Minas Gerais respirávamos o Cinema Novo, oriundo do Rio de Janeiro, com todas as suas malandragens. Nossos ídolos eram diretores premiados como Glauber Robcha, Paulo César Sarraceni, Arnaldo Jabor, Joaquim Pedro de Andrade, Ruy Guerra, Carlos Diegues, Sérgio Ricardo Walter Lima Jr, Luis Sérgio Person e até mesmo Gustavo Dahl, autor de “O Bravo Guerreiro” (Argh!!!)... Era literalmente um cinema maltrapilho, feito nas coxas, com câmeras na mão que tremiam, reflexos de luzes mal colocadas e o pior de tudo, rendas raquíticas e um roteiro de exibição subdesenvolvido. Por muito tempo o movimento foi sustentado pelos empréstimos de Joãozinho “Coração de Mãe” Pires, do Banco Mineiro do Oeste...
A verdade era que falava-se e discutia-se mais sobre cinema do que se realizava.
O público tinha horror dos filmes nacionais desse tempo, das histórias mal ajambradas, do som de quinta categoria...Esta semana mesmo conversei sobre esse assunto com um membro de uma família de operadores cinematográficos lavrenses e acabamos o nosso papo descontraído sem saber se as salas de projeção eram mesmo "planejadas" para os filmes com legendas, diálogos em língua estrangeira e nossos ouvidos acostumados a essa “pasta sonora”. Vez ou outra surgia um filme que quebrava todos esses estigmas, como "Todas as mulheres do Mundo", com a linda e gostosa Leila Diniz..
Com meu filho Ricardo e meu neto João Gabriel, de 9 anos, escapamos na noite de Belo Horizonte, e fomos assistir "Chico Xavier", que já atingiu os 2 milhões de espectadores, a frente de uma enxurrada de filmes estrangeiros.
E o que é o "Chico Xavier", produzido e dirigido Daniel Filho? Em primeiro lugar passa bem distante do cinema brasileiro de pires na mão. Em todos os momentos percebemos que recursos na sua produção foram acima do necessário. Em segundo lugar é uma cine biografia, com todas as virtudes e defeitos do gênero. Em terceiro lugar, apesar de contar a história do maior médium brasileiro, não faz apologia do espiritismo. Em quarto lugar não visa o sensacionalismo e passa bem longe, por exemplo, de uma discussão sobre o possível homossexualismo de Chico Xavier, que sempre afirmou ser um celibatário convicto. E finalmente, tem um excelente elenco, reconhecido por todos como grandes atores e atrizes, acostumados a representação no teatro e na telinha da televisão, e que quando abrem a boca, são entendidos por todos nós.
João Gabriel, meu neto, definiu bem o filme: "Vô! Estou com muito sono. Mas o filme é muito bonito!".
A escolher um ator entre tantos, jogos minhas fichas em Luís Melo, que interpreta João Cândido, o pai de Chico Xavier, de uma forma ao mesmo tempo desabusada e contida, E como são lindas Letícia Sabatella, a Maria e Giovanna Antonelli, a Cidália...
Saio pela ruas de Belo Horizonte, onde sonhávamos fazer o cinema mineiro e tenho certeza que o cinema brasileiro está tomando juízo...
TIME PEQUENO
segunda-feira, 19 de abril de 2010
II Encontro Nordeste de Jornalismo Científico
II ENCONTRO NORDESTE DE JORNALISMO CIENTÍFICO
TEMA: COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E JUVENTUDE
Campina Grande, 07 a 09 de junho de 2010
Universidade Estadual da Paraíba
Normas para apresentação de Trabalhos
A ABJC A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e a Associação Brasileira de Jornalismo Científico (ABJC), em promoção conjunta, realizam de 07 a 09 de junho de 2010, em Campina Grande, o II Encontro Nordeste de Jornalismo Científico, que tem como tema geral “Comunicação, Ciência e Juventude”.
As inscrições de trabalhos serão recebidas de 20 de abril a 20 de maio, exclusivamente por e-mail (como documento anexo), em três categorias: Iniciação Científica (estudantes de graduação), Relatos de Experiência (profissionais de empresas, assessorias de comunicação, ONG’s, Agências de Notícia, Agências Acadêmicas Experimentais) e Pesquisa e Estudo em JC ou Comunicação Pública da Ciência (estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores).
Os trabalhos (em todas as categorias) devem ter 03 (três) páginas (ou 6 mil caracteres com espaço), configuradas no formato padrão A4, intervalo simples, fonte Arial, tamanho 12, seguindo, obrigatoriamente, as normas da ABNT para citações diretas, indiretas e referências bibliográficas (máximo de 10, por trabalho).
A estrutura básica de organização dos trabalhos é a seguinte:
· Título – que deve ser grafado em letras maiúsculas e não pode ultrapassar 68 caracteres sem espaço;
· Identificação dos autores, logo abaixo do título, em letras maiúsculas e minúsculas, incluindo nome completo, instituição e/ou empresa de origem e e-mail. Informações complementares tais como formação dos autores, financiamento, outras afiliações etc., podem ser acrescentadas em nota de rodapé;
· Resumo - que não pode ultrapassar 5 linhas (ou 400 caracteres sem espaço) e três palavras (ou termos) chaves.
· Texto no formato tradicional (introdução, desenvolvimento e conclusão). Recomenda-se que objetivos, justificativas e aspectos metodológicos sejam incluídos na introdução.
· Referências Bibliográficas (restringir-se apenas ao que foi trabalhado na construção do texto).
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão formada por pesquisadores indicados pela ABJC e pela Coordenação do evento. Os critérios de relevância temática, coerência, clareza textual e contribuição para o campo da Comunicação Pública da Ciência serão considerados para as três categorias de trabalho. Os resultados serão divulgados até o dia 30 de maio, nas páginas da ABJC, UEPB e do próprio Encontro. Os autores também serão comunicados por e-mail.
Os autores terão 15 minutos para apresentação do trabalho, sem acréscimos, e mais 05 para discussão com o público presente, sob a coordenação do presidente da sessão.
Informações sobre o evento serão disponibilizadas nos sites da ABJC (www.abjc.org.br) e da UEPB (www.uepb.edu.br). E-mail para envio de trabalhos e pedidos de informação: cidoval@gmail.com
Campina Grande, março de 2010
Comissão Organizadora
sexta-feira, 16 de abril de 2010
As sombras dos seus olhos
ppadua@navinet.com.br
Luã estava sentado em uma mesa do botequim do Farah fazendo coisas definitivamente politicamente incorretas. Fumava um cigarro atrás do outro, esvaziava uma garrafa de conhaque e devorava porções de carne de porco com uma manta de gordura.
“Você está se auto-exterminando”, dizia sempre seu médico enquanto examinava o resultado de seus exames.
Mas ele não se preocupava e continuava a freqüentar aqueles estabelecimentos horrorosos, mas folclóricos, verdadeiras terra de ninguém. De uma aparelhagem de som colocada numa prateleira empoeirada saia um som empastelado, sem definição, que tanto podia ser MPB quanto rock.
Chovia muito. Um destes temporais tropicais que desabam no verão.
Estava sentado defronte para a porta de entrada quando ela entrou como um raio Ou melhor dizendo, trazida por um raio.
Vestia calças largas de seda, de cintura muito baixa e uma blusa com um decote estonteante, digno de uma diva de cinema. Nas mãos o que um dia foram sandálias antes de desmilinguirem naquela aguaceira.
Os cabelos não eram longos, nem curtos e molhados, emoldurando um rosto angelical.
Sem mais nem menos ela se atirou numa cadeira vazia em sua mesa.Cravou os cotovelos na madeira gasta do tampo e colocou as mãos debaixo do queixo.
Olhou-o com um olhar profundo que o deixou intimidado. Serviu-se de uma dose de bebida da garrafa para espantar o frio e disse chamar-se Tamara.
Tinha trinta e dois anos de idade e Luã jurava que fosse menos, uns dezesseis.
Tinha sido casada por duas vezes e agora não queria mais saber dessa triste experiência humana. Era bióloga e seu primeiro marido a abandonou por uma atrizinha de segunda categoria, “a rainha do teatro infantil em Beagá”...
“E o segundo?, perguntou Luã, já de pileque.
“Era pesquisador de um grande laboratório”, disse Tamara.
Morreu de repente e os amigos pensavam que fora infectado no laboratório em uma experiência maquiavélica.
.“O que você está fazendo por aqui?”, perguntou Luã
Vinha de uma aula de dança, de sapateado, na Solea, uma escola ao lado do Café Ideal.
Ela gostava de falar e Luã teve que ouvi-la até que Farah viesse avisá-los que iria fechar o estabelecimento.
Já não chovia mais quando pisaram o asfalto da rua.
Foi quando Luã disse a ela que era voluntário numa ONG de Meio Ambiente e que no dia seguinte iria para Boa Vista.
Abraçaram-se debaixo de uma marquise e se beijaram docemente.
Passou um táxi, Tamara fez sinal, um último afago em Luã e desapareceu na noite, sem ao menos deixar o número do celular.
Ele saiu andando pelas calçadas, evitando as poças d´água e os mendigos alojados em seus cantos.
Foi quando lembrou-se que o que mais o impressionara em Tamara tinha sido as sombras dos seus olhos...
BIOGRAFIA DA ESCRITORA MARIA DO SOCORRO FARIAS RICARDO - A FILHA DO MAESTRO - POR FABIO CAMPOS
Em agradecimento pelas palavras, a nosso respeito - que tanto nos serviu, e servem de incentivo - via sites informativos - aqui na internet. Dedicar-lhe-emos, esta singela homenagem.
MARIA DO SOCORRO FARIAS RICARDO A FILHA DO MAESTRO. Informações reunidas aleatoriamente, extraídas do Livro de sua autoria: "JOSÉ RICARDO SOBRINHO UM MÁGICO DA MÚSICA" Setembro de 1997. Blumenau-SC
A Escritora e pesquisadora, Maria do Socorro Ricardo Almeida, nasceu em 1940. Em Santana do Ipanema-AL. Casou-se em 1960 com José Cavalcanti de Almeida. O casal, teve cinco filhos: Marcello Ricardo Almeida (Advogado e professor); Morche Ricardo Almeida (Historiador e professor); Marcel Ricardo Almeida (Estudante e Escultor); Magaly Ricardo Almeida (Assistente Social e professora); Mércia Ricardo Almeida (Assistente Social e professora). Todos formados em Universidades de Blumenau, Santa Catarina. A Escritora é filha, de José Ricardo Sobrinho -O Maestro - e Lú Farias Ricardo. Maria do Socorro Ricardo, foi professora na administração do prefeito Hélio Cabral de Vasconcelos, em 1958. Foi também por essa época, Auxiliar de cartorária, no Cartório do tabelião Benício Barros. Sua mãe Lú Farias Ricardo, foi desde sua juventude, incentivadora das Atividades Culturais e das Festas Folclóricas, em Santana do Ipanema, na década de 50. Inclusive contribuindo com a criação de pastoris. Pela sua dedicação a essas causas, foi convidada pelo então prefeito Adeildo Nepomuceno Marques, para ser a Incentivadora Oficial e Organizadora dos Folguedos folclóricos de nossa cidade. Seu pai, o maestro da primeira Banda Filarmônica de S. do Ipanema: Banda Filarmônica Santa Cecília. Dedicou sua brilhante e meteórica vida, a arte da música. morreu muito jovem, com apenas 28 anos de idade. Em 1947. Vítima de complicações causadas por envenenamento. José Ricardo Sobrinho, teve origem e viveu sua infância, na Fazenda Lage Grande, hoje pertencente ao município de Senador Rui Palmeira. Seu pai Aprígio Ricardo, filho da matriarca da família, Dona Estelita Ricardo. Tinha vários irmãos, entre estes, Antonio e Zeca Ricardo, este de cá, foi proprietário, juntamente com Genival Tenório, da Farmácia dos Pobres. Em Santana do Ipanema, AL.
PALAVRAS EXCLUSIVAS DO AUTOR DA CRÔNICA
Como conhecemos a Escritora Maria do Socorro Ricardo Almeida.
Estudei no Ginásio Santana. Em 1978, cursava a 8ª série (oitavão) e fui colega de classe, de Marcello Ricardo Almeida. Desde a época, um jovem, de tantas qualidades e talentos, inenarráveis, que terminou por nos contagiar, com sua vontade de fazer, de ver acontecer e seu dinamismo hoje vejo, que é genético à época, idealizamos uma peça teatral, intitulada: "A Mãe". A peça foi apresentada no Dia das Mães daquele ano, no auditório daquela escola. Participamos como ator, assim com também outros colegas de classe como: Idelfonso Queiroz, Sérgio Campos, Walter Cavalcante, Cilene de Reginaldo Falcão (saudamos in memorian), Lucinha (hoje professora), Nely de Zé Bezerra (da Imperial) e tantos outros, que nossa memória cinquentenária, teima em não lembrar, pois já dá sinais de falha.
Eu disse, em outra crônica, que Marcello Ricardo, tinha participado dessa peça, nos bastidores, como Diretor. Acabei por lembrar-me, neste instante, que ele também contracenou na peça. Fez o papel de Júlio - no caso meu papel- mais velho. E um fato pitoresco ocorreu: Pra que ele ficasse mais "velho", encheu-se seu cabelo de talco, na cena, ele ia morrer. Sua "filha" desesperada, ao agarrar-se com ele, espalhou talco pra todo lado. Foi engraçado.
Sua mãe, Maria do Socorro Ricardo estava bem ali na platéia. Com certeza orgulhosa do filho, artista. Durante aquele ano, fui à sua residência várias vezes, a convite dos meus amigos, Morche e Marcello Ricardo. E tive a oportunidade ímpar, de conhecer esta senhora de educação esmerada. Sempre atenciosa, perguntava por nossa mãe, pelos meus irmãos. Oferecia sempre uma guloseima, um doce, uma cadeira pra sentar, sempre solícita. E eu que sempre fora muito acanhado. Ficava tão sem graça, mais fui aprendendo a soltar a língua. A comportar-me corretamente. Para mim, pessoas como vocês, só existia nas novelas, nos romances. Mas vocês eram reais. Aliás, vocês são reais.
Escritora Maria do Socorro Ricardo, muito aprendi com a senhora e sua família. Com seus filhos: Marcel e sua paciência, pedia-me opinião, a respeito de seus trabalhos, com ele aprendi, que eu também tinha algo a dar. Morche que gostava de ler muito. Lia tudo, aprendi com ele, a gostar de ler. As meninas Magaly e Mércia eram duas crianças na época. Creio que não se lembram de mim. Mas eu nunca as esqueci. Que meninas educadas! Meu Deus! Nunca as ví, altear se quer a voz, mesmo nas brincadeiras, entre elas. Pareciam personagens, saídas de um romance de época. Parabéns escritora, pelo exemplo, pela educação que deu aos seus filhos. Hoje colhe os frutos. Seu Zezito, era como chamavam, seu saudoso esposo. Homem íntegro, trazia, no jeito e no semblante a retidão de caráter. Ensinava também, com o exemplo, aos seus filhos ou a quem teve oportunidade de conhecê-lo como eu.
Relendo, o livro de Vossa Senhoria - "JOSÉ RICARDO SOBRINHO-Um Mágico da Música"- descobri, que existe um parentesco muito próximo, entre minha esposa, e a família de seu pai: Dona Angelita esposa do saudoso Antonio Ricardo, da Lage Grande - é tia da minha esposa. Como vê, esse mundo é pequeno. Quero encerrar minhas palavras, agradecendo, do fundo do coração, a Vossa Senhoria, pelas citações que fez a respeito de nossos escritos, na imprensa midiática, pela rede mundial de computadores (internet). "O Mundo dá muitas voltas/ A gente vai se encontrar/ Quero nas voltas da vida/ a sua mão apertar! /Paz! Paz de Cristo!"
*Fabio Campos 02/03/2010 *É professor das redes Municipal e Estadual de Educação em Santana do Ipanema-AL. Contatos: fabiosoacam@yahoo.com
Por que Poesia?
HUMANO CANTO
PERSPECTIVA
Mas, não pensem vocês que vou me entregar fácil.
Meus pés ainda coçam percursos
e estradas se insinuam e desenham os seus traçados
Volto como se estivesse indo. Vou como estivesse voltando.
E refaço o trajeto em meus pés
mapeando histórias de idas e vindas
Tudo requer seu passaporte
e pago minha passagem
por esta vida
e durmo sobre travesseiros duros
de viajar minh’alma
Olho para o horizonte
que sempre está aos meus pés
e não consigo enxergar além
de mim mesmo
-este cemitério de paixões
loucas, atrevidas -
covas fundas
que vou cavando na vida
Um canto demasiadamente humano
Arrecadei um tempo para maturar os sons e os sentidos do Humano canto, de Hideraldo Montenegro: um pernambucano, natural de Moreno, que se reconhece aprendiz no universo da poesia - seus mistérios e mistificações. Confesso que me surpreendi com a força da palavra do seu livro e não poderia ser diferente; considerando que o poeta sabe, desde sempre, que é preciso estar atento aos movimentos da vida; atento aos sinais da escrita inventiva e sua função social. Um bom exemplo reside no poema Lembranças:
Coleciono palavras antigas
e um gosto estranho pelo bordado da caminhada
dos pés estradas pontes rios
Graça Graúna
Escritora, Professora universitária
na área de Literaturas de Língua Portuguesa
e Direitos Humanos.
Nordeste do Brasil, 29 de abril de 2009
PARA ADQUIRIR O LIVRO ACESSE:
http://www.artexpressaeditora.com.br/produtos.asp?produto=111
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Professor da Universidad Autónoma de México afirma que é necessário estabelecer sistemas educacionais especializados para comunidades indígenas
Professor da Universidad Autónoma de México afirma que é necessário estabelecer sistemas educacionais especializados para comunidades indígenas
Segundo especialista, algumas experiências bem sucedidas em regiões do México já podem servir de modelo para projetos de educação governamental.
AGÊNCIA NOTISA - Na última quarta-feira, dia 14, o mestre e doutor em Educação pela universidade de Harvard e professor da Universidad Nacional Autónoma de México Hugo Aboites participou do "Colóquio Internacional: políticas educacionais e exclusão social na América Latina: desafios e alternativas democráticas", realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em entrevista à Agência Notisa, ele conta os desafios enfrentados e os êxitos que o México vem obtendo na área da educação.
De acordo com o especialista, no México, "tentativas do governo de aprimorar os sistemas de educação no país através de recompensas em dinheiro para as escolas com melhores desempenhos falharam, e ainda agravaram as diferenças entre as instituições das regiões mais desenvolvidas e as áreas periféricas ou com grande população indígena". Para ele, "essas 'recompensas' tornaram ainda maior o abismo entre as instituições mais carentes e as mais visadas, além de haverem criado um conceito injusto e inadequado de monetarização da educação. A educação deveria ser guiada por princípios humanistas e universalistas e não ser transformada em um regime diferenciado excludente".
O professor também critica tentativas de aprimorar o sistema educacional através da introdução de tecnologias como quadros interativos com acesso à internet e declara que "no México, em algumas regiões, sequer há eletricidade. Como o governo pretende mudar alguma coisa com medidas dessa natureza? Nessas regiões não há energia, internet e os alunos algumas vezes sequer falam a língua dos professores. Ainda assim, existem os defensores incontestáveis dos quadros interativos para aprimorar a educação".
Hugo denuncia, por outro lado, a aplicação de exames nacionais para avaliação do desempenho escolar em seu país porque "por muitos anos, têm sido feitas essas avaliações, no entanto, não são tomadas quaisquer medidas sensatas para aprimorar os resultados. É como se o médico medisse a temperatura do paciente enfermo todos os dias, sabendo de sua febre, mas sem receitar nenhum remédio. Isso é irracional. Mesmo assim, nas escolas onde o ensino é realizado para contemplar somente essas avaliações, perde-se o próprio sentido de educar. O que também não faz sentido. Deveriam ser melhorados outros elementos, como a infraestrutura dos colégios luz, água, etc -, a remuneração dos professores, e as condições que permitissem aos alunos frequentar escolas e serem inclusos no processo, como os subsídios para transporte dos alunos (que deve ser gratuito) e professores que falem a língua dos estudantes, literalmente".
Para o professor, existem experiências bem sucedidas que conseguiram aprimorar as condições de ensino em seu país, como no caso de algumas comunidades que ingressaram recentemente em movimentos rebeldes. "Nessas regiões, o ensino nas escolas comunitárias recentemente estabelecidas é realizado por professores capacitados, mas da mesma origem que os alunos, que também ensinam conteúdos relacionados com as próprias origens dos grupos em questão. O desempenho e mesmo as taxas de presença desses alunos mostram melhoras consideráveis. Governos de países com problemas similares aos do México poderiam seguir em alguns casos o exemplo dessas experiências, especialmente para pequenas comunidades com origens étnicas específicas", conclui o especialista.
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