domingo, 9 de agosto de 2020

Capital e Trabalho: contradições, tensões, lutas e perspectivas na época...



O #CafédaManhã07 do domingo 09/08 o assunto foi #Capital e #Trabalho:
contradições, tensões, lutas e perspectivas na época do #precariado, com
o jornalista econômico Luciano Feltrin. Entre outras coisas conversamos
sobre:
O #neoliberalsimo
A #rendabásicadecidadania
O aumento do #desemorego
A #precarização do trabalho
A chamada #uberização da vida e do trabalho
A questão do fim do trabalho
O enfraquecimento das relações trabalhistas
A hegemonia EUA X China
Homenagem ao dia dos pais

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Lançamento Virtual do Livro Jornalismo das Periferias, o diálogo solidário nas bordas urbanas, de Mara Rovida – Revista Partes

Lançamento Virtual do Livro Jornalismo das Periferias, o diálogo solidário nas bordas urbanas, de Mara Rovida – Revista Partes

Um relato de pesquisa de campo,
realizada nas bordas urbanas da Região Metropolitana de São Paulo entre
2018 e 2019, é apresentado nas páginas dessa obra. O objetivo de
compreender como jornalistas profissionais à frente de iniciativas
comunicacionais nas periferias produzem um jornalismo plural que revela a
polissemia e a polifonia da urbes é perseguido nessa investigação. Como
representação desse movimento de pesquisa, a narrativa é elaborada a
partir do diário de campo que se torna mandatário e organizador da
reflexão. Assim, partindo da chamada observação-experiência, a autora
revela algumas das características desse fenômeno jornalístico
contemporâneo.

segunda-feira, 30 de março de 2020

DOMINGO DE RAMOS - O que é?

Revista Partes – A sua revista virtual – ISSN 1678-8419 P@rtes (São Paulo)

 O MEDO NOSSO DE CADA DIA Margarete Hülsendeger   Todos estamos em perigo
e todos somos perigosos para os demais. Só existem três papeis
possíveis para representar: o de perpetradores, o de vítimas e o de
“danos colaterais”. Zygmunt Bauman   O sociólogo e filósofo polonês
Zygmunt Bauman (1925-2017) tornou-se conhecido por dizer que vivíamos
[…]

Revista Partes – A sua revista virtual – ISSN 1678-8419 P@rtes (São Paulo)

quarta-feira, 4 de março de 2020

Lições de História IV

Margarete
Hülsendeger   […] eran los seres humanos los que creaban las
condiciones en las que la vida seguía su curso. Y los seres humanos
parecían marcados por el destino de atropellarse unos a otros, hacerse
difícil la existencia, matarse[1]. Gioconda Belli[2]   Em entrevista
dada ao jornal El País[3], em novembro de 2018, o […]

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

O RH engajado na sustentabilidade do negócio

por Ricardo Voltolini, diretor de Sustentabilidade da ABRH-Brasil

Ricardo Voltolini
Quando o assunto é sustentabilidade, o profissional de RH deve ficar no banco de trás ou passar para o da frente, como copiloto, junto da alta direção?  A experiência tem mostrado que, na verdade, embora ele siga, na maioria das empresas, no posto de mero observador ou executor de ações pontuais, essa situação começa a mudar.
E a mudança, ainda que lenta, tem a ver com a migração dos temas de sustentabilidade de uma agenda acessória repleta de boas intenções para outra mais central na gestão dos negócios, orientada ou por uma visão de gestão de riscos ou de oportunidade. Cresce, por tabela, a consciência, de que equilibrar em importância as dimensões social e ambiental com a econômica exigirá, sobretudo, uma revolução de mindset. E de que não se operará nenhuma mudança na construção de um modelo mais sustentável de negócios sem colaboradores seguros, felizes, e participativos; sem respeito à diversidade, ética e transparência, sem ambiente propício à circulação de ideias e políticas de valorização, edição dos talentos humanos.

Se sustentabilidade é, como se defende mais modernamente, um jeito novo de pensar e fazer negócios, com ética, transparência, responsabilidade, respeito ao outro, cuidado com o meio ambiente e geração de valor compartilhado para todos os stakeholders, sua inserção na gestão dos negócios excede o âmbito dos projetos esporádicos, demandando transformações mais profundas em valores e cultura. Como operá-las, portanto, sem gente engajada, sem o envolvimento estratégico da área responsável por gente numa organização?

Um RH empoderado será especialmente útil na solução de alguns desafios importantes, a começar pelo mais importante deles: inserir o conceito e seus temas na estratégia, influenciando visão, missão e as metas de cada colaborador, e, por consequência, o modelo de negócio. Isso só ocorrerá se os temas socioambientais se transformarem em pauta no processo de planejamento estratégico; se o RH for capaz de estabelecer com a alta direção pontos de convergência e alinhamento, argumentando em favor dos benefícios concretos da sustentabilidade. Nesse esforço, a área deve se orientar por quatro questões: (1) Como os valores de sustentabilidade podem inspirar futuros líderes? (2) O que a empresa ganha ao incentivar o desempenho associado com sustentabilidade? (3) Quais as medidas e indicadores mais adequados para endereçar o sucesso de indivíduos e equipes que contribuem com sustentabilidade?  (4) Como encorajar os gestores a incorporarem desafios socioambientais em seus scorecards?

Para criar um ambiente organizacional receptivo à sustentabilidade, o RH deve integrar o conceito a um plano de incentivos, identificar/valorizar os intra-empreendedores do tema e recompensar os colaboradores, por meio de remuneração variável baseada em resultados focados no triple bottom line e não mais apenas no bottom line. É seu papel igualmente assegurar o necessário desenvolvimento de competências (conhecimento, habilidades e atitudes) para a sustentabilidade, lançando mão de programas de educação corporativa, ações on the job e iniciativas estruturadas de desenvolvimento de valores e de autodesenvolvimento. Assim como também lhe cabe atrair e contratar jovens profissionais identificados com os valores da companhia e interessados nas chamadas “carreiras de impacto”, à procura de oportunidades de fazer contribuições positivas para o mundo por meio do seu trabalho.

O RH engajado na sustentabilidade do negócio

por Ricardo Voltolini, diretor de Sustentabilidade da ABRH-Brasil

Ricardo Voltolini
Quando o assunto é sustentabilidade, o profissional de RH deve ficar no banco de trás ou passar para o da frente, como copiloto, junto da alta direção?  A experiência tem mostrado que, na verdade, embora ele siga, na maioria das empresas, no posto de mero observador ou executor de ações pontuais, essa situação começa a mudar.
E a mudança, ainda que lenta, tem a ver com a migração dos temas de sustentabilidade de uma agenda acessória repleta de boas intenções para outra mais central na gestão dos negócios, orientada ou por uma visão de gestão de riscos ou de oportunidade. Cresce, por tabela, a consciência, de que equilibrar em importância as dimensões social e ambiental com a econômica exigirá, sobretudo, uma revolução de mindset. E de que não se operará nenhuma mudança na construção de um modelo mais sustentável de negócios sem colaboradores seguros, felizes, e participativos; sem respeito à diversidade, ética e transparência, sem ambiente propício à circulação de ideias e políticas de valorização, edição dos talentos humanos.

Se sustentabilidade é, como se defende mais modernamente, um jeito novo de pensar e fazer negócios, com ética, transparência, responsabilidade, respeito ao outro, cuidado com o meio ambiente e geração de valor compartilhado para todos os stakeholders, sua inserção na gestão dos negócios excede o âmbito dos projetos esporádicos, demandando transformações mais profundas em valores e cultura. Como operá-las, portanto, sem gente engajada, sem o envolvimento estratégico da área responsável por gente numa organização?

Um RH empoderado será especialmente útil na solução de alguns desafios importantes, a começar pelo mais importante deles: inserir o conceito e seus temas na estratégia, influenciando visão, missão e as metas de cada colaborador, e, por consequência, o modelo de negócio. Isso só ocorrerá se os temas socioambientais se transformarem em pauta no processo de planejamento estratégico; se o RH for capaz de estabelecer com a alta direção pontos de convergência e alinhamento, argumentando em favor dos benefícios concretos da sustentabilidade. Nesse esforço, a área deve se orientar por quatro questões: (1) Como os valores de sustentabilidade podem inspirar futuros líderes? (2) O que a empresa ganha ao incentivar o desempenho associado com sustentabilidade? (3) Quais as medidas e indicadores mais adequados para endereçar o sucesso de indivíduos e equipes que contribuem com sustentabilidade?  (4) Como encorajar os gestores a incorporarem desafios socioambientais em seus scorecards?

Para criar um ambiente organizacional receptivo à sustentabilidade, o RH deve integrar o conceito a um plano de incentivos, identificar/valorizar os intra-empreendedores do tema e recompensar os colaboradores, por meio de remuneração variável baseada em resultados focados no triple bottom line e não mais apenas no bottom line. É seu papel igualmente assegurar o necessário desenvolvimento de competências (conhecimento, habilidades e atitudes) para a sustentabilidade, lançando mão de programas de educação corporativa, ações on the job e iniciativas estruturadas de desenvolvimento de valores e de autodesenvolvimento. Assim como também lhe cabe atrair e contratar jovens profissionais identificados com os valores da companhia e interessados nas chamadas “carreiras de impacto”, à procura de oportunidades de fazer contribuições positivas para o mundo por meio do seu trabalho.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Clube da esquina




https://soundcloud.com/user-992543720/entrevista-com-emerson-ike-coan


Lições de História III


Segundo a revista El País[1], o livro Sapiens: uma breve história da humanidade[2] foi traduzido, até o momento, para 45 idiomas, tornando o historiador israelense Yuval Noah Harari, uma espécie de pop star da contemporaneidade. A leitura de seus livros foi recomendada por personalidades como Bill Gates, Mark Zuckerberg e Barack Obama, e líderes políticos como Angela Merkel e Emmanuel Macron. A inspiração para escrever esse livro surgiu, conforme entrevista dada a El País, de um “curso introdutório sobre história mundial que ofereceu porque seus colegas mais veteranos não aceitaram a incumbência”
http://www.partes.com.br/2020/02/03/licoes-de-historia-iii/

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

O Transtorno do Espectro Autista e a Utilização de Aplicativos para Dispositivos Móveis como Ferramenta Educacional



Neuma das Mercês Pereira*
Niltom Vieira Júnior**
Resumo:
Crianças com TEA apresentam dificuldades na aprendizagem e no
desenvolvimento cognitivo, e as ferramentas tecnológicas podem ser
inseridas e utilizadas como facilitadoras desse desenvolvimento. Assim,
este trabalho realizou a análise de quatro aplicativos, “Jade Autism”,
“MITA”, “Autastico” e “SpeeCH” caracterizando a metodologia abordada, o
funcionamento e as possibilidades de uso, e também a avaliação dos
professores quanto à inclusão de alunos com TEA.
Palavras-Chave: Transtorno do Espectro Autista, Aplicativos, Dispositivos Móveis, Inclusão.

Abstract: Children with
ASD have difficulties in learning and cognitive development, and
technological tools can be inserted and used to facilitate this
development. Thus, this work realized the analysis of four applications,
“Jade Autism”, “MITA”, “Autastico” and “SpeeCH” featuring the
approached methodology, the functioning and the possibilities of use,
and also the teachers’ evaluation regarding the inclusion of students
with ASD.
Keywords: Autistic Spectrum Disorder, Applications, Mobile devices, Inclusion.


Revista Partes – A sua revista virtual – ISSN 1678-8419 P@rtes (São Paulo)

sábado, 25 de janeiro de 2020

Entrevista com a OAB Ipiranga e Itaquera

A Vitrine do Giba entrevista hoje dois advogados. Dr. Paulo Roberto Nogueira Machado, da subseção OAB Ipiranga e o Dr.Daniel Ramos, da subseção da OAB Itaquera. O Dr. Dr. Paulo Roberto Nogueira Machado. Foi no triênio 2013/2015 Presidente da Comissão de Assistência Judiciária; Presidente da Comissão de Estudos dos Juizados Especiais Cíveis Federais e Estaduais; Presidente da Comissão de Mediação e Arbitragem; Membro da Comissão de Liberdade Religiosa e Membro da Comissão do Jovem Advogado (triênio 2013/2015). No Triênio 2016/2018 foi Membro da Comissão do Advogado Motociclista; Membro da Comissão Especial OAB VAI A ESCOLA r Assessor do Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil, 6ª Turma Disciplinar. O Dr. Paulo é Advogado há 30 anos e Sócio do escritório Machado e Mikahil Sociedade de Advogados. É o atual Presidente da OAB Ipiranga, 100a subseção. O jovem Dr. Daniel Ramos é advogado, ex-assistente jurídico do Programa Cidade Legal do governo do estado de São Paulo; ex assessor de assuntos fundiários de São Bernardo do campo. Dr. Daniel é pós graduando em Diretor Imobiliário pela PUC e presidente da Comissão de Direito imobiliário da OAB – Itaquera – 104 subseção

https://youtu.be/j5sHCvoVy4I

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

2020 - o ano do empreendedorismo

 

 

 

 

 

ábio Mestriner*

 

Os antigos chineses, em sua milenar sabedoria, tomavam nota de suas observações e as compartilhavam com as gerações sucessivas, num processo que valorizava a observação e o bom senso. Tais ensinamentos vinham de grandes filósofos, como Confúcio e Lao Tsé.

Graças à escrita, que foi desenvolvida na China a partir de 1.800 A.C, eles puderam anotar os acontecimentos e suas observações ganharam relevância histórica, pois a escrita chinesa manteve suas características desde seu surgimento e os textos antigos podem ser lidos até hoje.

Os chineses ainda utilizam basicamente os mesmos caracteres, ao contrário da escrita cuneiforme e dos hieróglifos do antigo Egito, que deixaram de ser utilizados milhares de anos atrás.

Além da escrita, os chineses também foram hábeis em criar uma forma alegórica de representar a passagem dos anos lunares, adotando a imagem e as características de diversos animais para dar um caráter simbólico e menos abstrato à passagem do tempo.

O calendário chinês, com suas alegorias no lugar dos números sequenciais utilizados pelos ocidentais, privilegia a ideia de ciclo, que faz com que cada ano tenha uma personalidade própria a ser observada a partir de referências simbólicas, com características marcantes e memoráveis.

Faço alusão à chegada do ano de 2020 que, para nós ocidentais, dá início a uma nova década e para o calendário chinês coincide com o fechamento de mais um ciclo de 12 anos.

Como todo final de ciclo, entramos num período propício à análise de nossas conquistas. Diante de uma observação sincera daquilo pelo que passamos, podemos realizar as devidas correções e melhorias, sempre visando progredir e prosperar. É nesse sentido que podemos pensar em um final de ciclo e início de um novo tempo.

Os empreendedores orientais, que seguem o calendário lunar, estão otimistas com o ano do rato, animal que inicia e termina um ciclo fechado de 12 anos. Trata-se de um período que chega ao fim, consolidando aprendizados, para dar lugar a um novo início, com todas as promessas e perspectivas a abrirem-se para o futuro.

Conforme pude me informar sobre o assunto em questão, o ano do rato, cujos acontecimento foram "observados e anotados" durante milênios, representa um tempo de abundância, que trará novas oportunidades, especialmente para os negócios, ganhos, investimentos e conquistas. A prosperidade, por assim dizer, será evidente em 2020 e, nos fará um convite a nos prepararmos para os bons momentos que estão por vir.

Há décadas atuo em um segmento efervescente, o de design de embalagens, com lançamentos de produtos e planos de marketing de muitas empresas, grandes e pequenas. E percebo que, graças às características peculiares de nossa economia, os empresários estão sempre se organizando para enfrentar dificuldades e momentos difíceis. Raramente preparam-se para os bons momentos que surgem alternadamente, pois sabemos "não existir mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe".

Muitas empresas perdem oportunidades quando nossa economia se organiza e o cenário de negócios melhora, justamente por não estarem preparadas para os bons momentos.

Portanto, agora é hora de acreditar e se organizar para as boas oportunidades que virão, pois, segundo a sabedoria chinesa, elas já aconteceram milhares de vezes e foram devidamente "anotadas e registradas" para a posteridade.

Não se trata aqui de apoiar um otimismo baseado em especulações metafísicas, e sim de perceber que existe um padrão em que podemos confiar – especialmente agora, quando temos a menor inflação e a menor taxa de juros da nossa história.

E para aqueles empresários que não acreditam em nada e estão sempre se preparando para o pior, aqui vai uma dica: o pior que pode acontecer é perder novas oportunidades de bons negócios.

Acreditar que "nada nunca vai melhorar" é uma atitude que serve apenas àqueles que estão felizes com seu sucesso e pretendem permanecer surfando na mesma onda. Para os demais, especialmente os que desejam progredir, é melhor se preparar para os bons ventos que virão por aí.

Para a milenar sabedoria ancestral, 2020 é o ano do empreendedorismo, ano de aproveitar o momento para iniciar novos projetos e investir em seus produtos. Ano de corrigir aquilo que precisa ser melhorado, de avaliar o período anterior, planejar e aproveitar melhor as boas perspectivas para o cenário de negócios.

Mesmo que você não acredite em prognósticos como este para o ano do rato, acredite apenas que um novo ciclo está começando, como acontece todos os anos.

Esse novo ciclo pode ser bem melhor se nos prepararmos para empreender e fizermos mais e melhor em todos os nossos planos de negócios, por nós mesmos e pela comunidade em que vivemos.

Você não acha?

 *Fábio Mestriner é consultor da Ibema Papelcartão. Designer, professor do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem do IMT Mauá e autor dos livros Design de Embalagem – Curso Avançado, Gestão Estratégica de Embalagem e Inovação na Embalagem – Método Prático.

 

 

 

2020 - o ano do empreendedorismo

 

 

 

 

 

ábio Mestriner*

 

Os antigos chineses, em sua milenar sabedoria, tomavam nota de suas observações e as compartilhavam com as gerações sucessivas, num processo que valorizava a observação e o bom senso. Tais ensinamentos vinham de grandes filósofos, como Confúcio e Lao Tsé.

Graças à escrita, que foi desenvolvida na China a partir de 1.800 A.C, eles puderam anotar os acontecimentos e suas observações ganharam relevância histórica, pois a escrita chinesa manteve suas características desde seu surgimento e os textos antigos podem ser lidos até hoje.

Os chineses ainda utilizam basicamente os mesmos caracteres, ao contrário da escrita cuneiforme e dos hieróglifos do antigo Egito, que deixaram de ser utilizados milhares de anos atrás.

Além da escrita, os chineses também foram hábeis em criar uma forma alegórica de representar a passagem dos anos lunares, adotando a imagem e as características de diversos animais para dar um caráter simbólico e menos abstrato à passagem do tempo.

O calendário chinês, com suas alegorias no lugar dos números sequenciais utilizados pelos ocidentais, privilegia a ideia de ciclo, que faz com que cada ano tenha uma personalidade própria a ser observada a partir de referências simbólicas, com características marcantes e memoráveis.

Faço alusão à chegada do ano de 2020 que, para nós ocidentais, dá início a uma nova década e para o calendário chinês coincide com o fechamento de mais um ciclo de 12 anos.

Como todo final de ciclo, entramos num período propício à análise de nossas conquistas. Diante de uma observação sincera daquilo pelo que passamos, podemos realizar as devidas correções e melhorias, sempre visando progredir e prosperar. É nesse sentido que podemos pensar em um final de ciclo e início de um novo tempo.

Os empreendedores orientais, que seguem o calendário lunar, estão otimistas com o ano do rato, animal que inicia e termina um ciclo fechado de 12 anos. Trata-se de um período que chega ao fim, consolidando aprendizados, para dar lugar a um novo início, com todas as promessas e perspectivas a abrirem-se para o futuro.

Conforme pude me informar sobre o assunto em questão, o ano do rato, cujos acontecimento foram "observados e anotados" durante milênios, representa um tempo de abundância, que trará novas oportunidades, especialmente para os negócios, ganhos, investimentos e conquistas. A prosperidade, por assim dizer, será evidente em 2020 e, nos fará um convite a nos prepararmos para os bons momentos que estão por vir.

Há décadas atuo em um segmento efervescente, o de design de embalagens, com lançamentos de produtos e planos de marketing de muitas empresas, grandes e pequenas. E percebo que, graças às características peculiares de nossa economia, os empresários estão sempre se organizando para enfrentar dificuldades e momentos difíceis. Raramente preparam-se para os bons momentos que surgem alternadamente, pois sabemos "não existir mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe".

Muitas empresas perdem oportunidades quando nossa economia se organiza e o cenário de negócios melhora, justamente por não estarem preparadas para os bons momentos.

Portanto, agora é hora de acreditar e se organizar para as boas oportunidades que virão, pois, segundo a sabedoria chinesa, elas já aconteceram milhares de vezes e foram devidamente "anotadas e registradas" para a posteridade.

Não se trata aqui de apoiar um otimismo baseado em especulações metafísicas, e sim de perceber que existe um padrão em que podemos confiar – especialmente agora, quando temos a menor inflação e a menor taxa de juros da nossa história.

E para aqueles empresários que não acreditam em nada e estão sempre se preparando para o pior, aqui vai uma dica: o pior que pode acontecer é perder novas oportunidades de bons negócios.

Acreditar que "nada nunca vai melhorar" é uma atitude que serve apenas àqueles que estão felizes com seu sucesso e pretendem permanecer surfando na mesma onda. Para os demais, especialmente os que desejam progredir, é melhor se preparar para os bons ventos que virão por aí.

Para a milenar sabedoria ancestral, 2020 é o ano do empreendedorismo, ano de aproveitar o momento para iniciar novos projetos e investir em seus produtos. Ano de corrigir aquilo que precisa ser melhorado, de avaliar o período anterior, planejar e aproveitar melhor as boas perspectivas para o cenário de negócios.

Mesmo que você não acredite em prognósticos como este para o ano do rato, acredite apenas que um novo ciclo está começando, como acontece todos os anos.

Esse novo ciclo pode ser bem melhor se nos prepararmos para empreender e fizermos mais e melhor em todos os nossos planos de negócios, por nós mesmos e pela comunidade em que vivemos.

Você não acha?

 *Fábio Mestriner é consultor da Ibema Papelcartão. Designer, professor do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem do IMT Mauá e autor dos livros Design de Embalagem – Curso Avançado, Gestão Estratégica de Embalagem e Inovação na Embalagem – Método Prático.

 

 

 

Prêmio Impacta Mais: Tecnologia para regeneração das águas vence como Negócio de Impacto do Ano

  Além do Negócio do Ano, conheça os vencedores das 7 categorias da premiação   Desenvolvida pela Infinito Mare, a Caravela Ecológica, uma t...