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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Empatia: Entenda o que é e use sem economia

Por Marcelo Veras*

Hoje encerro a série de sete reflexões sobre a competência “Relacionamento interpessoal”. Para isso, quero declarar, sem mais delongas, que a palavra que poderia mudar o mundo e principalmente a sua carreira é EMPATIA.
Antes de tudo, preciso dizer que odeio expressões casuais como "rolou uma empatia entre nós!" Que horror! Como a preguiça de consultar um mero dicionário pode ser prejudicial à vida em sociedade! Empatia é uma coisa. Simpatia, outra.

Por que acredito realmente que esta palavra pode mudar a sua vida e a sua carreira? Bom, vamos começar pela definição de EMPATIA, palavra que, no meu artigo anterior, ganhou status de “caminho das pedras” para quem quer descobrir como criar a poupança e o saldo nos seus relacionamentos profissionais. Empatia significa “se colocar no lugar do outro”. O termo que gosto de usar nas minhas aulas para deixar bem claro o que significa EMPATIA é o seguinte: Colocar os seus pés nos sapatos do outro. Esta metáfora carrega a essência deste tão importante conceito. É muito fácil alguém abrir a boca e falar coisas do tipo: - Ah, imagino como fulano deve ter sofrido. – Nossa! Isso deve ter sido duro para ela! Imagina nada! Ninguém tem a menor ideia do que é sentir algumas coisas. Só quem sente sabe. Por m ais que se explique um sentimento, seja ele bom ou ruim, ninguém pode senti-lo a não ser o “dono”. E esta incapacidade generalizada que o ser humano tem de sentir o que o outro sente é a causa de muitas mazelas, não só campo profissional.

E é aqui que se encontra o maior desafio da competência “Relacionamento interpessoal”. Para que você possa encontrar as formas de ajudar alguém no campo profissional, você deve, antes de mais nada, entender o momento desta pessoa, os seus objetivos, os seus desafios, os seus medos, as suas angústias e os seus dramas.

Deixei um desafio no artigo anterior. Pedi-lhe, como dever de casa, que pensasse em como poderia ajudar as pessoas as quais você decidiu colocar na sua rede de contatos, a fim de criar o seu saldo para o futuro. Pois bem, EMPATIA é o caminho. Você só vai conseguir ajudar alguém se você conseguir se colocar no lugar dessa pessoa. Ou seja, mesmo que ela não seja tão clara ou explícita – como a maioria não o é – você deve investir tempo e energia para se colocar no lugar dela e tentar, senão sentir a sua dor, ao menos prospectar alguma identificação com seus medos e suas inseguranças. Para isso, uma coisa talvez precise mudar imediatamente no seu comportamento. Talvez você deva parar de analisar as pessoas à sua volta de forma muito superficial e rápida, formando um juízo equivocado. Vejo muito isso nos corredor es das empresas e nos cafezinhos ou happy hours entre colegas. Falam e criticam alguém sem pudor e sem de fato conhecerem a pessoa. Essa turma vai se dar mal sempre. Talvez seja por isso que ficam patinando na carreira. Fuja desse time. Invista o seu tempo em compreender melhor as pessoas que convivem com você, sem preconceito e tentando sempre exercitar a EMPATIA. Você verá que, ao entender melhor o que uma pessoa da sua rede de contatos está sentindo, você poderá ser o apoio que ela está precisando. E isso, para o seu futuro profissional, terá um retorno sem precedentes. É assim que a vida funciona. E aqui me dou ao direito de enriquecer a citação bíblica já usada anteriormente. De: “É dando que se recebe”, para: “É dando as coisas certas que recebe”. Até o próximo!

*Vice-presidente acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira de MBA na ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

Empatia: Entenda o que é e use sem economia

Por Marcelo Veras*

Hoje encerro a série de sete reflexões sobre a competência “Relacionamento interpessoal”. Para isso, quero declarar, sem mais delongas, que a palavra que poderia mudar o mundo e principalmente a sua carreira é EMPATIA.
Antes de tudo, preciso dizer que odeio expressões casuais como "rolou uma empatia entre nós!" Que horror! Como a preguiça de consultar um mero dicionário pode ser prejudicial à vida em sociedade! Empatia é uma coisa. Simpatia, outra.

Por que acredito realmente que esta palavra pode mudar a sua vida e a sua carreira? Bom, vamos começar pela definição de EMPATIA, palavra que, no meu artigo anterior, ganhou status de “caminho das pedras” para quem quer descobrir como criar a poupança e o saldo nos seus relacionamentos profissionais. Empatia significa “se colocar no lugar do outro”. O termo que gosto de usar nas minhas aulas para deixar bem claro o que significa EMPATIA é o seguinte: Colocar os seus pés nos sapatos do outro. Esta metáfora carrega a essência deste tão importante conceito. É muito fácil alguém abrir a boca e falar coisas do tipo: - Ah, imagino como fulano deve ter sofrido. – Nossa! Isso deve ter sido duro para ela! Imagina nada! Ninguém tem a menor ideia do que é sentir algumas coisas. Só quem sente sabe. Por m ais que se explique um sentimento, seja ele bom ou ruim, ninguém pode senti-lo a não ser o “dono”. E esta incapacidade generalizada que o ser humano tem de sentir o que o outro sente é a causa de muitas mazelas, não só campo profissional.

E é aqui que se encontra o maior desafio da competência “Relacionamento interpessoal”. Para que você possa encontrar as formas de ajudar alguém no campo profissional, você deve, antes de mais nada, entender o momento desta pessoa, os seus objetivos, os seus desafios, os seus medos, as suas angústias e os seus dramas.

Deixei um desafio no artigo anterior. Pedi-lhe, como dever de casa, que pensasse em como poderia ajudar as pessoas as quais você decidiu colocar na sua rede de contatos, a fim de criar o seu saldo para o futuro. Pois bem, EMPATIA é o caminho. Você só vai conseguir ajudar alguém se você conseguir se colocar no lugar dessa pessoa. Ou seja, mesmo que ela não seja tão clara ou explícita – como a maioria não o é – você deve investir tempo e energia para se colocar no lugar dela e tentar, senão sentir a sua dor, ao menos prospectar alguma identificação com seus medos e suas inseguranças. Para isso, uma coisa talvez precise mudar imediatamente no seu comportamento. Talvez você deva parar de analisar as pessoas à sua volta de forma muito superficial e rápida, formando um juízo equivocado. Vejo muito isso nos corredor es das empresas e nos cafezinhos ou happy hours entre colegas. Falam e criticam alguém sem pudor e sem de fato conhecerem a pessoa. Essa turma vai se dar mal sempre. Talvez seja por isso que ficam patinando na carreira. Fuja desse time. Invista o seu tempo em compreender melhor as pessoas que convivem com você, sem preconceito e tentando sempre exercitar a EMPATIA. Você verá que, ao entender melhor o que uma pessoa da sua rede de contatos está sentindo, você poderá ser o apoio que ela está precisando. E isso, para o seu futuro profissional, terá um retorno sem precedentes. É assim que a vida funciona. E aqui me dou ao direito de enriquecer a citação bíblica já usada anteriormente. De: “É dando que se recebe”, para: “É dando as coisas certas que recebe”. Até o próximo!

*Vice-presidente acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira de MBA na ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Artigo: Relacionamento interpessoal

Relacionamento interpessoal
“Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”
Profº Marcelo Veras
foto Arquivo Pessoal
 
Por Marcelo Veras*

Com este artigo, inicio um novo ciclo de reflexões sobre mais uma competência comportamental que, como se diz por ai: “desde que o mundo é mundo”, tem ocupado uma posição de destaque entre as competências responsáveis pelo sucesso de pessoas na vida pessoal e profissional. É o famoso Relacionamento interpessoal.

Como um belo exemplo de pessoa tímida, caseira, que não gosta muito de eventos sociais e que não nasceu com o chip das pessoas bem relacionadas que têm a almejada virtude de fazer amigo até em fila do cinema, eu acreditava (equivocadamente), por muito tempo, que se fizesse o meu trabalho bem feito, no prazo e com qualidade, o meu futuro estaria garantido. Profundo erro, descoberto logo nos meus primeiros anos de carreira.

Confesso que sofri muito quando vi pessoas que considerava bem medianas obtendo êxitos e alçando voos bem altos devido a uma belíssima capacidade de se relacionar bem. Devo confessar que – por muitas vezes – atribuí a estas pessoas o apelido de “puxa saco” ou engrossei o coro que defendia que este pessoal só se dava bem porque eram “políticas demais”. Mas que “se espremesse, sairia pouca coisa!“

Com o tempo, a idade e principalmente depois da pesquisa que conduzimos na ESAMC com líderes empresariais, vi que esta competência é muito mais simples e “honesta” do que vislumbrava. Abandonei as teses que hoje constam nos livros sobre Networking e passei a ver esta competência como algo mais nobre e menos hipócrita do que se vende por aí.

A definição mais moderna e que deu esta nova visão é: Capacidade de interagir e de criar rede de contatos de forma construtiva. Esta simples frase, se compreendida no seu texto e contexto, pode fazer uma revolução na carreira de uma pessoa. Para isso acontecer, duas premissas devem ser observadas. Veja se você consegue atendê-las. Caso contrário, nem valeria a pena ler os meus próximos seis artigos, porque elas serão a base para o desenvolvimento da mesma.

1 – Acreditar que bons relacionamentos representam o ativo mais importante que uma pessoa pode ter. Bons relacionamentos geram negócios, amizades, promoções, apoio, ajuda em momentos difíceis e alegrias.

2 – Acreditar que é possível, independente das suas características de personalidade, construir e desenvolver uma rede de contatos baseada no crescimento mútuo.

Se você comprar, pelo menos por hora, estas duas “verdades”, ficarei feliz porque você vai colher bons frutos no médio e longo prazo com o desenvolvimento desta competência. Além disso, verá que é muito legal fazer um tipo de “poupança” que poucos fazem: a “poupança dos apoios formais e informais”. Quem tem esta conta no banco, raramente se vê em um mato sem cachorro e sempre terá o apoio que precisa para os seus projetos.

Como de costume, vou tratar desta competência com base nos seus atributos, aquelas habilidades que tangibilizam a mesma no dia a dia. Posso citar: Gostar e ter interesse de se relacionar, Montar uma rede de contatos, Desenvolver e perenizar a rede de contatos montada, Interagir com a rede de forma construtiva e preocupado(a) com o crescimento do outro, Saber ouvir e, por último, Possuir empatia. São seis atributos. Seis habilidades que vão exigir alguma disciplina e o investimento de algum tempo, dinheiro e energia. Mas, garanto, este investimento tem um dos maiores retornos que já vi até hoje.

Por hoje, fique com a frase de destaque: “Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”. Pense nela. Reflita sobre as pessoas que você conhece e conheceu. Analise casos de pessoas próximas a você que, devido aos seus relacionamentos, conseguem atalhos importantes na carreira e na vida. Será que isso é mesmo uma anomalia de incompetentes ou uma virtude de inteligentes? Até o próximo.

*Vice-presidente Acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira do MBA da ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

Artigo: Relacionamento interpessoal

Relacionamento interpessoal
“Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”
Profº Marcelo Veras
foto Arquivo Pessoal
 
Por Marcelo Veras*

Com este artigo, inicio um novo ciclo de reflexões sobre mais uma competência comportamental que, como se diz por ai: “desde que o mundo é mundo”, tem ocupado uma posição de destaque entre as competências responsáveis pelo sucesso de pessoas na vida pessoal e profissional. É o famoso Relacionamento interpessoal.

Como um belo exemplo de pessoa tímida, caseira, que não gosta muito de eventos sociais e que não nasceu com o chip das pessoas bem relacionadas que têm a almejada virtude de fazer amigo até em fila do cinema, eu acreditava (equivocadamente), por muito tempo, que se fizesse o meu trabalho bem feito, no prazo e com qualidade, o meu futuro estaria garantido. Profundo erro, descoberto logo nos meus primeiros anos de carreira.

Confesso que sofri muito quando vi pessoas que considerava bem medianas obtendo êxitos e alçando voos bem altos devido a uma belíssima capacidade de se relacionar bem. Devo confessar que – por muitas vezes – atribuí a estas pessoas o apelido de “puxa saco” ou engrossei o coro que defendia que este pessoal só se dava bem porque eram “políticas demais”. Mas que “se espremesse, sairia pouca coisa!“

Com o tempo, a idade e principalmente depois da pesquisa que conduzimos na ESAMC com líderes empresariais, vi que esta competência é muito mais simples e “honesta” do que vislumbrava. Abandonei as teses que hoje constam nos livros sobre Networking e passei a ver esta competência como algo mais nobre e menos hipócrita do que se vende por aí.

A definição mais moderna e que deu esta nova visão é: Capacidade de interagir e de criar rede de contatos de forma construtiva. Esta simples frase, se compreendida no seu texto e contexto, pode fazer uma revolução na carreira de uma pessoa. Para isso acontecer, duas premissas devem ser observadas. Veja se você consegue atendê-las. Caso contrário, nem valeria a pena ler os meus próximos seis artigos, porque elas serão a base para o desenvolvimento da mesma.

1 – Acreditar que bons relacionamentos representam o ativo mais importante que uma pessoa pode ter. Bons relacionamentos geram negócios, amizades, promoções, apoio, ajuda em momentos difíceis e alegrias.

2 – Acreditar que é possível, independente das suas características de personalidade, construir e desenvolver uma rede de contatos baseada no crescimento mútuo.

Se você comprar, pelo menos por hora, estas duas “verdades”, ficarei feliz porque você vai colher bons frutos no médio e longo prazo com o desenvolvimento desta competência. Além disso, verá que é muito legal fazer um tipo de “poupança” que poucos fazem: a “poupança dos apoios formais e informais”. Quem tem esta conta no banco, raramente se vê em um mato sem cachorro e sempre terá o apoio que precisa para os seus projetos.

Como de costume, vou tratar desta competência com base nos seus atributos, aquelas habilidades que tangibilizam a mesma no dia a dia. Posso citar: Gostar e ter interesse de se relacionar, Montar uma rede de contatos, Desenvolver e perenizar a rede de contatos montada, Interagir com a rede de forma construtiva e preocupado(a) com o crescimento do outro, Saber ouvir e, por último, Possuir empatia. São seis atributos. Seis habilidades que vão exigir alguma disciplina e o investimento de algum tempo, dinheiro e energia. Mas, garanto, este investimento tem um dos maiores retornos que já vi até hoje.

Por hoje, fique com a frase de destaque: “Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”. Pense nela. Reflita sobre as pessoas que você conhece e conheceu. Analise casos de pessoas próximas a você que, devido aos seus relacionamentos, conseguem atalhos importantes na carreira e na vida. Será que isso é mesmo uma anomalia de incompetentes ou uma virtude de inteligentes? Até o próximo.

*Vice-presidente Acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira do MBA da ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

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