segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
TEXTUALMENTE PARANORMAL
(Autor: Antonio Brás Constante)
Todo escritor tem múltiplos universos, repletos de idéias dentro de si. Várias linhas de pensamentos atemporais que se conjuminam em curiosos contatos entre os seres saídos direto da ficção com os recônditos da mente de quem os escreve.
Foi numa dessas explosões de pensamentos e mundos que surgiu Odete. Uma dançarina francesa e desempregada do século XVIII, que ganhava a vida exercendo funções desinibidas, como um exercício de profissão em locais do baixo meretrício.
Apesar de ser francesa e eu brasileiro, graças a uma fusão textual e milagrosa, conseguimos nos entender perfeitamente. Ela gostava de falar, de narrar os episódios de sua vida, enquanto eu anotava tudo mentalmente (dentro do possível), já que Odete ficava fazendo cócegas no meu subconsciente com uma pontinha inexistente de seu dedão do pé.
Ela falou de todos os problemas que lhe atormentaram, bem como da felicidade em saber que eles já não existiam mais, pois o tempo (se passaram alguns séculos desde o seu ultimo e derradeiro suspiro), cura todas as chagas que a vida, sem aviso, abre em nossos corações.
De repente Odete se cala, me deixando seguir pensando sozinho a passos rápidos para uma ala desconhecida de minha consciência. Chegando lá, ela marca novamente sua presença através de meus sentidos, começando a dançar ao som de uma agitada rumba, cuja melodia até então eu desconhecia completamente.
Odete não demonstra qualquer preocupação com minhas dúvidas, partindo dali ao ritmo de seu próprio gingado. Outra vez me encontro sozinho entre o aqui e o ali. Entre a fantasia e a realidade. O reino da ficção é um ponto de parada com tamanho infinito e incerto. Porém, antes que minhas divagações pudessem ficar complexas demais para se escrever, ou profundas demais para se ler, Odete volta rodopiando com a leveza dos ventos da mais pura fantasia.
Ela chega como uma verdadeira cigana, pegando em minha mão e me puxando para cima de um tablado invisível, em total sintonia com o impossível. Mas, como até mesmo em textos estranhos nem sempre tudo são flores, sem o menor aviso o tempo fecha (traduzindo: um grande problema se aproxima com jeito de poucos amigos), o nome do problema tem o som de algo parecido com gergelim, Gengiskan ou gengivite. É o tipo de problema que gosta de chegar arrebentando tudo. Travando verdadeiras guerras mediúnicas, que causam seqüelas irreparáveis que repercutem até mesmo no mundo real (algo bem pior do que ficar com o cabelo despenteado).
Odete, percebendo o perigo, some em uma cortina de fumaça verde-esmeralda. Para evitar problemas eu sigo o exemplo dela (sem deixar qualquer rastro de fumacinha que possa me comprometer), encerrando o contato com os infinitos e múltiplos outros mundos, e abandonando à caneta que termina sozinha este texto, deslizando tranqüila sobre um papel timbrado com o símbolo extraído no âmago da retina de sua própria percepção e usando como tinta a imaginação...
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
sexta-feira, 27 de março de 2009
Governança corporativa: uma questão de sustentabilidade
Roberto Gonzalez *
Nenhuma empresa pode afirmar ter comunicação empresarial efetiva se não permite à sociedade ter acesso às informações relevantes de seu próprio desenvolvimento.
Desde os primórdios da Revolução Industrial, o tema gestão passou a ser obrigatório. Com a formação das primeiras grandes companhias industriais, a discussão sobre as melhores condições de trabalho cresceu.
A Guerra de Secessão dos Estados Unidos (1860-1864) teve um forte impacto nas relações humanas e nas estruturas empresariais agrárias e urbanas: o Norte, industrializado, necessitava de trabalhadores assalariados; o Sul, agrícola, contava com mão-de-obra basicamente escrava. Nessa região, por óbvias razões, não existia o debate sobre o papel econômico e social das fazendas ou 'empresas rurais'.
Enquanto isso, o Norte já discutia o papel social que as estradas de ferro e as indústrias poderiam desempenhar. Notou-se que os habitantes desses estados estavam mais expostos à educação e ao conhecimento. Podemos afirmar que foram as empresas que contribuíram para o desenvolvimento socioeconômico dessa região, mesmo que neste início poucos promovessem a valorização profissional dos trabalhadores.
A formação dos primeiros sindicatos, por sua vez, deu início ao debate sobre a qualidade de vida no trabalho, ainda que naquela época ninguém soubesse qual a real dimensão de questões como diminuição da jornada, direito à alimentação, benefícios e outros.
Quando os sindicatos se consolidaram, por volta da década de 1960, nos Estados Unidos e na Europa começaram a surgir com muita força as ONGs. Muitas foram criadas para cobrar das empresas boas relações com a comunidade, especialmente no que dizia respeito a questões socioambientais.
Na mesma época, em todo o mundo, começaram a surgir leis específicas, com o objetivo de regulamentar as relações entre empresas e a sociedade. O movimento ficou ainda mais forte nas décadas subseqüentes, quando também foram criadas diversas instituições de defesa dos interesses do consumidor.
Seguindo essa tendência, os investidores que inicialmente entregavam seus recursos, interessados unicamente no retorno financeiro e sem a preocupação de como a empresa atuaria para atingir esse objetivo, começaram a alterar suas posturas.
Tornou-se óbvio para todos que organizações com péssimas relações trabalhistas apresentavam um passivo enorme, menor produtividade e baixa motivação, o que refletia negativamente nos resultados operacionais. Além disso, empresas que poluíam o meio ambiente comprometiam o resultado financeiro da organização, graças às autuações dos órgãos reguladores e à própria atitude dos clientes.
Assim nasce o conceito de governança corporativa, em que as relações de uma empresa com todos os seus públicos estratégicos são fundamentais para a execução de uma boa gestão. Essas idéias foram compiladas no final do século XX.
Em 1992, o Cadbury Committee desenvolveu o primeiro código de orientação das relações entre acionistas e gestores de empresas: The Cadbury Report. Podemos dizer que esse foi o primeiro código de governança corporativa.
A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elaborou, em 1997, o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, com ênfase nas relações da empresa com seus stakeholders.
Desde então, o debate sobre Governança Corporativa só cresceu. E no momento da crise atual amplia-se a discussão sobre estas práticas, além de uma forte reflexão relacionada à agilidade de tomada de decisões que este momento necessita.
No Brasil, em 1995, foi fundado o Instituto Brasileiro de Conselho de Administração (IBCA) mudando, dois anos depois, para Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Começava o debate no Brasil sobre governança corporativa praticamente no mesmo instante que nas nações mais industrializadas.
Em 1999, o IBGC apresenta o primeiro código de melhores práticas de governança corporativa brasileiro, focado unicamente no conselho de administração.
Um grande momento no Brasil foi em 2007 quando a agenda do IBGC foi dedicada a debater a sustentabilidade na visão da governança corporativa e a convergência dos conceitos. O que traz uma reflexão: é possível praticas a governança corporativa sem ser sustentável? Ou ser sustentável sem praticar a governança? Minha reflexão parou na seguinte idéia: não importa se o biscoito vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais. Nessa analogia, o importante é que, ao mesmo tempo, o biscoito seja fresquinho e venda mais. Ou seja, que haja sustentabilidade e governança simultaneamente.
Toda empresa pode ter boas práticas de governança corporativa se adotar procedimentos de transparência, como parte de um sistema estratégico e integrado de comunicação, de forma a facilitar a oferta de informações aos públicos estratégicos. As organizações devem prestar contas de uma forma ágil, eficiente e respeitosa. Ainda, devem não só cumprir à risca toda a estafante legislação nacional, mas também os mais exigentes dispositivos de regulamentação internacionais.
As empresas que desejarem dar um salto de qualidade e cumprir os quatro princípios básicos da governança corporativa transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa devem, com a máxima prioridade, implantar modelos de gestão e programas de comunicação empresarial que poderão garantir a efetividade dos esforços.
* Roberto Sousa Gonzalez é professor da Trevisan Escola de Negócios, diretor de estratégia de sustentabilidade da The Media Group membro do Conselho do Fundo Ethical da Santander Asset Management.
Email: roberto@mediagroup.com.br
A base deste artigo foi extraída do texto publicado pelo autor no livro "Ética na vida das empresas".
Governança corporativa: uma questão de sustentabilidade
Roberto Gonzalez *
Nenhuma empresa pode afirmar ter comunicação empresarial efetiva se não permite à sociedade ter acesso às informações relevantes de seu próprio desenvolvimento.
Desde os primórdios da Revolução Industrial, o tema gestão passou a ser obrigatório. Com a formação das primeiras grandes companhias industriais, a discussão sobre as melhores condições de trabalho cresceu.
A Guerra de Secessão dos Estados Unidos (1860-1864) teve um forte impacto nas relações humanas e nas estruturas empresariais agrárias e urbanas: o Norte, industrializado, necessitava de trabalhadores assalariados; o Sul, agrícola, contava com mão-de-obra basicamente escrava. Nessa região, por óbvias razões, não existia o debate sobre o papel econômico e social das fazendas ou 'empresas rurais'.
Enquanto isso, o Norte já discutia o papel social que as estradas de ferro e as indústrias poderiam desempenhar. Notou-se que os habitantes desses estados estavam mais expostos à educação e ao conhecimento. Podemos afirmar que foram as empresas que contribuíram para o desenvolvimento socioeconômico dessa região, mesmo que neste início poucos promovessem a valorização profissional dos trabalhadores.
A formação dos primeiros sindicatos, por sua vez, deu início ao debate sobre a qualidade de vida no trabalho, ainda que naquela época ninguém soubesse qual a real dimensão de questões como diminuição da jornada, direito à alimentação, benefícios e outros.
Quando os sindicatos se consolidaram, por volta da década de 1960, nos Estados Unidos e na Europa começaram a surgir com muita força as ONGs. Muitas foram criadas para cobrar das empresas boas relações com a comunidade, especialmente no que dizia respeito a questões socioambientais.
Na mesma época, em todo o mundo, começaram a surgir leis específicas, com o objetivo de regulamentar as relações entre empresas e a sociedade. O movimento ficou ainda mais forte nas décadas subseqüentes, quando também foram criadas diversas instituições de defesa dos interesses do consumidor.
Seguindo essa tendência, os investidores que inicialmente entregavam seus recursos, interessados unicamente no retorno financeiro e sem a preocupação de como a empresa atuaria para atingir esse objetivo, começaram a alterar suas posturas.
Tornou-se óbvio para todos que organizações com péssimas relações trabalhistas apresentavam um passivo enorme, menor produtividade e baixa motivação, o que refletia negativamente nos resultados operacionais. Além disso, empresas que poluíam o meio ambiente comprometiam o resultado financeiro da organização, graças às autuações dos órgãos reguladores e à própria atitude dos clientes.
Assim nasce o conceito de governança corporativa, em que as relações de uma empresa com todos os seus públicos estratégicos são fundamentais para a execução de uma boa gestão. Essas idéias foram compiladas no final do século XX.
Em 1992, o Cadbury Committee desenvolveu o primeiro código de orientação das relações entre acionistas e gestores de empresas: The Cadbury Report. Podemos dizer que esse foi o primeiro código de governança corporativa.
A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elaborou, em 1997, o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, com ênfase nas relações da empresa com seus stakeholders.
Desde então, o debate sobre Governança Corporativa só cresceu. E no momento da crise atual amplia-se a discussão sobre estas práticas, além de uma forte reflexão relacionada à agilidade de tomada de decisões que este momento necessita.
No Brasil, em 1995, foi fundado o Instituto Brasileiro de Conselho de Administração (IBCA) mudando, dois anos depois, para Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Começava o debate no Brasil sobre governança corporativa praticamente no mesmo instante que nas nações mais industrializadas.
Em 1999, o IBGC apresenta o primeiro código de melhores práticas de governança corporativa brasileiro, focado unicamente no conselho de administração.
Um grande momento no Brasil foi em 2007 quando a agenda do IBGC foi dedicada a debater a sustentabilidade na visão da governança corporativa e a convergência dos conceitos. O que traz uma reflexão: é possível praticas a governança corporativa sem ser sustentável? Ou ser sustentável sem praticar a governança? Minha reflexão parou na seguinte idéia: não importa se o biscoito vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais. Nessa analogia, o importante é que, ao mesmo tempo, o biscoito seja fresquinho e venda mais. Ou seja, que haja sustentabilidade e governança simultaneamente.
Toda empresa pode ter boas práticas de governança corporativa se adotar procedimentos de transparência, como parte de um sistema estratégico e integrado de comunicação, de forma a facilitar a oferta de informações aos públicos estratégicos. As organizações devem prestar contas de uma forma ágil, eficiente e respeitosa. Ainda, devem não só cumprir à risca toda a estafante legislação nacional, mas também os mais exigentes dispositivos de regulamentação internacionais.
As empresas que desejarem dar um salto de qualidade e cumprir os quatro princípios básicos da governança corporativa transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa devem, com a máxima prioridade, implantar modelos de gestão e programas de comunicação empresarial que poderão garantir a efetividade dos esforços.
* Roberto Sousa Gonzalez é professor da Trevisan Escola de Negócios, diretor de estratégia de sustentabilidade da The Media Group membro do Conselho do Fundo Ethical da Santander Asset Management.
Email: roberto@mediagroup.com.br
A base deste artigo foi extraída do texto publicado pelo autor no livro "Ética na vida das empresas".
Portal Pró-Menino lança 'ECA Comentado'
São Paulo, 26 de março de 2009 O Portal Pró-Menino (www.promenino.org.br), da Fundação Telefônica, acaba de estrear a ferramenta 'ECA Comentado', que traz interpretações de especialistas de diferentes áreas para cada artigo do Estatuto. Oded Grajew, Ruth Rocha, Paulo Freire, Pedro Dallari, Dom Helder Câmara e Antônio Carlos Gomes da Costa são alguns dos autores dos comentários publicados.
Com o intuito de ampliar o número de pessoas que entendam o ECA, o novo serviço do Portal Pró-Menino disponibiliza, online, o conteúdo do livro O Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado, coordenado por Munir Curi, jurista e escritor especializado em direitos da infância e juventude. Além disso, a nova ferramenta 'ECA Comentado' traz comentários de outros parceiros do Portal, como o Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente (Ilanud).
Essa é mais uma das ferramentas do Portal Pró-Menino, que visa contribuir para a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes por meio da correta aplicação do ECA. Estatísticas atualizadas, fóruns de discussões, glossário, colaboração periódica de colunistas especialistas em infância e juventude são alguns dos serviços também oferecidos pelo Portal para que qualquer cidadão não só conheça, mas consiga colocar o ECA em prática no dia-a-dia.
Sobre a Fundação Telefônica
Criada em 1999 com o objetivo de coordenar o investimento social do Grupo Telefônica no Brasil, a Fundação Telefônica completa 10 anos de atuação no País. Nesse período, mais de 5 milhões de pessoas foram beneficiadas direta ou indiretamente com os projetos de desenvolvimento social, que tem como eixos centrais a consolidação dos direitos das crianças e dos adolescentes e a melhoria da qualidade da educação pública. Hoje, seus principais programas são EducaRede e Pró-Menino. A Fundação Telefônica mantém ainda os projetos Memória Telefônica e Voluntários Telefônica.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Edital Pontos de Cultura de Santa Catarina
(Representação Regional Sul do Ministério da Cultura)
Reflexões sobre a crise
Pedro Lessi*
Abstrato ou concreto? O trabalho é angustiante ou sonhador? Como se anticrer em situações de arcaísmos?
O trabalho em época de crise é para os bons de ideias, de tarefas, sem preguiça. O economista americano Benjamin Crawford disse que o pacote novaiorquino tinha 25 dádivas aos emblemáticos políticos "All American". Duelo que acontece naquele país introverte no nosso? Abstratismos que só se realizam de forma inóspita na concretude das demissões. Em época de crise, as ideias precisam florescer para que possamos desvelar o pessimismo, em primeiro lugar, mas tecnologia de informação, venda de informações, estudo, leitura, para se ter ideia. A venda de ideias é mais entusiasmante. O cenário jurídico entra em declínio a partir do momento em que o operador do direito não tiver especialidade de inovar. O problema de nossa cultura jurídica foi e sempre será a nossa subserviência. Você ganha com a crise? Não, eu ganho com a inovação. Se você tem a possibilidade de inverter que a rede de Fast Foods Star Bucks crie uma "line" de mescla de copo que lhe rende em royalties, 0,01 por mescla seja do que for vendido, você tem que florescer. Nosso país também não é dado marcas e patentes num nível mediano.
Se nos parece que a ideia sempre leva à elitização, o que é um erro, portanto, sob esse ponto de vista, a crise é séria. Sob o ponto de vista da crise em si, o cenário jurídico concreto de demissões, vociferações dos direitos é lamentável, pois vem de setores aonde a inovação morreu. As empresas têm que inovar e repensar seu papel de responsabilidade social. Terceiro setor, terceiras forças para repensar seu principal papel no globo que não é o lucro, social geradora do lucro, o resultado. Quanto aos consumidores, à primeira vista, para ser a orientação da cautela a melhor, mas sem o "pique pique" de Ubirajara Martins de Souza com compras certas, seja à vista (a melhor) ou a prazo, dependendo das condições impostas para o mercado.
Quanto à flexibilização de relações trabalhistas ela é tão necessária quanto a inovação. Não se pode mais pensar como o Lula, que o pobre tem que ter três refeições à mesa, o pobre tem que ter educação geradora dessas três refeições. As CGT, CUT e força sindical apenas servem de latifúndio a pontos que ganhem com tais movimentos. Os fechamentos das atividades ou das admissões são um "tiro-no-pé", fazendo com que o demissionário continue na sua mecanização de cultura, sem pensar, sem inovar, sem enfrentar o mercado.
* Pedro Lessi: Sócio-títular de Lessi & Advogados Associados. Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos em 1986. Fundou o Lessi e Advogados Associados. Especializou-se em Direito Civil e Processual Civil. Lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além de atuar no Lessi e Advogados Associados, em 2004 fundou o Instituto Brasileiro de Defesa dos Lojistas de Shopping (Idelos). É especialista em Direito Civil, Família, Tributário e Imobiliário, áreas que está à disposição para conceder entrevista.
Reflexões sobre a crise
Pedro Lessi*
Abstrato ou concreto? O trabalho é angustiante ou sonhador? Como se anticrer em situações de arcaísmos?
O trabalho em época de crise é para os bons de ideias, de tarefas, sem preguiça. O economista americano Benjamin Crawford disse que o pacote novaiorquino tinha 25 dádivas aos emblemáticos políticos "All American". Duelo que acontece naquele país introverte no nosso? Abstratismos que só se realizam de forma inóspita na concretude das demissões. Em época de crise, as ideias precisam florescer para que possamos desvelar o pessimismo, em primeiro lugar, mas tecnologia de informação, venda de informações, estudo, leitura, para se ter ideia. A venda de ideias é mais entusiasmante. O cenário jurídico entra em declínio a partir do momento em que o operador do direito não tiver especialidade de inovar. O problema de nossa cultura jurídica foi e sempre será a nossa subserviência. Você ganha com a crise? Não, eu ganho com a inovação. Se você tem a possibilidade de inverter que a rede de Fast Foods Star Bucks crie uma "line" de mescla de copo que lhe rende em royalties, 0,01 por mescla seja do que for vendido, você tem que florescer. Nosso país também não é dado marcas e patentes num nível mediano.
Se nos parece que a ideia sempre leva à elitização, o que é um erro, portanto, sob esse ponto de vista, a crise é séria. Sob o ponto de vista da crise em si, o cenário jurídico concreto de demissões, vociferações dos direitos é lamentável, pois vem de setores aonde a inovação morreu. As empresas têm que inovar e repensar seu papel de responsabilidade social. Terceiro setor, terceiras forças para repensar seu principal papel no globo que não é o lucro, social geradora do lucro, o resultado. Quanto aos consumidores, à primeira vista, para ser a orientação da cautela a melhor, mas sem o "pique pique" de Ubirajara Martins de Souza com compras certas, seja à vista (a melhor) ou a prazo, dependendo das condições impostas para o mercado.
Quanto à flexibilização de relações trabalhistas ela é tão necessária quanto a inovação. Não se pode mais pensar como o Lula, que o pobre tem que ter três refeições à mesa, o pobre tem que ter educação geradora dessas três refeições. As CGT, CUT e força sindical apenas servem de latifúndio a pontos que ganhem com tais movimentos. Os fechamentos das atividades ou das admissões são um "tiro-no-pé", fazendo com que o demissionário continue na sua mecanização de cultura, sem pensar, sem inovar, sem enfrentar o mercado.
* Pedro Lessi: Sócio-títular de Lessi & Advogados Associados. Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos em 1986. Fundou o Lessi e Advogados Associados. Especializou-se em Direito Civil e Processual Civil. Lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além de atuar no Lessi e Advogados Associados, em 2004 fundou o Instituto Brasileiro de Defesa dos Lojistas de Shopping (Idelos). É especialista em Direito Civil, Família, Tributário e Imobiliário, áreas que está à disposição para conceder entrevista.
PUC-SP oferece curso "Comunicação Interna na Era da Cibercultura"
O conceito de comunicação interna é comumente usado no contexto das organizações empresariais para designar o conjunto de políticas e processos de troca de informação entre diretoria e funcionários, tendo como crença a idéia de que essas relações sociais estão circunscritas em um ambiente delimitado pelo território geográfico e pela configuração física e estável das empresas. Dessa forma, tal conceito pressupõe a existência de uma fronteira separando o ambiente interno da empresa de um ambiente externo a ela, e essa demarcação do espaço é tomada como referência para a ordenação das relações estabelecidas pelas organizações com grupos sociais de interesse.
Entretanto, no contexto contemporâneo é imprescindível considerar as influências da tecnologia digital sobre o modo de vida em sociedade e, por extensão, nas organizações empresariais. São visíveis as transformações culturais decorrentes da superação do espaço, em seu conceito geográfico, e da reconfiguração do tempo, em seu sentido cronológico. A mudança da representação desses dois vetores transformou o modo de vida em fluxo contínuo de informações e imagens, abolindo as fronteiras que tradicionalmente delimitavam as esferas do trabalho e do tempo livre. Por esta razão, cabe refletir sobre as conseqüências que a dinâmica cultural do capitalismo avançado produziu para o conceito da comunicação interna, uma vez que este compõe o ambiente em que se processam as mediações sociais.
Com uma abordagem sociocultural inovadora, o curso "Comunicação Interna na Era da Cibercultura", oferecido pela PUC-SP por intermédio de sua Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (COGEAE), proporciona a oportunidade de uma revisão completa da concepção das práticas de comunicação entre capital e trabalho a partir de uma reflexão crítica sobre situações típicas da cibercultura. Os participantes poderão atualizar os conceitos que orientam as políticas e os processos de comunicação interna, repensando seus repertórios teóricos e suas práticas profissionais.
O programa apóia-se nas teorias sobre o capitalismo avançado, a cibercultura e a comunicação organizacional. Com base nesses três eixos, serão discutidos os pontos de tensão entre o contexto contemporâneo e o modelo predominante de comunicação interna nas organizações empresariais, que ainda atuam referenciadas na idéia do território físico da produção, desconsiderando as mudanças sociais que ocorrem no contexto da cibercultura.
Dirigido a profissionais, pós-graduandos e graduandos nas áreas de Relações Públicas, Jornalismo, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Ciências Políticas, História, Psicologia, Letras, Artes e Pedagogia, o curso tem início em 01 de Abril e aulas sempre as quartas-feiras, das 19 às 22h30 no campus Marquês de Paranaguá Unidade COGEAE Caio Prado, que fica na Rua Caio Prado, 102 Consolação São Paulo.
Mais informações e inscrições: (11) 3124-9600, www.pucsp.br/cogeae e infocogeae@pucsp.br
PROJETO FILMA BRASIL DISTRIBUIRÁ R$ 110 MIL EM PRÊMIOS
Os interessados em produção de filmes curta-metragem têm mais uma oportunidade para mostrar seus talentos cinematográficos. Com o apoio do Ministério da Cultura e o patrocínio da MRS Logística, Instituto Hedging Griffo, Icatu Hartford, Terra Networks e Volkswagen Caminhões e Ônibus, a Muzy Corp, consultoria especializada em projetos culturais, lançará o projeto Filma Brasil, concurso de produção de filmes de curta e média metragens, em formato digital, com foco em produção de conteúdo sobre qualidade de vida. A iniciativa conta também com o apoio da Nextel e Supergasbras.
O concurso, que é nacional, tem como objetivo gerar conteúdo que aborde a "qualidade de vida", fundamental para os portadores de diabetes, e dessa forma, levar educação a todos os pacientes da doença no Brasil. Pessoas físicas ou jurídicas brasileiras de natureza cultural podem fazer as inscrições, que acontecem de Abril e Junho. Para isso, basta acessar o site www.filmabrasil.com , que estará no ar no início do próximo mês.
Os valores dos prêmios são de R$40 mil e R$70 mil para os projetos de curta e média metragem, respectivamente. Para a definição dos dois projetos vencedores serão analisados o cronograma de execução, a viabilidade da produção (captação e finalização em processo digital), além da qualidade artística expressada no roteiro apresentado. A comissão julgadora será composta por profissionais que possuem larga experiência de participação em seleções, júris e outras atividades da área audiovisual.
De acordo com o presidente da Muzy Corp, Jorge Martins Muzy, o Filma Brasil também visa promover o cinema brasileiro, oferecer uma nova opção de fomento para a produção de obras de curta e média metragens nacionais, além de estimular a criação de roteiros para obras. "Este é o primeiro concurso nacional de curtas metragens que vai premiar o melhor roteiro e não uma obra já acabada, o que abre oportunidades para milhares de talentos que não conseguem transformar suas obras em projetos reais pela falta de recursos para produção. Ao realizarmos o projeto FILMA BRASIL, pretendemos atacar exatamente esta dificuldade, oferecendo a garantia financeira para a execução dos projetos. Desta forma, o FILMA BRASIL pretende contribuir para o aumento da capacidade de fomento à produção de curtas e médias metragens brasileiros. Queremos abrir espaço para o surgimento de novos talentos e democratizar o acesso e estes recursos, por meio da realização de concursos mais inteligentes", comenta Muzy.
Diabetes
Estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes mostram que há cerca de 12 milhões de portadores da doença no Brasil, sendo que metade não sabe que tem o problema. Além disso, um levantamento recente feito com 6,7 mil pessoas com diabetes em 10 cidades brasileiras aponta que 75% delas não fazem um controle adequado da doença.
Em função do enorme desafio de levar educação a todos os pacientes brasileiros, Muzy acredita que o Filma Brasil contribuirá para a conscientização e o esclarecimento da população. "Além do tratamento com medicamentos, o paciente precisa incorporar à sua rotina algumas atitudes, como alimentação adequada, prática de exercícios físicos, uso adequado da medicação oral e aplicação correta da insulina e é nesse contexto que entra o projeto Filma Brasil", conta o executivo.
O concurso é uma continuação do projeto Visões da Vida, um circuito gratuito de cinema itinerante à população, realizado no ano passado em 10 cidades paulistas, com a exibição de curtas-metragens e filmes em espaços públicos, ao mesmo tempo em que abordou a importância do cuidado com a saúde.
"Conversas com Arte-Educador"
Nas palestras desse ciclo, arte-educadores convidados apresentam relatos sobre seu percurso profissional e suas pesquisas, gerando novos debates sobre a prática de arte-educação e fornecendo subsídios para projetos na área.
Em 2008, o programa contou com a participação de Paulo Portella, Heloísa Ferraz, Mirian Celeste Martins, Lucimar Bello, Ivone Richter e Iveta Borges. Os encontros estão programados para o período entre março e novembro, sempre no último sábado de cada mês, às 17h30.
João Francisco Duarte Júnior é professor do Instituto de Artes da UNICAMP. Publicou, entre outros, Fundamentos estéticos da educação (Papirus, 2005) e O sentido dos sentidos: a educação (do) sensível (Criar, 2001).
Serviço:
Ciclo de encontros Conversas com Arte-Educador
com João Francisco Duarte Júnior
28 de março
sábado, 17h30
entrada franca (retirar senhas 30 minutos antes)
Centro Universitário Maria Antonia 3º andar salão nobre
Informações
3255-7182 r. 46 educama@usp.br
domingo, 22 de março de 2009
AS INSUPORTÁVEIS GUERRAS QUE SUPORTAMOS
(Autor: Antonio Brás Constante)
Nós, seres humanos, somos animais que se autodomesticaram durante a própria evolução, buscando assim conseguir viver em sociedade. Em nosso dia-a-dia brigamos com nossos medos para podermos viver em paz, criando pretensas ilhas de tranqüilidade para escapar das guerras que nos cercam por detrás de nossas cercas. São tantas essas guerras que muitas vezes nem percebemos sua presença como um ato de guerra, pois em diversos casos elas ganham outros nomes, sendo chamadas, por exemplo, de crises sociais. Porém, independente do nome que tenham, o resultado é sempre o mesmo: morte e sofrimento.
Vamos começar citando a guerra do trânsito. O indivíduo engatilha a primeira marcha do seu carro e sai armado pelas ruas. Onde a imprudência aliada ao veículo faz com que a travessia por cada sinaleira, esquina ou estrada, se transforme em uma espécie de roleta russa. O proprietário compra aquela máquina que tanto lhe fascina, sem se dar conta de seu potencial como arma assassina. Basta engatar a marcha para destravar a arma. E os bons motoristas seguem suas lidas, sem perceberem que a qualquer momento poderão estar tirando uma vida. Não é à toa que morre mais gente no trânsito que em muitas guerras ditas como “oficiais”.
Guerra das drogas, entre elas o álcool, onde o viciado torna-se vítima e algoz das mortes causadas por seus próprios atos, ou inoculando doenças através de seringas compartilhadas. Cada viciado é um prisioneiro que, ao tentar se libertar (de padrões sociais, de problemas existências, do simples ócio, ou da própria consciência), acaba sendo preso pelo elixir mágico que lhe prometia felicidade instantânea como recompensa.
Guerra da violência. A estupidez é a maior munição, sem distinção sobre o grau de instrução, já que muitos seres estudados, gostam de jogar ovos podres pelas janelas de seus suntuosos apartamentos bem situados (procure sobre o assunto e achará tais culpados). Outros preferem espancar de forma selvagem quem consideram ser inferior aos seus conceitos arrogantes (preconceitos dilacerantes).
Guerra da fome (desnutrição) – A guerra silenciosa que mata por falta de pão. Que tira o sorriso de tantos rostinhos inocentes. Que vai definhando pobres corpos até que estejam miseravelmente fracos, ficando expostos por baixo da pele todos os seus ossos. É a morte se sustentando por falta de sustento.
Guerra das doenças – como a AIDS, que gera a morte de muitos que queriam apenas prazer, de muitos que queriam apenas viver, de tantos contaminados sem saber. Guerra contra os mosquitos que subestimamos e que agora estão nos matando, já que o saneamento anda faltando.
Mas, o pior inimigo é fruto soberano de uma simbiose sangrenta, entre o homem e seus sentimentos totalmente desumanos de ódio, ignorância, ganância, egoísmo e intolerância, apenas citando alguns. Se quisermos preservar nossa existência, devemos deixar de lado a indiferença e se engajar na guerra contra todas as guerras, trocando a contumaz escolha de violência, por uma opção de paz.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".
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quarta-feira, 18 de março de 2009
LOST - HUMOR (Achados e bem perdidos).
(Autor: Antonio Brás Constante)
Para os fãs de LOST, foi criada uma comunidade no ORKUT que tem a pretensão de ser uma paródia deste seriado, chamada de “LOST – HUMOR”, e acontece em um prédio onde dezenas de pessoas caem de elevador em uma misteriosa sessão desativada de achados e perdidos. O maior mistério lá é saber como couberam tantas pessoas dentro de um único elevador. A propósito o endereço da comunidade é: www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=58462601
Segue abaixo alguns dos personagens mais conhecidos e devidamente caricaturizados (ou algo assim) para deleite de quem quiser também se perder nestas mal traçadas linhas com trejeitos de humor.
Hello Kate – a gatinha e mocinha do filme, que luta, atira, corre, nada, enfrenta mil perigos sem nunca parar de sorrir. Apesar de ser boa de briga, de ser boa de trilhas, e principalmente, de ser muito boa, ela sempre acaba sendo capturada, para ser salva pelos demais mocinhos (não tão mocinhos) do filme.
Sawyê-yê-yê (James Citroen Picasso, ou Ford, ou Fiat) – Mau-caráter, golpista, gigolô, trambiqueiro e ladrão, com cara de cafajeste, jeito de cafajeste, pinta de cafajeste e até carteirinha do clube dos cafajestes. Com todos estes atributos é considerado um dos mocinhos do filme. Além de exímio lutador e atirador, também é o reprodutor oficial do filme.
Jin Frudo – coreano que não abriu os olhos para o que sua mulher andava fazendo e acabou ganhando um chapéu de corno. Gosta de pescar lambaris enquanto sua mulher prefere os namorados. Umas de suas funções na trama é garantir o emprego do pessoal responsável pelas legendas do filme.
Sun Mio – esposa de Jin. É tão magrinha que quando fica de perfil literalmente some na tela. Tem facilidades com línguas (em todos os sentidos). Por ser filha de um mafioso, alguns acham que ela é uma baita pistoleira.
Jheg – médico, provavelmente veterinário, pois vive se envolvendo com vários tipos de animais, tais como: piranhas, vacas, galinhas, etc. Tem uma coleção de chapéus iguais aos do Jin. Ao contrário dos médicos de verdade, ele não cobra pelas consultas.
Sayd Kih – Trabalhou anos com suporte e comunicação em uma empresa de telemarketing, torturando os clientes que ligavam para lá, sendo o torturador oficial do filme e ganhando assim, uma vaga entre os mocinhos da história (dizem que torturou o roteirista, para conseguir seu papel na trama).
Hurleytão – também conhecido como bolota, rolha de poço, gordão, entre outros apelidos carinhosamente colocados por Sawyê-yê-yê. Seu personagem é realmente uma loucura, tanto que praticamente todos os seus flashbacks se passam em um manicômio.
Locke Hipi-hipi Hurra – Único representante da ala dos carecas no filme. Metido a caçador. Gostava de sair para ir caçar em bailes Funk e boates, onde perseguia lobas e panteras, mas quase sempre terminava a caçada tendo de encarar algum dragão. Foi enganado pela mãe, enganado pelo pai, e até enganado pelo autor do seriado que lhe prometeu uma peruca. Perito em localizar pistas desde os tempos da escola. Chegou a encontrar com facilidade uma pista de corrida e outra de dança ainda no primário.
Ana Policia – Ex-policial, com provável passagem pelo esquadrão da morte. Gosta de interrogar prisioneiros amputando seus dedos. Há quem acredite que pessoas famosas foram interrogadas por ela, como por exemplo: o presidente Lula (alguns indivíduos maldosos poderão dizer que no caso dele o que foi extraído teria sido um naco do cérebro). É exímia atiradora conseguindo acertar com precisão o piercing no umbigo da personagem Shannon (causando sua morte), sem nem precisar mirar.
Vincentavo – um dos membros mais misteriosos do seriado, que fica sempre repetindo a mesma coisa: “au au”. Também é o mais peludo dos participantes. Gosta de abanar o rabo e enterrar ossos (fato que passou a ser feito pelos demais sobreviventes que começaram também a enterrar os diversos mortos e vivos do filme). Por ser difícil imaginar um labrador em um elevador, a raça do cachorro foi trocada por um pincher. Basicamente a função deste cachorro é fugir, para que alguns personagens corram atrás dele e se metam em confusão por causa disto.
Juli-ET – Diferentemente das outras loiras do seriado, Juli é extremamente inteligente (possível alteração genética em seu DNA). Ela é uma mulher dócil, gentil, que gosta de musica romântica, de clubes de leitura e de cozinhar bolinhos, ao mesmo tempo em que bate, dá choques, mata e mente para os outros, que neste caso não são os outros, pois os outros são outros. Mas para não confundir eles (que não são os outros) com os outros que realmente são outros, vamos parar por aqui.
Dezmontes – Após algum tempo perdido no seriado ganhou poderes de prever o futuro, e está só esperando ser resgatado para comprar um bilhete premiado e com o dinheiro poder cortar o cabelo. Provavelmente é o único que conhece o final deste seriado, pois até o quinto episódio de LOST mesmo os roteiristas ainda parecem perdidos sobre a história.
Charli Eirah – Aspirante de uma carreira (deste que seja purinha). Viciado em cachaça do tipo “long neck”, com o casco em formato de santinha. Tentou entrar para o time dos casados se enforcando com uma loira, mas acabou quase enforcado numa árvore.
Boomané (sobrenome: Zaão) – Parece estar sempre disposto a levar a pior, ficando na pior, uma vida inteira com seus pensamentos na pior. É tão teimoso quanto o personagem Boone do filme oficial, que não conseguindo morrer em decorrência da queda de sua aeronave, procurou outro avião na floresta para enfim se matar.
Shannon (sobrenome: “Pior”) – irmã de faz-de-conta de Boomané. Tenta provar para todo mundo que não é uma patricinha fútil e oferecida. Conta para quem quiser ouvir que a frase que mais repetia para seu ex-namorado era: “Só casando!”. (Atenção: Zando, o ex-namorado de Shannon, não aparece neste filme).
Claire Ianaddah – Parece ter vindo para ilha a passeio. Basicamente aparece alternando entre os estados de bom humor discreto e mau humor concreto. Sua maior colaboração foi ter dado a luz em um momento sombrio.
Mr. But Eko – Padre que comprou o diploma de santidade. Traficante. Revendedor de estátuas de santa Genoveva, cheias de cachaça. Aproximava as almas de Deus, tirando-lhes desta vida diretamente para vida eterna.
Michael Juddaz – Assim como o apóstolo Judas da bíblia, Michael também traiu seus amigos, mas ao invés de ser por trinta moedas, no caso dele foi para salvar seu filho que na época pesava uns trinta quilos. Auxiliou os outros a capturar seus amigos e ajudou o pessoal dos recursos humanos a diminuir a folha de pagamento do filme, matando meia dúzia de atores durante seu ato de traição.
Benjamin – O Ben é mal (Ele ameaçou revelar os meus segredos se eu revelar os dele).
Monstro da fumaça – algumas teorias apontam que o monstro da fumaça é na realidade uma amostra de poluição extraída de uma das chaminés de São Paulo. Outros dizem que ele realmente esteve em São Paulo, mas não agüentou a poluição de lá e fugiu disfarçado como fumaça de cigarro, mas infelizmente acabou entrando em um prédio misterioso, indo parar na ala de não fumantes, sendo dragado pelo sistema de ventilação e ficando preso junto com os demais perdidos do lugar. O tal monstro da fumaça e da poluição é capaz das piores sujeiras.
CONTINUA... (ou não).
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RESPOSTA AO LEITOR
| Recebi um e-mail do nosso leitor Camilo protestando contra cenas íntimas no BBB. É lamentável! Mas, repito, o maior problema está no público que gosta de assistir sexo e violência. É preciso uma auto-educação, isto é, o próprio telespectador perguntar a si próprio: ESTE PROGRAMA VAI ME TRAZER ALGO DE BOM? O QUE EU ESTOU CONSTRUINDO, PARA MIM E PARA O MEU PRÓXIMO, DANDO AUDIÊNCIA? Cabe à consciência de cada um dar a resposta certa! Em caso negativo, é só mudar de canal! Abraços Nair Lúcia de Britto |
MAIS HUMANIDADE PARA COM OS ANIMAIS
| Escrevi a poesia Gato Preto em defesa desses felinos que são sacrificados em razão de uma superstição absurda, que não tem razão de existir. Soube, inclusive, que existem pessoas que, próximo de uma sexta-feira 13, vão até locais de doação de animais para adotar um gato preto com o objetivo de sacrificá-lo. Os gatos pretos são iguais a todos os outros gatos. Este preconceito é tão desumano, como todos os outros que também são! Nenhum mal nos atinge quando não fazemos mal a ninguém.Ou seja: É SÓ FAZER O BEM QUE SE RECEBE O BEM. Nair Lúcia de Britto |
sábado, 14 de março de 2009
A PARTIDA DO MEIO AMBIENTE.
(Autor: Antonio Brás Constante)
Desde o tempo em que os misteriosos mecanismos evolutivos permitiram a existência da raça humana neste mundo, sem perceber começamos a participar de uma partida pelo futuro da Terra, pelo nosso futuro, e pelo futuro daqueles que amamos.
Nesta disputa o nome “partida” define bem o que está acontecendo ao nosso redor, pois vários animais estão partindo rumo a derradeira extinção. Troncos de árvores vão sendo partidos em nome da ambição. O solo está se partindo sob nossos pés, vítima da implacável erosão, causada por nossos atos insensatos. Mas principalmente, estamos partindo para um caminho sem volta no que diz respeito à salvação do meio ambiente e, conseqüentemente, de nossas vidas.
Realmente parece que não estamos entendendo (ou querendo entender) o jeito correto de se participar desta competição, e isso é péssimo, pois para se competir, é desejável que os participantes demonstrem um mínimo de aptidão e competência (algo que parece estar nos faltando). Se alguém dúvida, basta olhar para o nosso comportamento, como por exemplo: mesmo sabendo dos recursos finitos em nosso planeta, estamos sempre jogando fora tudo o que aparentemente já não serve aos nossos caprichos superficiais, demonstrando muito pouco interesse em elaborar, aperfeiçoar ou mesmo praticar formas de reciclagem, que tentem aproveitar o que já tiramos da natureza através da reutilização de materiais.
Estamos competindo por nossa sobrevivência de forma individual, ignorando regras essenciais ao bem-estar geral, talvez por acharmos que não exista uma punição para estes tolos atos irresponsáveis. Quantos rios terão que morrer para criarmos consciência da importância de mudar nosso comportamento frente à utilização dos recursos naturais? Quantas florestas necessitarão ser devastadas para percebermos o quanto estamos errados? Quanto tempo ainda irá demorar até conseguirmos escutar os apelos de socorro da natureza?
Somos Bilhões de indivíduos vivendo em uma sociedade consumista, pensando de forma egoísta coisas do tipo: “eu posso deixar a luz acesa”, “eu posso deixar a torneira aberta”, “eu posso jogar lixo na rua”, etc. E assim o ser humano vai poluindo, esbanjando e destruindo os recursos que estão a sua disposição, por achar que não precisa fazer a sua parte para evitar o desperdício. E com isso contribui para agravar cada vez mais a derrocada de todos, empurrando-nos diretamente ao precipício.
Para piorar a situação, a cada dia aumentamos o número de jogadores em campo, sem perceber que quanto mais jogadores nascem pior o jogo fica para todos, pois os recursos são limitados frente a um consumo cada vez mais desenfreado.
Muitos chamam a natureza de mãe, mas agem com ela como verdadeiros filhos da mãe. Atuando como seres ingratos, que não sabem retribuir tudo que recebem de seu ventre de terra no qual pisamos, e por onde a vida corre em forma de água cristalina, bem como se renova de tantas maneiras milagrosas o ar que se respira, isso entre tantos outros presentes que destruímos tal qual crianças mimadas, que não sabem dar o devido valor ao que tem.
Gastamos tempo e dinheiro construindo piscinas para diversão, mas somos incapazes de construir reservatórios que captem a chuva, visando a preservação. Nos calamos frente à ganância mundial que impede a criação de fontes alternativas de combustível, obrigando-nos a continuar envenenando o meio ambiente para que eles possam continuar lucrando com seus gigantescos poços de petróleo inglório.
Enfim, neste campeonato com trejeitos de guerra, onde o inimigo utiliza alcunhas como “desmatamento” e “poluição”, devemos rever nossas ações e atitudes, deixando de agir como atacantes vendidos, que ficam ajudando o time adversário, passando a atuar na defesa e preservação da natureza, pois somente assim poderemos ganhar uma chance de futuro. Caso contrário, ao invés de desenvolvimento, seremos a primeira espécie a ser algoz de sua própria extinção.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Resp. Social como diferencial estratégico na crise
Ricardo Young fala a empresários do setor de franquias em evento aberto a interessados
"Gestão Socialmente Responsável - Uma Estratégia Competitiva em Tempos de Crise" é o tema da apresentação que Ricardo Young, do Instituto Ethos de Empresas de Responsabilidade Social, faz a empresários do setor de franchising no dia 25/3 (quarta-feira), às 8h30, na sede da Associação Brasileira de Franchising (avenida das Nações Unidas, 10.989).
Aberta ao público interessado, a palestra faz parte do Café Solidário, um programa de cursos na área de responsabilidade social promovido pela Associação Franquia Solidária (Afras), entidade ligada à Associação Brasileira de Franchising.
Na ocasião, a entidade lançará os indicadores de gestão socialmente responsável que desenvolveu junto ao Ethos, no final do ano passado. Em uma primeira fase, experimental, o questionário está sendo aplicado em 13 marcas do sistema de franquias. Para Claudio Tieghi, presidente da Afras, os indicadores são um instrumento de gestão estratégico muito útil, inclusive em tempos de turbulência econômica.
Também participa do evento, Sônia Favaretto, superintendente de sustentabilidade do Banco Itaú, que irá falar da implantação dos indicadores no setor bancário.
"Com a utilização sistêmica dos indicadores, a franqueadora pode potencializar canais de relacionamento com fornecedores, parceiros e se tornar apta a oferecer novas propostas para os diversos segmentos de negócio", defende Claudio.
Data: 25/03, às 8h30
Resp. Social como diferencial estratégico na crise
Ricardo Young fala a empresários do setor de franquias em evento aberto a interessados
"Gestão Socialmente Responsável - Uma Estratégia Competitiva em Tempos de Crise" é o tema da apresentação que Ricardo Young, do Instituto Ethos de Empresas de Responsabilidade Social, faz a empresários do setor de franchising no dia 25/3 (quarta-feira), às 8h30, na sede da Associação Brasileira de Franchising (avenida das Nações Unidas, 10.989).
Aberta ao público interessado, a palestra faz parte do Café Solidário, um programa de cursos na área de responsabilidade social promovido pela Associação Franquia Solidária (Afras), entidade ligada à Associação Brasileira de Franchising.
Na ocasião, a entidade lançará os indicadores de gestão socialmente responsável que desenvolveu junto ao Ethos, no final do ano passado. Em uma primeira fase, experimental, o questionário está sendo aplicado em 13 marcas do sistema de franquias. Para Claudio Tieghi, presidente da Afras, os indicadores são um instrumento de gestão estratégico muito útil, inclusive em tempos de turbulência econômica.
Também participa do evento, Sônia Favaretto, superintendente de sustentabilidade do Banco Itaú, que irá falar da implantação dos indicadores no setor bancário.
"Com a utilização sistêmica dos indicadores, a franqueadora pode potencializar canais de relacionamento com fornecedores, parceiros e se tornar apta a oferecer novas propostas para os diversos segmentos de negócio", defende Claudio.
Data: 25/03, às 8h30
segunda-feira, 9 de março de 2009
MUITO MAIS DO QUE SER UM PICHADOR
(Autor: Antonio Brás Constante)
O ser humano tem um certo fascínio pela escrita, infelizmente muitas vezes este fascínio é encoberto por camadas de repulsa, por encarar o ato de escrever apenas como uma tarefa e não como uma arte. Já nos tempos da pré-história muitos se aventuravam em registrar seu cotidiano através de pinturas nas paredes das cavernas. Eles pereciam, mas seus desenhos se eternizavam. Desenhos que venciam o tempo chegando até os nossos dias, como quem envia um e-mail sem se preocupar em receber a resposta.
Mesmo antes de aprender a andar, a criança já gosta de rabiscar. Passa o lápis colorido em uma folha de papel (ou em uma mesa, ou no chão, etc) e algo mágico acontece, pois aparece uma marca do nada, seguida geralmente de um grito de repreensão de algum adulto.
Passamos a escrever através da arte, através da ciência. Escrevemos por necessidade. Para libertar pensamentos. Escrevemos no próprio corpo em forma de tatuagens. Escrevemos livros, ou na própria história. Escrevemos a vida e os sonhos.
Mas tem um tipo de expressão escrita que me causa decepção, a pichação. Esta forma de rebeldia atrai muitos adeptos. Entre o pichador e a vítima da pichação existem dois mundos paralelos. De um lado encontramos gente que sente a adrenalina correr pelo corpo ao saber que está transgredindo algo. Do outro lado encontramos a parede nua, indefesa, que sofre a violência contra si, sendo violentada por marcas de spray.
No mundo do pichador, o feito é anônimo para sociedade, mas enaltecido entre sua tribo. A coragem de escalar muros e marcar o alheio com seus sinais compreensivelmente incompreensíveis. Já no mundo do dono do estabelecimento, o que acontece é a frustração de ter seu patrimônio depredado, maculado.
Nosso corpo é uma fonte quase inesgotável de substâncias químicas, causadoras de euforia. Alguns alcançam o frenesi destas substâncias, por exemplo, através da prática de esportes radicais. Mas há quem busque esta sensação de liberdade através da pichação.
O que poucos sabem é que existem outras formas de se produzir tais substâncias, ou mesmo de se destacar perante a humanidade. A solidariedade é uma dessas formas. “Ops, mas que papo careta!”, alguns poderão pensar. Para quem acha isso, devo lembrar que é preciso muito mais coragem para ajudar do que para vandalizar. O vandalismo é um ato egoísta, vazio. Enquanto a ajuda é algo construtivista que transmite força na leveza de suas ações.
A juventude dispõe de uma energia gigantesca, que poderia mudar o mundo. Mas boa parte desta força viva é desperdiçada na geração de marcas sem futuro. Quando você marca uma parede com spray, qualquer tinta pode desfazer sua obra. Mas quando você marca uma pessoa com seus gestos, parte de você passa a viver dentro daquela pessoa. Algo que pichação nenhuma jamais conseguirá fazer. É como tatuar seu nome na alma dos seus semelhantes, deixando de ser um anônimo pichador esquecido, para se tornar um artista imortal, um pintor de sorrisos.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc
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sexta-feira, 6 de março de 2009
Construção Diária
Salvador Dali
CONSTRUÇÃO DIÁRIA
E os sonhos recolhem
as migalhas diurnas
-desejos não realizados
não fogem aos
fantasmas das noites
E meu corpo
absorve
todo impacto
das minhas fantasias
mal dormidas
E toda manhã
tento juntar
os meus pedaços
Aos Domingos
Edouard Manet
AOS DOMINGOS
Aos domingos passeio
com meus pensamentos antigos
-Fantasmas do passado tão vivos!
Aos domingos como macarrão vejo filmes
e vou descansar de não-sei-o-quê
Aos domingos espero
o domingo passar
para me devolver o presente
amanhã
-Nos domingos estes vazios!
Aos domingos tiro feriado de mim
Pirataria
PIRATARIA
Meus olhos são aquáticos
Os pensamentos navegam
leves, soltos
Flutuam à deriva
-Tento ancorá-los-
Procuro um porto
onde possa abordá-los
Viagem
Caravaggio
VIAGEM
Esse sangue
esse poço
essa vontade
de me erguer
verticalmente
até o topo
de minha cabeça
definem o meu tamanho
dentro de mim
Fênix
FÊNIX
Dentro de mim
há uma fogueira
que separa as cinzas das cores
-o que renasce não é o corpo
mas o topo da transparência do meu ser
Trajeto
TRAJETO
E nesta altura
(da vida)
meus olhos acariciam
as ruas, os céus
e espero-me
asas e pés
volto desarmado
desta luta contra o nada
que existia em mim
As lembranças
são apenas lembranças
e não pisam o chão
nem moem o pão
-degusto os sabores
destas horas agora
e fico em paz
08 de março DIA INTERNACIONAL DA MULHER
08 DE MARÇO
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Neste 08 de março a homenagem é especial para todas as mulheres.
Para aquelas que acordam cedinho, ou nem tanto.
Para aquelas que trabalham muito, ou nem tanto.
Para aquelas que sonham muito, ou nem tanto.
Porque todas despertam belas e com fibra conduzem suas vidas,
renovando a esperança.
Neste 08 de março a homenagem é especial para todas as mulheres.
Para aquelas que têm voz meiga e suave, ou nem tanto.
Para aquelas que são calmas, ou nem tanto.
Para aquelas que são solícitas, ou nem tanto.
Porque todas já experimentaram
o concretismo da ternura.
Neste 08 de março a homenagem é especial para todas as mulheres.
Para aquelas que dominam suas emoções, ou nem tanto.
Porque suas lágrimas já transportaram afeto.
Para aquelas que estão pertinho, ou nem tanto...
Porque ambas lembram saudade em algum lugar no universo.
Feliz 08 de março,
Dia Internacional da Mulher!
Partes Mirim
_________________
quinta-feira, 5 de março de 2009
EM SETE PALMOS DE BARRO
(Autor: Antonio Brás Constante)
A aliança no dedo
A promessa nos lábios
A rotina dos anos
A família num quadro;
A comida no prato
A toalha na mesa
A bebida no copo
Uma lágrima presa;
A criança descalça
O indivíduo no carro
A miséria nas ruas
Duas mãos para o alto;
A água na fonte
O sol sobre a Terra
O suor na fronte
O destino lhe espera;
O tiro da arma
Um grito perdido
Uma prece abafada
O peito atingido;
Sirenes na noite
No mato um gemido
Luzes sobre a relva
Um vulto estendido;
Um semblante sereno
Um terno engomado
Um corpo sem vida
Sete palmos de barro.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc
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quarta-feira, 4 de março de 2009
Seminario em Sao Carlos (SP) promove reflexao sobre inovacoes nos processos de ensino e aprendizagem na Educacao Superior
O evento é promovido pela Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad) da UFSCar, por meio da sua Coordenadoria de Desenvolvimento Pedagógico. O Seminário configura-se como uma oportunidade de ampliar conhecimentos, analisar, discutir, propor e vivenciar práticas pedagógicas inovadoras, bem como buscar maior integração do corpo docente. Entre os objetivos da iniciativa estão a reflexão sobre a inovação nos processos de ensino e aprendizagem; a vivência de práticas inovadoras na área; a apresentação de experiências pedagógicas desenvolvidas na UFSCar; e a discussão sobre a atuação do professor reflexivo na formação do profissional.
Para a Pró-Reitora de Graduação da UFSCar, professora Emília Freitas de Lima, o importante é ter resultados no trabalho do professor que interfiram na formação adequada do estudante. "Espera-se que o aprofundamento da discussão sobre processos de ensino e aprendizagem produza preciosos subsídios à formação profissional e pessoal dos nossos alunos", afirma ela.
Durante o evento serão realizadas palestras, oficinas, grupos de trabalho e apresentação de experiências pedagógicas desenvolvidas no âmbito da UFSCar. A programação do evento prevê atividades nos três campi da UFSCar, em São Carlos, Araras e Sorocaba. A programação completa do Seminário em cada campus da Universidade pode ser conferida em www.ufscar.br/inovacoespedagogicas. Para conduzir as palestras, oficinas e grupos de trabalho, o Seminário conta com a participação de cerca de 20 docentes e pesquisadores da UFSCar e de outras instituições do Brasil e de Portugal.
O público-alvo do Seminário é formado pelos docentes da UFSCar, mas também há vagas para professores de outras instituições, pós-graduandos e técnico-administrativos. A participação no Seminário é gratuita.
Mais informações podem ser obtidas na página eletrônica do Seminário, através do e-mail coordped@ufscar.br, ou pelos telefones (16) 3351-9589 e 3351-8434.
