quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Amiga santista, amigo santista,


2011 chega ao fim com várias conquistas para o Santos FC. Foi o melhor ano do Clube desde 1963! A espera de 48 anos pelo tri da Libertadores terminou e conquistamos um bicampeonato paulista com um gosto novo e especial: dentro da Vila Belmiro e contra um rival histórico. Além disso, tivemos o octocampeonato nacional devidamente reconhecido pela CBF.

Mas 2011 marcou também avanços importantes no processo de modernização da gestão do Clube e a implantação de um novo modelo de governança através do estatuto, destinado a colocar o futuro do Santos acima de interesses de grupos específicos ou conexões de ocasião.
O resultado registrado no Mundial de Clubes do Japão, poucos dias atrás, se não nos garantiu a tão almejada terceira estrela, por outro lado deve ser encarado por todos nós - dirigentes, conselheiros, jogadores e torcida - como um passo adicional para consolidar o Santos na condição de agremiação estruturada, competitiva, admirada e global. Abrimos um novo mercado na Ásia e conquistamos a simpatia de uma nação disposta a se apaixonar pelo Santos e consumir nossos produtos.

O vice-campeonato no Mundial de Clubes precisa ser visto não apenas como um torneio no qual fomos derrotados na final, mas, principalmente, como um marco da internacionalização da nossa marca e fonte de inspiração para que façamos cada vez mais e melhor por nosso time, dando-lhe apoio e incentivo a cada novo desafio.
É hora de  olhar para o futuro e lapidar nossa visão estratégica. Planejamento é a palavra-chave nesse contexto. Ele deve estar alicerçado em premissas previamente definidas sem desprezar novas variáveis relevantes que se apresentem. Essa é a melhor maneira de tirar lições de cada episódio ou capítulo que vivemos. É fundamental que sejamos confiantes em relação a nossas capacidades tanto quanto humildes para aprender com situações novas ao longo do processo.
Há muito por fazer, mas não podemos nos esquecer do quanto caminhamos. Esta diretoria iniciou sua luta para transformar o Santos há apenas dois anos. Nesse período, além de quatro títulos conquistados, começamos a desenhar um novo salto para as categorias de base e implantamos soluções criativas para manter no clube seus principais talentos, como o craque Neymar. Ao mesmo tempo, conseguimos resultados altamente positivos em relação à ampliação do quadro associativo (quase 25 mil novos sócios, dobrando o número que possuíamos em 2009) e à multiplicação de patrocínios por parte de empresas que viram no Santos um excelente veículo para valorizar suas marcas. Vale destacar ainda a importância de nossa verdadeira cruzada destinada a garantir um equilíbrio financeiro para o clube depois de anos de muitas vulnerabilidades nesse campo.
2012 está chegando e, com ele, as comemorações dos 100 anos. Nós, santistas, temos muito do que nos orgulhar desse clube centenário. Além de 87 títulos obtidos em importantes competições oficiais, o Santos tornou-se a equipe com o maior histórico de gols do futebol mundial – mais de 11.700! - e teve em Pelé o maior goleador da história do esporte.  
Novas portas continuam se abrindo para o clube em diferentes esferas do mundo do esporte, o que nos dá a certeza de estarmos no caminho correto para garantir um Santos  sempre forte e soberano. Vamos continuar unidos para alcançar esse objetivo. “Lutar com fé e com ardor”, como diz o nosso hino, só depende de nós. De todos nós.
Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro
Presidente do Santos Futebol Clube

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cobrança indevida


A Justiça e Você

Esta coluna é um serviço de utilidade pública da Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) e da Revista Partes.

Cobrança indevida

Com o fim do ano chegando, os eventos comemorativos convidam às compras. Nessa época torna-se mais frequente o uso dos cartões de crédito e o consumidor deve ficar atento no instante em que receber sua fatura para não correr o risco de pagar por compras não realizadas.

Aoreceber uma cobrança indevida, a primeira coisa a se fazer é entrar emcontato com a administradora do cartão e informar o problema, solicitanto um formulário de contestação para estorno. Algumas operadoras disponibilizam oserviço online. O cliente deve explicar que não reconhece a dívida e a  partir deste momento a cobrança já deve ser suspensa. É importante solicitar o número do protocolo do atendimento e anotar a hora da ligação e nome de quem o tenha atendido.

Caso o estorno não seja realizado, pode-se recorrer aos órgãos de defesa do consumidor e exigir a devolução dos valores em dobro. Vale ressaltar que, se a quantia indevida não for paga, o nome do consumidor não pode ser inscrito em cadastros de proteção ao crédito, como o Serasa.

Cobrança indevida


A Justiça e Você

Esta coluna é um serviço de utilidade pública da Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) e da Revista Partes.

Cobrança indevida

Com o fim do ano chegando, os eventos comemorativos convidam às compras. Nessa época torna-se mais frequente o uso dos cartões de crédito e o consumidor deve ficar atento no instante em que receber sua fatura para não correr o risco de pagar por compras não realizadas.

Aoreceber uma cobrança indevida, a primeira coisa a se fazer é entrar emcontato com a administradora do cartão e informar o problema, solicitanto um formulário de contestação para estorno. Algumas operadoras disponibilizam oserviço online. O cliente deve explicar que não reconhece a dívida e a  partir deste momento a cobrança já deve ser suspensa. É importante solicitar o número do protocolo do atendimento e anotar a hora da ligação e nome de quem o tenha atendido.

Caso o estorno não seja realizado, pode-se recorrer aos órgãos de defesa do consumidor e exigir a devolução dos valores em dobro. Vale ressaltar que, se a quantia indevida não for paga, o nome do consumidor não pode ser inscrito em cadastros de proteção ao crédito, como o Serasa.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: Como será 2025?

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: Como será 2025?: Quando eu vivi na França, havia uma música que perguntava a crianças como seria o mundo, quando elas tivessem vinte anos, em 2001. Lem...

Como será 2025?



Quando eu vivi na França, havia uma música que perguntava a crianças como seria o mundo, quando elas tivessem vinte anos, em 2001.
Lembrei dela sem motivo, mas resolvi fazer um exercício de futurologia e imaginar o que aconteceria por volta de 2025, se passarmos por 2012.
Quais seriam as novidades?
Harrison Ford estrelaria mais um filme da série Indiana Jones: “Eu sou a relíquia”. Sylvester Stallone emplacaria “Rocky XXX: Porrada na Melhor Idade”. Macaulay Culkin tentaria obter financiamento para uma nova versão de “Esqueceram de mim”, mas, todos perguntariam: “Quem?”. A saga “O Crepúsculo” teria mais uma continuação: “Obscurecer: Vampiros na Política”, que fracassaria no Brasil, pois todos já conhecem a história... Lucélia Santos voltaria à telinha com “O Retorno da Escrava Isaura”, produzida e exibida só em Cuba. O Kid Abelha regravaria pela enésima vez as músicas de seu primeiro disco. Uma emissora de televisão promoveria um campeonato denominado “Salvadores da América”, em que só times com o nome de certa agremiação paulistana poderiam se inscrever... Maradona finalmente seria reconhecido como o “maior” ídolo da história do futebol, depois de fazer um implante ósseo de 50 cm em cada perna! São Paulo não teria mais congestionamentos: os congestionamentos é que teriam São Paulo! Os EUA inventariam mais uma ou duas guerrinhas, para “aquecerem” sua economia.
Nada disso é imprevisível, considerando o presente e o passado. No entanto, em vez de repetir, reformar, forçar ou fazer infinitas variações sobre o mesmo tema, no que poderíamos inovar e sobrepujar?
Seria possível voltar a ter músicas e intérpretes de qualidade na mídia, sem repetir o passado ou empurrar goela abaixo “ídolos” tão fabricados quanto descartáveis? Ou abolir programas sensacionalistas e “reality shows” na TV?
As pessoas teriam condições de educação, cultura, trabalho e saúde suficientes para não mais dependerem da “caridade” da mídia ou da “tosquia” de mistificadores?
As elites entenderiam que a maior ameaça à sua segurança está na arrogância e desprezo com que alguns de seus “ícones” tratam os que não são seus “iguais”, mesmo quando travestidos de benemerentes?
Apenas pessoas competentes e bem intencionadas seriam eleitas ou nomeadas para cargos públicos?
As crianças seriam educadas sem preconceitos e fanatismos, em vez de perpetuarem medos, rancores e ódios seculares?
Bem... Não sei como será o mundo em 2025. Só sei que, hoje, estamos formando quem, lá, legará as consequências de nossos atos e omissões!
Se quisermos um futuro melhor para eles é preciso mudar para melhor já em 2012! E continuar em 2013, 14, 15...

Pedro Coimbra: O último Réveillon

Pedro Coimbra: O último Réveillon: Pedro Coimbra ppadua@navinet.com.br A turminha se assentava na porta da loja do Tião Bonitinho e a Candinha era co...

O último Réveillon



Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br

                A turminha se assentava na porta da loja do Tião Bonitinho e a Candinha era conhecida por dar notícias, falsas ou verdadeiras, de tudo o que acontecia na cidade. Opinavam sobre as mulheres mais bonitas, os maridos enganados, os mais cidadãos mais espertalhões, os políticos corruptos, quem estava quebrado ou ia quebrar, os que se encontravam na tábua da beirada, prestes a desencarnar... Falavam a língua do pê, ou chamada dos alfaiates, que era uma forma de se comunicar de uma maneira que  outras pessoas não entendiam o que se falava na frente delas. Parecia difícil, pois acrescentavam no final de cada sílaba da palavra, uma sílaba formada com a letra “P” mais o fim da sílaba original. O segredo era falar bem rápido. Olhavam bem nos olhos das meninas moças que passavam e diziam: p-eu-p-a-p-mo-p-vo-p-cê. Elas não entendiam, mas sabiam ser um elogio.
            Muitas pessoas davam a volta, passando pelo passeio do velho prédio da Prefeitura para evitar os fofoqueiros de plantão. Menos Xhosa, um africano respeitado pelos rapazes e que chegara na cidade fazia muito tempo, vindo sabe–se lá de onde. Estudara Contabilidade e era considerado o melhor guarda-livros da cidade. Com seu corpanzil gostava de jogar de futebol e era considerado um becão. Seu casamento com Mara, filha de um professor de Português, causou muita polêmica na cidade, porque ela loura, tinha uma pele muito alva, mais branca do que um copo de leite. Tiveram três filhas e Marcinho foi o primeiro da Candinha a notar que o africano andava não olhando para o chão cheio de buracos das calçadas, mas para o infinito, muito além do Sol. Ou ficava, no seu descanso, na sacada de sua casa a tocar de forma exímia e sensível seu saxafone.
            No Ano Novo de 1974, uma terça-feira, participou de um jogo de futebol na Comunidade dos Ratos, banhou-se por longo tempo como era seu hábito e participou ao lado das filhas e da mulher, de uma linda ceia. Deitaram-se alta madrugada e Mara ainda ouviu as últimas notas do seu sax. Quando acordaram no dia seguinte, Xhosa desaparecera, no que parecia ter sido seu último Réveillon. A mulher se desesperou e o delegado Altair, foi seco e grosso quando conversou com o sogro, dizendo que aquele era um caso que nunca seria resolvido. “Seu” Alípio, gerente do banco avisou que Xhosa deixara uma conta corrente em nome da mulher e das filhas, com uma pequena fortuna. Não deram falta de roupas e nem de objetos pessoais. A única coisa que não foi encontrado em sua residência foi o seu instrumento musical. Mara chorou muito e nunca mais foi a mesma, sempre a esperar seu amado. Mesmo que fosse motivada por um simples boato de que ele teria sido visto em alguma localidade distante.
            No Réveillon de 2000, num sábado, sem mais nem menos, Xhosa desceu na rodoviária da cidadezinha e com mesmo hábito de olhar para o infinito, dirigiu-se para sua casa onde as filhas com os namorados participavam de uma ceia. Chegou tocando no seu saxafone “As times goes by” e numa cena emocionante abraçou-se a mulher Mara e as filhas. E depois abraçou o Papai Noel gigante colocado perto da Árvore de Natal. No meio da comoção ninguém lhe perguntou onde se enfiara por estes longos anos. Apenas Mara notou que o seu Xhosa não envelhecera nada e parecia até mais jovem.
            Depois dos brindes e desejos de um Feliz Ano Novo, de muita comilança, foi para seu antigo escritório de contabilidade e começou a escrever um livro que só foi encontrado por sua família anos depois. Na mais correta língua do pê, ou dos alfaiates, ele descrevia sua vida desde que nascera na África do Sul e sua vinda para o Brasil. Estranhamente não tocava no assunto dos anos em que desaparecera da cidadezinha. Falava isso sim de mundos estranhos no Cosmo infinito de Deus que conhecera depois do seu último Réveillon... Para Silveirinha, repórter de um pasquim chamado “O Clarim”, que olhava as pessoas debaixo de suas grossas lentes de míope, era tudo mentira. Xhosa faria parte de uma gangue sul-africana que fazia tráfico de crianças como descobrira em suas investigações. Para a família ele deixara uma mensagem para sempre na sua língua natal:  Geseende Kerfees en ‘n gelukkige nuwe jaar e que somente a Chacrinha entendeu como Feliz Ano Novo...

Maria Aparecida Francisquini: Feliz 2012!!!!

Maria Aparecida Francisquini: Feliz 2012!!!!: O ano de 2011 está no finalzinho! Nossas expectativas aumentam! Tem muita gente com uma ansiedade imensa, não aguentando mais esperar. Te...

Feliz 2012!!!!


O ano de 2011 está no finalzinho! Nossas expectativas aumentam! Tem muita gente com uma ansiedade imensa, não aguentando mais esperar.  Tem muita gente também, que está tranquila, relaxada, bastante satisfeita. É sempre assim nesta época. Para quem o ano foi bom, o sentimento é de relaxamento, de satisfação. Para quem não foi lá essas coisas, o sentimento é de muita ansiedade, para que ele acabe logo. Domingo já é primeiro de janeiro de 2012! E como sempre acontece, quando começa um novo ano, novas promessas são feitas. E para muitas pessoas, algumas velhas promessas são renovadas! Muitas delas, bastante velhas até! Antigas mesmo! Já estiveram presentes em tantas viradas de ano, que já viraram parte da tradição! Muita gente leva tão a sério seguir a tradição, que além de fazer várias promessas na virada do ano, ainda as repete! São as mesmas, já há bastante tempo! Não foi assim que aprendemos? Que quando o relógio marcar meia noite do dia trinta e um de dezembro, devemos repetir vários rituais, dentre os quais, fazer planos para a nossa vida, para o ano novo. Muito bom isso. Muito boa, a nossa crença na possibilidade de renovação. Acreditar que a passagem de um ano para o outro, pode realmente significar um novo recomeço.  Uma oportunidade na nossa vida, de deixarmos para trás o que foi ruim, insatisfatório, e poder refazer, recomeçar... A sensação que muitos de nós temos, é que, ao fim de um ano, o ciclo se fecha, e o novo ano chega. Totalmente novo!! Novíssimo, com um gostinho de renovação, com a certeza de uma nova etapa na nossa existencia! E vem para reforçar em cada um de nós, o desejo comum de melhorar! Em vários âmbitos da vida! Tem gente que deseja mais saúde, mais dinheiro, um novo emprego, um novo amor, enfim, muitos desejos, cada um para atender aos anseios de se viver melhor. Que bom que a vida é assim! Que bom que enquanto estamos vivos, por mais desânimo que às vezes sentimos, sabemos que sempre vão existir outros dias, outras semanas, outros meses, outros anos. Ou seja, outras possibilidades e novas oportunidades! E acredito que justamente por esta ponta de esperança presente em todos nós, é que, apesar de tantas chateações que às vezes nós passamos, não desistimos! Temos uma força imensa para superar e não desanimar! Acreditamos! Desejamos Feliz Ano Novo! Ter esperança é sempre saudável, pois funciona como um reforço para seguirmos na nossa vida!! Sonhar é muito bom. Vários grandes feitos se tornaram realidades, após alguém um dia, sonhar em realizá-los. Mas, apenas sonhos, esperanças e promessas, não bastam. Claro que ajudam, pois a esperança de concretizar, serve de estimulo para a ação, nos deixa mais animados.  Mas apenas ajudam. A realização acontece, mediante movimentos, ações concretas, no dia a dia. Vamos aproveitar o começo de um ano novo, e realmente inaugurar um mundo novo, onde tudo que é bom seja perpetuado e continue a existir, e substitua gradativamente tudo que nos faça mal, e que provoque mal a quem nos rodeia! Vamos sempre nos lembrar do quanto podemos realizar juntos, cada um fazendo a sua parte e colaborando para um mundo realmente melhor! Na passagem do ano, quando substituímos o número no calendário, quem sabe, aproveitamos e mudamos também pelo menos um pouco, algumas atitudes egoístas que todos temos? Que tal, por exemplo, tirarmos a venda que tantas vezes usamos nos olhos, e passarmos a realmente enxergar o outro, substituindo o nosso egoísmo, pela capacidade de nos colocarmos no lugar dele? Que o desejo de viver numa sociedade pacífica, fraterna, onde sempre poderemos ter a certeza e a tranquilidade de que seremos respeitados e valorizados, enquanto seres humanos, cresça de tal maneira, que transborde além de nós, e se materialize através de atitudes em todos os dias da nossa vida! Aproveite o inicio do ano novo, para repensar sua vida, e começar de verdade a fazer os movimentos necessários, para realizar as promessas que você se fez na passagem do dia 31 de Dezembro, para o dia 1° de Janeiro. Renove, recomece, trilhe uma nova estrada. Ou repita,continue,ande mais na mesma estrada. Faça o que julgar necessário, para viver de verdade! Só não se contente em passar pela vida, apenas sonhando... FELIZ 2012!!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ensaio sobre o Ensaio sobre a Cegueira: a leitura de Saramago à luz das reflexões frankfurtianas

Resumo:

Determinados conceitos trabalhados no campo filosófico são de grande valia para o literário também. A partir de tal premissa, o presente ensaio tem por objetivo principal pensar a responsabilidade do escritor da narrativa, bem como da literatura pensada como arte, a partir dos conceitos de engajamento (ADORNO) e leitura alegórica (BENJAMIN). Para tal, utilizar-se-á a leitura/interpretação de Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, a fim de relacionar suas provocações com tais reflexões frankfurtianas.

Palavras-chave: engajamento; leitura alegórica; escritor.

Ensaio sobre o Ensaio sobre a Cegueira: a leitura de Saramago à luz das reflexões frankfurtianas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Correio da Partes: Afinal, o salário é motivador?

Correio da Partes: Afinal, o salário é motivador?: Comentário do artigo " Afinal, salário é fator motivador?" Bem, salário, a prática de reconhecimentos e outras premiações materiais são, a ...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Artigo: Relacionamento interpessoal

Relacionamento interpessoal
“Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”
Profº Marcelo Veras
foto Arquivo Pessoal
 
Por Marcelo Veras*

Com este artigo, inicio um novo ciclo de reflexões sobre mais uma competência comportamental que, como se diz por ai: “desde que o mundo é mundo”, tem ocupado uma posição de destaque entre as competências responsáveis pelo sucesso de pessoas na vida pessoal e profissional. É o famoso Relacionamento interpessoal.

Como um belo exemplo de pessoa tímida, caseira, que não gosta muito de eventos sociais e que não nasceu com o chip das pessoas bem relacionadas que têm a almejada virtude de fazer amigo até em fila do cinema, eu acreditava (equivocadamente), por muito tempo, que se fizesse o meu trabalho bem feito, no prazo e com qualidade, o meu futuro estaria garantido. Profundo erro, descoberto logo nos meus primeiros anos de carreira.

Confesso que sofri muito quando vi pessoas que considerava bem medianas obtendo êxitos e alçando voos bem altos devido a uma belíssima capacidade de se relacionar bem. Devo confessar que – por muitas vezes – atribuí a estas pessoas o apelido de “puxa saco” ou engrossei o coro que defendia que este pessoal só se dava bem porque eram “políticas demais”. Mas que “se espremesse, sairia pouca coisa!“

Com o tempo, a idade e principalmente depois da pesquisa que conduzimos na ESAMC com líderes empresariais, vi que esta competência é muito mais simples e “honesta” do que vislumbrava. Abandonei as teses que hoje constam nos livros sobre Networking e passei a ver esta competência como algo mais nobre e menos hipócrita do que se vende por aí.

A definição mais moderna e que deu esta nova visão é: Capacidade de interagir e de criar rede de contatos de forma construtiva. Esta simples frase, se compreendida no seu texto e contexto, pode fazer uma revolução na carreira de uma pessoa. Para isso acontecer, duas premissas devem ser observadas. Veja se você consegue atendê-las. Caso contrário, nem valeria a pena ler os meus próximos seis artigos, porque elas serão a base para o desenvolvimento da mesma.

1 – Acreditar que bons relacionamentos representam o ativo mais importante que uma pessoa pode ter. Bons relacionamentos geram negócios, amizades, promoções, apoio, ajuda em momentos difíceis e alegrias.

2 – Acreditar que é possível, independente das suas características de personalidade, construir e desenvolver uma rede de contatos baseada no crescimento mútuo.

Se você comprar, pelo menos por hora, estas duas “verdades”, ficarei feliz porque você vai colher bons frutos no médio e longo prazo com o desenvolvimento desta competência. Além disso, verá que é muito legal fazer um tipo de “poupança” que poucos fazem: a “poupança dos apoios formais e informais”. Quem tem esta conta no banco, raramente se vê em um mato sem cachorro e sempre terá o apoio que precisa para os seus projetos.

Como de costume, vou tratar desta competência com base nos seus atributos, aquelas habilidades que tangibilizam a mesma no dia a dia. Posso citar: Gostar e ter interesse de se relacionar, Montar uma rede de contatos, Desenvolver e perenizar a rede de contatos montada, Interagir com a rede de forma construtiva e preocupado(a) com o crescimento do outro, Saber ouvir e, por último, Possuir empatia. São seis atributos. Seis habilidades que vão exigir alguma disciplina e o investimento de algum tempo, dinheiro e energia. Mas, garanto, este investimento tem um dos maiores retornos que já vi até hoje.

Por hoje, fique com a frase de destaque: “Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”. Pense nela. Reflita sobre as pessoas que você conhece e conheceu. Analise casos de pessoas próximas a você que, devido aos seus relacionamentos, conseguem atalhos importantes na carreira e na vida. Será que isso é mesmo uma anomalia de incompetentes ou uma virtude de inteligentes? Até o próximo.

*Vice-presidente Acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira do MBA da ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

Artigo: Relacionamento interpessoal

Relacionamento interpessoal
“Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”
Profº Marcelo Veras
foto Arquivo Pessoal
 
Por Marcelo Veras*

Com este artigo, inicio um novo ciclo de reflexões sobre mais uma competência comportamental que, como se diz por ai: “desde que o mundo é mundo”, tem ocupado uma posição de destaque entre as competências responsáveis pelo sucesso de pessoas na vida pessoal e profissional. É o famoso Relacionamento interpessoal.

Como um belo exemplo de pessoa tímida, caseira, que não gosta muito de eventos sociais e que não nasceu com o chip das pessoas bem relacionadas que têm a almejada virtude de fazer amigo até em fila do cinema, eu acreditava (equivocadamente), por muito tempo, que se fizesse o meu trabalho bem feito, no prazo e com qualidade, o meu futuro estaria garantido. Profundo erro, descoberto logo nos meus primeiros anos de carreira.

Confesso que sofri muito quando vi pessoas que considerava bem medianas obtendo êxitos e alçando voos bem altos devido a uma belíssima capacidade de se relacionar bem. Devo confessar que – por muitas vezes – atribuí a estas pessoas o apelido de “puxa saco” ou engrossei o coro que defendia que este pessoal só se dava bem porque eram “políticas demais”. Mas que “se espremesse, sairia pouca coisa!“

Com o tempo, a idade e principalmente depois da pesquisa que conduzimos na ESAMC com líderes empresariais, vi que esta competência é muito mais simples e “honesta” do que vislumbrava. Abandonei as teses que hoje constam nos livros sobre Networking e passei a ver esta competência como algo mais nobre e menos hipócrita do que se vende por aí.

A definição mais moderna e que deu esta nova visão é: Capacidade de interagir e de criar rede de contatos de forma construtiva. Esta simples frase, se compreendida no seu texto e contexto, pode fazer uma revolução na carreira de uma pessoa. Para isso acontecer, duas premissas devem ser observadas. Veja se você consegue atendê-las. Caso contrário, nem valeria a pena ler os meus próximos seis artigos, porque elas serão a base para o desenvolvimento da mesma.

1 – Acreditar que bons relacionamentos representam o ativo mais importante que uma pessoa pode ter. Bons relacionamentos geram negócios, amizades, promoções, apoio, ajuda em momentos difíceis e alegrias.

2 – Acreditar que é possível, independente das suas características de personalidade, construir e desenvolver uma rede de contatos baseada no crescimento mútuo.

Se você comprar, pelo menos por hora, estas duas “verdades”, ficarei feliz porque você vai colher bons frutos no médio e longo prazo com o desenvolvimento desta competência. Além disso, verá que é muito legal fazer um tipo de “poupança” que poucos fazem: a “poupança dos apoios formais e informais”. Quem tem esta conta no banco, raramente se vê em um mato sem cachorro e sempre terá o apoio que precisa para os seus projetos.

Como de costume, vou tratar desta competência com base nos seus atributos, aquelas habilidades que tangibilizam a mesma no dia a dia. Posso citar: Gostar e ter interesse de se relacionar, Montar uma rede de contatos, Desenvolver e perenizar a rede de contatos montada, Interagir com a rede de forma construtiva e preocupado(a) com o crescimento do outro, Saber ouvir e, por último, Possuir empatia. São seis atributos. Seis habilidades que vão exigir alguma disciplina e o investimento de algum tempo, dinheiro e energia. Mas, garanto, este investimento tem um dos maiores retornos que já vi até hoje.

Por hoje, fique com a frase de destaque: “Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”. Pense nela. Reflita sobre as pessoas que você conhece e conheceu. Analise casos de pessoas próximas a você que, devido aos seus relacionamentos, conseguem atalhos importantes na carreira e na vida. Será que isso é mesmo uma anomalia de incompetentes ou uma virtude de inteligentes? Até o próximo.

*Vice-presidente Acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira do MBA da ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

artigo: TUDO O QUE VOCÊ QUER OUVIR DE VERDADE,


TUDO O QUE VOCÊ QUER OUVIR DE VERDADE, POR MARLI GONÇALVES
Preparei uma listinha básica de coisas para desejar agora, para mim e para você, esperando que esta mensagem lhe encontre onde estiver. Mesmo que não a leia jamais, mesmo que ela fique presa na caixa de spams, mesmo que você nem me conheça. A esta altura da vida já descobri que nenhuma felicidade pode ser completa, se não fizer a alegria de mais alguém e que não custa nada tentar


Feliz Natal. Jingle Bells! Feliz Ano Novo. Pronto. Dito o geral, sei bem que cada um de nós tem desejos bem particulares que gostaria de poder pedir ao Papai Noel, mas só se este existisse, o que você já deve ter descoberto que não é bem verdade. Como a moda agora é compartilhar tudo, bem, preparei uma lista de itens que não podem faltar neste finzinho de ano, junto com a boa comida, bebida, o sorriso e abraço franco de quem a gente ama.

Queria mesmo, para começar, ter o dom e poder dizer tudo o que você quer ouvir. E que você fale e seja compreendido pelos seus.

Você pode e deve sonhar por um mundo melhor, por uma vida melhor. Porque não?

Você merece. Às vezes é tão pouco o que no seu íntimo deseja que ninguém acreditaria, mesmo se contasse.

Onde estiver, quero que respire o ar puro como o das montanhas. Sinta a brisa do vento como o que bate quando caminhamos leves e soltos numa praia, preferencialmente tranquila, deserta, calma, mas com pelo menos uma barraquinha para a água de coco gelada, o peixe fresquinho, uns camarõezinhos fritos, quiçá uma lagosta. E caso esteja mesmo nas montanhas, dias lindos, cheiro de relva. Se chover, que nada alague. Que ela seja bem refrescante, como era quando éramos crianças e gostávamos de chapinhar na água, ficar debaixo dela, levar bronca depois.

Se viajou, se viajar, uma viagem segura e tranquila. E se houver perrengues pelo caminho - sabe como é - que os resolva de forma bem humorada, sem perder a razão. Que os caminhos levem e tragam você de volta ainda melhor do que foi.

Sei o quanto queria que sua família pelo menos - vá lá - se entendesse, para poder continuar pensando nela como uma família, algo bom. Se tem filhos, que estes tragam mais alegrias do que preocupações, e que eles percebam que mesmo quando erra o faz por amor demais. Talvez até eles tragam outros filhos, e uma segunda chance de ver crescer uma pessoa íntegra, que faça a diferença no futuro, quando não mais estaremos aqui.

Espero que tenha por perto alguém em quem possa confiar, confiando a esse eleito até alguns entre tantos segredos que carrega e às vezes chegam a pesar sobre seus ombros. Que nem agora, nem nunca, seja traído, para não saber jamais a imensa dor que isto causa, para não ter jamais de passar a desconfiar de tudo e todos a partir daí. Para jamais temer o abandono. Para nunca conhecer o terrível silêncio e vazio que se segue ao ver alguém lhe virar as costas quando mais precisa.

Que possa comprar, senão tudo, algumas das coisas que cobiça e que farão - por mais bobas - o seu dia a dia melhor, mais confortável ou divertido. E que ainda sobre algum, para presentear e ver a alegria que dá atender ao sonho de outros, mesmo os pequeninos.

Que ocorra uma mágica de Natal, um bom milagre, à mesa: que tudo esteja ótimo, com bom tempero, fartura. E que você possa comer sem engordar, sem ter problemas, nem com o sal nem com o açúcar, nem com o álcool em boa medida, como se momentaneamente sua pressão e seu índice de açúcar acabem de ser decretados normais e regulares, e assim fiquem por bom tempo. Que possa ainda beber sem tontear, pelo menos nem tanto para fazer besteiras das quais se arrependeria. Que seu coração palpite no ritmo da boa música que haverá de estar tocando, suave, em volume e em ritmo.

Que sua memória reviva todos os que puder lembrar, e que as lembranças sejam as melhores e possam levar luz e elevação para os seus espíritos. Ou, no mínimo, se for cético, que estas pessoas possam realmente ter mantido suas inscrições no livro de sua vida.

Que na noite de Natal você possa também falar de si próprio, contar as façanhas pelas quais passou, e ser ouvido atentamente. Que ouça delícias de seu amor, ao pé de ouvido, as palavras que sempre espera sejam ditas.

Que possa brilhar como uma estrela na ponta de uma árvore, de verdade, no céu, ou de Natal, em sincronia colorida, como as luzinhas que fazem brilhar os nossos olhos nos enfeites.

Que me queira bem.

São Paulo, iluminada, últimos dias de 2011, e toda esperança nos dias que seguirão.


(*) Marli Gonçalves é jornalista. Pena que o Natal também nos deixe tristes. Pena que não possamos fazer tudo acontecer tanto como gostaríamos.

mensagem

Prezado amigo(a),

Deus existe sim, basta olharmos os rostos daqueles que sofrem injustiça
Olharmos o sentimento de partilha que existe em cada ação dos homens e mulheres
Sentirmos o ombro amigo para podermos lamentar nossas dores, tristezas e alegrias
Deus existe, em nossas orações para todos
Que esta luz divina seja um espelho para todos neste tempo natalino
Que a paz de Cristo possa ser a nossa meta no ano que se inicia
E, acima de tudo, continuemos a lutar por dias melhores
Pela vida, contra as injustiças,
Feliz Natal e Ano Novo de muitas realizações.





Dhiogo Caetano 

Poesia


A VIDA DE QUEM MORRE E A MORTE DE QUEM VIVE
Nazaré, 28-04-1974

O moleque corria
Pela estrada abaixo.
Ia chatear as mulheres,
Que iam apanhar água
Numa fonte distante,
Para matar a sua sede.

O moleque muito atrevido,
Levantava-lhes a saia
E nada via,
Exceto pernas.

Perna ele tinha,
Via a qualquer hora.
O moleque queria
Era ver outra coisa.
Não sabia o que,
Não sabia explicar,
Não entendia dessas coisas.

Certa vez o moleque,
Andando pelos matos
Viu o que desejava.
Viu uma mulher nua.
Escondeu-se entre os arbustos
E se pôs a observar.
Sentia medo
Mas, era atraído por ela.
Talvez achasse esquisito
Mas, digno de olhar.
Quando sem esperar,
A mulher o descobriu                                                                                                          
E a ele chamou.
E o moleque foi lá,
E a mulher o abraçou,
E o moleque viveu,
E o marido chegou,
E o revolver puxou,
E o moleque morreu.

Morreu sim!
E que morte!
Morreu conhecendo a vida,
Que foi uma glória
Para um moleque como ele,
Que viveu conhecendo a morte,
Que morreu conhecendo a vida.

Poesia


POR AMOR A NÓS

Se você está sofrendo,
Carregando a sua cruz,
Lembre-se, querido amigo,
Que o mesmo fez Jesus.

Jesus, o divino mestre,
O mestre iluminado,
Nos deu exemplo tão grande,
Carregando em suas costas,
Um madeiro tão pesado.

Jesus,
O divino mestre cheio de amor e carinho,
Nascido numa manjedoura,
Abençoa os pobres e pequeninos.

O Cristo pregando amor,
Pregava evolução,
Ensinando as criaturas,
A falar com coração.

Amor! Palavra tão doce,
Que doçura igual não há!
É o que Cristo pregava,
Para o povo se salvar.

Temos, pois, que retirar do peito,
Ódio, revolta, tristeza,
Para colocar no lugar, amor,
Esta sublime beleza.

Natal!



Época em que, muitas pessoas naturalmente, outras automaticamente (levadas pela magia do espírito natalino, ou talvez pelos apelos das propagandas), deixam aflorar sentimentos, que no decorrer do ano ficaram esquecidos ou mesmo reprimidos.

A solidariedade, a fraternidade, o comportamento gentil, muitas vezes aparecem em pessoas que, em outra época do ano, são constantemente egoístas, individualistas e arrogantes.

Que bom, se ao longo do ano, mais pessoas se comportassem como nesta época! Que maravilha, se estas pessoas perdessem o medo e a vergonha de serem boas, honestas, fraternas, solidárias e gentis. Que mundo realmente melhor, poderíamos ajudar a construir..

Se os pais, que apesar de todos os compromissos, fizessem como fazem nesta época, quando arrumam um tempinho para comprar o presente do filho, e ao longo do ano, arrumassem também um tempinho para darem atenção para estes filhos!

Se os casais que trocam presentes, trocassem ao longo do ano, gestos e palavras carinhosas!

Se a alegria com que tantas famílias preparam e comemoram a festa do Natal, se incorporasse à rotina, e em todas os dias do ano, as pessoas se abraçassem mais, distribuíssem mais sorrisos, fossem afetuosas naturalmente!

Se as confraternizações em locais de trabalho, não se restringissem meramente a uma comemoração de final de ano, mas fossem extensivas a todos os dias! 

Não desisto de desejar, que este espírito de generosidade que aflora em boa parte da humanidade nesta época do ano crie raízes profundas e se torne uma árvore frondosa e frutífera durante o ano inteiro, e em todos os anos...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Terceira história



A primeira história do Santos FC começou a ser contada em 1935, quando o Alvinegro conquistou seu primeiro Campeonato Paulista!
Ele já vinha incomodando os “grandes” da capital desde sua fundação e tinha uma característica diferenciada: não era time formado por colônia.
Sua segunda história, a mais brilhante até agora, começo a ser escrita em 1955, “carimbando” a faixa do campeão do IV Centenário, ganhando seu segundo título paulista e iniciando uma fase tão maravilhosa, que pode se dizer que só não ganhou todos os títulos que disputou porque preferiu correr o mundo, divulgando o futebol-arte!
Aliás, foi nessa fase que o futebol brasileiro perdeu o “complexo de vira-lata”, expressão cunhada por Nelson Rodrigues.
O time que começava com Gilmar, no gol, e terminada com o ataque mais temido da história do futebol: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe encantou o mundo, sendo o primeiro time que não era de capital a conquistar títulos importantes, tendo como ápice as Libertadores da América e Mundiais de 1962 e 63.
Será que as pessoas têm real noção do que isso significou e significa para o futebol brasileiro!
Obviamente, futebol - ainda mais para os brasileiros! - é pura paixão! Assim, as torcidas adversárias nunca darão o merecido valor às conquistas dos adversários, mesmo que esses tenham tantos diferenciais como é o caso do Santos FC.
Prova disso é que um antigo e anacrônico comentarista esportivo dos anos de 1970 - que entendia tanto de futebol que teve que passar “máquina zero” na cabeça, ao vivo, na TV, por ter perdido aposta em que afirmara que Mirandinha, do São Paulo, não marcaria gol no Palmeiras -, logo após Pelé parar sentenciou: “O Santos acabou!”.
De fato, o Alvinegro “pisou no freio” por algum tempo. Mesmo assim, conquistou alguns títulos de expressão em 1978, 84, 97 e 98.
E a terceira história?
Bem, esta começou a ser escrita em 2002, com o fantástico título brasileiro, que teve Diego e Robinho como protagonistas.
E para acabar de vez com o discurso batido dos adversários, de que “o Santos vivia de passado”, vieram mais um brasileiro, 2004; dois bicampeonatos paulistas: 2006/07 e 2010/11; a Copa do Brasil de 2010 e, enfim, a terceira Libertadores da América, ápice, até o momento, da geração de Neymar e Ganso.
É verdade que tomamos um “vareio” do Barcelona, para alegria dos adversários do Alvinegro. O Santos jogou com medo! Neymar, Ganso e Borges foram uma pálida imagem do que normalmente fazem, enquanto Messi & Cia. fizeram a apoteose do futebol, fazendo jus a tudo que se fala do fantástico time catalão.
Eu esperava muito mais do Alvinegro, não nego. No entanto, quem poderá negar os méritos que levaram o Santos à final do Campeonato Mundial Interclubes? Ou que o Alvinegro é um dos maiores times da história do futebol brasileiro?
Futebol é paixão e não dá para esperar racionalidade do torcedor apaixonado. Mas, a história não é escrita pela paixão...
Parabéns, Barcelona! Mas, em qualquer tempo, Santos, sempre Santos!

MANHÃ DO DIA 15/12/2011 NA UNIDADE DE SAÚDE 24h.






UNIDADE DE SAÚDE 24 HORAS DO BOA VISTA_MANHÃ DE 15/12/2011. MUITO OBRIGADA!

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As ações do PROJETO DE LEITURA CRIANÇA FELIZ acontecem sempre com o objetivo de alegrar a criança com o gosto pelo livrinho de literatura. Na manhã do dia 15 de dezembro estivemos em uma UNIDADE DE SAÚDE! De acordo com a equipe de funcionárias que nos atendeu, o gesto de levar algo para as crianças que estavam na sala de espera foi visivelmente AMENIZADOR DE SOFRIMENTO!

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As crianças receberam o livrinho de literatura "TIGER, a Tartaruguinha de Estimação", (da autora Claudia Ivanike) e uma tartaruguinha de brinquedo movimentada à corda. Uma GRAÇA! Tudo isso é possível com a permissão de DEUS, com a solidariedade de muitas pessoas! O PROJETO DE LEITURA CRIANÇA FELIZ agradece a participação de todos os amigos e deseja um excelente final de ano! PARTES MIRIM.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O DIA NASCEU FELIZ!



O Santos FC foi ao Japão com uma tarefa obrigatória e não tão simples, como alguns poderiam crer e o Internacional sentiu na pele: vencer a semifinal!
Essa tarefa tornou-se ainda mais complexa quando seu adversário foi definido: o campeão japonês, que conta com três brasileiros: dois dentro e um fora de campo.
A torcida santista surpreendeu, comparecendo em grande número ao estádio, apesar da maratona que deve ter sido a viagem e do frio.
Um torcedor rival, num programa de rádio, demonstrando uma solene dor de cotovelo, além de sérios problemas de visão e raciocínio, “tirou onda” do Santos, dizendo que, se o Alvinegro da Vila for campeão, talvez consiga mais uns cinco torcedores... A resposta do apresentador foi perfeita: “Se maior torcida fosse garantia de título, a China seria campeã de tudo!”.
Francamente, o que importa é aonde a gente chega por méritos! E o Santos está lá com todos eles, dentro e fora de campo!
E assim foi que, superando o nervosismo da estreia e o fato de jogar contra um time da casa, o Alvinegro conseguiu uma bela vitória coletiva, mostrando que Neymar é muuuuito importante, mas que tem companheiros que também sabem resolver.
É importante destacar que o Kashiwa Reysol não tinha nada de bobo, pois passar pelo Monterrey não era tarefa tão fácil. Nelsinho arrumou bem o time, com destaque para o lateral direito Sakai, autor do gol japonês e pretendido pelo Santos.
Nenhum dos gols do Alvinegro foram frutos da inocência da defesa adversária, mas da competência de Neymar e Borges, em abrir espaços mínimos para o arremate, em meio à forte marcação nipônica; e de Danilo, cobrando falta com perfeição, mostrando uma habilidade que ainda não era destaque em seu currículo.
Tivemos, ainda, bolas na trave e outros lances agudos, embora nossa defesa tenha voltado a inspirar preocupação.
Não dá para esconder que Durval, na lateral esquerda, é uma improvisação; e que Leo, vindo de contusão, talvez não aguente o “tranco” de 90 minutos contra o temível Barcelona. Adriano também faz falta num meio de campo onde Henrique não brilhou, Elano pouco apareceu e Ganso tem lampejos, mas ainda não está em plena forma.
Agora, passada a obrigação inicial - cumprida com méritos! -, o Santos tem pela frente a uma luta tipo Davi e Golias, uma missão quase impossível: vencer o Barça! A menos que o Al-Sadd promova a maior zebra da história do futebol mundial!
Mas, já que estamos falando de Davi e Golias, é bom lembrar que o Qatar fica por perto de onde essa história aconteceu...
Qual o segredo para vencer o Barcelona?
Não tem novidade desde que existe o futebol: marcar mais gols do que leva!
Para isso, no entanto, é preciso ter muita concentração, espírito coletivo, fé e, aproveitando a período pré-natalino, lembrar que só peru morre na véspera ou quando o jogo é na Argentina.
Kashiwa 1 x 3 Santos: o jogo foi na Terra do Sol Nascente, mas, foi aqui que o dia nasceu feliz!
Que venga el Barça! Ou não...